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Receita Federal alerta para golpe com CPF que simula cobrança via Pix

por Camila Braga - Repórter de Economia
20/02/2026 às 19h44 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h06
em Economia, Destaque, Notícias
Golpe De Internet - Gazeta Mercantil

Golpistas usam nome e CPF para simular cobranças da Receita Federal e ampliam risco de fraudes via Pix

Criminosos têm intensificado um esquema de fraude que utiliza nome e CPF reais de contribuintes para simular cobranças indevidas da Receita Federal. A prática, que envolve a criação de páginas falsas semelhantes ao portal gov.br, tem levado vítimas a realizar pagamentos via Pix ou QR Code acreditando estar regularizando pendências tributárias inexistentes.

O alerta foi reforçado pelo próprio órgão, após o aumento de relatos de cidadãos que receberam mensagens informando supostos débitos fiscais vencidos. Segundo a Receita, todas as cobranças relatadas nesses casos são fraudulentas.

O golpe se apoia na reprodução quase fiel da identidade visual do governo federal, incluindo cores, brasões e estrutura gráfica semelhante à dos portais oficiais. A diferença, muitas vezes sutil, está no endereço eletrônico, que não pertence ao domínio “gov.br”.

Como funciona o esquema

O mecanismo é relativamente simples, mas sofisticado na execução. A vítima recebe uma mensagem — por e-mail, aplicativo de conversa ou até ligação telefônica — informando sobre uma pendência junto à Receita Federal. O texto costuma mencionar nome completo e CPF corretos, o que aumenta a sensação de legitimidade.

Ao clicar no link ou acessar a página indicada, o contribuinte é direcionado a um site falso que simula o ambiente oficial do governo. Lá, encontra um suposto Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF) ou Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS), com valor atualizado e prazo para pagamento.

O diferencial do golpe está na etapa final: a disponibilização de um QR Code ou chave Pix para quitação imediata. Ao realizar a transferência, o dinheiro é direcionado para contas controladas por terceiros.

Em alguns casos, o QR Code corresponde a um documento legítimo, porém vinculado a outro contribuinte. A vítima acredita ter quitado seu débito, mas o pagamento não possui qualquer vínculo com seu CPF, resultando em prejuízo financeiro direto.

Receita Federal não envia cobrança por mensagem

A Receita Federal reforça que não envia boletos, cobranças ou solicitações de pagamento por aplicativos de mensagem, e-mail com links externos ou telefone. Todos os documentos oficiais de arrecadação devem ser gerados exclusivamente no ambiente oficial, acessado por meio de digitação direta do endereço no navegador.

O órgão orienta que o contribuinte jamais clique em links recebidos por terceiros para verificar supostas pendências fiscais. A checagem deve ser feita apenas pelo portal oficial.

A recomendação ganha relevância diante do aumento do uso de serviços digitais e da popularização do Pix, que tornou as transferências instantâneas. A rapidez da operação reduz o tempo de reação das vítimas e dificulta a reversão do prejuízo.

Uso de dados reais amplia credibilidade do golpe

O uso de informações autênticas é um dos fatores que mais preocupam especialistas em segurança digital. Ao mencionar nome e CPF corretos, os golpistas conferem legitimidade à comunicação e reduzem a desconfiança inicial.

A obtenção desses dados pode estar associada a vazamentos anteriores ou à circulação indevida de bases de dados na internet. O cenário evidencia desafios estruturais na proteção de informações pessoais e reforça a necessidade de atenção redobrada por parte dos cidadãos.

Esse tipo de fraude se enquadra na chamada engenharia social, técnica que explora vulnerabilidades emocionais — como medo de sanções fiscais — para induzir decisões rápidas.

Pix e urgência como gatilhos psicológicos

A combinação de cobrança supostamente oficial e prazo curto para pagamento cria um ambiente de pressão. A vítima é levada a acreditar que o não pagamento imediato pode resultar em bloqueio do CPF, multa ou outras penalidades.

Com o Pix, a transferência ocorre em segundos. Uma vez concluída, a recuperação do valor depende de processos administrativos e investigação, que nem sempre resultam em ressarcimento.

O aumento desse tipo de ocorrência acompanha a expansão das fraudes digitais no país. Dados recentes do setor financeiro indicam crescimento nas tentativas de golpes envolvendo identidade falsa de órgãos públicos.

Orientações para evitar prejuízo

A Receita Federal divulgou recomendações claras para prevenir novas vítimas:

  • Desconfiar de pedidos de pagamento via Pix ou QR Code recebidos por mensagem;

  • Não realizar transferências com base em ligações telefônicas;

  • Digitar manualmente o endereço oficial no navegador;

  • Conferir se o site acessado termina em “gov.br”;

  • Buscar orientação nos canais oficiais em caso de dúvida.

Além disso, é recomendável manter antivírus atualizado e ativar mecanismos de proteção contra phishing no navegador.

O Banco Central do Brasil também tem reforçado iniciativas de proteção ao CPF e aprimorado mecanismos de devolução em casos de fraude envolvendo Pix. Ainda assim, a prevenção continua sendo a principal barreira contra prejuízos.

Períodos de maior risco

Especialistas alertam que golpes tendem a se intensificar em momentos de maior movimentação tributária, como durante o período de declaração do Imposto de Renda ou abertura de consultas a lotes residuais.

Nessas fases, o aumento do volume de comunicações legítimas cria um ambiente propício para inserção de mensagens fraudulentas. O contribuinte, acostumado a receber notificações reais, pode ter a atenção reduzida diante de comunicações aparentemente oficiais.

Confiança institucional em jogo

O uso indevido do nome da Receita Federal não gera apenas perdas financeiras individuais. Também impacta a confiança do cidadão nas instituições públicas e na digitalização dos serviços governamentais.

Nos últimos anos, o Brasil avançou na oferta de serviços online, ampliando eficiência e reduzindo burocracia. No entanto, a expansão digital também aumentou a superfície de ataque para criminosos especializados.

O combate às fraudes depende de cooperação entre órgãos públicos, instituições financeiras e forças de segurança. Investigações têm sido conduzidas para identificar responsáveis e desarticular quadrilhas envolvidas.

Vigilância permanente do contribuinte

Diante do cenário, a principal recomendação é cautela. A Receita Federal não realiza cobrança por canais informais e não solicita pagamentos urgentes fora do ambiente oficial.

Qualquer comunicação que envolva pressão para transferência imediata deve ser encarada como suspeita. A verificação direta no portal oficial continua sendo a medida mais segura.

O avanço das fraudes digitais exige atenção constante do contribuinte brasileiro. Informação qualificada e verificação rigorosa de canais são ferramentas essenciais para impedir que golpes se convertam em prejuízo financeiro.

A orientação é clara: antes de qualquer pagamento relacionado a tributos federais, confirme a autenticidade da informação exclusivamente pelos canais oficiais. Em ambiente digital cada vez mais sofisticado, a prudência é a melhor defesa.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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