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Governo renova contratos de energia em 13 estados e deixa Enel fora

Acordos com 16 distribuidoras preveem R$ 130 bilhões em investimentos até 2030; empresa italiana segue sob processo na Aneel por falhas no serviço em São Paulo

por Maria Helena Costa - Repórter de Economia
08/05/2026 às 23h53 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h21
em Economia, Destaque, Notícias
Governo Renova Contratos De Energia Em 13 Estados E Deixa Enel Fora - Gazeta Mercantil

O governo federal antecipou a renovação de contratos com distribuidoras de energia elétrica que atuam em 13 estados, em uma rodada que prevê R$ 130 bilhões em investimentos até 2030 para modernização de redes, melhoria da qualidade do serviço e ampliação do atendimento aos consumidores. A medida, anunciada em Brasília, contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, mas deixou de fora a Enel, concessionária que enfrenta processo na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pode perder a concessão em São Paulo.

Os contratos contemplam 16 distribuidoras e foram firmados sob as regras do Decreto 12.068/2024, que estabeleceu diretrizes mais rígidas para empresas responsáveis pela distribuição de eletricidade. Entre as companhias contempladas estão Light, Equatorial, Neoenergia, CPFL, EDP e Energisa.

A renovação envolve concessões em estados das regiões Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste e Sul. Segundo o governo, os novos contratos buscam corrigir fragilidades dos acordos firmados no fim da década de 1990, considerados menos exigentes em relação a qualidade de atendimento, recomposição do serviço e fiscalização de investimentos.

A Enel, de origem italiana, não teve a concessão renovada nesse pacote. A empresa vem sendo alvo de críticas por sucessivos apagões e demora no atendimento a consumidores, especialmente na região metropolitana de São Paulo. O processo em curso na Aneel pode resultar em sanções e, no limite, na caducidade do contrato.

Renovação prevê R$ 130 bilhões em investimentos

A rodada de renovação dos contratos de distribuição de energia elétrica é apresentada pelo governo como uma das maiores iniciativas de modernização da infraestrutura do setor no país. A projeção oficial é de R$ 130 bilhões em investimentos até 2030, voltados à ampliação, digitalização e melhoria das redes.

Segundo o ministro Alexandre Silveira, a medida representa a mais expressiva rodada de investimentos na modernização das redes de distribuição de energia da história brasileira. O governo também estima a geração de 100 mil empregos diretos e indiretos e a capacitação de 30 mil profissionais.

Os recursos deverão ser aplicados em redes de distribuição, recomposição de serviço, atendimento ao consumidor, expansão em áreas rurais, digitalização e infraestrutura associada ao fornecimento de eletricidade.

A distribuição é uma etapa crítica do setor elétrico, pois conecta a energia produzida nas usinas aos consumidores residenciais, comerciais, industriais e rurais. Falhas nessa etapa geram impactos diretos sobre famílias, empresas, hospitais, escolas, comércio e atividades produtivas.

Novos contratos terão regras mais rígidas

Os novos contratos seguem as diretrizes do Decreto 12.068/2024, que tornou mais exigentes as obrigações das distribuidoras. O objetivo é vincular a renovação das concessões a metas concretas de qualidade, atendimento e capacidade financeira.

De acordo com o governo, as empresas terão de cumprir 17 diretrizes previstas na norma federal. Entre elas estão a inclusão da satisfação do consumidor como indicador de desempenho, a melhoria contínua da qualidade do fornecimento e a definição de metas para recomposição do serviço após eventos climáticos extremos.

Essa mudança responde a uma demanda crescente por maior responsabilização das concessionárias. Nos últimos anos, apagões prolongados, demora na recomposição de energia e falhas em canais de atendimento ampliaram a pressão de consumidores, governos estaduais, prefeituras e órgãos reguladores.

A lógica do novo modelo é elevar o padrão mínimo de serviço e reduzir assimetrias entre regiões. Segundo Alexandre Silveira, a medição da qualidade deixará de considerar apenas grandes áreas de concessão e passará a observar recortes menores, como bairros.

Qualidade será medida por bairros

Uma das principais mudanças anunciadas pelo governo é a forma de medir a qualidade do serviço. Antes, segundo o Ministério de Minas e Energia, os indicadores eram avaliados pela área de concessão. Agora, a aferição deverá considerar bairros.

A mudança busca evitar que médias gerais escondam problemas recorrentes em regiões mais vulneráveis. Na prática, bairros mais pobres deverão ter o mesmo padrão de qualidade exigido em bairros de maior renda.

O governo afirma que esse modelo permitirá fiscalização mais precisa sobre a frequência e a duração das interrupções de energia. Também deve ampliar a pressão sobre distribuidoras para reduzir desigualdades no atendimento.

A avaliação por bairros pode ter impacto relevante em grandes centros urbanos, onde a qualidade do serviço varia significativamente entre regiões. Em períodos de tempestades ou calor extremo, áreas periféricas costumam enfrentar maior demora na recomposição do fornecimento.

A nova regra também dialoga com o aumento de eventos climáticos extremos, que têm pressionado redes elétricas em diferentes estados. Chuvas intensas, ventos fortes e ondas de calor ampliam o risco de falhas e exigem investimentos em resiliência.

Empresas terão de comprovar capacidade financeira e operacional

Os contratos renovados também estabelecem exigências anuais de comprovação de capacidade financeira e operacional. Essa obrigação busca assegurar que as distribuidoras tenham condições de cumprir metas de investimento, manutenção e atendimento.

A comprovação periódica é relevante porque concessões de energia envolvem serviços essenciais e contratos de longo prazo. Uma distribuidora sem capacidade financeira adequada pode adiar investimentos, reduzir manutenção e piorar a qualidade do fornecimento.

Além disso, as empresas deverão adotar medidas de digitalização das redes elétricas, proteção de dados dos consumidores e regularização do compartilhamento de postes entre redes de energia e telecomunicações.

O compartilhamento de postes é um tema sensível no setor. A ocupação desordenada por cabos de telecomunicações e outros serviços gera riscos de segurança, dificulta manutenção e afeta a paisagem urbana. A regularização desse uso é apontada como parte da melhoria da infraestrutura.

A digitalização das redes, por sua vez, pode permitir monitoramento mais rápido de falhas, melhor gestão de carga e resposta mais eficiente a interrupções.

Estados contemplados somam investimentos bilionários

Os contratos renovados abrangem 13 estados. Os maiores volumes previstos estão em São Paulo, Bahia, Pará, Rio de Janeiro, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Maranhão.

Em São Paulo, os investimentos previstos somam R$ 26,2 bilhões. Na Bahia, chegam a R$ 24,8 bilhões. O Pará terá previsão de R$ 12,2 bilhões, enquanto o Rio de Janeiro soma R$ 10 bilhões.

Também estão contemplados Pernambuco, com R$ 9,8 bilhões; Rio Grande do Sul, com R$ 9,6 bilhões; Mato Grosso, com R$ 9,3 bilhões; e Maranhão, com R$ 9,2 bilhões.

Outros estados incluídos são Mato Grosso do Sul, com R$ 4,4 bilhões; Rio Grande do Norte, com R$ 4,1 bilhões; Espírito Santo, com R$ 4 bilhões; Paraíba, com R$ 2,8 bilhões; e Sergipe, com R$ 1,7 bilhão.

A distribuição dos recursos mostra o alcance nacional da rodada, embora os valores variem de acordo com o tamanho da concessão, a base de consumidores, a extensão da rede e as necessidades de investimento de cada área.

Enel fica fora após falhas no fornecimento em São Paulo

A ausência da Enel no pacote de renovação é um dos pontos centrais do anúncio. A distribuidora, que atende parte relevante da região metropolitana de São Paulo, enfrenta processo na Aneel por sucessivos apagões e falhas no atendimento.

O procedimento regulatório pode levar ao fim do contrato, caso fique comprovado descumprimento grave das obrigações da concessão. A caducidade é a penalidade mais severa em contratos de concessão e depende de análise técnica, processo administrativo e decisão das autoridades competentes.

A Enel tornou-se alvo de forte pressão após episódios de interrupção prolongada de energia em São Paulo. Consumidores, empresas e autoridades locais criticaram a demora na recomposição do serviço e a dificuldade de atendimento em canais da concessionária.

O caso também ganhou dimensão diplomática e política. Em discurso no evento, Lula mencionou indiretamente a companhia e afirmou ter tratado do tema com a primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni.

Lula critica empresa sem citar diretamente a Enel

Durante o anúncio, Lula afirmou que uma empresa não teria cumprido compromissos assumidos com ele e com a primeira-ministra italiana. A declaração foi interpretada como referência à Enel.

“A verdade nua e crua é que essa empresa não cumpriu nada do que prometeu para mim e para a primeira-ministra da Itália. Nada”, disse o presidente, sem citar formalmente o nome da companhia no trecho destacado.

Lula também afirmou que a rodada de contratos representa uma sinalização de que o Brasil não deve conviver com apagões caso as novas exigências sejam cumpridas pelas distribuidoras.

A fala reforça a pressão política sobre a Enel em São Paulo e amplia a relevância do processo em curso na Aneel. A decisão sobre o futuro da concessão será acompanhada de perto por consumidores, empresas, governo federal, Prefeitura de São Paulo, governo paulista e investidores do setor elétrico.

A situação da Enel tornou-se um teste para o novo ambiente regulatório das distribuidoras. O caso pode indicar até que ponto o governo e a agência reguladora estão dispostos a aplicar sanções mais duras contra concessionárias que descumprem metas de qualidade.

Data centers entram no debate sobre energia

No mesmo evento, Lula também mencionou a instalação de data centers no Brasil. O presidente afirmou que empreendimentos desse tipo devem vir ao país com disposição de construir sua própria energia, em referência ao alto consumo elétrico dessas estruturas.

Data centers são instalações usadas para armazenar, processar e distribuir dados digitais. O avanço de inteligência artificial, computação em nuvem, plataformas digitais e serviços de streaming ampliou a demanda global por esse tipo de infraestrutura.

A fala do presidente indica preocupação com o impacto desses empreendimentos sobre o sistema elétrico nacional. Como data centers exigem fornecimento contínuo e grande volume de energia, sua expansão pode pressionar redes de transmissão e distribuição, dependendo da localização e do modelo de contratação.

O tema também se conecta à política industrial e tecnológica. O Brasil busca atrair investimentos em infraestrutura digital, mas precisa compatibilizar essa agenda com segurança energética, modicidade tarifária e expansão da geração.

Setor elétrico terá maior cobrança por atendimento

A renovação antecipada dos contratos impõe um novo padrão de cobrança para distribuidoras. O governo quer que investimentos e metas de qualidade sejam tratados como compromissos centrais das concessões, e não apenas como obrigações genéricas.

Para os consumidores, a principal expectativa é a redução da frequência e da duração de interrupções de energia. Para empresas, a confiabilidade do fornecimento é fator determinante para produção, comércio, serviços e tecnologia.

Falhas prolongadas geram prejuízos diretos, perda de alimentos, interrupção de atividades econômicas, danos a equipamentos e aumento de custos operacionais. Em regiões rurais, problemas na rede afetam irrigação, armazenagem, agroindústria e infraestrutura de produção.

A inclusão de metas para áreas rurais e agricultura familiar também busca reduzir gargalos fora dos grandes centros urbanos. A qualidade da energia é um fator relevante para a competitividade do campo, especialmente em cadeias que dependem de refrigeração, automação e conectividade.

Renovação reforça papel do Estado na regulação das concessões

A rodada de contratos marca uma tentativa do governo de reposicionar a relação entre poder concedente, agências reguladoras e distribuidoras. A renovação antecipada oferece previsibilidade às empresas, mas exige contrapartidas mais explícitas em qualidade e investimento.

Esse equilíbrio é central em concessões públicas. As empresas precisam de estabilidade contratual para investir, enquanto o Estado deve garantir que serviços essenciais sejam prestados com qualidade, continuidade e preço adequado.

No setor elétrico, a distribuição é uma das áreas mais sensíveis para a população. Mesmo quando geração e transmissão funcionam adequadamente, falhas na distribuidora podem deixar consumidores sem energia por horas ou dias.

A nova modelagem tenta reduzir esse risco por meio de metas mais detalhadas, fiscalização mais próxima e maior transparência sobre a capacidade das empresas de cumprir suas obrigações.

Exclusão da Enel amplia pressão sobre concessões problemáticas

A renovação dos contratos de energia em 13 estados cria uma nova etapa para o setor de distribuição no Brasil. Com previsão de R$ 130 bilhões em investimentos até 2030, o governo busca melhorar a qualidade do fornecimento, ampliar a fiscalização e tornar as concessionárias mais responsáveis por falhas no atendimento.

A ausência da Enel, no entanto, concentra a atenção sobre as concessões com pior avaliação operacional. O processo em curso na Aneel poderá definir se a distribuidora italiana continuará responsável pelo serviço em São Paulo ou se haverá mudança mais profunda na concessão.

Para o consumidor, a promessa central é um serviço mais estável, atendimento mais eficiente e recomposição mais rápida após interrupções. Para as distribuidoras, os novos contratos trazem previsibilidade, mas também maior cobrança regulatória e risco de sanções em caso de descumprimento.

O desfecho do caso Enel será decisivo para medir a força prática das novas regras. Se o governo pretende encerrar a era de contratos pouco exigentes, a fiscalização sobre a execução dos investimentos e a resposta a falhas recorrentes será tão importante quanto a assinatura dos novos acordos.

Tags: Alexandre SilveiraAneelapagõesconcessões de energiadata centersDecreto 12.068/2024distribuidoras de energiaEconomiaEnelenergia elétricaLuiz Inácio Lula da Silvaministério de minas e energiasetor elétrico

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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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