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HGBS11 vende participação no I Fashion Outlet Novo Hamburgo por R$ 63,4 milhões e gera ganho de R$ 48 milhões

por Daniel Wicker
04/03/2026 às 16h53
em Fundos Imobiliários
Hgbs11 - Gazeta Mercantil

HGBS11 conclui venda de participação no I Fashion Outlet Novo Hamburgo por R$ 63,4 milhões

O fundo imobiliário HGBS11 anunciou nesta semana a conclusão de um Memorando de Entendimentos para alienar integralmente sua participação remanescente no I Fashion Outlet Novo Hamburgo, localizado no Rio Grande do Sul. A operação envolve 18,375% do ativo e representa a saída definitiva do fundo do empreendimento, encerrando um ciclo iniciado há mais de uma década.

O valor total da transação é de R$ 63.400.161,28, sendo R$ 15.850.001,28 pagos à vista no fechamento do contrato. O saldo será quitado em quatro parcelas distribuídas ao longo de 12 meses, mitigando riscos de liquidez e garantindo previsibilidade para o caixa do fundo. Duas parcelas de R$ 20.605.080,00 vencem em três e nove meses após o fechamento, enquanto as demais, de R$ 3.170.000,00 cada, vencem em seis e doze meses, corrigidas pelo IPCA/IBGE. Essa estrutura proporciona maior segurança aos investidores e estabilidade no fluxo de recebimentos.

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Cap rate e valorização do ativo

Segundo a administradora do HGBS11, a alienação apresenta cap rate estimado de 7,7%, calculado com base no desempenho operacional projetado para os 12 meses anteriores ao fechamento. O preço final da venda supera significativamente a avaliação mais recente do imóvel, incorporando um prêmio de 29,4% sobre o laudo vigente, evidenciando a valorização estratégica do ativo no período.

A transação deve gerar um ganho extraordinário de aproximadamente R$ 48 milhões, equivalentes a cerca de R$ 0,37 por cota, que serão incorporados ao resultado base caixa do fundo. Este ganho reforça o retorno aos cotistas do HGBS11, conforme o cronograma de recebimentos definido em contrato.

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Histórico do investimento e retorno ao cotista

Investidor no empreendimento desde 2012, o HGBS11 estruturou um Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) para financiar as obras do outlet, convertido em participação imobiliária em 2015 por R$ 12.919.254,71, referente à mesma fração ideal de 18,375%. Considerando o preço atual da venda, a operação representa uma multiplicação de aproximadamente 4,9 vezes sobre o capital inicial, consolidando um retorno significativo ao longo de mais de uma década.

O fundo havia reduzido sua exposição ao ativo anteriormente, em março de 2024, com a venda de 30,625% da participação. Ao longo do período de 11 anos, a operação entregou uma Taxa Interna de Retorno (TIR) de 24,8% ao ano, frente a um IPCA médio anual de 5,1%, consolidando o HGBS11 como uma opção de investimento consistente e rentável no segmento de shoppings e outlets no país.

Impacto no guidance de rendimentos

A desmobilização reforça o guidance de rendimentos do fundo para o primeiro semestre de 2026, estimado em R$ 0,17 por cota, alinhado ao patamar divulgado para fevereiro de 2025. A administração destaca que o fechamento definitivo da operação ainda depende do cumprimento das condições contratuais usuais, incluindo a finalização da documentação, e que manterá o mercado informado sobre todas as etapas subsequentes.

Para os cotistas, a transação representa não apenas liquidez e ganhos expressivos, mas também uma oportunidade de avaliação do portfólio do HGBS11, evidenciando o compromisso da gestão em maximizar retornos e diversificar investimentos.

Perspectivas e mercado de FIIs

O mercado de fundos imobiliários segue atento a operações como a do HGBS11, que demonstram estratégias consistentes de desinvestimento e ganho de capital em ativos consolidados. A venda da participação no I Fashion Outlet Novo Hamburgo reforça a percepção de valorização do setor de shoppings e outlets no Brasil, especialmente em empreendimentos localizados em regiões estratégicas com alto fluxo de consumidores.

Especialistas do mercado destacam que operações estruturadas com pagamentos parcelados e correção monetária pelo IPCA/IBGE contribuem para maior previsibilidade financeira e mitigação de riscos, sendo um modelo replicável em outros ativos do portfólio. A valorização obtida pelo HGBS11 no caso do outlet de Novo Hamburgo evidencia a eficiência da gestão em identificar oportunidades de ganho de capital em momentos estratégicos do ciclo econômico.

Relevância para investidores

Para investidores do HGBS11, a operação é considerada positiva tanto em termos de retorno financeiro quanto de liquidez do fundo. O ganho extraordinário estimado de R$ 48 milhões impacta diretamente o caixa e pode ser utilizado para novos investimentos, distribuição de rendimentos e fortalecimento do portfólio, garantindo competitividade do fundo no mercado de FIIs.

A gestão destaca que a saída do ativo não altera a estratégia global do fundo, que segue focado em investimentos de longo prazo, diversificação de portfólio e geração de rendimentos consistentes aos cotistas. A operação também reforça a reputação do HGBS11 no mercado, evidenciando capacidade de execução e disciplina financeira.

Ciclo de valorização do ativo

Desde a aquisição inicial do CRI em 2012, convertida em participação no outlet em 2015, o HGBS11 acompanhou a evolução do empreendimento, que incluiu obras, expansão do mix de lojas e aumento do fluxo de clientes. A valorização do ativo culminou na venda da participação remanescente por R$ 63,4 milhões, consolidando ganhos expressivos para o fundo e reforçando a estratégia de longo prazo adotada pelos gestores.

A operação também demonstra a importância de monitoramento contínuo do mercado e do desempenho operacional dos ativos, permitindo decisões informadas sobre alienação ou manutenção de participações estratégicas.

Estrutura de pagamento e segurança

A forma de pagamento parcelado, com parcelas corrigidas pelo IPCA/IBGE, oferece previsibilidade e segurança financeira, minimizando impactos de volatilidade econômica e garantindo fluxo de caixa estável para o fundo. Essa estrutura é considerada uma prática recomendada para fundos imobiliários que buscam otimizar retorno ao cotista enquanto mitigam riscos de liquidez.

Além disso, o cap rate estimado de 7,7% reflete o desempenho consistente do ativo, reforçando que a venda foi realizada em condições favoráveis, superiores às avaliações anteriores, e com prêmio relevante sobre o laudo vigente.

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