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Ibovespa cai aos 177 mil pontos com guerra no Oriente Médio, dólar em alta e cautela global

por Camila Braga - Repórter de Economia
13/03/2026 às 23h23 - Atualizado em 14/05/2026 às 21h59
em Ibovespa, Destaque, Economia, Notícias
Ações Para Acompanhar Hoje: Vale3, Vivt3, Mglu3, Raiz4 E Destaques Do Mercado - Gazeta Mercantil

Ibovespa cai aos 177 mil pontos com tensão no Oriente Médio, dólar em alta e cautela global

O mercado financeiro brasileiro encerrou a sexta-feira sob forte pressão externa e doméstica. O Ibovespa cai aos 177 mil pontos após perder força na segunda metade do pregão, refletindo um ambiente global de maior aversão ao risco, valorização do dólar e preocupações crescentes com o cenário geopolítico internacional.

O principal índice da bolsa brasileira fechou o dia em queda de 0,91%, aos 177.653,31 pontos, retornando ao patamar observado pela última vez no fim de janeiro. A retração ocorreu em meio ao aumento das incertezas sobre os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e à expectativa por decisões relevantes de política monetária na próxima semana.

O movimento reforça uma mudança recente no comportamento dos investidores. Após um início de ano marcado por forte valorização da bolsa brasileira, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos diante de uma combinação de fatores externos e internos que passaram a pressionar os ativos de risco.

Clima de cautela global pressiona a bolsa brasileira

A sessão desta sexta-feira foi marcada por um comportamento típico de mercados em ambiente de risco elevado. Investidores reduziram exposição a ativos mais voláteis e buscaram proteção em posições consideradas mais seguras.

Nesse contexto, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos principalmente devido ao aumento das tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio. O temor de escalada do conflito durante o fim de semana levou gestores a diminuir posições na bolsa brasileira.

Esse tipo de movimento é comum em momentos de incerteza internacional, quando os mercados passam a antecipar possíveis impactos econômicos de eventos geopolíticos.

Entre os principais receios dos investidores estão:

  • possíveis interrupções no fornecimento global de petróleo

  • aumento da inflação internacional

  • manutenção de juros elevados por mais tempo nas principais economias

Esses fatores ajudam a explicar por que o Ibovespa cai aos 177 mil pontos mesmo após um desempenho positivo no acumulado do ano.

Ibovespa acumula segunda semana consecutiva de queda

O desempenho negativo desta sexta-feira ampliou as perdas recentes da bolsa brasileira.

Com a retração do pregão, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos e encerra a semana com queda acumulada de 0,95%.

Na semana anterior, o índice já havia registrado uma queda expressiva de 4,99%, evidenciando uma mudança no humor do mercado.

Apesar da correção recente, o desempenho no acumulado do ano ainda permanece positivo.

Até o momento, o índice apresenta alta de 10,26% em 2026, embora a pressão mais recente tenha reduzido parte desse avanço.

No mês de março, contudo, o cenário é diferente. O Ibovespa cai aos 177 mil pontos e já acumula queda de 5,90%, refletindo o ambiente global mais volátil.

Alta do dólar reforça pressão sobre os ativos

O movimento de cautela também foi percebido no mercado de câmbio.

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 1,41%, cotado a R$ 5,3163, acompanhando o aumento da demanda global por moeda americana.

Tradicionalmente, em momentos de incerteza econômica ou geopolítica, investidores globais tendem a migrar recursos para ativos considerados mais seguros, como o dólar e títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

Nesse ambiente, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos enquanto a moeda norte-americana ganha força frente a diversas moedas emergentes.

A valorização do dólar também influencia diretamente o comportamento da bolsa brasileira, já que impacta expectativas de inflação, juros e fluxo de capital estrangeiro.

Bolsas americanas também registram queda

A aversão ao risco não ficou restrita ao mercado brasileiro.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários também encerraram o pregão no vermelho, acompanhando o aumento das tensões geopolíticas e as preocupações com o cenário macroeconômico.

Os resultados foram os seguintes:

  • Dow Jones caiu 1,43%, aos 38.714 pontos

  • S&P 500 recuou 1,58%, aos 5.206 pontos

  • Nasdaq perdeu 1,95%, aos 16.271 pontos

Esse comportamento reforça o caráter global do movimento de correção observado no mercado.

Em outras palavras, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos não apenas por fatores domésticos, mas também por uma deterioração mais ampla do sentimento de risco entre investidores internacionais.

Guerra no Oriente Médio e petróleo no radar do mercado

Um dos principais fatores que contribuiu para o aumento da cautela foi a escalada das tensões no Oriente Médio.

O conflito envolvendo o Irã e outros atores da região elevou o preço do petróleo no mercado internacional e trouxe novas preocupações sobre a estabilidade energética global.

O petróleo Brent encerrou o dia cotado a US$ 103,43 por barril, reforçando o temor de que a inflação global volte a ganhar força.

Nesse cenário, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos porque o aumento do preço da energia pode dificultar o processo de redução de juros nas principais economias do mundo.

Se a inflação voltar a acelerar, bancos centrais podem manter políticas monetárias mais restritivas por mais tempo — algo que tende a pressionar bolsas de valores.

Petrobras (PETR3; PETR4) e diesel também influenciam o mercado

No Brasil, outro fator que contribuiu para a cautela dos investidores foi o reajuste no preço do diesel anunciado pela Petrobras (PETR3; PETR4).

A estatal informou um aumento de 11,6% no preço do combustível nas refinarias, elevando o valor do litro para R$ 3,65 a partir deste sábado.

Esse movimento ocorre em um momento sensível para a política monetária brasileira.

A combinação entre dólar mais forte, petróleo em alta e combustíveis mais caros tende a pressionar a inflação doméstica.

Por isso, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos também refletindo a preocupação de investidores com os próximos passos da política econômica.

Inflação e juros voltam ao centro das atenções

A decisão da Petrobras sobre o diesel se soma a outros fatores recentes que aumentaram as preocupações com a inflação.

Entre eles estão:

  • a alta recente do dólar

  • o avanço do petróleo no mercado internacional

  • o resultado do IPCA de fevereiro

Esses elementos podem influenciar diretamente as expectativas sobre o ciclo de queda de juros no Brasil.

Se a inflação mostrar sinais de resistência, o Banco Central poderá adotar uma postura mais cautelosa na condução da política monetária.

Nesse contexto, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos porque juros mais altos reduzem o valor presente das empresas e diminuem a atratividade da renda variável.

Copom e Federal Reserve entram no radar da próxima semana

Outro fator relevante para o mercado é a proximidade de importantes decisões de política monetária.

Na próxima semana, investidores acompanham com atenção:

  • a reunião do Copom, que define a taxa Selic no Brasil

  • a decisão de juros do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos

Esses encontros podem trazer novos sinais sobre o rumo das políticas monetárias nas duas maiores economias das Américas.

Diante dessa agenda relevante, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos também por causa da redução de posições por parte de investidores institucionais.

É comum que gestores adotem postura mais defensiva antes de decisões importantes de bancos centrais.

Destaques positivos do pregão

Mesmo com o índice em queda, algumas empresas conseguiram registrar valorização na sessão.

Entre os principais destaques de alta do dia apareceram:

  • SLC Agrícola (SLCE3): +2,51%

  • BB Seguridade (BBSE3): +1,98%

  • TIM (TIMS3): +1,49%

Esses movimentos refletem tanto fatores específicos das empresas quanto estratégias defensivas adotadas por investidores.

Companhias ligadas ao agronegócio e ao setor de seguros costumam apresentar menor volatilidade em momentos de incerteza.

Ainda assim, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos porque o peso das quedas em outras ações foi mais relevante para o índice.

Maiores quedas da bolsa brasileira

Na ponta negativa do pregão, algumas empresas registraram perdas expressivas.

Entre as principais quedas do dia ficaram:

  • Braskem (BRKM5): −6,97%

  • CSN (CSNA3): −6,23%

  • Hapvida (HAPV3): −6,17%

Os recuos refletem tanto fatores macroeconômicos quanto notícias específicas relacionadas às companhias.

No caso da CSN, o mercado ainda reage aos resultados do quarto trimestre de 2025, que mostraram prejuízo líquido e níveis elevados de endividamento.

Já a Hapvida continua sensível ao noticiário envolvendo movimentações financeiras relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro.

Esses fatores ajudam a explicar por que o Ibovespa cai aos 177 mil pontos mesmo com algumas ações registrando desempenho positivo.

Blue chips também fecharam em queda

Entre as empresas de maior peso no índice, o desempenho também foi negativo.

A Vale (VALE3) recuou 1,19%, refletindo oscilações no mercado internacional de commodities.

Já a Petrobras (PETR4) caiu 0,73%, mesmo com a valorização do petróleo Brent no mercado internacional.

Como essas companhias possuem grande participação na composição do índice, seus movimentos têm impacto significativo no resultado do pregão.

Assim, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos em um cenário em que até mesmo as principais blue chips do mercado encerraram o dia no campo negativo.

Investidores adotam postura defensiva diante das incertezas globais

O comportamento do mercado nesta sexta-feira reforça uma tendência comum em momentos de incerteza geopolítica.

Investidores preferem reduzir exposição a ativos de risco e aumentar posições em instrumentos mais conservadores.

Nesse ambiente, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos enquanto gestores aguardam maior clareza sobre três fatores principais:

  • a evolução do conflito no Oriente Médio

  • o comportamento da inflação global

  • as decisões de política monetária nas principais economias

Esses elementos devem continuar influenciando o comportamento dos mercados nas próximas semanas.

Se as tensões geopolíticas persistirem e o petróleo continuar em alta, o ambiente de volatilidade pode permanecer elevado.

Para a bolsa brasileira, isso significa que o movimento em que o Ibovespa cai aos 177 mil pontos pode ser apenas parte de um período mais amplo de ajustes no mercado financeiro global.

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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