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Ibovespa cai aos 177 mil pontos com guerra no Oriente Médio, dólar em alta e cautela global

por Camila Braga
13/03/2026 às 23h23
em Ibovespa
Ações Para Acompanhar Hoje: Vale3, Vivt3, Mglu3, Raiz4 E Destaques Do Mercado - Gazeta Mercantil

Ibovespa cai aos 177 mil pontos com tensão no Oriente Médio, dólar em alta e cautela global

O mercado financeiro brasileiro encerrou a sexta-feira sob forte pressão externa e doméstica. O Ibovespa cai aos 177 mil pontos após perder força na segunda metade do pregão, refletindo um ambiente global de maior aversão ao risco, valorização do dólar e preocupações crescentes com o cenário geopolítico internacional.

O principal índice da bolsa brasileira fechou o dia em queda de 0,91%, aos 177.653,31 pontos, retornando ao patamar observado pela última vez no fim de janeiro. A retração ocorreu em meio ao aumento das incertezas sobre os desdobramentos do conflito no Oriente Médio e à expectativa por decisões relevantes de política monetária na próxima semana.

Leia também: Safra eleva preço-alvo do Assaí (ASAI3), mas mantém cautela com competição no atacarejo.

O movimento reforça uma mudança recente no comportamento dos investidores. Após um início de ano marcado por forte valorização da bolsa brasileira, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos diante de uma combinação de fatores externos e internos que passaram a pressionar os ativos de risco.

Clima de cautela global pressiona a bolsa brasileira

A sessão desta sexta-feira foi marcada por um comportamento típico de mercados em ambiente de risco elevado. Investidores reduziram exposição a ativos mais voláteis e buscaram proteção em posições consideradas mais seguras.

Leia também: Itamaraty adota cautela máxima na reunião entre Lula e Trump e busca resultados econômicos concretos.

Nesse contexto, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos principalmente devido ao aumento das tensões geopolíticas envolvendo o Oriente Médio. O temor de escalada do conflito durante o fim de semana levou gestores a diminuir posições na bolsa brasileira.

Esse tipo de movimento é comum em momentos de incerteza internacional, quando os mercados passam a antecipar possíveis impactos econômicos de eventos geopolíticos.

Entre os principais receios dos investidores estão:

  • possíveis interrupções no fornecimento global de petróleo

  • aumento da inflação internacional

  • manutenção de juros elevados por mais tempo nas principais economias

Esses fatores ajudam a explicar por que o Ibovespa cai aos 177 mil pontos mesmo após um desempenho positivo no acumulado do ano.

Ibovespa acumula segunda semana consecutiva de queda

O desempenho negativo desta sexta-feira ampliou as perdas recentes da bolsa brasileira.

Com a retração do pregão, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos e encerra a semana com queda acumulada de 0,95%.

Na semana anterior, o índice já havia registrado uma queda expressiva de 4,99%, evidenciando uma mudança no humor do mercado.

Apesar da correção recente, o desempenho no acumulado do ano ainda permanece positivo.

Até o momento, o índice apresenta alta de 10,26% em 2026, embora a pressão mais recente tenha reduzido parte desse avanço.

No mês de março, contudo, o cenário é diferente. O Ibovespa cai aos 177 mil pontos e já acumula queda de 5,90%, refletindo o ambiente global mais volátil.

Alta do dólar reforça pressão sobre os ativos

O movimento de cautela também foi percebido no mercado de câmbio.

O dólar comercial encerrou o dia em alta de 1,41%, cotado a R$ 5,3163, acompanhando o aumento da demanda global por moeda americana.

Tradicionalmente, em momentos de incerteza econômica ou geopolítica, investidores globais tendem a migrar recursos para ativos considerados mais seguros, como o dólar e títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

Nesse ambiente, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos enquanto a moeda norte-americana ganha força frente a diversas moedas emergentes.

A valorização do dólar também influencia diretamente o comportamento da bolsa brasileira, já que impacta expectativas de inflação, juros e fluxo de capital estrangeiro.

Bolsas americanas também registram queda

A aversão ao risco não ficou restrita ao mercado brasileiro.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários também encerraram o pregão no vermelho, acompanhando o aumento das tensões geopolíticas e as preocupações com o cenário macroeconômico.

Os resultados foram os seguintes:

  • Dow Jones caiu 1,43%, aos 38.714 pontos

  • S&P 500 recuou 1,58%, aos 5.206 pontos

  • Nasdaq perdeu 1,95%, aos 16.271 pontos

Esse comportamento reforça o caráter global do movimento de correção observado no mercado.

Em outras palavras, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos não apenas por fatores domésticos, mas também por uma deterioração mais ampla do sentimento de risco entre investidores internacionais.

Guerra no Oriente Médio e petróleo no radar do mercado

Um dos principais fatores que contribuiu para o aumento da cautela foi a escalada das tensões no Oriente Médio.

O conflito envolvendo o Irã e outros atores da região elevou o preço do petróleo no mercado internacional e trouxe novas preocupações sobre a estabilidade energética global.

O petróleo Brent encerrou o dia cotado a US$ 103,43 por barril, reforçando o temor de que a inflação global volte a ganhar força.

Nesse cenário, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos porque o aumento do preço da energia pode dificultar o processo de redução de juros nas principais economias do mundo.

Se a inflação voltar a acelerar, bancos centrais podem manter políticas monetárias mais restritivas por mais tempo — algo que tende a pressionar bolsas de valores.

Petrobras (PETR3; PETR4) e diesel também influenciam o mercado

No Brasil, outro fator que contribuiu para a cautela dos investidores foi o reajuste no preço do diesel anunciado pela Petrobras (PETR3; PETR4).

A estatal informou um aumento de 11,6% no preço do combustível nas refinarias, elevando o valor do litro para R$ 3,65 a partir deste sábado.

Esse movimento ocorre em um momento sensível para a política monetária brasileira.

A combinação entre dólar mais forte, petróleo em alta e combustíveis mais caros tende a pressionar a inflação doméstica.

Por isso, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos também refletindo a preocupação de investidores com os próximos passos da política econômica.

Inflação e juros voltam ao centro das atenções

A decisão da Petrobras sobre o diesel se soma a outros fatores recentes que aumentaram as preocupações com a inflação.

Entre eles estão:

  • a alta recente do dólar

  • o avanço do petróleo no mercado internacional

  • o resultado do IPCA de fevereiro

Esses elementos podem influenciar diretamente as expectativas sobre o ciclo de queda de juros no Brasil.

Se a inflação mostrar sinais de resistência, o Banco Central poderá adotar uma postura mais cautelosa na condução da política monetária.

Nesse contexto, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos porque juros mais altos reduzem o valor presente das empresas e diminuem a atratividade da renda variável.

Copom e Federal Reserve entram no radar da próxima semana

Outro fator relevante para o mercado é a proximidade de importantes decisões de política monetária.

Na próxima semana, investidores acompanham com atenção:

  • a reunião do Copom, que define a taxa Selic no Brasil

  • a decisão de juros do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos

Esses encontros podem trazer novos sinais sobre o rumo das políticas monetárias nas duas maiores economias das Américas.

Diante dessa agenda relevante, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos também por causa da redução de posições por parte de investidores institucionais.

É comum que gestores adotem postura mais defensiva antes de decisões importantes de bancos centrais.

Destaques positivos do pregão

Mesmo com o índice em queda, algumas empresas conseguiram registrar valorização na sessão.

Entre os principais destaques de alta do dia apareceram:

  • SLC Agrícola (SLCE3): +2,51%

  • BB Seguridade (BBSE3): +1,98%

  • TIM (TIMS3): +1,49%

Esses movimentos refletem tanto fatores específicos das empresas quanto estratégias defensivas adotadas por investidores.

Companhias ligadas ao agronegócio e ao setor de seguros costumam apresentar menor volatilidade em momentos de incerteza.

Ainda assim, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos porque o peso das quedas em outras ações foi mais relevante para o índice.

Maiores quedas da bolsa brasileira

Na ponta negativa do pregão, algumas empresas registraram perdas expressivas.

Entre as principais quedas do dia ficaram:

  • Braskem (BRKM5): −6,97%

  • CSN (CSNA3): −6,23%

  • Hapvida (HAPV3): −6,17%

Os recuos refletem tanto fatores macroeconômicos quanto notícias específicas relacionadas às companhias.

No caso da CSN, o mercado ainda reage aos resultados do quarto trimestre de 2025, que mostraram prejuízo líquido e níveis elevados de endividamento.

Já a Hapvida continua sensível ao noticiário envolvendo movimentações financeiras relacionadas ao empresário Daniel Vorcaro.

Esses fatores ajudam a explicar por que o Ibovespa cai aos 177 mil pontos mesmo com algumas ações registrando desempenho positivo.

Blue chips também fecharam em queda

Entre as empresas de maior peso no índice, o desempenho também foi negativo.

A Vale (VALE3) recuou 1,19%, refletindo oscilações no mercado internacional de commodities.

Já a Petrobras (PETR4) caiu 0,73%, mesmo com a valorização do petróleo Brent no mercado internacional.

Como essas companhias possuem grande participação na composição do índice, seus movimentos têm impacto significativo no resultado do pregão.

Assim, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos em um cenário em que até mesmo as principais blue chips do mercado encerraram o dia no campo negativo.

Investidores adotam postura defensiva diante das incertezas globais

O comportamento do mercado nesta sexta-feira reforça uma tendência comum em momentos de incerteza geopolítica.

Investidores preferem reduzir exposição a ativos de risco e aumentar posições em instrumentos mais conservadores.

Nesse ambiente, o Ibovespa cai aos 177 mil pontos enquanto gestores aguardam maior clareza sobre três fatores principais:

  • a evolução do conflito no Oriente Médio

  • o comportamento da inflação global

  • as decisões de política monetária nas principais economias

Esses elementos devem continuar influenciando o comportamento dos mercados nas próximas semanas.

Se as tensões geopolíticas persistirem e o petróleo continuar em alta, o ambiente de volatilidade pode permanecer elevado.

Para a bolsa brasileira, isso significa que o movimento em que o Ibovespa cai aos 177 mil pontos pode ser apenas parte de um período mais amplo de ajustes no mercado financeiro global.

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