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Ibovespa hoje sobe com IBC-Br acima do esperado e petróleo em alta; mercado reage a BC e Fed

por Camila Braga
19/02/2026 às 17h20
em Ibovespa
Ibovespa Hoje - Gazeta Mercantil

Ibovespa hoje avança com IBC-Br, pedidos de auxílio nos EUA e petróleo em alta; mercado reage a BC e Fed

O Ibovespa hoje opera em alta de 1,04%, aos 187.951,08 pontos, em sessão marcada por forte sensibilidade a indicadores macroeconômicos no Brasil e no exterior. A leitura do IBC-Br de dezembro, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), além dos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos e da ata do Federal Reserve (Fed), moldam o humor dos investidores e redefinem o fluxo de capital em ativos de risco.

Após a reabertura pós-Carnaval, quando recuou 0,24%, pressionado por decisões do Banco Central (BC) e pela queda de blue chips como Vale, o índice retoma fôlego sustentado por expectativas de atividade doméstica resiliente e sinais mistos na economia americana. O movimento do Ibovespa hoje reflete uma combinação de fatores internos e externos que impactam diretamente câmbio, juros futuros e commodities.

Leia também: Petróleo em alta com risco de escassez após ataque com drone.

IBC-Br acima das projeções reforça leitura sobre atividade

O principal vetor doméstico do Ibovespa hoje é o IBC-Br de dezembro. O indicador calculado pelo Banco Central recuou 0,18% na comparação mensal, após alta revisada de 0,59% em novembro. Na comparação anual, entretanto, o avanço de 3,05% superou a mediana das estimativas do mercado, que projetava 2,30%.

Para analistas, o desempenho do IBC-Br sinaliza que a economia encerrou 2025 com tração superior à esperada, mesmo diante de juros elevados e crédito mais seletivo. Essa leitura contribui para sustentar o Ibovespa hoje, especialmente em papéis cíclicos e sensíveis ao crescimento doméstico.

Leia também: Ibovespa abre em alta de olho em inflação e Petrobras (PETR3; PETR4).

O dado também influencia as expectativas sobre a trajetória da política monetária. Com atividade ainda consistente, o BC pode manter postura cautelosa, equilibrando controle inflacionário e estímulo econômico. Essa equação é monitorada de perto por gestores institucionais e estrangeiros.

Liquidação do Banco Pleno ainda repercute

Na quarta-feira, o anúncio de liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno DTVM adicionou volatilidade ao mercado. A decisão do Banco Central levantou questionamentos sobre a solidez de instituições de menor porte e gerou ajustes táticos em carteiras.

Embora o impacto sistêmico seja considerado limitado, episódios desse tipo influenciam o Ibovespa hoje ao reforçar a percepção de risco no setor financeiro. O mercado avalia os desdobramentos e a eventual necessidade de acionamento do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Exterior: pedidos de auxílio e ata do Fed no radar

No cenário internacional, o Ibovespa hoje acompanha os desdobramentos da economia americana. Os novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram 23 mil na última semana, totalizando 206 mil solicitações, abaixo da expectativa de 225 mil.

O dado sugere mercado de trabalho ainda resiliente, mas a ata da última reunião do FOMC indica que a inflação permanece acima da meta, exigindo postura cautelosa do Fed. Declarações de Michelle Bowman, vice-presidente de supervisão do banco central americano, reforçaram preocupação com a leitura do payroll e possíveis distorções.

A combinação de mercado de trabalho firme e inflação persistente mantém a curva de juros americana sob pressão, influenciando o fluxo global para emergentes. O Ibovespa hoje reage a essa dinâmica, com investidores calibrando exposição a ativos brasileiros.

Bolsas globais operam em modo defensivo

Na Europa, o dia foi majoritariamente negativo. O FTSE 100 recuou 0,55%, o DAX caiu 1,03% e o CAC 40 perdeu 0,36%, refletindo balanços corporativos abaixo do esperado e tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã.

A aversão ao risco externa limita ganhos mais expressivos do Ibovespa hoje, embora o fluxo doméstico e o desempenho de commodities ofereçam suporte parcial. Nos EUA, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq operam com leves oscilações, em meio à agenda carregada de indicadores.

Petróleo sobe mais de 2% e sustenta setor de energia

O petróleo avança mais de 2%, impulsionado pela incerteza sobre um possível acordo nuclear entre EUA e Irã e pelo temor de escalada militar na região. O barril do WTI para abril é negociado a US$ 66,65, enquanto o Brent atinge US$ 71,86.

A valorização da commodity tende a favorecer ações do setor de energia listadas no Ibovespa hoje, contribuindo para a sustentação do índice. A volatilidade geopolítica adiciona prêmio de risco ao mercado global.

Ouro acima de US$ 5.000 e cobre volátil

O ouro permanece acima de US$ 5.000 por onça-troy, reforçando seu papel como ativo de proteção em cenário de incerteza. Já o cobre recua, devolvendo parte dos ganhos recentes.

A dinâmica das commodities influencia diretamente empresas exportadoras e, por consequência, o Ibovespa hoje. O minério de ferro não foi negociado devido ao feriado do Ano Novo Lunar em mercados asiáticos, reduzindo referências imediatas para papéis ligados à mineração.

Dólar e fluxo estrangeiro

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, sobe 0,25%. A valorização do dólar tende a pressionar moedas emergentes, mas o real mantém relativa estabilidade diante do diferencial de juros ainda elevado no Brasil.

O comportamento do câmbio é determinante para o Ibovespa hoje, especialmente em setores com alta exposição a receitas externas. Investidores estrangeiros seguem seletivos, mas mantêm visão construtiva sobre o País, segundo relatórios recentes de bancos globais.

Ásia fecha em alta com recorde em Seul

Na Ásia, as bolsas encerraram em alta, com destaque para o índice Kospi, que avançou 3,09% e renovou recorde histórico em Seul. O movimento acompanha ganhos recentes de Wall Street e sinaliza apetite por risco na região.

Embora a influência direta sobre o Ibovespa hoje seja limitada, o desempenho asiático reforça o pano de fundo global de recuperação parcial do sentimento de mercado.

Expectativas para o restante do pregão

O Ibovespa hoje deve permanecer sensível a declarações adicionais de dirigentes do Fed, à evolução do petróleo e à interpretação do mercado sobre o IBC-Br. A liquidez tende a se intensificar no período da tarde, com investidores ajustando posições antes do fechamento.

A consolidação acima dos 187 mil pontos pode abrir espaço para teste de novas máximas no curto prazo, desde que o ambiente externo não se deteriore. Por outro lado, eventual deterioração do cenário internacional pode limitar o ímpeto comprador.

Mercado digere dados e calibra apostas para 2026

O conjunto de indicadores divulgados nesta quinta-feira reforça a complexidade do ambiente macroeconômico. O Ibovespa hoje reflete a interação entre atividade doméstica mais robusta do que o esperado, postura cautelosa do Fed e volatilidade nas commodities.

A trajetória do índice nos próximos dias dependerá da consistência dos dados econômicos e da evolução das tensões geopolíticas. Investidores mantêm postura analítica, ponderando riscos e oportunidades em um cenário que exige disciplina e leitura técnica apurada.

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