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Itaú Unibanco (ITUB4) lucra R$ 46,8 bi em 2025 e projeta recorde histórico para 2026

por João Souza - Repórter de Negócios
05/02/2026 às 12h31 - Atualizado em 14/05/2026 às 11h56
em Negócios, Destaque, Notícias
Itau Unibanco (Itub4)

Itaú Unibanco consolida lucro histórico de R$ 46,8 bilhões em 2025 e projeta novo recorde de rentabilidade para o exercício de 2026

O mercado financeiro brasileiro recebeu, nesta quinta-feira (5), a confirmação da solidez operacional do maior banco privado da América Latina. O Itaú Unibanco divulgou seus resultados consolidados referentes ao ano de 2025, reportando um lucro líquido acumulado de R$ 46,8 bilhões. O montante representa uma expansão de 13% em comparação ao exercício anterior, superando as expectativas de grande parte dos analistas e validando a estratégia da gestão em um cenário econômico de transição. Os números, que combinam crescimento de carteira com controle rigoroso de eficiência, fundamentam as projeções otimistas da casa de análise Nord Research, que agora antecipa para 2026 o que poderá ser o melhor ano da história centenária da instituição.

A performance do Itaú Unibanco em 2025 não se resume apenas ao volume absoluto de lucro, mas destaca-se pela qualidade da rentabilidade entregue. O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE), principal indicador de eficiência na alocação de capital do setor bancário, encerrou o ano em 23,4%. No acumulado do quarto trimestre, esse índice atingiu 24,4%. para contextualizar, níveis de ROE acima de 20% são historicamente raros para grandes bancos de varejo em economias desenvolvidas e colocam a instituição brasileira em um patamar de excelência global, demonstrando uma capacidade superior de gerar valor para o acionista a cada real investido.

Além dos indicadores financeiros, o cumprimento integral do guidance (metas corporativas) estabelecido no início de 2025 reforçou a credibilidade da administração. O banco não apenas atingiu as projeções, mas revisou-as para cima ao longo do ano, entregando resultados no teto das estimativas. Essa previsibilidade é um ativo intangível valioso em momentos de volatilidade de mercado, atraindo o fluxo de capital estrangeiro que busca portos seguros em mercados emergentes.

Detalhamento do desempenho operacional e expansão do crédito

A análise granular do balanço do quarto trimestre de 2025 revela que o crescimento do Itaú Unibanco foi alicerçado na atividade bancária tradicional, porém executada com ferramentas digitais modernas. A carteira de crédito total alcançou a cifra de R$ 1,49 trilhão, registrando um crescimento de 6% na base anual. Este avanço, contudo, não foi linear entre todos os segmentos, refletindo uma alocação estratégica de risco.

As linhas de crédito destinadas a pessoas físicas apresentaram uma expansão de 7%, enquanto o financiamento para pequenas e médias empresas (PMEs) avançou 9%. O crescimento mais acentuado no segmento de PMEs é um sinalizador importante da retomada da atividade econômica real, visto que este setor é altamente correlacionado com a geração de emprego e renda. O Itaú Unibanco soube capturar essa demanda, utilizando sua capilaridade e base de dados para conceder crédito com precisão.

Esse volume de concessões sustentou a margem financeira gerencial, que somou R$ 31,5 bilhões no trimestre, uma alta de 7%. É fundamental distinguir a composição desta margem: a “margem com clientes” (receita de juros de empréstimos e depósitos), que responde por cerca de 98% do total, cresceu robustos 9%. Esse desempenho foi crucial para neutralizar a queda de 34% na “margem com o mercado” (tesouraria), uma linha naturalmente mais volátil e dependente das oscilações da curva de juros futura e de estratégias de hedge. A capacidade da operação de varejo de compensar a tesouraria demonstra a resiliência do modelo de negócios do banco.

Diversificação de receitas e o conceito de Produto Bancário

Outro pilar de sustentação dos resultados foi a receita de serviços e seguros, que totalizou R$ 15,6 bilhões no período, marcando um crescimento de 9%. A soma das receitas de crédito com as de serviços compõe o chamado “produto bancário”, que atingiu R$ 47,6 bilhões, um avanço de 8% na comparação anual.

O crescimento nessas linhas acessórias é estratégico para o Itaú Unibanco, pois reduz a dependência exclusiva do spread bancário (diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada no empréstimo). Receitas de cartões, administração de fundos, consórcios e seguros de vida trazem recorrência e estabilidade ao fluxo de caixa, blindando parcialmente o banco de ciclos de crédito mais restritivos. A Nord Research aponta que essa diversificação é um dos diferenciais que permitem ao banco navegar com tranquilidade por diferentes cenários macroeconômicos.

Gestão de risco: Inadimplência sob controle e eficiência recorde

Em um ambiente de juros ainda elevados, a gestão do risco de crédito torna-se a variável crítica de sucesso. O Itaú Unibanco apresentou uma estabilidade notável na qualidade de seus ativos. O índice de inadimplência para atrasos acima de 90 dias permaneceu estagnado em 1,9% pelo quarto trimestre consecutivo. Manter a inadimplência abaixo de 2% enquanto se expande a carteira de crédito em segmentos de maior risco, como PMEs e pessoas físicas, evidencia a sofisticação dos modelos de credit scoring da instituição.

Do lado das despesas, o banco demonstrou disciplina espartana. As despesas não decorrentes de juros cresceram apenas 4%, totalizando R$ 17,3 bilhões. Quando as receitas crescem a um ritmo superior ao das despesas (8% contra 4%), gera-se o que economistas chamam de “alavancagem operacional positiva”.

O resultado prático dessa equação é a melhora no índice de eficiência, que caiu para 38,9% — uma melhora de 1,8 ponto percentual em relação ao ano anterior. No jargão bancário, quanto menor esse índice, melhor, pois indica quanto o banco gasta para gerar R$ 100 de receita. Atingir um nível abaixo de 40% é uma marca histórica para bancos de grande porte com redes físicas legadas, provando que a transformação digital do Itaú Unibanco está gerando economias reais de escala.

Guidance 2026: As premissas para superar os R$ 50 bilhões

A divulgação das projeções para 2026 foi o ponto de inflexão para as análises de mercado. O novo guidance sinaliza que o Itaú Unibanco não apenas manterá o ritmo, mas poderá acelerá-lo em vertentes específicas. A carteira de crédito deve crescer entre 5,5% e 9,5%, enquanto as receitas de serviços e seguros devem avançar entre 5% e 9%.

A Nord Research classifica essas metas como conservadoras, porém suficientes para projetar um lucro líquido superior a R$ 50 bilhões no próximo exercício. A lógica reside na manutenção das margens aliada a um controle contínuo de custos. As despesas operacionais devem crescer entre 1,5% e 5,5% em 2026. Se o banco entregar o topo da banda de receita e o piso da banda de despesa, a rentabilidade poderá surpreender novamente o mercado.

O custo do crédito deve subir nominalmente, acompanhando o volume da carteira, mas sem indícios de deterioração estrutural. A gestão do Itaú Unibanco trabalha com a premissa de um ciclo de crédito benigno, onde a expansão da renda das famílias permite o pagamento das obrigações financeiras.

A tese da Nord: O melhor banco para o acionista

Diante desses números, a Nord Research reiterou sua visão de que o Itaú Unibanco é “o maior e melhor banco para ser acionista no Brasil e na América Latina”. A tese de investimento não se baseia apenas nos lucros correntes, mas na cultura corporativa de gestão de riscos e na capacidade de inovação. Diferente de outros incumbentes que perderam mercado para fintechs, o Itaú conseguiu digitalizar sua operação, oferecendo uma experiência de usuário (UX) competitiva, mantendo a robustez de balanço que as startups financeiras ainda não possuem.

A remuneração ao acionista é um capítulo à parte. Entre 2021 e 2025, o Itaú Unibanco distribuiu um total de R$ 105 bilhões em proventos (dividendos e Juros Sobre Capital Próprio). O payout recorrente tem se mantido próximo de 60%, consolidando o banco como uma “vaca leiteira” (cash cow) para carteiras previdenciárias.

Essa consistência refletiu-se na valorização das ações. Nos últimos 12 meses, os papéis ordinários (ITUB3) subiram 82%, um desempenho muito superior ao do índice Ibovespa, que avançou 45%. Essa descorrelação positiva mostra que o mercado premiou a qualidade (“Flight to Quality”) em detrimento do risco médio da bolsa brasileira.

Análise de Valuation e a oportunidade estratégica em ITUB3

Apesar da forte apreciação recente, a avaliação da Nord indica que o Itaú Unibanco não está caro. As ações negociam a um múltiplo de Preço sobre Lucro (P/L) projetado para 2026 em torno de 9 vezes. Historicamente, bancos premium no Brasil negociaram a múltiplos de 10 a 12 vezes em momentos de estabilidade econômica. Além disso, o dividend yield (retorno via dividendos) projetado é de 7%, oferecendo uma taxa real de retorno atrativa frente aos títulos de renda fixa, considerando o potencial de valorização do principal.

A recomendação da casa de análise traz um detalhe técnico relevante: a preferência pelas ações ordinárias (ITUB3) em vez das preferenciais (ITUB4). No mercado brasileiro, as ações preferenciais costumam ter mais liquidez, mas as ordinárias garantem direito a voto e, no caso do Itaú Unibanco, recebem o mesmo valor de dividendo por ação.

Atualmente, as ações ITUB3 são negociadas com um desconto em relação às ITUB4. Isso significa que o investidor pode comprar “o mesmo lucro” e “o mesmo dividendo” pagando menos, o que aumenta matematicamente o retorno percentual (yield). Além disso, as ações ordinárias possuem 100% de tag along (direito de venda conjunta em caso de alienação de controle), oferecendo uma camada extra de proteção jurídica ao acionista minoritário. A combinação de valuation descontado, perspectiva de lucro recorde e segurança institucional posiciona o ativo como uma das principais recomendações para 2026.

Tags: dividendosEficiência Bancária.Guidance 2026Itaú UnibancoITUB3ITUB4lucro líquidonegóciosNord ResearchResultados 2025ROE

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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