14 de Abril de 2026 – LDU e Mirassol se enfrentam nesta terça-feira, 14 de abril de 2026, às 23h pelo horário de Brasília, no Estádio Rodrigo Paz Delgado, em Quito, pela segunda rodada do Grupo G da Copa Libertadores. A partida terá transmissão ao vivo da Paramount+ e colocará frente a frente as duas equipes que venceram na abertura da chave. Além da liderança isolada, o confronto marca a primeira atuação internacional do clube paulista fora do Brasil em mais de um século de história.
A LDU chega ao duelo depois de vencer o Always Ready por 1 a 0 em El Alto, na Bolívia, com um gol de Gabriel Villamíl nos acréscimos. O Mirassol também estreou com vitória por 1 a 0, diante do Lanús, no Estádio José Maria de Campos Maia, em uma noite histórica para o clube do interior paulista.
Com três pontos cada, equatorianos e brasileiros dividem o primeiro lugar antes da conclusão da segunda rodada. Lanús e Always Ready, derrotados na estreia, enfrentam-se na quinta-feira, 16 de abril, na Argentina. Uma vitória no Casa Blanca, portanto, levará LDU ou Mirassol aos seis pontos e abrirá vantagem importante na disputa pelas duas vagas nas oitavas de final.
Para o Mirassol, o desafio vai além da qualidade do adversário. A equipe de Rafael Guanaes terá de atuar a aproximadamente 2.850 metros acima do nível do mar, condição que exige adaptação respiratória, controle do ritmo e atenção especial à recuperação física durante os 90 minutos.
Onde assistir LDU x Mirassol ao vivo
LDU x Mirassol terá transmissão ao vivo e exclusiva para o público brasileiro pela Paramount+, serviço de streaming por assinatura.
Partida: LDU x Mirassol
Competição: Copa Libertadores de 2026
Fase: fase de grupos
Grupo: G
Rodada: segunda
Data: terça-feira, 14 de abril de 2026
Horário: 23h de Brasília
Horário em Quito: 21h
Estádio: Rodrigo Paz Delgado, o Casa Blanca
Cidade: Quito, Equador
Transmissão: Paramount+
Como a partida será exibida por uma plataforma digital, o torcedor precisa ter uma assinatura ativa e acesso à internet. A disponibilidade pode depender das condições do plano contratado, dos dispositivos compatíveis e das regras de acesso vigentes no serviço.
O início às 23h considera o horário de Brasília. Em Quito, onde não há a mesma referência de fuso adotada no Brasil, a bola rola às 21h.
Confronto reúne os vencedores da primeira rodada
LDU e Mirassol começaram a Libertadores com três pontos, embora tenham percorrido caminhos diferentes para vencer seus primeiros compromissos.
A equipe equatoriana visitou o Always Ready no Estádio Municipal de Villa Ingenio, em El Alto. O local fica a mais de 4 mil metros de altitude, condição ainda mais severa do que a encontrada habitualmente pela própria LDU em Quito.
O goleiro Gonzalo Valle foi decisivo para manter o placar zerado nos momentos de maior pressão boliviana. A LDU cresceu no segundo tempo e definiu a vitória aos 49 minutos. Michael Estrada avançou pelo lado direito e encontrou Gabriel Villamíl, que finalizou para marcar o único gol.
O resultado demonstrou a capacidade da equipe comandada pelo brasileiro Tiago Nunes de suportar períodos de pressão e permanecer competitiva até o fim. A atuação também reforçou a importância do banco de reservas, já que Estrada entrou durante a partida e participou diretamente da jogada decisiva.
O Mirassol estreou no cenário internacional em casa, diante do Lanús. O clube argentino chegou ao Brasil credenciado pelos títulos da Copa Sul-Americana de 2025 e da Recopa Sul-Americana de 2026, mas encontrou um adversário organizado e disposto a controlar a partida.
João Victor marcou o primeiro gol internacional da história do Mirassol aos 15 minutos do segundo tempo. Depois de escanteio cobrado por Reinaldo, o zagueiro venceu a marcação pelo alto e cabeceou para garantir o triunfo por 1 a 0.
Viagem a Quito inaugura novo capítulo para o Mirassol
A partida desta terça-feira representa a primeira atuação oficial do Mirassol fora do território brasileiro. O clube já havia disputado seu primeiro jogo internacional contra o Lanús, mas o compromisso ocorreu diante de sua torcida, no Maião.
Para organizar a viagem, o Mirassol utilizou um voo fretado com partida do Aeroporto Estadual Professor Eribelto Manoel Reino, em São José do Rio Preto. O terminal passou por uma internacionalização temporária para atender às necessidades do clube durante a disputa da Libertadores.
A delegação deixou o Brasil no domingo, dois dias antes do confronto. O planejamento previu uma parada em Cuiabá para os procedimentos de imigração e a chegada à capital equatoriana ainda na noite do dia 12.
Na segunda-feira, o elenco realizou sua atividade de preparação no centro de treinamento do Independiente del Valle. A chegada antecipada permitiu aos jogadores ter um primeiro contato com os efeitos da altitude antes de entrar no Estádio Rodrigo Paz Delgado.
O período, porém, não é suficiente para uma aclimatação completa. Processos fisiológicos mais amplos podem exigir vários dias. O objetivo do clube foi reduzir o impacto inicial, ajustar rotinas de hidratação e preparar a estratégia de jogo para as condições encontradas em Quito.
Altitude muda velocidade da bola e exige controle físico
A altitude é um dos principais componentes táticos de LDU x Mirassol. Aos 2.850 metros de Quito, a menor disponibilidade de oxigênio pode elevar o desgaste de atletas não adaptados, especialmente em ações de alta intensidade repetidas durante a partida.
A recuperação entre arrancadas, pressões e disputas tende a ser mais lenta. Isso pode levar o Mirassol a escolher com maior cuidado os momentos de avançar suas linhas, evitando uma pressão desordenada que desgaste a equipe ainda no primeiro tempo.
A menor densidade do ar também interfere no comportamento da bola. Finalizações de média e longa distância podem ganhar velocidade, enquanto lançamentos e cruzamentos exigem ajuste de força e trajetória.
A LDU conhece essas características e procura utilizá-las em seu modelo de jogo. A equipe pode acelerar a circulação, abrir o campo e obrigar o adversário a percorrer distâncias maiores, ampliando o custo físico da marcação.
Para o Mirassol, controlar a posse em alguns momentos será uma forma de proteção. Mesmo que não consiga dominar territorialmente, o time brasileiro precisa evitar longos períodos correndo atrás da bola.
Paradas por faltas, reposições e atendimento médico também podem servir para reorganizar o sistema e recuperar o fôlego. A gestão dos minutos deverá ter peso semelhante ao das escolhas técnicas.
LDU aposta na experiência de Tiago Nunes e Deyverson
A LDU é comandada por Tiago Nunes, treinador brasileiro com passagens por Athletico Paranaense, Corinthians, Grêmio e Botafogo. Campeão da Copa Sul-Americana e da Copa do Brasil pelo Athletico, ele conhece o ambiente das competições eliminatórias e o perfil dos adversários brasileiros.
Na estreia contra o Always Ready, Tiago Nunes utilizou Gonzalo Valle no gol; José Quintero, Richard Mina, Luis Segovia e Leonel Quiñónez na defesa; Janner Corozo, Jesús Pretell e Yerlin Quiñónez no meio; Fernando Cornejo e Gabriel Villamíl mais avançados; e Deyverson como referência ofensiva.
A tendência é de manutenção da espinha dorsal, com possibilidade de entrada de Michael Estrada depois de sua participação decisiva na Bolívia. A definição dependerá da intenção do treinador de usar dois atacantes ou preservar maior densidade no meio-campo.
Deyverson é um dos nomes mais conhecidos pelo público brasileiro. O atacante teve passagens por Palmeiras, Cuiabá, Atlético-MG e Fortaleza e construiu parte de sua carreira em jogos de forte exigência emocional.
Na LDU, ele pode atuar como referência para prender os zagueiros, disputar bolas longas e abrir espaço para a aproximação de Corozo, Villamíl e Estrada. A experiência do brasileiro também ajuda a equipe equatoriana a identificar características defensivas do adversário.
Gabriel Villamíl chega valorizado pelo gol da primeira rodada. Além da capacidade de ocupar a área, o meio-campista oferece intensidade e participação nas transições.
Mirassol deve proteger o centro e atacar em velocidade
Rafael Guanaes construiu o Mirassol a partir de organização coletiva, compactação e participação dos diferentes setores na circulação da bola. Contra a LDU, o treinador precisa adaptar esses princípios às condições da altitude e à pressão esperada dos donos da casa.
Walter deve ser mantido no gol. A linha defensiva tem João Victor e Lucas Oliveira como opções centrais, enquanto Daniel Borges, Igor Formiga, Victor Luís e Reinaldo disputam posições pelos lados.
Reinaldo merece atenção especial por sua experiência e pela qualidade na bola parada. Foi de um escanteio cobrado pelo lateral que nasceu o gol de João Victor contra o Lanús.
No meio-campo, Neto Moura aparece como peça importante na proteção à defesa e na primeira saída. Lucas Mugni, Eduardo, José Aldo e Shaylon oferecem características diferentes para a construção e a chegada ao ataque.
A tendência é que o Mirassol forme um bloco compacto, reduza os espaços interiores e tente recuperar a bola em condições de acelerar. Negueba, Galeano, Alesson e Edson Carioca podem ser utilizados para atacar os corredores deixados pelos laterais equatorianos.
Nathan Fogaça e Tiquinho Soares são alternativas para a função de centroavante. A escolha pode depender do tipo de partida planejado: maior mobilidade e pressão sobre a saída adversária ou presença física para reter lançamentos e permitir a aproximação do restante do time.
Bola parada pode equilibrar a partida
A vitória sobre o Lanús mostrou a importância da bola parada para o Mirassol. Em uma partida na qual o volume ofensivo pode ser reduzido pela dificuldade física e pela força da LDU em casa, escanteios e faltas laterais assumem valor ainda maior.
João Victor e Lucas Oliveira oferecem presença pelo alto, enquanto Reinaldo e Lucas Mugni podem executar as cobranças. Um gol em lance parado permitiria ao Mirassol alterar a dinâmica do confronto e obrigar a LDU a assumir riscos.
O time equatoriano também possui jogadores fortes no jogo aéreo. Mina, Segovia, Deyverson e Estrada podem explorar cruzamentos e segundas bolas, especialmente quando o adversário apresentar sinais de cansaço.
A arbitragem precisa controlar as disputas físicas dentro da área. A Conmebol designou Roberto Pérez, do Peru, para comandar a partida. Jesús Sánchez e José Castillo serão os assistentes, enquanto Joel Alarcón ficará responsável pelo VAR.
Evitar faltas próximas à área será uma das tarefas do Mirassol. Além dos cruzamentos, a altitude aumenta o risco representado por cobranças diretas e chutes de média distância.
LDU carrega a tradição continental do Grupo G
A LDU é o único integrante do Grupo G que já conquistou a Libertadores. O título veio em 2008, quando a equipe dirigida por Edgardo Bauza superou o Fluminense na final disputada no Maracanã.
O clube também conquistou a Copa Sul-Americana em 2009 e 2023, além das Recopas de 2009 e 2010. Essa trajetória consolidou a equipe de Quito como uma das instituições mais competitivas do futebol sul-americano neste século.
Na edição anterior da Libertadores, a LDU chegou às semifinais. O retrospecto recente aumenta a responsabilidade do time equatoriano em uma chave que também reúne Lanús, Always Ready e um estreante absoluto.
O Mirassol percorre o caminho oposto. O clube saiu da Série D do Campeonato Brasileiro em 2020, avançou pelas divisões nacionais e alcançou a elite antes de conquistar sua primeira classificação para a Libertadores.
Em poucos anos, passou de partidas regionais e divisões inferiores à condição de representante brasileiro no principal torneio de clubes do continente. O encontro com a LDU expõe a velocidade dessa transformação.
Liderança pode alterar equilíbrio do Grupo G
A vitória nesta terça-feira colocará o vencedor na liderança isolada, com seis pontos em duas rodadas. Em uma fase de grupos de apenas seis partidas, começar com aproveitamento máximo cria uma margem relevante para administrar os compromissos seguintes.
O Mirassol ainda terá dois jogos consecutivos em casa depois da visita a Quito: receberá o Always Ready em 29 de abril e voltará a enfrentar a LDU em 7 de maio.
Somar pontos fora de casa permitiria ao clube paulista chegar a essa sequência em posição favorável. Mesmo um empate teria valor estratégico, porque manteria a LDU ao alcance e preservaria a vantagem conquistada na estreia.
Para os equatorianos, vencer como mandante é uma exigência dentro do planejamento de classificação. Depois da visita ao Always Ready, a LDU terá dois compromissos seguidos fora do Equador nas rodadas seguintes, contra Lanús e Mirassol.
A necessidade dos donos da casa pode criar oportunidades para o time brasileiro. Quanto mais a LDU avançar seus laterais e meio-campistas, maior será o espaço disponível para as transições.
Jogo testa ambição continental do Mirassol
LDU x Mirassol encerra a programação desta terça-feira na Libertadores com um confronto que reúne tradição e estreia. A equipe equatoriana tenta transformar experiência, mando de campo e altitude em sua segunda vitória, enquanto o clube paulista procura demonstrar que o triunfo sobre o Lanús não foi um acontecimento isolado.
O Mirassol entra no Casa Blanca sem o mesmo histórico internacional do adversário, mas chega respaldado por uma estreia consistente. A organização defensiva, a eficiência na bola parada e o controle do desgaste serão determinantes para que a equipe permaneça competitiva.
A LDU deve assumir a iniciativa, acelerar o jogo e testar a adaptação física dos brasileiros. O Mirassol precisará suportar a pressão inicial, evitar perdas de bola em zonas perigosas e aproveitar as oportunidades de contra-ataque.
Com transmissão da Paramount+ a partir das 23h, o confronto vale a liderança do Grupo G e um capítulo inédito na trajetória do clube paulista. Pela primeira vez, o Mirassol entrará em campo fora do Brasil para uma partida oficial — e fará isso diante de uma campeã da América, na altitude de Quito.










