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Lucro da BYD tem queda histórica no 3T25 com concorrência acirrada e revisão de metas globais

por Redação
30/10/2025 às 13h59 - Atualizado em 14/05/2026 às 10h47
em Negócios, Destaque, Notícias
Lucro Da Byd Tem Queda Histórica No 3T25 Com Concorrência Acirrada E Revisão De Metas Globais - Gazeta Mercantil

Lucro da BYD tem maior queda em quatro anos e acende alerta sobre concorrência no mercado de veículos elétricos

A BYD, uma das maiores fabricantes de veículos elétricos do mundo, registrou uma queda histórica de 32,6% no lucro do terceiro trimestre de 2025 (3T25) em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa é a maior retração em mais de quatro anos, marcando o segundo trimestre consecutivo de declínio e refletindo a crescente competição que a montadora enfrenta no mercado chinês.

Resultados financeiros da BYD no 3T25

De acordo com o comunicado financeiro divulgado pela empresa, o lucro líquido da BYD somou 7,8 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 1,10 bilhão), enquanto a receita caiu 3,1%, totalizando 195 bilhões de yuans. Esta foi a primeira queda de receita em mais de cinco anos, um sinal de alerta para investidores e analistas de mercado.

especialistas apontam que a desaceleração se deve, em grande parte, à pressão de preços e à guerra comercial interna travada entre fabricantes chinesas como Geely, Leapmotor e XPeng, que vêm ampliando suas ofertas de modelos elétricos com preços mais competitivos e foco no público de entrada.

Segundo dados de mercado, a participação da BYD no setor automotivo chinês caiu de 18% em 2024 para 14% em setembro de 2025, uma perda significativa em um país que representa mais de 60% da demanda global por carros elétricos.

Competição acirrada e margens comprimidas

O mercado chinês de veículos elétricos tornou-se o mais disputado do mundo, com mais de 100 marcas competindo diretamente. A BYD, que antes dominava amplamente o segmento, agora enfrenta margens de lucro comprimidas e necessidade de redução de preços para se manter relevante entre consumidores de classe média.

Analistas do setor apontam que o aumento na oferta de modelos acessíveis, como os novos compactos elétricos da Geely e da Leapmotor, forçou a BYD a realizar rodadas agressivas de descontos em modelos populares, como o Qin Plus, para manter seu ritmo de vendas.

Segundo o consultor automotivo Chen Wei, de Xangai, “a estratégia de preços baixos afeta diretamente a lucratividade de empresas consolidadas como a BYD, que possui custos industriais maiores devido à escala e ao volume de exportações”.

Queda nas vendas e redução na meta anual

O impacto competitivo levou a empresa a revisar sua meta de vendas para 2025, que foi reduzida em 16%, passando de 5,5 milhões para 4,6 milhões de veículos. Apesar disso, a BYD mantém perspectivas otimistas para o mercado externo, especialmente na Europa e América Latina, onde os incentivos para a eletrificação da frota seguem em expansão.

No acumulado de 2025, as vendas trimestrais da BYD apresentaram queda pela primeira vez desde 2020, acompanhando uma redução na produção em suas megafábricas, o que indica um cenário de desaquecimento momentâneo da demanda doméstica.

Estratégia internacional: foco em exportações e novos mercados

A BYD tem intensificado sua presença internacional, buscando reduzir a dependência do mercado chinês. A companhia projeta dobrar as exportações de veículos elétricos e híbridos plug-in em 2025, com destaque para países europeus e latino-americanos.

Entre os principais destinos estão Alemanha, França, Noruega, Reino Unido e Brasil, mercados onde a empresa já conquistou forte presença. No Brasil, a BYD lidera o segmento de elétricos e planeja expandir sua fábrica em Camaçari (BA) para produzir modelos voltados à América do Sul.

Em outubro de 2025, a montadora anunciou o lançamento de um novo mini-EV no Japão, apresentado durante o Japan Mobility Show, como parte de sua estratégia de penetração no mercado asiático. O modelo é voltado a consumidores urbanos que buscam praticidade e baixo custo de manutenção.

BYD no Japão e o desafio de conquistar consumidores tradicionais

A entrada da BYD no mercado japonês é considerada estratégica, mas desafiadora. O país é dominado por marcas locais como Toyota e Honda, além de uma cultura automotiva fortemente nacionalista. Ainda assim, a fabricante chinesa acredita que seus mini-EVs podem conquistar espaço entre motoristas que priorizam eficiência energética e mobilidade urbana.

De acordo com a consultora de mobilidade Hiroko Yamazaki, de Tóquio, “a BYD chega com preços 20% menores que os dos concorrentes japoneses e foco em tecnologia de bateria Blade, que oferece maior autonomia e segurança”.

Essa estratégia pode render bons frutos, principalmente em cidades que incentivam veículos elétricos com isenção de taxas e estacionamento gratuito.

Tecnologia e inovação continuam no centro da estratégia

Mesmo diante da desaceleração, a BYD segue investindo pesado em pesquisa e desenvolvimento (P&D). A empresa destinou mais de 12 bilhões de yuans em 2025 para inovação em baterias, chips e inteligência veicular, buscando manter vantagem competitiva frente a rivais internacionais como Tesla e Volkswagen.

A companhia também aposta em sua bateria Blade, que se tornou referência global por sua resistência térmica e durabilidade, reduzindo riscos de explosão e aumentando a eficiência energética.

No Brasil, a tecnologia será aplicada em modelos que serão produzidos localmente a partir de 2026, reforçando o papel estratégico do país nas operações latino-americanas da marca.

Análise de especialistas: a BYD ainda é dominante, mas o alerta está aceso

Para analistas financeiros, a queda de lucro não representa necessariamente um colapso da empresa, mas um ajuste natural em meio à maturação do mercado de veículos elétricos.

O economista Zhang Hui, da Universidade de Pequim, explica que “a BYD está migrando de um crescimento exponencial para uma fase de consolidação e eficiência”. Segundo ele, os próximos trimestres devem mostrar uma retomada gradual, apoiada pela expansão internacional e novos lançamentos.

Já o especialista em mercado automotivo Marcus Silva, da consultoria brasileira Auto Insight, destaca que “a BYD possui fôlego financeiro, escala industrial e liderança tecnológica suficientes para suportar períodos de pressão de margens — algo que startups do setor dificilmente conseguiriam”.

Perspectivas para 2026: equilíbrio entre preço, inovação e margem

O desafio da BYD, segundo analistas, será equilibrar inovação e rentabilidade. A empresa deve manter sua liderança em vendas globais, mas precisará adotar uma política de contenção de custos e segmentação de portfólio mais precisa.

O mercado global de veículos elétricos continua crescendo, impulsionado por políticas ambientais, aumento da infraestrutura de recarga e queda no preço das baterias. Ainda assim, a competitividade também cresce, e o espaço para erros estratégicos se torna cada vez menor.

Para 2026, a expectativa é de retomada de crescimento nos lucros, especialmente com o aumento das exportações e o fortalecimento das operações na Europa, Japão e Brasil.

Enquanto isso, investidores seguem atentos aos próximos balanços da montadora — que, mesmo com a maior queda no lucro em quatro anos, segue líder mundial em vendas de carros elétricos.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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