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Exportação de soja brasileira dispara com guerra comercial EUA-China e liderança no mercado chinês

Brasil se beneficia da guerra comercial entre Estados Unidos e China

por Redação
15/10/2025 às 14h52 - Atualizado em 14/05/2026 às 11h35
em Economia, Destaque, Notícias
Brasil Se Beneficia Da Guerra Comercial Entre Estados Unidos E China - Gazeta Mercantil

Exportação de soja brasileira dispara com guerra comercial EUA-China e coloca país em posição estratégica

Por Redação Economia Agrícola

A disputa comercial entre Estados Unidos e China tem gerado impactos significativos no mercado global, mas, surpreendentemente, um dos grandes beneficiados é o produtor de soja brasileiro. A imposição de tarifas adicionais pelos EUA sobre produtos chineses levou Pequim a suspender completamente a compra da oleaginosa americana, abrindo espaço para que o Brasil aumente sua presença no principal mercado consumidor mundial.

A tendência atual indica que a exportação de soja brasileira para a China deve alcançar novos recordes nos próximos meses, reforçando o país como líder global no fornecimento da commodity. Em setembro de 2025, as vendas brasileiras de soja para o gigante asiático registraram alta de 57,1% em comparação ao mesmo período do ano passado, consolidando a força do agronegócio nacional.


Tarifa americana aumenta competitividade da soja brasileira

O cenário começou a se desenhar em fevereiro, quando o governo de Donald Trump impôs uma tarifa adicional de 10% sobre produtos chineses. Como resposta, a China aplicou taxas de 10% a 15% sobre diversas mercadorias americanas, incluindo commodities estratégicas como a soja, tornando o preço do grão norte-americano menos competitivo.

Essa mudança abriu espaço para a exportação de soja brasileira, cuja competitividade frente ao produto americano passou a ser um diferencial decisivo para importadores chineses. Desde maio, o país asiático não adquiriu mais soja dos EUA, substituindo o produto por importações do Brasil e, em menor escala, da Argentina.


China: maior importador mundial de soja

A China é responsável por 61,1% das importações globais de soja, suprindo apenas 15% de sua demanda com produção interna. O restante, 85%, depende de grãos importados, utilizados principalmente na produção de ração animal para suínos e aves.

Em 2024, o Brasil forneceu 71,1% das importações chinesas, enquanto os Estados Unidos responderam por 21,1%. Argentina e Uruguai completam a lista de exportadores, porém com volumes significativamente menores, de 4,1 milhões e 2,02 milhões de toneladas, respectivamente. Esses números reforçam a importância estratégica do país sul-americano na cadeia global de suprimento da soja.


Impactos da guerra comercial na dinâmica do mercado

A suspensão das compras chinesas de soja americana evidencia os efeitos diretos da guerra comercial sobre o setor agrícola. Produtores norte-americanos enfrentam frustração e perdas financeiras, enquanto o Brasil se consolida como principal fornecedor para o mercado chinês.

As vendas brasileiras de soja aumentaram mês a mês em 2025: em julho foram exportadas 9,6 milhões de toneladas, alta de 7,4% em relação a 2024; agosto registrou 7,9 milhões de toneladas, 33,9% superior ao ano anterior; e setembro alcançou 6,8 milhões de toneladas, 57,1% acima do mesmo mês de 2024.

Do total exportado em setembro, 92,3% teve a China como destino, consolidando a liderança brasileira. Essa escalada, no entanto, traz desafios relacionados à dependência de um único mercado, riscos climáticos e pressão sobre o estoque interno.


Riscos para a produção e mercado interno

O crescimento da exportação de soja brasileira enfrenta riscos climáticos e estruturais. Fenômenos como El Niño e La Niña podem afetar a produtividade nas principais regiões produtoras, enquanto pressões sobre fertilizantes, defensivos e frete aumentam os custos de produção. Além disso, a capacidade de armazenagem do país tem se mostrado insuficiente diante da crescente produção, exigindo investimentos estratégicos em infraestrutura.

A safra 2025/26, segundo especialistas, depende da regularidade das precipitações durante fases críticas como plantio, floração e enchimento de grãos. Qualquer irregularidade pode comprometer o desempenho das lavouras e impactar a disponibilidade de soja para o mercado interno.


Impactos no setor industrial brasileiro

O aumento da exportação de soja brasileira também afeta a indústria de esmagamento, responsável pela produção de farelo e óleo essenciais para a alimentação animal e o setor de proteínas. Com mais grãos destinados ao exterior, a oferta interna se reduz, elevando os preços do farelo e pressionando margens de indústrias que dependem do insumo.

O Cepea (USP) indica que indústrias esmagadoras já enfrentam dificuldades para adquirir novos lotes no mercado à vista, evidenciando a necessidade de equilíbrio entre exportação e abastecimento doméstico.


Histórico de liderança brasileira no mercado chinês

O Brasil vem consolidando sua liderança nas exportações de soja para a China desde o primeiro mandato de Donald Trump. Em 2017, a participação brasileira nas importações chinesas chegou a 53,3%, enquanto os EUA ficaram com 34,4%. Com as tarifas sobre a soja americana implementadas em 2018, o Brasil atingiu 75,1% do mercado chinês, com os EUA caindo para 18,9%.

Mesmo após o acordo comercial “Fase Um” entre EUA e China, que previa compras adicionais de soja americana, o país asiático manteve-se fortemente dependente do grão brasileiro. Em 2024, 71,1% da soja importada pela China veio do Brasil, enquanto os EUA representaram apenas 21,1%.


Perspectivas futuras e desafios estratégicos

Manter o ritmo da exportação de soja brasileira nos próximos anos exigirá enfrentar riscos climáticos, ambientais e de mercado, além de investir em infraestrutura e tecnologia. A concentração das exportações em um único cliente aumenta a vulnerabilidade a mudanças geopolíticas e acordos comerciais entre Estados Unidos e China.

O Brasil precisa equilibrar suas vendas externas com a demanda interna, garantindo que a indústria de proteínas e a produção de farelo não sofram escassez. A aceleração em investimentos logísticos, armazenagem e inovação tecnológica será crucial para sustentar a liderança global da soja brasileira.

A guerra comercial EUA-China colocou o Brasil em uma posição estratégica como fornecedor global de soja. a exportação de soja brasileira atingiu volumes recordes em 2025 e deve manter-se em alta, beneficiando produtores, fortalecendo o agronegócio e elevando a relevância do país no mercado internacional. Entretanto, a dependência do mercado chinês e os desafios climáticos e estruturais exigem planejamento estratégico e investimentos contínuos para garantir a sustentabilidade e competitividade do setor.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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