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Marcopolo (POMO4) lucra R$ 341,7 milhões no 4T25 mesmo com queda na receita e recuo do Ebitda

por João Souza - Repórter de Negócios
26/02/2026 às 10h46 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h09
em Negócios, Destaque, Notícias
Marcopolo (Pomo4) Lucra R$ 341,7 Milhões No 4T25 Mesmo Com Queda Na Receita E Recuo Do Ebitda - Gazeta Mercantil

Marcopolo (POMO4) lucra R$ 341,7 milhões no 4T25, com alta anual de 7,2% mesmo sob pressão na receita

A Marcopolo (POMO4) reportou lucro líquido de R$ 341,7 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), avanço de 7,2% em relação ao mesmo período de 2024. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (26) e confirma a capacidade da fabricante de carrocerias de ônibus de preservar rentabilidade em meio a um cenário doméstico de menor volume e crédito mais caro.

Apesar da expansão do lucro, a Marcopolo (POMO4) registrou receita operacional líquida de R$ 2,57 bilhões entre outubro e dezembro, queda de 3,6% na comparação anual. O desempenho foi impactado principalmente pela retração nos volumes faturados no mercado interno, especialmente nos segmentos de ônibus rodoviários, micro-ônibus e na marca Volare.

O balanço do 4T25 reforça o posicionamento da Marcopolo (POMO4) como uma das principais empresas do setor automotivo pesado no Brasil, com estratégia voltada à eficiência operacional e à preservação de margens.


Receita recua com menor volume no mercado interno

A redução da receita no 4T25 reflete a desaceleração das encomendas no Brasil. Segundo a companhia, os menores volumes nos segmentos de ônibus rodoviários e micro-ônibus pressionaram o faturamento consolidado.

O ambiente de juros elevados ao longo de 2025 afetou diretamente a capacidade de financiamento das empresas de transporte. Como a aquisição de veículos comerciais depende fortemente de crédito, o encarecimento das linhas de financiamento reduziu a velocidade de renovação de frotas.

Para a Marcopolo (POMO4), o impacto foi mais sensível no mercado doméstico, tradicionalmente relevante para o desempenho trimestral. A marca Volare, voltada ao segmento de micro-ônibus, também registrou menor ritmo de vendas no período.


Ebitda soma R$ 426 milhões no trimestre

O Ebitda da Marcopolo (POMO4) alcançou R$ 426 milhões no 4T25, recuo de 7,7% frente ao mesmo intervalo do ano anterior. O indicador operacional foi impactado pela menor diluição de custos fixos, consequência direta da retração de volumes no Brasil.

Mesmo com a queda do Ebitda, a companhia conseguiu ampliar o lucro líquido, indicando eficiência na gestão financeira e controle de despesas. A performance demonstra disciplina operacional em um trimestre marcado por desafios no cenário macroeconômico.

A Marcopolo (POMO4) mantém histórico de gestão focada em produtividade industrial e racionalização de custos, fatores que ajudam a sustentar resultados em períodos de maior volatilidade.


Crédito elevado pressiona demanda por ônibus

O setor de transporte rodoviário de passageiros foi diretamente afetado pelo custo mais alto do capital em 2025. Com financiamento mais caro, empresas adiaram investimentos em renovação de frota, o que reduziu o volume de pedidos para fabricantes.

A Marcopolo (POMO4) apontou que os altos custos de financiamento no Brasil contribuíram para a retração do mercado interno no trimestre. A dinâmica evidencia a forte correlação entre política monetária e desempenho da indústria de veículos comerciais.

Analistas avaliam que, caso haja alívio nas condições de crédito ao longo de 2026, o setor pode observar recomposição gradual da demanda reprimida.


Desempenho reforça resiliência operacional

Mesmo com a queda na receita e no Ebitda, o crescimento do lucro líquido sinaliza resiliência da Marcopolo (POMO4). O resultado indica que a companhia conseguiu preservar margens e otimizar sua estrutura de custos.

A fabricante de carrocerias possui presença relevante no mercado internacional, o que contribui para diversificação de receitas e mitigação de riscos associados ao ciclo econômico brasileiro.

A estratégia da Marcopolo (POMO4) combina atuação global, disciplina financeira e foco em eficiência produtiva, pilares que sustentaram o desempenho do 4T25.


Perspectivas para 2026 e reação do mercado

Com a divulgação do balanço, investidores acompanham os próximos passos da companhia e as projeções para 2026. A evolução das condições macroeconômicas, especialmente no que diz respeito à taxa de juros, será determinante para o ritmo de recuperação da demanda interna.

A Marcopolo (POMO4) entra no novo exercício com fundamentos operacionais sólidos, apesar da pressão recente no mercado doméstico. O resultado do quarto trimestre reforça a capacidade de adaptação da empresa a cenários adversos.

Na B3, as ações POMO4 tendem a reagir ao conjunto dos números divulgados, com foco na sustentabilidade da rentabilidade e nas perspectivas de retomada de volumes.


Balanço do 4T25 consolida estratégia de eficiência

O resultado do quarto trimestre de 2025 confirma que a Marcopolo (POMO4) conseguiu atravessar um período de menor dinamismo interno mantendo rentabilidade em trajetória positiva. O lucro líquido de R$ 341,7 milhões, mesmo com retração de receita e Ebitda, reforça a consistência da estratégia corporativa.

Em um ambiente de crédito restritivo e demanda seletiva, a performance da Marcopolo (POMO4) evidencia equilíbrio financeiro e capacidade de gestão. O mercado seguirá atento aos desdobramentos macroeconômicos e ao potencial de retomada do setor de ônibus ao longo de 2026.

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