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Meta e Microsoft em Queda: investimentos bilionários em IA provocam alerta entre investidores

por Redação
31/10/2025 às 13h13
em Negócios, Destaque, Notícias, Tecnologia
Meta E Microsoft Em Queda: Investimentos Bilionários Em Ia Provocam Alerta Entre Investidores -Gazeta Mercantil

Meta e Microsoft em Queda: A Aposta Bilionária em IA que Abalou o Mercado de Tecnologia

A corrida pela inteligência artificial (IA) está se tornando o maior divisor de águas da história recente da tecnologia. Enquanto o setor se prepara para uma nova revolução digital, Meta e Microsoft protagonizam uma fase de queda nas ações, reflexo de investimentos bilionários em infraestrutura e data centers que, embora estratégicos, despertam dúvidas sobre retorno e sustentabilidade.

As duas gigantes, ao lado da Alphabet (Google), investiram US$ 78 bilhões em despesas de capital no último trimestre — um salto de 89% em comparação com o mesmo período do ano anterior. A maior parte desse montante foi destinada à construção de novos data centers, aquisição de GPUs e ao desenvolvimento de plataformas de computação avançada voltadas à IA.

Contudo, a magnitude dos gastos vem preocupando investidores, que começam a questionar se o setor está diante de uma nova bolha tecnológica.


Meta e Microsoft em queda: o efeito colateral da corrida pela inteligência artificial

A ambição de liderar a revolução da inteligência artificial levou as big techs a ampliar drasticamente seus investimentos. Mas, no curto prazo, os reflexos no mercado financeiro foram negativos.

Na abertura do pregão em Nova York, as ações da Meta caíram até 14%, registrando a maior queda intradiária em 18 meses. A Microsoft, embora menos afetada, recuou cerca de 2,5%, refletindo o temor de que o aumento agressivo dos gastos comprometa margens de lucro e o equilíbrio fiscal das companhias.

Enquanto isso, o Google conseguiu manter o otimismo dos investidores. Suas ações subiram 6,2%, impulsionadas pelo crescimento consistente da divisão de nuvem e pelo sucesso do assistente de IA Gemini, que já soma mais de 650 milhões de usuários ativos mensais.


Microsoft: expansão da Azure e dependência da OpenAI

A Microsoft continua a expandir sua plataforma de nuvem Azure, motor principal do seu crescimento. A companhia registrou US$ 34,9 bilhões em despesas de capital apenas no trimestre de setembro — o maior valor da sua história.

Grande parte desse investimento é direcionada ao suporte da parceria estratégica com a OpenAI, avaliada em US$ 13 bilhões. O objetivo é consolidar a liderança em soluções corporativas de IA, que vão desde sistemas de automação até infraestrutura de aprendizado de máquina para grandes empresas.

Com isso, a Microsoft amplia sua presença em setores estratégicos como finanças, saúde e educação, reforçando a confiança de que a demanda por computação inteligente continuará crescendo globalmente.

Por outro lado, analistas alertam que o ritmo acelerado dos gastos pode gerar desequilíbrio. Mesmo com uma carteira de pedidos de US$ 392 bilhões, o mercado teme que o retorno desses investimentos leve mais tempo que o esperado.


Meta: o risco da dependência interna e a aposta nos óculos inteligentes

Diferente da Microsoft e do Google, a Meta enfrenta o desafio de transformar investimentos massivos em resultados concretos. A companhia está construindo sua própria infraestrutura de IA, mas sem capacidade de monetizar essa estrutura vendendo serviços para terceiros — o que aumenta o risco financeiro.

A empresa de Mark Zuckerberg anunciou planos para emitir US$ 25 bilhões em títulos de investimento, destinados a financiar a expansão de seus data centers e a divisão de dispositivos vestíveis inteligentes.

Entretanto, a unidade Reality Labs, responsável pelo metaverso, óculos inteligentes e tecnologias imersivas, registrou prejuízo de US$ 4,4 bilhões no 3º trimestre, com receita modesta de US$ 470 milhões.

O problema da Meta é estrutural: seus investimentos dependem diretamente do desempenho de plataformas como Instagram e Facebook. Caso o engajamento caia ou a adoção de novos produtos seja lenta, o impacto sobre os lucros pode ser profundo.


Google: crescimento sólido e estratégia sustentável

Enquanto Meta e Microsoft enfrentam turbulências, o Google mantém trajetória de crescimento. A controladora Alphabet anunciou alta de 34% na receita de nuvem, atingindo US$ 15,2 bilhões — superando as projeções de mercado.

O Google Cloud fechou mais contratos bilionários em 2025 do que em qualquer outro período da história da empresa. A expansão é acompanhada por forte avanço do Gemini, o assistente de IA da companhia, que ganhou 44% mais usuários em apenas três meses.

Para sustentar esse ritmo, o Google aumentou sua previsão de investimentos de capital para US$ 93 bilhões em 2025, acima da estimativa anterior de US$ 85 bilhões. A expectativa é de novo aumento em 2026, consolidando o domínio da Alphabet no ecossistema de computação em nuvem.


Temor de bolha tecnológica: investidores divididos

A maratona de investimentos reacendeu o debate sobre uma possível bolha da IA, semelhante à vivida nos anos 2000 com as empresas “ponto com”.

Analistas de mercado, como Mark Moerdler, da Bernstein, questionam se os gastos atuais são sustentáveis ou se as big techs estão inflando artificialmente o setor.

Mesmo assim, executivos da Microsoft e da Meta afirmam que o crescimento da demanda por IA é exponencial e justifica os investimentos. Segundo a CFO da Microsoft, Amy Hood, a empresa ainda não atingiu a capacidade máxima de operação e segue expandindo conforme a demanda global aumenta.


Estratégias distintas: três caminhos para o mesmo futuro

Apesar do cenário de queda nas ações, as três gigantes adotam estratégias diferentes para liderar a era da inteligência artificial:

1. Microsoft: diversificação e monetização

A Microsoft aproveita a Azure para vender sua capacidade de computação em nuvem para empresas de todos os tamanhos. Essa diversificação torna seus investimentos menos arriscados, já que o excedente de infraestrutura pode ser comercializado.

2. Google: escalabilidade e expansão global

A Alphabet combina crescimento de receita com escalabilidade global. O aumento de 100% em sua carteira de pedidos de nuvem, que chegou a US$ 155 bilhões, mostra que sua estratégia de IA está sendo bem absorvida pelo mercado.

3. Meta: inovação e alto risco

A Meta aposta em hardware inteligente e no desenvolvimento de um ecossistema próprio de IA, focado em experiências imersivas. O problema é que o retorno depende da adesão dos usuários — algo que ainda não se concretizou plenamente.


Impacto global da corrida pela IA

Os investimentos bilionários das big techs têm impacto direto sobre toda a economia global. A criação de novos data centers exige grandes quantidades de energia, infraestrutura física e mão de obra qualificada, o que está transformando o setor industrial e o mercado de trabalho.

A pressão por GPUs de última geração também beneficia empresas como Nvidia, que se tornaram indispensáveis na cadeia produtiva da IA.

Especialistas afirmam que, embora o curto prazo seja desafiador, o resultado final pode redefinir o poder econômico das empresas de tecnologia. Quem conseguir equilibrar investimento, monetização e eficiência energética dominará o mercado nos próximos 10 anos.


Projeções para 2026: mais gastos e mais IA

As perspectivas para 2026 indicam continuidade da corrida pela IA, com foco em três pilares:

  • Meta: aumento expressivo dos gastos em infraestrutura e no Reality Labs;

  • Microsoft: expansão da Azure e parcerias estratégicas com empresas de IA;

  • Google: avanço da Google Cloud e aprimoramento do Gemini.

O setor deve movimentar mais de US$ 1 trilhão em investimentos cumulativos até 2027, segundo estimativas de mercado. Isso significa que, apesar das quedas momentâneas, o potencial de crescimento de longo prazo ainda é visto como sólido.


Meta e Microsoft em queda: o que esperar daqui para frente

A curto prazo, as ações de Meta e Microsoft devem continuar voláteis, refletindo a incerteza dos investidores quanto ao ritmo de retorno dos investimentos. Contudo, especialistas veem o momento atual como uma fase de transição.

Se as empresas conseguirem transformar seus gastos em inovação lucrativa, o cenário poderá mudar radicalmente a partir de 2026. Caso contrário, o setor pode enfrentar um ajuste semelhante ao das bolhas anteriores.

O consenso entre analistas é claro: a inteligência artificial não é uma tendência passageira, mas o futuro dependerá da capacidade de cada gigante de equilibrar ousadia e rentabilidade.

A queda de Meta e Microsoft reflete a tensão entre o presente e o futuro da tecnologia. As companhias estão investindo pesado em IA, data centers e computação em nuvem, apostando que o domínio dessa nova fronteira digital garantirá o protagonismo nos próximos anos.

Enquanto isso, investidores avaliam se o setor está plantando as bases para uma nova era de prosperidade — ou repetindo os excessos que marcaram crises passadas.

Uma coisa é certa: a corrida pela inteligência artificial está longe de terminar, e o impacto desses investimentos bilionários moldará o rumo da economia digital global.

Tags: Azurebig techscomputação em nuvemdata centersGoogleInteligência Artificialinvestimentos em IAMeta e Microsoft em quedanegóciosOpenAIReality Labstecnologia

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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