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Nubank x Febraban: a disputa que expõe a nova guerra bancária

por Álvaro Lima - Repórter de Economia
05/12/2025 às 19h15 - Atualizado em 06/12/2025 às 22h48
em Destaque, Economia, Notícias
Nubank X Febraban: A Disputa Que Expõe A Nova Guerra Bancária - Gazeta Mercantil

Nubank x Febraban: o que está por trás da nova disputa que agita o sistema financeiro brasileiro

A mais recente controvérsia envolvendo Nubank x Febraban expôs uma fratura que há anos se desenha no setor bancário: a disputa direta entre o modelo digital das fintechs, baseado em eficiência operacional e rápida expansão, e a estrutura tradicional das instituições financeiras consolidadas. O embate ganhou intensidade após a publicação de dados fiscais pelo CEO do Nubank, David Vélez, destacando o volume de tributos pagos pela instituição entre janeiro e setembro de 2025. O gesto, interpretado pelos bancões como uma provocação, desencadeou uma reação imediata da federação que representa o setor.

Com o avanço das fintechs sobre o mercado de crédito, pagamentos e investimentos, o confronto entre inovação e tradição tornou-se inevitável. Mas, no caso específico de Nubank x Febraban, o episódio simboliza algo maior: uma disputa narrativa pela legitimidade no debate público sobre tributação, concorrência e o futuro da intermediação financeira no Brasil.

O início da crise: dados fiscais e a resposta dos bancões

A mais recente fase da disputa Nubank x Febraban começou quando Vélez divulgou um gráfico detalhando os tributos recolhidos pela fintech no período de janeiro a setembro. Segundo os números apresentados, o Nubank teria desembolsado R$ 8,2 bilhões em Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, superando quatro dos maiores bancos tradicionais do País.

A comparação, direta e sem mediações, foi suficiente para provocar reação imediata da Febraban. A entidade demonstrou incômodo, sugerindo que a publicação evitou um debate transparente e deixando no ar uma série de questionamentos sobre a estrutura tributária da fintech. A partir daí, Nubank x Febraban tornou-se o centro das discussões no setor.

O incômodo dos bancos tradicionais não se resume ao conteúdo da postagem, mas ao impacto que ela produz na opinião pública. Em um ambiente em que a percepção de quem “paga mais impostos” influencia o debate sobre justiça fiscal, a comparação reforçou a imagem do Nubank como instituição eficiente, moderna e comprometida com a inclusão financeira.

Tributação e competição: os argumentos em disputa

Para entender a complexidade do embate Nubank x Febraban, é preciso analisar como funcionam os regimes tributários das instituições financeiras e das fintechs. A crítica mais frequente dos bancos tradicionais envolve a diferença de estrutura e, sobretudo, a ausência de licença bancária completa por parte do Nubank no Brasil — um ponto que a Febraban frequentemente utiliza para levantar dúvidas sobre a equiparação das obrigações fiscais entre as empresas.

A federação argumenta que o Nubank, apesar de grande participação no crédito, não suporta as mesmas exigências de capital e regulação impostas aos bancos tradicionais. Além disso, destaca que a fintech mantém sede fiscal nas Ilhas Cayman, o que levantou questionamentos quanto à destinação dos lucros obtidos no mercado nacional. Essa linha de ataque se tornou peça central na disputa Nubank x Febraban, ampliando o debate sobre o papel das fintechs no ecossistema financeiro.

O Nubank, por sua vez, reforça que segue todas as normas vigentes, recolhe impostos de acordo com a legislação e gera empregos e inclusão. Para a empresa, trata-se de romper narrativas que tentam deslegitimar o modelo digital em um momento de transformação estrutural do setor.

A inadimplência como combustível do conflito

Outro aspecto explorado pela Febraban refere-se à inadimplência. A entidade sugere que o modelo adotado pelo Nubank, com juros mais altos em determinados produtos e maior risco assumido na concessão de crédito, pode comprometer a sustentabilidade do sistema no longo prazo. No discurso dos bancões, a fintech cobra juros elevados, tolera inadimplência crescente e, por isso, não poderia ser comparada diretamente às instituições tradicionais.

Esse argumento reforça a imagem de um setor em disputa: de um lado, a flexibilidade das plataformas digitais; de outro, o conservadorismo sustentável dos bancos com décadas de atuação. Em Nubank x Febraban, a inadimplência se transformou em munição retórica, usada para reforçar a ideia de que o modelo digital ainda carece de maturidade regulatória.

Reação pública e a construção da imagem das marcas

A forma como Nubank x Febraban se desenrolou reflete também a disputa por reputação. O Nubank, que consolidou sua imagem como banco digital inovador, acessível e voltado às classes emergentes, costuma atrair a simpatia de consumidores que se enxergam em sua proposta de inclusão financeira. A Febraban, ao contrário, tende a representar os interesses dos bancos tradicionais, que têm enfrentado resistência pública em debates sobre tarifas e lucros.

O embate, portanto, tem impacto direto na percepção das marcas. O Nubank reforça sua narrativa de eficiência, transparência e modernidade, enquanto a Febraban tenta reassumir o espaço de defensora da estabilidade, da responsabilidade fiscal e da regulação equilibrada.

Na disputa Nubank x Febraban, vence quem conquista a narrativa — e, por enquanto, o debate continua aberto.

A nova regulamentação do Banco Central e o futuro da marca

O conflito ganhou mais nuances com a recente regulamentação do Banco Central que estabelece limitações ao uso dos termos “banco” e “bank” por empresas sem licença bancária. Como o Nubank ainda não possui essa licença, poderá ser obrigado a alterar sua marca caso não conclua o processo até 2026.

O tema, sensível e estratégico, tornou-se mais uma camada da disputa Nubank x Febraban. Enquanto a legislação resgata conceitos históricos de proteção ao consumidor e organização do sistema financeiro, o Nubank corre para ajustar sua estrutura regulatória e preservar o valor de uma marca já consolidada globalmente.

A expectativa do mercado é que a fintech obtenha a licença dentro do prazo, evitando uma mudança abrupta de identidade. Ainda assim, o debate mostra como a expansão das plataformas digitais levou o regulador a redefinir fronteiras que antes pareciam claras.

Inovação, mercado e a visão estratégica da fintech

No cerne da disputa Nubank x Febraban está a transformação estrutural do mercado financeiro. O Brasil tornou-se um dos ecossistemas mais inovadores do mundo em serviços bancários digitais, com Pix, open finance e cartões sem anuidade. Nesse contexto, fintechs conseguiram avançar sobre nichos antes dominados pelos grandes bancos.

A ascensão do Nubank responde a uma lacuna histórica: milhões de brasileiros passaram a ter acesso a crédito e produtos financeiros sem burocracia excessiva. Esse movimento, porém, inevitavelmente ameaça a hegemonia de instituições tradicionais, o que explica parte da tensão atual.

A disputa Nubank x Febraban não representa apenas divergências tributárias. Trata-se de um choque de modelos: um digital, ágil e orientado por dados; outro robusto, altamente regulado e fundamental para a estabilidade sistêmica.

Um setor em transformação

O episódio mostra como o setor financeiro está diante de um redesenho profundo. Reguladores discutem novos limites, bancos investem em digitalização acelerada e fintechs buscam ampliar sua robustez institucional.

Diante desse cenário, Nubank x Febraban pode ser apenas o primeiro capítulo de uma disputa mais ampla pela definição de qual modelo será dominante nas próximas décadas. A competição entre as instituições, longe de ser apenas uma troca de declarações, moldará tarifas, taxas de juros, produtos financeiros e a própria relação dos consumidores com o sistema bancário.

O Brasil acompanha de perto, porque o desfecho desse embate terá impacto direto no bolso de milhões de pessoas.

Tags: disputa bancária 2025Febrabanfintechs Brasil.licença bancária NubankNubankNubank impostossistema financeiro brasileiro

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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