PIB do Brasil fica em 32º entre 49 países no 2º trimestre de 2025: leitura completa do ranking e dos próximos passos
O PIB do Brasil avançou 0,4% no 2º trimestre de 2025 frente ao trimestre anterior, segundo o IBGE, desempenho que colocou o país na 32ª posição em um ranking de 49 economias monitorado pela Austin Rating. Em termos de ritmo, o número é moderado; em termos de escala, o PIB do Brasil permanece entre os dez maiores do mundo. Esta análise reúne contexto, comparações e implicações práticas para o restante do ano, sempre com foco em como interpretar o resultado do PIB do Brasil sem perder de vista o que realmente move o crescimento.
Resumo executivo (com tabela)
O PIB do Brasil cresceu menos que economias que ganharam tração no trimestre, como China e Estados Unidos, e empatou com países de perfis distintos. Também houve destaques no topo do ranking, com a Indonésia liderando o período. Abaixo, um quadro sintético para situar o PIB do Brasil no cenário global do 2º tri de 2025.
| País/Economia | Crescimento do PIB (t/t) | Posição no ranking | Observações sobre o trimestre |
|---|---|---|---|
| Indonésia | 4,0% | 1 | Líder do trimestre; forte difusão setorial |
| Taiwan | — | 2 | Segundo lugar no ranking; taxa não informada no recorte da amostra |
| China | 1,1% | — | Acelerou acima da média; investimento e exportações contribuíram |
| Israel | 0,9% | — | Reação acima do esperado apesar do quadro geopolítico |
| Estados Unidos | 0,8% | — | Mercado de trabalho resiliente sustentou a demanda |
| México | 0,6% | — | Cadeias integradas à indústria dos EUA seguem apoiando a atividade |
| Colômbia | 0,5% | — | Avanço moderado com consumo em recuperação |
| Brasil | 0,4% | 32 | PIB do Brasil cresceu, mas ficou no meio da tabela |
| Chile | 0,4% | — | Empatado com o PIB do Brasil |
| Hong Kong | 0,4% | — | Empatado com o PIB do Brasil |
| Letônia | 0,4% | — | Empatado com o PIB do Brasil |
| Hungria | 0,4% | — | Empatado com o PIB do Brasil |
| Reino Unido | 0,4% | — | Empatado com o PIB do Brasil |
Nota: a Austin Rating compila 49 países. A Índia, em valores correntes, superou o Japão em tamanho de economia; isso não altera o recorte trimestral do ranking, mas ajuda a contextualizar a hierarquia global na qual o PIB do Brasil permanece como a 10ª maior economia em 2025 (tendência mantida para 2026 segundo projeções internacionais).
O que o ranking diz (e o que não diz) sobre o PIB do Brasil
A fotografia de curto prazo mostra o PIB do Brasil crescendo em linha com um grupo heterogêneo, mas sem brilho frente aos líderes do período. Isso não significa estagnação: significa expansão moderada em um ambiente de crédito seletivo, custos financeiros ainda elevados e competição maior de importados. O ranking diz que o PIB do Brasil andou; não diz, sozinho, se o país está acelerando sua tendência de crescimento.
Outra leitura essencial: o 0,4% é um número sazonalmente ajustado na comparação trimestral. Ele capta o pulso imediato do ciclo, mas pode oscilar com choques pontuais. Para avaliar a rota do PIB do Brasil, é preciso combinar esse dado com a difusão setorial, a trajetória do emprego e a formação bruta de capital fixo (investimento).
Quem correu mais e por quê
O trimestre favoreceu economias com motores internos aquecidos e ambiente de investimento mais dinâmico. China (1,1%), Israel (0,9%), EUA (0,8%), México (0,6%) e Colômbia (0,5%) entregaram ritmo superior ao do PIB do Brasil. Em comum, há elementos como produtividade setorial, política industrial focada e capacidade de mobilizar investimento privado, fatores que o PIB do Brasil precisa escalar para competir no topo com mais frequência.
No topo, a Indonésia (4%) sintetiza o quanto reformas estruturais, integração logística e expansão do consumo podem transformar o curto prazo. A lição para o PIB do Brasil é clara: acelerar produtividade e destravar o investimento é o atalho para sair do meio da tabela.
Empates técnicos: o que significa dividir o 0,4%
O PIB do Brasil empatou com Chile, Hong Kong, Letônia, Hungria e Reino Unido. O mesmo número, porém, nasce de causas diferentes. No caso brasileiro, o 0,4% sugere que o núcleo de Serviços seguiu sustentando a atividade, enquanto indústrias sensíveis a crédito avançaram menos. Para o PIB do Brasil, empatar nesse bloco é combinar resiliência doméstica com um gargalo clássico: o custo do capital e a velocidade do investimento.
Tamanho ainda importa: Brasil segue 10ª maior economia
Mesmo sem estar entre os cinco melhores do trimestre, o PIB do Brasil preserva a 10ª posição mundial em valor de economia, projeção que tende a continuar em 2026. O ranking de tamanho e o ranking de ritmo dizem coisas diferentes: o primeiro reflete escala; o segundo, tração. Para transformar escala em tração, o PIB do Brasil precisa de um conjunto de medidas que elevem o crescimento potencial — produtividade, investimento e segurança jurídica.
A ultrapassagem da Índia sobre o Japão em tamanho de economia evidencia o papel da demografia e da digitalização. O PIB do Brasil pode capturar uma fatia desse movimento ao combinar energia limpa competitiva com cadeias industriais regionais.
Como ler os 0,4%: a metodologia muda a conversa
O PIB do Brasil cresceu 0,4% t/t (trimestre contra trimestre). Outras duas lentes mudam o diagnóstico:
-
Interanual (a/a) – compara o mesmo trimestre do ano anterior. Ajuda a identificar mudanças consistentes de tendência no PIB do Brasil.
-
Acumulado em 12 meses – suaviza ruídos e mostra a média do ciclo. Evita leituras precipitadas sobre o PIB do Brasil.
-
Difusão por setores – quanto mais setores no azul, mais sólido o ciclo do PIB do Brasil.
Sem essa triangulação, corre-se o risco de superestimar ou subestimar a velocidade real do PIB do Brasil.
Motores e freios que explicam o trimestre
Alguns vetores ajudam a entender por que o PIB do Brasil ficou no meio do pelotão:
-
Serviços: amortecedor clássico, continua sendo a âncora do PIB do Brasil.
-
Indústria de transformação: sensível a juros e a importados, restringiu a aceleração do PIB do Brasil.
-
Construção: resposta lenta quando o custo do crédito fica alto, o que pesa no PIB do Brasil.
-
Extrativa: petróleo e mineração podem ajudar, mas o efeito é concentrado e volátil para o PIB do Brasil.
-
Comércio exterior: variações de importações e exportações mexem com o saldo e com a produção, refletindo no PIB do Brasil.
-
Condições financeiras: crédito mais seletivo adia bens duráveis e capex, limitando o PIB do Brasil.
Brasil x pares: o que dá para copiar
China acelerou reforma e investimento; os EUA mantiveram consumo e inovação; o México surfou a integração produtiva com a América do Norte; a Colômbia reequilibrou demanda. Para o PIB do Brasil, as lições práticas são: criar um ambiente de negócios previsível, reduzir custo logístico e fazer da transição energética um vetor de competitividade industrial. Quando essas peças se alinham, o PIB do Brasil sobe patamares de forma menos dependente de ciclos de commodities.
Ranking trimestral não define potência — mas aponta oportunidades
O PIB do Brasil não precisa estar sempre no top 10 trimestral para preservar relevância global, mas precisa aparecer mais vezes entre os melhores para transformar escala em renda per capita mais alta. O ranking funciona como painel de oportunidades: mostra onde o PIB do Brasil pode ganhar velocidade ao replicar boas práticas e atacar gargalos históricos.
Entre 2010 e 2014, o país chegou a 7º em tamanho. O recado é direto: melhorar posição de forma duradoura exige elevar o potencial do PIB do Brasil, não apenas colher ventos favoráveis temporários.
Estratégia para 2025/2026: como destravar crescimento
Para acelerar o PIB do Brasil no horizonte de 12 a 24 meses, cinco eixos são determinantes:
-
Investimento produtivo e infraestrutura – concessões, PPPs e marcos regulatórios estáveis aumentam o capex e elevam a produtividade do PIB do Brasil.
-
Custo do capital e previsibilidade – trajetória de juros crível e regras claras destravam crédito, fortalecendo o PIB do Brasil.
-
Comércio exterior e logística – reduzir prazos aduaneiros e gargalos portuários melhora a competitividade, refletindo no PIB do Brasil.
-
Capital humano e tecnologia – qualificação técnica e digitalização multiplicam eficiência, ampliando o teto do PIB do Brasil.
-
Transição energética e reindustrialização verde – energia limpa barata atrai cadeias globais e diversifica o PIB do Brasil.
A combinação desses vetores eleva a taxa potencial e aumenta a chance de o PIB do Brasil migrar do meio para o terço superior do ranking trimestral.
O que empresas e investidores devem observar
Para calibrar decisões no curto prazo, três sinais são decisivos para quem acompanha o PIB do Brasil:
-
Difusão setorial de crescimento – um avanço espalhado por serviços, indústria e agro tem efeito mais duradouro sobre o PIB do Brasil.
-
Dinâmica de emprego e renda real – renda sustentada mantém consumo e dá inércia ao PIB do Brasil.
-
Ciclo de investimento – retomada consistente de capex é o combustível que muda o patamar do PIB do Brasil.
O papel das comparações internacionais
Ver a Indonésia no topo lembra que reformas e execução importam; notar a Índia superar o Japão em tamanho evidencia como demografia e tecnologia redefinem a geografia econômica. O PIB do Brasil pode capturar ganhos semelhantes ao atacar custos sistêmicos e promover produtividade. Rankings trimestrais não são um veredicto, mas um painel de bordo que ajuda a reposicionar o PIB do Brasil na rota de crescimento sustentado.
Do meio da tabela ao pelotão da frente
A 32ª posição entre 49 economias indica que o PIB do Brasil cresceu, mas sem destaque. Há um lado positivo — a resiliência — e um recado claro — é preciso ambição. Com mercado de mais de 200 milhões de consumidores, infraestrutura energética competitiva e espaço para melhorar ambiente de negócios, o PIB do Brasil tem condições objetivas de acelerar. O que separa o país do pelotão da frente é execução: investimento, produtividade e previsibilidade.
Se essas frentes avançarem, o próximo ranking trimestral pode contar uma história diferente — com o PIB do Brasil mais perto do topo, e não apenas entre os dez maiores em tamanho, mas também entre os que mais crescem.






