terça-feira, 19 de maio de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
PUBLICIDADE
Home Economia

PicPay participa do Novo Desenrola com descontos de até 90% em dívidas

Fintech oferece renegociação digital, cashback de até R$ 50 e possibilidade de recuperação gradual de limite de crédito para clientes elegíveis

por Antônio Lima - Repórter de Economia
13/05/2026 às 11h39 - Atualizado em 14/05/2026 às 16h58
em Economia, Notícias
Picpay Participa Do Novo Desenrola Com Descontos De Até 90% Em Dívidas - Gazeta Mercantil

O PicPay aderiu ao Novo Desenrola Brasil e passou a oferecer condições especiais para clientes que buscam renegociar dívidas e reorganizar a vida financeira. A fintech informou que as propostas podem incluir descontos de até 90% sobre o valor total do débito, parcelamento facilitado, taxa reduzida e cashback para acordos elegíveis. A iniciativa ocorre em um cenário de inadimplência ainda elevada, juros altos e orçamento pressionado para milhões de famílias brasileiras.

Além da adesão ao programa federal, o PicPay lançou benefícios próprios para estimular a regularização financeira. Entre eles estão cashback de até 30% do valor negociado, limitado a R$ 50, e uma iniciativa chamada Credback, voltada à recuperação gradual de acesso a crédito após a renegociação.

A proposta é simplificar a jornada do consumidor endividado. Pelo aplicativo e pelos canais digitais da empresa, clientes elegíveis podem consultar o valor original da dívida, o desconto aplicado, o número de parcelas, o valor final do acordo e o impacto da prestação no orçamento mensal.

Novo Desenrola busca ampliar renegociações

O Novo Desenrola Brasil foi criado pelo governo federal para ampliar o acesso à renegociação de dívidas de pessoas físicas e reduzir a inadimplência. A nova etapa do programa busca facilitar acordos entre consumidores e instituições financeiras, com condições mais acessíveis do que as praticadas em linhas tradicionais de crédito.

Pelas regras gerais do programa, as renegociações podem ter parcelamento em até 48 vezes, juros limitados a 1,99% ao mês e prazo de até 35 dias para início do pagamento. As condições finais, porém, variam conforme o perfil do consumidor, o tipo de dívida, o tempo de atraso e a análise da instituição financeira.

No caso do PicPay, a fintech informou que as ofertas serão apresentadas de forma digital para clientes elegíveis. A empresa afirma que a jornada foi desenhada para reduzir burocracia e dar mais transparência ao processo de renegociação.

A digitalização é um dos principais diferenciais das fintechs nesse mercado. Em vez de depender de atendimento presencial ou ligações telefônicas, o consumidor pode comparar propostas, consultar descontos e fechar acordos diretamente pelo aplicativo.

Descontos podem chegar a 90%

Um dos principais atrativos da campanha do PicPay é a possibilidade de abatimento elevado em dívidas antigas. Segundo a fintech, determinados clientes poderão obter descontos de até 90% sobre o valor total do débito.

Na prática, uma dívida de R$ 5 mil poderia ser renegociada por cerca de R$ 500, a depender das condições disponíveis para o consumidor. O percentual de desconto, porém, não é igual para todos os casos.

Dívidas mais antigas costumam ter maior margem de negociação porque a probabilidade de recuperação integral pelo credor é menor. Já débitos mais recentes, contratos com garantias ou clientes com perfis específicos podem receber condições diferentes.

Por isso, o consumidor deve verificar a oferta personalizada antes de fechar qualquer acordo. A análise precisa considerar o valor final, o número de parcelas, os juros, o prazo de pagamento e a capacidade real de manter as prestações em dia.

Cashback tenta incentivar regularização

Além dos descontos, o PicPay informou que clientes que concluírem acordos elegíveis poderão receber cashback de até 30% do valor negociado, limitado a R$ 50.

O benefício funciona como um incentivo adicional para estimular a conclusão da renegociação. Em alguns casos, o valor pode ajudar a aliviar despesas imediatas ou compensar parte do desembolso inicial do acordo.

Ainda assim, o cashback não deve ser o principal critério de decisão. Especialistas em finanças pessoais recomendam que o consumidor avalie primeiro se a parcela cabe no orçamento e se o custo total da renegociação é adequado.

Renegociar uma dívida sem capacidade de pagamento pode gerar novo ciclo de inadimplência. O ideal é priorizar acordos que reduzam juros, eliminem restrições e tenham parcelas sustentáveis dentro da renda mensal.

Credback mira recuperação do limite de crédito

O PicPay também anunciou o Credback, iniciativa voltada à recuperação gradual de limite de crédito para consumidores que renegociarem ou quitarem pendências.

A proposta busca enfrentar um problema comum entre pessoas que regularizam dívidas: mesmo após limpar o nome, muitas continuam com dificuldade para obter cartão, limite, empréstimos ou financiamentos.

O Credback pretende criar um caminho para reconstrução do histórico financeiro. Com pagamentos em dia e regularização do débito, o cliente pode voltar a ter acesso progressivo a produtos de crédito, conforme avaliação interna da instituição.

A recuperação, porém, não é imediata nem automática para todos os consumidores. Bancos e fintechs consideram fatores como renda, histórico de pagamento, relacionamento com a instituição, uso da conta e comportamento financeiro após a renegociação.

Taxa do PicPay pode chegar a 1,45% ao mês

Segundo as condições divulgadas pela fintech, a taxa máxima aplicada nas renegociações pode chegar a 1,45% ao mês. O percentual fica abaixo do limite geral de 1,99% ao mês previsto no Novo Desenrola Brasil.

A taxa reduzida pode tornar o acordo mais viável para consumidores que precisam parcelar o pagamento. Juros menores reduzem o custo total da dívida e diminuem o risco de inadimplência futura.

Mesmo assim, o consumidor deve comparar o valor à vista e o valor parcelado. Em muitos casos, descontos maiores são oferecidos para pagamento imediato. Para quem não tem caixa disponível, o parcelamento pode ser alternativa, desde que não comprometa despesas essenciais.

O ideal é simular diferentes opções antes de aceitar a proposta. A renegociação deve ajudar a reorganizar o orçamento, não apenas trocar uma dívida vencida por um novo compromisso difícil de cumprir.

Inadimplência segue elevada no Brasil

A adesão do PicPay ao Novo Desenrola ocorre em um ambiente de inadimplência persistente no país. Milhões de brasileiros continuam com restrições de crédito, pressionados por juros elevados, perda de renda, uso excessivo do cartão de crédito, aumento do custo de vida e falta de reserva financeira.

Esse quadro afeta consumidores, bancos, fintechs e varejistas. Para famílias, a inadimplência limita acesso a crédito e encarece financiamentos. Para instituições financeiras, aumenta perdas e reduz recuperação de valores em atraso.

Programas de renegociação tentam reduzir esse impasse. Ao oferecer descontos e parcelamentos, credores conseguem recuperar parte dos débitos, enquanto consumidores têm chance de regularizar o CPF e reorganizar o orçamento.

A eficácia, porém, depende da capacidade de pagamento após o acordo. Sem planejamento financeiro, há risco de o consumidor renegociar a dívida e voltar a atrasar parcelas.

Como saber se há oferta disponível

Clientes interessados devem consultar os canais oficiais do PicPay para verificar se há proposta disponível. A elegibilidade depende do tipo de dívida, do tempo de atraso, do perfil financeiro do consumidor e das políticas internas da instituição.

Nem todos os débitos entram automaticamente nas campanhas de renegociação. Algumas ofertas são direcionadas a contratos específicos ou a clientes que atendem a determinados critérios.

Ao acessar a proposta, o consumidor deve observar o valor original da dívida, o desconto concedido, o valor final, a quantidade de parcelas, os juros aplicados e a data de vencimento.

Também é recomendável verificar se o acordo prevê baixa da restrição nos órgãos de proteção ao crédito após o pagamento da primeira parcela ou da quitação, conforme as condições contratuais.

Renegociação exige planejamento

Renegociar dívidas pode ser positivo quando o acordo reduz o valor devido e cabe no orçamento. A medida permite limpar o nome, recuperar acesso a crédito e interromper a cobrança de encargos elevados.

Antes de fechar um acordo, o consumidor deve avaliar se conseguirá pagar as parcelas sem comprometer despesas essenciais, como moradia, alimentação, transporte, saúde e educação.

Também é importante priorizar dívidas com juros mais altos, como cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. Em alguns casos, concentrar esforços na quitação dos débitos mais caros pode gerar economia maior no longo prazo.

O consumidor deve evitar assumir novas dívidas durante ou logo após a renegociação. A recuperação do crédito exige disciplina, organização e mudança de hábitos financeiros.

Fintechs ampliam disputa por renegociação

A participação do PicPay no Novo Desenrola reforça a entrada das fintechs na disputa pela renegociação de dívidas. Bancos digitais e plataformas financeiras passaram a usar tecnologia, dados e aplicativos para simplificar acordos e reduzir custos de cobrança.

Esse modelo permite ofertas personalizadas, simulações em tempo real e contratação sem atendimento presencial. Para consumidores endividados, a digitalização pode facilitar o acesso a propostas e reduzir barreiras burocráticas.

Para as instituições, renegociar digitalmente diminui custos operacionais e aumenta a chance de recuperação de valores. A combinação de descontos, cashback e reconstrução de crédito funciona como incentivo para que o cliente volte a se relacionar com a plataforma.

No caso do PicPay, a estratégia também fortalece a retenção de usuários. Ao oferecer renegociação e possibilidade de retomada de limite, a fintech tenta manter o cliente dentro do ecossistema financeiro mesmo após episódios de inadimplência.

Acordo pode ajudar consumidor a voltar ao crédito

A regularização de dívidas não melhora o histórico financeiro de forma instantânea, mas é um passo relevante para reconstruir acesso ao crédito. Com o CPF sem restrições e pagamentos em dia, o consumidor pode voltar gradualmente a ter cartão, empréstimos, financiamentos e compras parceladas.

A recuperação do score depende de tempo e consistência. Instituições financeiras acompanham o comportamento após a renegociação, especialmente pontualidade nos pagamentos, uso de produtos financeiros e capacidade de manter equilíbrio entre renda e compromissos.

O Novo Desenrola, somado às condições oferecidas pelo PicPay, pode ajudar consumidores que desejam sair da inadimplência. O benefício maior, porém, dependerá da escolha de acordos sustentáveis.

Para quem tem dívidas em atraso, a orientação é consultar as propostas disponíveis, comparar condições e evitar comprometer renda além do limite seguro. A renegociação deve ser o início de uma reorganização financeira, não apenas uma solução temporária para retirar o nome dos cadastros de inadimplência.

Tags: bancos digitaiscashbackCPF negativadoCredbackcréditoDesenrola 2.0dívidasEconomiaFinanças pessoaisfintechsInadimplênciaNovo Desenrola BrasilPicPayrenegociação de dívidas

LEIA MAIS

Imposto De Renda 2026 - Gzt - Gazeta Mercantil
Economia

Imposto de Renda 2026: contribuinte precisa pagar DARF menor que R$ 10?

Contribuintes que apurarem Imposto de Renda 2026 a pagar em valor inferior a R$ 10 não precisam emitir DARF para recolher o tributo naquele momento. A regra está...

Leia Maisdetalhes
Uber: Governo Prepara Programa De R$ 30 Bilhões Para Trocar Carros De Motoristas De Aplicativo - Gazeta Mercantil
Economia

Uber: governo prepara programa de R$ 30 bilhões para trocar carros de motoristas de aplicativo

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara o lançamento de um programa de até R$ 30 bilhões para financiar a troca de veículos usados por...

Leia Maisdetalhes
Credito Consignado - Gazeta Mercantil
Economia

Consignado do INSS muda nesta terça e passa a exigir biometria facial

As novas regras para contratação de empréstimo consignado do INSS entram em vigor nesta terça-feira (19), com exigência obrigatória de validação por biometria facial pelo aplicativo ou site...

Leia Maisdetalhes
Fazenda Eleva Projeção Do Inpc De 3,8% Para 4,6% Em 2026 - Gazeta Mercantil
Economia

Fazenda eleva projeção do INPC de 3,8% para 4,6% em 2026

O Ministério da Fazenda elevou de 3,8% para 4,6% a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 2026, segundo o Boletim Macrofiscal divulgado nesta...

Leia Maisdetalhes
Tesouro - Gazeta Mercantil
Economia

Tesouro cria comitê para definir estratégia da Dívida Pública Federal

O Tesouro Nacional criou o Comitê de Gerenciamento da Dívida Pública Federal, o Coged, para definir estratégias de gestão do endividamento do governo federal, com foco em reduzir...

Leia Maisdetalhes

Veja Também

Imposto De Renda 2026 - Gzt - Gazeta Mercantil
Economia

Imposto de Renda 2026: contribuinte precisa pagar DARF menor que R$ 10?

Leia Maisdetalhes
Bolsa Família De Maio Começa A Ser Pago Para 19 Milhões De Famílias - Gazeta Mercantil
Brasil

Bolsa Família de maio começa a ser pago para 19 milhões de famílias

Leia Maisdetalhes
Fiis Fundos Imobiliários (Imagem: Jabkitticha/ Istockphoto)
Fundos Imobiliários

IBBP11 amplia portfólio com ativos do XPIN11 e entrega yield anualizado de 11,3%

Leia Maisdetalhes
Galípolo Vai Ao Senado Nesta Terça Para Falar Sobre Juros, Autonomia Do Bc E Banco Master - Gazeta Mercantil
Política

Galípolo vai ao Senado nesta terça para falar sobre juros, autonomia do BC e Banco Master

Leia Maisdetalhes
Empresa Que Teria Comprado Naskar Tem Perfil Recente E Não Informa Executivos No Site Azara Capital Afirma Que Assumiu A Fintech Para Ressarcir Investidores, Mas Apresenta Poucas Informações Públicas, Endereço Associado A Outro Banco E Ausência De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Dos Eua A Azara Capital Llc, Empresa Que Teria Comprado A Naskar Gestão De Ativos Em Uma Operação Estimada Em R$ 1,2 Bilhão Para Tentar Sanar A Crise Da Fintech Brasileira, Reúne Poucas Informações Públicas, Não Informa Executivos Em Seu Site E Apresenta Inconsistências Em Dados De Endereço E Presença Digital. A Instituição Ganhou Visibilidade Nesta Quinta-Feira (14) Após Ser Apontada Como Compradora Da Naskar, Que Deixou De Pagar Rendimentos A Cerca De 3 Mil Investidores E Interrompeu O Funcionamento Do Aplicativo Usado Por Clientes Para Acompanhar Seus Recursos. A Suposta Aquisição Foi Anunciada Em Meio À Pressão De Investidores Que Cobram A Devolução De Valores Aplicados Na Naskar. Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
Empresas

Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

Leia Maisdetalhes

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Imposto de Renda 2026: contribuinte precisa pagar DARF menor que R$ 10?

Bolsa Família de maio começa a ser pago para 19 milhões de famílias

IBBP11 amplia portfólio com ativos do XPIN11 e entrega yield anualizado de 11,3%

UFG recebe Drone Day com palestras e demonstrações de drones em Goiânia

Galípolo vai ao Senado nesta terça para falar sobre juros, autonomia do BC e Banco Master

Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com

Sem resultados
Todos os resultados
  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com