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Gasolina fica em R$ 6,58, diesel cai a R$ 6,94 e botijão sobe na semana

Levantamento da ANP mostra estabilidade da gasolina e do etanol, recuo de 0,43% no diesel S-10 e alta de 0,06% no gás de cozinha na semana de 12 a 18 de julho.

por Maria Helena Costa
18/07/2026 às 10h16
em Economia
Gasolina Fica Em R$ 6,58, Diesel Cai A R$ 6,94 E Botijão Sobe Na Semana - Gazeta Mercantil

Os preços dos combustíveis encerraram a semana com variações moderadas nos postos brasileiros, mas o diesel S-10 voltou a recuar e ampliou a sequência de quedas registrada desde o fim de junho. A gasolina comum permaneceu com preço médio nacional de R$ 6,58 por litro, enquanto o diesel caiu para R$ 6,94 e o botijão de gás de 13 quilos subiu para R$ 114,48, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

A pesquisa, referente à semana de 12 a 18 de julho de 2026, também apontou estabilidade no etanol hidratado, comercializado em média por R$ 4,06 o litro. Apesar das pequenas oscilações no período mais recente, os combustíveis apresentam trajetórias diferentes quando comparados aos valores de um ano atrás.

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A gasolina está 5,79% mais cara do que há 12 meses. O diesel S-10 acumula alta de 15,09%, a maior variação anual entre os produtos acompanhados no levantamento. O gás liquefeito de petróleo, utilizado nos botijões residenciais, subiu 5,19%. O etanol foi o único a registrar queda na comparação anual, com redução de 2,17%.

Os valores representam médias nacionais. Os preços efetivamente cobrados ao consumidor variam conforme estado, município, bandeira do posto, custos de transporte, tributação, concorrência local e margens praticadas pelas empresas de distribuição e revenda.

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Gasolina permanece em R$ 6,58

O preço médio da gasolina comum não apresentou variação em relação à semana anterior e permaneceu em R$ 6,58 por litro.

O combustível havia recuado 0,45% na pesquisa anterior, quando caiu de R$ 6,61 para o patamar atual. No fim de junho, a gasolina custava em média R$ 6,62, o que mostra uma redução acumulada de quatro centavos por litro nas últimas semanas.

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A estabilidade nacional esconde diferenças relevantes entre as capitais. Boa Vista apresentou o maior preço médio, de R$ 7,57 por litro. Porto Velho apareceu em seguida, com R$ 7,48, enquanto Manaus registrou R$ 7,19.

Na outra ponta, Porto Alegre teve a gasolina mais barata entre as capitais pesquisadas, com média de R$ 6,05. Belo Horizonte registrou R$ 6,07, e Campo Grande, R$ 6,29.

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Em São Paulo, o litro foi encontrado em média por R$ 6,42. No Rio de Janeiro, o valor ficou em R$ 6,56. Brasília registrou média de R$ 6,43.

A diferença entre a capital com o maior valor e aquela com o menor chegou a R$ 1,52 por litro. Em um abastecimento de 50 litros, essa distância representa R$ 76 no custo final.

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Diesel S-10 tem nova queda nos postos

O diesel S-10 registrou a principal redução da semana. O preço médio caiu 0,43%, de R$ 6,97 para R$ 6,94 por litro.

Foi a quarta redução semanal consecutiva. Em 27 de junho, o produto custava R$ 7,05. Desde então, a queda acumulada foi de R$ 0,11 por litro, equivalente a aproximadamente 1,6%.

O recuo recente, entretanto, ainda não compensou a forte alta acumulada em 12 meses. O diesel permanece 15,09% acima do valor registrado no mesmo período de 2025.

Essa diferença anual é relevante porque o combustível possui impacto direto sobre o transporte rodoviário de cargas, a produção agrícola, a logística urbana, o transporte coletivo e diferentes etapas das cadeias industriais.

Quando o diesel sobe, o aumento pode ser incorporado aos custos de frete e posteriormente repassado aos preços dos alimentos, produtos industrializados e serviços. Quando recua, o efeito sobre a inflação tende a depender da duração do movimento e da velocidade de transmissão ao restante da economia.

Entre as capitais, Boa Vista apresentou o diesel S-10 mais caro, com média de R$ 7,42 por litro. Teresina registrou R$ 7,30, Porto Velho, R$ 7,27, e Natal, R$ 7,24.

Porto Alegre teve o menor valor, com R$ 6,43. Goiânia apareceu com R$ 6,75, seguida de Aracaju, com R$ 6,76.

Em São Paulo, o diesel S-10 foi vendido em média a R$ 7. No Rio de Janeiro, o valor chegou a R$ 7,09, enquanto Brasília apresentou média de R$ 6,97.

Botijão de gás sobe para R$ 114,48

O preço médio nacional do botijão de gás de cozinha de 13 quilos avançou 0,06%, de R$ 114,41 para R$ 114,48.

A alta semanal foi de apenas sete centavos, mas o produto acumula valorização de 5,19% em 12 meses. No fim de junho, o botijão custava R$ 114,08, abaixo do valor encontrado na pesquisa mais recente.

O gás de cozinha possui peso relevante no orçamento das famílias, especialmente entre as de menor renda. Como o consumo do botijão não pode ser reduzido na mesma proporção que outros gastos, aumentos recorrentes comprometem uma parcela maior da renda disponível.

Boa Vista apresentou o maior preço médio entre as capitais pesquisadas, com R$ 142,57 pelo botijão de 13 quilos. Florianópolis registrou R$ 130,65, São Luís, R$ 128,85, e Manaus, R$ 128,45.

O menor valor foi encontrado no Rio de Janeiro, com média de R$ 98,83. Vitória registrou R$ 101,66, Recife, R$ 102,72, e Maceió, R$ 105,87.

A diferença entre Boa Vista e o Rio de Janeiro alcançou R$ 43,74 por botijão, evidenciando o peso dos custos logísticos, da estrutura regional de distribuição e das margens de revenda.

Em São Paulo, o botijão custou em média R$ 119,28. Brasília apresentou R$ 106,73, Belo Horizonte, R$ 113,51, e Porto Alegre, R$ 118,52.

Etanol fica estável, mas custa menos que há um ano

O etanol hidratado permaneceu em R$ 4,06 por litro, sem variação em relação à semana anterior.

O biocombustível vinha de duas semanas de queda. O valor médio havia passado de R$ 4,10 no fim de junho para R$ 4,08 e, posteriormente, para R$ 4,06.

Na comparação com julho de 2025, o etanol está 2,17% mais barato. A redução contrasta com as altas anuais da gasolina, do diesel e do gás de cozinha.

A ANP relacionou a pressão recente sobre os preços do etanol ao avanço da moagem de cana-de-açúcar, favorecido pelas condições climáticas, e à maior disponibilidade do produto no mercado paulista. A entrada de combustível produzido em outros estados também ampliou a oferta em São Paulo.

O preço mais baixo entre as capitais foi registrado em Cuiabá, com R$ 3,72 por litro. São Paulo apareceu com R$ 3,84, Campo Grande, com R$ 3,85, e Belo Horizonte, com R$ 3,90.

Macapá apresentou a maior média, de R$ 5,81. Aracaju registrou R$ 5,53, Porto Velho, R$ 5,48, e Boa Vista, R$ 5,41.

A relação entre os preços do etanol e da gasolina foi mais favorável ao biocombustível em Cuiabá, onde o valor do etanol correspondeu a 55,3% do preço da gasolina. Em São Paulo, a proporção foi de 59,8%, e em Campo Grande, de 61,2%.

O cálculo funciona como referência para motoristas com veículos flex. A vantagem real depende, porém, do consumo específico de cada automóvel, das condições de uso e da diferença de eficiência entre os dois combustíveis.

Preços variam livremente no mercado brasileiro

Os preços dos combustíveis não são tabelados no Brasil. Desde 2002, produtores, importadores, distribuidores e postos possuem liberdade para definir os valores praticados.

A ANP acompanha o mercado, divulga levantamentos e fiscaliza aspectos relacionados à qualidade e à regularidade das empresas, mas não determina quanto cada posto deve cobrar.

O preço final da gasolina é composto pelo custo da gasolina pura, pelo etanol anidro misturado ao produto, pelos tributos federais e estaduais e pelas margens de distribuição e revenda.

No diesel S-10, entram na composição o diesel de origem fóssil, o biodiesel obrigatório, os tributos e os custos das empresas ao longo da cadeia.

No gás de cozinha, o valor pago ao produtor representa apenas uma parte do preço final. Distribuição, revenda, transporte, tributação e custos operacionais respondem por parcela significativa da diferença entre a origem do produto e o botijão entregue ao consumidor.

Essa estrutura explica por que reduções nas refinarias ou no mercado internacional não são necessariamente repassadas de maneira imediata e uniforme aos postos.

Petróleo e câmbio entram no radar

A estabilidade dos preços nos postos ocorreu em uma semana marcada por forte alta do petróleo internacional e aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Esses movimentos não produzem repasse automático ao consumidor brasileiro, mas podem alterar os custos de importação e as referências utilizadas pelas empresas do setor.

O câmbio também exerce influência. Como petróleo e derivados são negociados internacionalmente em dólares, uma valorização da moeda americana pode elevar o custo equivalente em reais, mesmo quando a cotação do barril permanece estável.

Os efeitos sobre os postos dependem das políticas comerciais dos produtores, dos estoques existentes, dos contratos de fornecimento, da concorrência e das decisões de distribuidores e revendedores.

Por isso, as variações observadas nas bombas normalmente ocorrem com defasagem em relação aos movimentos do petróleo e do dólar.

Consumidor deve comparar preços

As diferenças entre cidades e estabelecimentos mostram que a pesquisa de preços pode produzir economia relevante, especialmente para quem abastece com frequência.

Uma diferença de R$ 0,20 por litro representa R$ 10 em um tanque de 50 litros. Ao longo de vários abastecimentos, o valor acumulado pode superar o ganho obtido com programas de fidelidade ou formas específicas de pagamento.

O consumidor também deve observar se o preço anunciado está condicionado ao uso de aplicativo, pagamento em dinheiro ou participação em programa promocional.

A ANP exige que os valores sejam apresentados de maneira clara. O preço efetivamente cobrado deve corresponder às condições informadas no estabelecimento.

Além do valor, o motorista pode solicitar testes de qualidade no posto. Os revendedores devem manter equipamentos adequados e funcionários treinados para realizar as verificações previstas na regulamentação.

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