Prisão Domiciliar de Bolsonaro: Lista de Políticos Aguarda Autorização de Alexandre de Moraes para Visita
A prisão domiciliar de Bolsonaro, decretada pelo ministro Alexandre de Moraes em 4 de agosto de 2025, desencadeou uma disputa política silenciosa nos bastidores de Brasília. Desde então, ao menos sete parlamentares aguardam autorização do magistrado para visitar o ex-presidente em sua residência. A situação revela não apenas a força das restrições impostas, mas também a intensa movimentação de aliados que buscam contato com Bolsonaro em meio ao cenário judicial turbulento.
Contexto da Prisão Domiciliar de Bolsonaro
A medida de prisão domiciliar de Bolsonaro foi determinada no âmbito das investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela Polícia Federal, que apuram suposta tentativa de golpe envolvendo o ex-presidente e outros aliados. Desde então, Bolsonaro está proibido de manter contato com pessoas que também sejam investigadas, o que limita de forma drástica as visitas e conversas presenciais.
A determinação tem causado impacto político imediato, criando uma verdadeira “fila” de parlamentares e figuras políticas que tentam autorização para encontrar o ex-chefe do Executivo.
Quem Já Conseguiu Visitar Bolsonaro
Entre os que já receberam autorização para visitar Bolsonaro, estão nomes de peso no cenário político nacional:
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Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de São Paulo
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Ciro Nogueira (PP), presidente do partido e ex-ministro da Casa Civil
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Sóstenes Cavalcante (PL), líder do partido na Câmara dos Deputados
A presença desses aliados reforça a ligação política e estratégica que ainda cerca o ex-presidente, mesmo durante a prisão domiciliar.
Políticos que Ainda Esperam Autorização
Enquanto alguns já foram liberados para visita, outros aguardam o sinal verde do ministro Alexandre de Moraes. Entre eles estão:
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Esperidião Amin (PP-SC), senador
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Izalci Lucas (PL-DF), senador
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Jaime Bagattoli (PL-SC), senador
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Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), senador
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Pastor Eurico (PL-PE), deputado federal
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Cabo Gilberto Silva (PL-PB), deputado federal
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Nikolas Ferreira (PL-MG), deputado federal
Com exceção de Nikolas Ferreira, que formalizou o pedido no dia 11 de agosto, todos os demais registraram solicitações entre os dias 7 e 8 do mês.
Pedido Negado e Motivos
Até agora, apenas um pedido foi negado oficialmente: o do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO). O motivo é que Gayer também é investigado pelo STF, e as medidas cautelares impostas a Bolsonaro proíbem contato com investigados no mesmo processo ou em procedimentos relacionados conduzidos pela Polícia Federal.
Essa negativa evidencia a rigidez das condições estabelecidas por Alexandre de Moraes e mostra que nem mesmo figuras de alto escalão no campo bolsonarista têm garantias de acesso ao ex-presidente.
Repercussão Política da Prisão Domiciliar de Bolsonaro
A prisão domiciliar de Bolsonaro não apenas restringe sua movimentação física, mas também se tornou um termômetro político. A fila de visitas é um indicativo claro de que, apesar do isolamento imposto judicialmente, o ex-presidente mantém significativa influência no seu grupo político.
A disputa interna por acesso a Bolsonaro reflete a busca por alinhamento e prestígio político, especialmente diante de um cenário eleitoral em que a base bolsonarista permanece ativa e mobilizada.
Impacto nas Relações entre STF e Congresso
A medida de Alexandre de Moraes também reforça a tensão existente entre setores do Legislativo e o STF. Para alguns parlamentares, a restrição de visitas é vista como um cerceamento político; para outros, trata-se de uma decisão necessária para assegurar a integridade das investigações e evitar obstrução de justiça.
O fato de haver políticos aguardando há dias por autorização mostra que a relação institucional segue marcada por cautela e desconfiança mútua.
Possíveis Desdobramentos
A expectativa é que o STF continue avaliando caso a caso os pedidos de visita, considerando a condição jurídica de cada solicitante e o impacto que o encontro possa ter nas investigações em andamento.
Enquanto isso, a prisão domiciliar de Bolsonaro continua sendo tema central no debate político e jurídico, com repercussões que devem se estender pelos próximos meses.
A prisão domiciliar de Bolsonaro vai muito além de uma medida judicial restritiva. Ela se tornou um palco de movimentações políticas estratégicas, um teste de força para a base bolsonarista e um desafio de gestão processual para o STF.
Cada autorização ou negativa de visita carrega implicações que podem influenciar alianças, disputas internas e o posicionamento público de lideranças políticas.






