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Tesouro Direto sobe após Focus e tensão global; prefixado 2037 paga 13,67%

por Maria Helena Costa - Repórter de Economia
13/04/2026 às 11h51 - Atualizado em 14/05/2026 às 16h52
em Economia, Destaque, Notícias
Tesouro Direto Hoje: Prefixados Pagam Até 14,21% Com Alta Do Risco Político - Gazeta Mercantil

Tesouro Direto avança e paga até 13,67% após Focus elevar inflação e tensão global pressionar juros

As taxas do Tesouro Direto abriram mistas nesta segunda-feira (13), mas com viés de alta nos títulos prefixados e em parte dos papéis atrelados à inflação, refletindo uma reprecificação de risco que voltou a ganhar força no mercado doméstico. O movimento ocorreu em meio à piora das expectativas inflacionárias captadas pelo Boletim Focus e ao aumento da aversão ao risco no exterior, em um ambiente marcado por tensão geopolítica, alta do petróleo e incerteza sobre os próximos passos da curva de juros.

No centro da atenção dos investidores, o Tesouro Direto passou a oferecer retornos nominais ainda mais robustos, com destaque para o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037, cuja taxa anual chegou a 13,67%, um dos níveis mais elevados do dia entre os papéis negociados. Também houve avanço no Tesouro Prefixado 2029, que passou de 13,39% para 13,50%, e no Tesouro Prefixado 2032, cuja taxa subiu de 13,57% para 13,62%. O ajuste, embora pontual, foi suficiente para recolocar a renda fixa pública no radar de investidores que monitoram oportunidades de travar taxas elevadas em meio a um cenário ainda desafiador para inflação, política monetária e crescimento econômico.

O comportamento da curva do Tesouro Direto nesta sessão também refletiu a divisão entre os vencimentos. Enquanto os prefixados subiram, os títulos indexados ao IPCA mostraram comportamento misto. O Tesouro IPCA+ 2032 teve leve alta, de 7,57% para 7,59%, reforçando cautela no miolo da curva. Já o Tesouro IPCA+ 2040 recuou de 7,11% para 7,07%, e o Tesouro IPCA+ 2050 cedeu de 6,84% para 6,82%, sugerindo algum alívio nos prêmios mais longos. Esse desenho mostra que o mercado não reagiu de maneira uniforme: houve pressão mais concentrada na parte intermediária e nominal da curva, enquanto os vencimentos mais longos mantiveram algum espaço para acomodação.

Tesouro Direto reage à inflação mais pressionada e à piora das expectativas

A nova alta das taxas do Tesouro Direto não aconteceu por acaso. No cenário doméstico, o principal gatilho do dia foi a divulgação de mais uma rodada do Boletim Focus, com revisão para cima das projeções de inflação. Os economistas ouvidos pelo Banco Central elevaram, pela quinta vez consecutiva, a estimativa para o IPCA de 2026, de 4,36% para 4,71%, nível acima do teto da meta. Para 2027, a projeção também avançou, de 3,85% para 3,91%. Já para 2028 e 2029, as estimativas foram mantidas em 3,60% e 3,50%, respectivamente.

Esse tipo de revisão tem efeito direto sobre o Tesouro Direto porque altera a percepção do mercado sobre a trajetória futura da taxa Selic e sobre o nível de prêmio exigido pelos investidores para carregar títulos públicos. Quando a inflação esperada sobe, aumenta a probabilidade de juros elevados por mais tempo ou, no mínimo, reduz-se o espaço para um alívio mais rápido da política monetária. Como consequência, as taxas dos títulos tendem a se ajustar para cima, especialmente nos prefixados e em parte dos papéis indexados ao IPCA.

Para o investidor, esse movimento tem dupla leitura. Por um lado, taxas mais altas no Tesouro Direto podem representar oportunidade de entrada em patamares mais atrativos. Por outro, o avanço dos rendimentos carrega uma mensagem de cautela: o mercado está exigindo mais prêmio porque enxerga maior risco inflacionário e menor conforto na trajetória macroeconômica. Em outras palavras, juros maiores nem sempre significam melhora de cenário; muitas vezes, significam justamente o contrário.

A leitura do Focus se soma ainda aos dados de inflação de março, que vieram acima do esperado e reforçaram a percepção de que o processo de desinflação será mais lento. Em um ambiente no qual o mercado passa a duvidar da velocidade de convergência dos preços à meta, o Tesouro Direto deixa de ser apenas um reflexo técnico da curva e passa a funcionar como um espelho das preocupações do investidor com a economia real.

Prefixados ganham destaque com retorno nominal elevado

Entre os papéis do Tesouro Direto, os títulos prefixados voltaram a chamar atenção pelo patamar de rentabilidade oferecido. O destaque do dia foi o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037, que atingiu 13,67% ao ano, enquanto o Tesouro Prefixado 2032 foi para 13,62% e o Tesouro Prefixado 2029 avançou para 13,50%. Esses números recolocam a discussão sobre a atratividade da renda fixa prefixada em um patamar elevado, sobretudo para quem acredita que os juros podem cair mais à frente e deseja travar uma taxa mais alta desde já.

No entanto, o mercado trata esse tipo de oportunidade com seletividade. Embora o Tesouro Direto ofereça retornos nominais robustos, o carregamento de prefixados exige convicção sobre o comportamento futuro da inflação e dos juros. Se o cenário piorar ainda mais, novas altas de taxas podem ocorrer, pressionando os preços dos títulos no mercado secundário. Por isso, esse tipo de papel é mais sensível à marcação a mercado e tende a exigir do investidor horizonte mais longo e tolerância maior a oscilações no curto prazo.

A elevação das taxas prefixadas mostra que o mercado ainda trabalha com prudência em relação à política monetária. Ao exigir retorno acima de 13,5% em diferentes vértices, o investidor sinaliza que não vê espaço para uma queda rápida da Selic sem risco relevante de reaceleração inflacionária. Nesse contexto, o Tesouro Direto passa a precificar não apenas o juro atual, mas também a persistência de um ambiente monetário restritivo.

Além disso, a força dos prefixados em um dia de piora das expectativas ajuda a reforçar a importância do título público como referência do custo de capital no país. O que acontece no Tesouro Direto se espalha para crédito privado, financiamento corporativo, custo de rolagem da dívida e avaliação de ativos. Por isso, a alta das taxas não interessa apenas ao investidor pessoa física: ela tem implicações amplas para a economia.

Títulos atrelados ao IPCA mostram curva dividida

Nos papéis indexados à inflação, o movimento do Tesouro Direto foi mais heterogêneo. O Tesouro IPCA+ 2032 subiu para IPCA + 7,59%, mostrando pressão no trecho intermediário da curva. Em contrapartida, vencimentos mais longos, como o Tesouro IPCA+ 2040 e o Tesouro IPCA+ 2050, recuaram para IPCA + 7,07% e IPCA + 6,82%, respectivamente.

Esse comportamento dividido sugere que o mercado ficou mais desconfortável com o horizonte intermediário, justamente onde se concentram incertezas sobre a persistência inflacionária e sobre o ritmo de ajuste monetário. Já a ponta longa parece ter absorvido algum alívio, possivelmente por entender que, apesar dos ruídos atuais, o país ainda preserva algum grau de ancoragem de longo prazo ou porque os prêmios nesses vencimentos já vinham bastante elevados.

No Tesouro Direto, os títulos IPCA+ costumam ser procurados por investidores que desejam preservar poder de compra e garantir juro real. Quando as taxas reais sobem, esses papéis ficam mais atraentes do ponto de vista de retorno contratado, mas também embutem maior percepção de risco sobre inflação, fiscal e política monetária. Assim, o avanço do Tesouro IPCA+ 2032 para perto de 7,6% ao ano em juro real não passa despercebido: trata-se de um nível expressivo e que tende a atrair atenção em um ambiente de maior incerteza macroeconômica.

Também merece atenção a presença dos títulos com juros semestrais e das famílias Tesouro Renda+ e Tesouro Educa+, que seguem oferecendo taxas reais elevadas em diferentes horizontes. Em todos esses casos, o Tesouro Direto reforça seu papel como instrumento de planejamento financeiro e travamento de rentabilidade, ainda que a decisão de investimento dependa do prazo, do objetivo e da capacidade do investidor de lidar com volatilidade.

A tensão internacional voltou a pesar sobre a curva de juros

O cenário externo foi outro componente decisivo para o comportamento do Tesouro Direto. O mercado reagiu ao fracasso das negociações ocorridas no fim de semana entre Estados Unidos e Irã, com aumento das tensões no Oriente Médio. De acordo com o material enviado, o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a afirmar que bloquearia o Estreito de Ormuz e indicou medidas contra embarcações em águas internacionais que pagassem pedágio ao Irã, além de mencionar a destruição de minas lançadas pelos iranianos em Ormuz.

Esse tipo de declaração afeta diretamente o Tesouro Direto porque altera o comportamento dos investidores globais e reacende temores de inflação importada, especialmente por meio do petróleo. O Estreito de Ormuz é uma região estratégica para o fluxo mundial de petróleo, e qualquer ameaça de interrupção tende a pressionar preços internacionais da commodity, com reflexos sobre combustíveis, frete, logística e inflação.

Quando o petróleo sobe em meio a tensão geopolítica, o mercado passa a recalcular expectativas de inflação e juros em vários países, inclusive no Brasil. Como resultado, as taxas do Tesouro Direto tendem a refletir esse ambiente mais duro, com prêmios maiores exigidos pelos investidores. A combinação de pressão externa e deterioração das expectativas domésticas costuma ser particularmente tóxica para os títulos prefixados e para a parte intermediária da curva real.

No caso brasileiro, esse efeito ganha ainda mais força porque a economia segue sensível tanto ao câmbio quanto ao preço internacional das commodities. Assim, qualquer choque vindo de fora tem potencial para se espalhar rapidamente pelas projeções de inflação e pelo custo da dívida pública.

Focus e petróleo recolocam juros altos no centro do debate

A alta das taxas do Tesouro Direto nesta segunda-feira é um retrato claro de um mercado que voltou a discutir com mais intensidade a permanência de juros altos por mais tempo. O Focus trouxe inflação mais elevada. O petróleo segue pressionado por causa do conflito no Oriente Médio. E os dados recentes de preços no Brasil já haviam reforçado que o processo de descompressão inflacionária não será simples.

Nesse contexto, o Tesouro Direto deixa de ser apenas uma plataforma de investimento e passa a refletir a disputa central da política econômica: até que ponto será possível conciliar controle inflacionário, estabilidade financeira e retomada do crescimento. Quando as taxas sobem, o mercado está dizendo que o equilíbrio ficou mais difícil.

Para investidores, o cenário exige leitura mais sofisticada. As taxas atuais do Tesouro Direto são altas e, em muitos casos, historicamente chamativas. Mas a atratividade aparente de um retorno elevado precisa ser analisada à luz do prazo do papel, da marcação a mercado e do objetivo do investimento. Um título longo comprado em momento de estresse pode render muito se os juros caírem no futuro, mas também pode gerar volatilidade expressiva se a piora do cenário continuar.

Por isso, a movimentação desta segunda-feira reforça que o Tesouro Direto está no centro da alocação de investidores que buscam segurança, previsibilidade e rentabilidade, mas também no centro das dúvidas sobre inflação, fiscal, juros e ambiente global. Quanto maior a incerteza, maior a importância de entender o que a curva está precificando.

Tesouro Selic, Renda+ e Educa+ também chamam atenção com taxas elevadas

Embora o noticiário do dia tenha se concentrado nos prefixados e no IPCA+, a estrutura do Tesouro Direto mostrou um cardápio amplo de papéis com retorno expressivo. O Tesouro Selic 2031 aparecia com Selic + 0,0857%, enquanto os títulos da família Tesouro Renda+ ofereciam taxas reais entre IPCA + 6,74% e IPCA + 7,15%, a depender do vencimento. Já os títulos Tesouro Educa+ exibiam remuneração real ainda mais elevada em vários vértices, variando de IPCA + 6,90% até IPCA + 7,71%.

Esses números mostram que o Tesouro Direto continua oferecendo alternativas para perfis e objetivos distintos. O investidor mais conservador tende a olhar para o Tesouro Selic como instrumento de reserva e menor volatilidade. Já quem busca aposentadoria complementar ou renda futura encontra nos títulos Renda+ uma alternativa de planejamento de longo prazo. No caso do Educa+, o foco recai sobre metas ligadas à formação educacional.

A relevância desses produtos aumentou porque o mercado voltou a conviver com juro real alto. Isso faz com que o Tesouro Direto não seja apenas uma opção defensiva, mas também uma plataforma capaz de oferecer retorno real robusto para horizontes longos. Em contrapartida, quanto mais longo o título, maior a sensibilidade a mudanças nas expectativas de juros e inflação.

Mercado rediscute prêmio dos títulos públicos após nova rodada de cautela

A nova rodada de ajuste no Tesouro Direto evidencia que o investidor voltou a exigir mais prêmio para financiar o governo brasileiro em diferentes prazos. A alta dos prefixados até 13,67%, a pressão no IPCA+ 2032 e a manutenção de juros reais elevados em várias famílias de títulos mostram que o mercado reabriu a discussão sobre risco, inflação e permanência de uma política monetária apertada.

Ao mesmo tempo, o dia deixou claro que o Tesouro Direto segue sendo uma das principais vitrines para acompanhar o humor do mercado. Quando as taxas se movem, elas contam uma história mais ampla sobre expectativa de inflação, tensão geopolítica, petróleo, credibilidade monetária e custo do dinheiro no Brasil. Nesta segunda-feira, a mensagem foi de cautela reforçada.

O avanço dos rendimentos após o Focus e diante das ameaças envolvendo o Estreito de Ormuz recoloca os títulos públicos no epicentro das decisões de alocação. Para quem acompanha renda fixa, o movimento reforça que o Tesouro Direto entrou novamente em uma zona de atenção máxima: taxas altas, prêmio elevado e cenário ainda indefinido compõem uma combinação que pode abrir oportunidades, mas que também exige leitura fria, horizonte compatível e disciplina na escolha dos papéis.

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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