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Viver (VIVR3) amplia prejuízo para R$ 5,6 milhões no 1º trimestre

Construtora teve queda de receita e vendas contratadas, mas reduziu endividamento total para R$ 21 milhões.

por João Souza
09/06/2026 às 13h13
em Empresas
Viver (Vivr3) - Gazeta Mercantil

A construtora e incorporadora Viver (VIVR3) registrou prejuízo líquido de R$ 5,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, acima da perda de R$ 5 milhões apurada no mesmo período de 2025, segundo balanço publicado nesta segunda-feira (8). O resultado reflete a continuidade de um período de baixa atividade operacional, queda de receita líquida e retração das vendas contratadas, em meio ao processo de reestruturação da companhia e à conclusão do empreendimento Station Vila Madalena, na cidade de São Paulo.

A receita líquida da Viver (VIVR3) somou R$ 3,8 milhões entre janeiro e março, ante R$ 10,2 milhões no primeiro trimestre do ano passado. A retração evidencia a redução do ritmo comercial e operacional da empresa, que ainda busca reorganizar sua estrutura para uma retomada gradual das atividades.

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No balanço, a companhia afirmou que iniciou o ano concentrada na conclusão do Station Vila Madalena, em São Paulo, e na continuidade das medidas de reestruturação. A administração também citou a preparação para uma retomada gradual das operações, sinalizando que a empresa ainda atravessa uma fase de ajuste antes de buscar expansão mais consistente.

Receita cai e pressiona resultado operacional

A queda da receita líquida foi um dos principais fatores de pressão sobre o desempenho da Viver (VIVR3) no trimestre. A companhia passou de R$ 10,2 milhões em receita no primeiro trimestre de 2025 para R$ 3,8 milhões no mesmo período de 2026, uma redução relevante para uma empresa que já opera com margem pressionada.

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O resultado operacional medido pelo Ebitda ficou negativo em R$ 3,4 milhões. O número ficou praticamente estável em relação ao desempenho registrado um ano antes, mas a margem Ebitda piorou de -45,9% para -89,7%.

A deterioração da margem indica que a estrutura de custos e despesas pesou mais sobre uma base menor de receita. Em companhias do setor de construção e incorporação, a escala operacional costuma ter papel decisivo na diluição de custos fixos. Quando a receita cai, a capacidade de absorver despesas administrativas e operacionais diminui.

Para investidores, o Ebitda negativo mostra que a Viver (VIVR3) ainda não conseguiu gerar resultado operacional positivo no período analisado. A empresa permanece dependente da execução de sua reestruturação e da retomada de lançamentos, vendas e entregas para recompor o desempenho.

Vendas contratadas recuam 57,4%

As vendas contratadas da Viver (VIVR3) somaram R$ 4,1 milhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 57,4% em relação ao mesmo intervalo do ano anterior. O desempenho confirma a redução da atividade comercial e limita a geração de caixa operacional em um momento de reorganização interna.

Apesar da queda no volume vendido, o preço médio das unidades comercializadas subiu 4,2% na comparação anual, para R$ 457,65 mil. O dado indica que a retração das vendas esteve mais associada ao menor volume de negócios fechados do que a uma redução do ticket médio.

No setor imobiliário, vendas contratadas são um indicador relevante porque antecipam parte da receita futura e ajudam a medir a capacidade da companhia de monetizar estoque, gerar caixa e sustentar novos projetos. A queda observada no trimestre mostra que a Viver (VIVR3) ainda enfrenta desafios para acelerar a comercialização.

A retomada do ritmo de vendas dependerá da capacidade da empresa de concluir projetos, ajustar sua estrutura financeira e reposicionar sua atuação em um mercado competitivo, marcado por juros ainda elevados e maior seletividade dos compradores.

Endividamento cai frente ao fim de 2025

Um dos pontos de destaque do balanço foi a redução do endividamento total, que encerrou o primeiro trimestre em R$ 21 milhões, ante R$ 113,4 milhões ao fim de 2025. A queda representa um alívio importante para a estrutura de capital da Viver (VIVR3), especialmente em um cenário de prejuízo e baixa geração operacional.

A diminuição da dívida pode reduzir despesas financeiras e ampliar a flexibilidade da empresa para conduzir seu plano de reestruturação. Ainda assim, o desafio permanece na recomposição da receita e na geração de resultado operacional positivo.

Para o mercado, a redução do endividamento é um sinal relevante, mas não suficiente para reverter a percepção de risco sobre a companhia. A Viver (VIVR3) ainda precisa demonstrar capacidade de transformar a estrutura financeira mais leve em crescimento de vendas, execução de obras e melhora recorrente de margens.

No curto prazo, a atenção dos investidores tende a ficar concentrada na evolução do Station Vila Madalena, na disciplina de custos e no ritmo de recomposição das atividades operacionais.

Reestruturação segue no centro da estratégia da Viver

A Viver (VIVR3) afirmou que mantém foco na continuidade das medidas de reestruturação e na preparação para uma retomada gradual das operações. A declaração mostra que a companhia ainda não está em uma fase plena de expansão, mas em etapa de transição.

A conclusão do empreendimento Station Vila Madalena é um ponto central desse processo. A entrega e a comercialização de unidades podem contribuir para geração de caixa e melhoria da percepção sobre a execução operacional da empresa.

No setor de incorporação, a confiança dos investidores e compradores depende da capacidade das empresas de cumprir cronogramas, administrar custos de obra, vender estoques e manter equilíbrio financeiro. Para companhias em reestruturação, esses fatores ganham peso ainda maior.

A Viver (VIVR3) encerrou o primeiro trimestre com prejuízo maior, receita menor e vendas em queda, mas também com endividamento substancialmente reduzido. O balanço mostra uma companhia ainda pressionada operacionalmente, mas empenhada em reorganizar sua estrutura para tentar retomar atividade em bases mais sustentáveis.

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