sexta-feira, 5 de junho de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Sem resultados
Todos os resultados
GAZETA MERCANTIL
Home Mundo

Venezuela acusa EUA de extorsão na ONU e obtém apoio de China e Rússia no Conselho de Segurança

por Eduardo Toscano - Correspondente Internacional
24/12/2025 às 08h42
em Mundo, Destaque, Notícias
Venezuela Acusa Eua De Extorsão Na Onu E Obtém Apoio De China E Rússia No Conselho De Segurança - Gazeta Mercantil

Na ONU, Venezuela acusa EUA de extorsão e recebe apoio de China e Rússia em meio à escalada militar no Caribe

A reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas realizada em 23 de dezembro de 2025 consolidou um novo capítulo da crescente tensão entre Venezuela e Estados Unidos. No centro do debate esteve a acusação formal feita por Caracas de que Washington estaria promovendo uma política de “extorsão” contra o país sul-americano, por meio de sanções econômicas, pressão diplomática e presença militar no Caribe. O discurso do embaixador venezuelano Samuel Moncada, ao denunciar o que classificou como a maior ameaça à soberania nacional nas últimas décadas, recebeu respaldo explícito de China e Rússia, elevando o tom do confronto no principal foro de segurança internacional.

A Venezuela acusa EUA de extorsão na ONU em um momento de fragilidade econômica interna e de isolamento diplomático imposto pelas potências ocidentais. O episódio ocorre sob a gestão de Donald Trump, que intensificou o discurso contra o governo de Nicolás Maduro e reforçou medidas para bloquear a exportação de petróleo venezuelano, setor estratégico responsável pela maior parte das receitas externas do país.

Discurso venezuelano e acusação de violação do direito internacional

Durante a sessão, Samuel Moncada afirmou que os Estados Unidos atuam à margem das normas internacionais ao impor sanções unilaterais e ao ampliar sua presença militar na região do Caribe. Segundo o diplomata, a política americana equivale a uma tentativa explícita de forçar o colapso do Estado venezuelano, estimulando a saída em massa de cidadãos e a entrega das riquezas nacionais, em especial as reservas de petróleo, consideradas as maiores do mundo.

Ao sustentar que a Venezuela acusa EUA de extorsão na ONU, Moncada buscou enquadrar a disputa no campo jurídico internacional, argumentando que as ações americanas ferem princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas, como a soberania dos Estados e a não intervenção em assuntos internos. O discurso foi construído com forte apelo político e histórico, resgatando episódios anteriores de embargos e intervenções estrangeiras na América Latina.

Apoio explícito de Rússia e China no Conselho de Segurança

O posicionamento venezuelano encontrou eco imediato entre aliados estratégicos. Rússia e China utilizaram seus assentos no Conselho de Segurança para criticar duramente a postura de Washington. O embaixador russo, Vassily Nebenzia, descreveu o bloqueio naval anunciado pelos Estados Unidos como uma “agressão flagrante”, ressaltando que sanções impostas sem aval do Conselho representam um risco à estabilidade internacional.

Para Moscou, a narrativa de que a Venezuela acusa EUA de extorsão na ONU reflete um padrão recorrente de comportamento americano, caracterizado pelo unilateralismo e pelo uso do poder militar como instrumento de pressão política. A crítica russa também destacou os impactos humanitários das sanções, que, segundo o discurso, recaem diretamente sobre a população civil.

A China seguiu linha semelhante. O representante chinês afirmou que Pequim se opõe a qualquer forma de intimidação e reafirmou o apoio à soberania venezuelana. A fala reforçou a estratégia chinesa de defesa do multilateralismo e de contenção da influência americana em regiões consideradas estratégicas para seus interesses econômicos e geopolíticos.

A resposta dos Estados Unidos e a narrativa de segurança hemisférica

Em contraponto, o embaixador americano na ONU defendeu as ações de Washington, argumentando que os Estados Unidos agem para proteger a segurança do hemisfério e combater atividades ilícitas supostamente associadas ao governo venezuelano. A acusação de que Nicolás Maduro estaria ligado ao chamado Cartel de los Soles foi reiterada, assim como a justificativa de que o bloqueio naval visa impedir o financiamento de crimes transnacionais.

A Casa Branca elevou recentemente para 50 milhões de dólares a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro, gesto interpretado por analistas como um endurecimento simbólico da política externa americana. Nesse contexto, a Venezuela acusa EUA de extorsão na ONU enquanto Washington sustenta que age em nome da legalidade e da segurança regional, evidenciando o choque de narrativas que domina o debate internacional.

O papel do petróleo na disputa geopolítica

O petróleo ocupa posição central na crise. A Venezuela detém reservas comprovadas que superam as de qualquer outro país, mas enfrenta dificuldades para explorar e comercializar o recurso devido às sanções. O bloqueio aos navios petroleiros, anunciado pelos Estados Unidos, amplia o impacto econômico e aprofunda a crise fiscal venezuelana.

Ao afirmar que a Venezuela acusa EUA de extorsão na ONU, o governo de Caracas sugere que a política americana busca controlar indiretamente o mercado energético e limitar a atuação de países considerados adversários estratégicos. Para Rússia e China, que possuem interesses diretos no setor energético venezuelano, o episódio também representa um teste sobre a capacidade de resistir à pressão americana e preservar acordos bilaterais.

Escalada militar no Caribe e riscos regionais

A presença de uma frota americana no Caribe desde agosto intensificou preocupações entre países da região. Embora os Estados Unidos aleguem que se trata de operações de monitoramento e combate ao narcotráfico, Caracas interpreta a movimentação como ameaça direta à sua soberania.

Especialistas em relações internacionais avaliam que a escalada militar eleva o risco de incidentes diplomáticos e militares, ainda que um confronto direto seja considerado improvável no curto prazo. A insistência de que a Venezuela acusa EUA de extorsão na ONU funciona, nesse cenário, como estratégia para internacionalizar o conflito e buscar respaldo político fora do eixo ocidental.

Mediação da ONU e possibilidades diplomáticas

Antes do acirramento verbal entre as delegações, o vice-secretário-geral da ONU afirmou que o secretário-geral está disposto a apoiar esforços diplomáticos caso haja solicitação das partes. A declaração foi interpretada como tentativa de manter canais abertos de diálogo e evitar a deterioração completa das relações.

No entanto, observadores apontam que o Conselho de Segurança encontra-se dividido, com posições cristalizadas entre membros permanentes. A polarização dificulta a adoção de resoluções efetivas e limita o papel da ONU a um espaço de exposição de discursos, reforçando a percepção de que a Venezuela acusa EUA de extorsão na ONU mais como gesto político do que como passo concreto rumo à mediação.

Impactos internos na Venezuela

Internamente, o discurso na ONU é utilizado pelo governo Maduro como instrumento de mobilização política. Ao denunciar a “extorsão”, Caracas busca reforçar a narrativa de resistência nacional frente a uma potência estrangeira, desviando o foco das dificuldades econômicas e sociais enfrentadas pela população.

A estratégia, contudo, tem eficácia limitada. Analistas apontam que, apesar do apoio de aliados internacionais, a crise econômica persiste e a dependência do petróleo continua sendo um fator de vulnerabilidade estrutural. Ainda assim, a exposição internacional do tema fortalece o argumento de que a Venezuela acusa EUA de extorsão na ONU em defesa de sua soberania e de seu direito ao desenvolvimento.

Repercussão internacional e cenário futuro

A sessão do Conselho de Segurança repercutiu amplamente na imprensa internacional e reacendeu o debate sobre sanções unilaterais, direito internacional e o papel das grandes potências. Países não alinhados observam com cautela o desdobramento da crise, atentos ao precedente que pode ser criado caso ações coercitivas sem aval multilateral se tornem regra.

O futuro da relação entre Venezuela e Estados Unidos permanece incerto. Enquanto Washington mantém o discurso de pressão máxima, Caracas aposta na diplomacia multilateral e no apoio de parceiros estratégicos. A constatação de que a Venezuela acusa EUA de extorsão na ONU resume um embate mais amplo sobre poder, soberania e influência no sistema internacional contemporâneo.

Tags: China Rússia apoio VenezuelaConselho de Segurança ONU Venezuelacrise Venezuela Estados UnidosEUA Venezuela sançõespetróleo venezuelano sançõesVenezuela ONU

LEIA MAIS

Prisão De Maduro Nos Eua: Presidente Venezuelano Se Diz Sequestrado E Nega Acusações Em Tribunal - Gazeta Mercantil
Política

Prisão de Maduro nos EUA: presidente venezuelano se diz sequestrado e nega acusações em tribunal

Prisão de Maduro nos EUA: presidente venezuelano se diz sequestrado e declara ser “prisioneiro de guerra” em tribunal de Nova York A prisão de Maduro nos EUA provocou...

Leia Maisdetalhes
Maduro Contrata Advogado De Julian Assange Para Se Defender Em Processo Nos Eua - Gazeta Mercantil
Política

Maduro contrata advogado de Julian Assange para se defender em processo nos EUA

Maduro contrata advogado de Julian Assange para defesa em processo criminal nos EUA A decisão do presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, de reforçar sua defesa jurídica nos...

Leia Maisdetalhes
Trump Anuncia Bloqueio A Petroleiros Da Venezuela -Gazeta Mercantil - Internacional - Fundada Em 1920
Mundo

Trump anuncia bloqueio a petroleiros da Venezuela e endurece ofensiva contra Maduro

Trump anuncia bloqueio a petroleiros da Venezuela e eleva tensão geopolítica nas Américas O anúncio feito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que determinou um bloqueio...

Leia Maisdetalhes

Veja Também

Itau - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Itaú (ITUB4) volta à carteira do BTG e substitui Nubank (ROXO34) em junho

Leia Maisdetalhes
Carla Zambelli - Gazeta Mercantil
Política

Justiça de SP manda prender jornalista condenado por difamar Carla Zambelli

Leia Maisdetalhes
Pesquisa Vox Brasil Mostra Lula À Frente De Flávio Bolsonaro No 1º E No 2º Turno - Gazeta Mercantil - Política
Política

Pesquisa Vox Brasil mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro no 1º e no 2º turno

Leia Maisdetalhes
Flávio Bolsonaro Discursa Na Marcha Para Jesus Em Sp - Gazeta Mercantil
Política

Flávio Bolsonaro repete estratégia de 2022 e fala em “guerra espiritual” contra Lula

Leia Maisdetalhes
Day-Trade-Acoes
Ibovespa

Ibovespa hoje: B3 volta do feriado com Petrobras (PETR4), dólar e tarifaço no radar

Leia Maisdetalhes

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Itaú (ITUB4) volta à carteira do BTG e substitui Nubank (ROXO34) em junho

Justiça de SP manda prender jornalista condenado por difamar Carla Zambelli

Pesquisa Vox Brasil mostra Lula à frente de Flávio Bolsonaro no 1º e no 2º turno

Flávio Bolsonaro repete estratégia de 2022 e fala em “guerra espiritual” contra Lula

Ibovespa hoje: B3 volta do feriado com Petrobras (PETR4), dólar e tarifaço no radar

Galaxy S27 pode trocar Exynos por Snapdragon em mais mercados após problemas na produção de chips

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com

Sem resultados
Todos os resultados
  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com