Conselho de Paz de Gaza: Trump convida Lula para liderar nova iniciativa global que desafia a ONU
Em movimento audacioso que redesenha a geopolítica mundial, Donald Trump propõe o Conselho de Paz de Gaza como alternativa às Nações Unidas, cobrando taxa bilionária para membros permanentes e destacando protagonismo do presidente brasileiro.
O cenário diplomático internacional sofreu um abalo sísmico nesta terça-feira, 20, com declarações contundentes vindas da Casa Branca. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao celebrar seu primeiro ano de mandato, revelou planos ambiciosos para a pacificação do Oriente Médio que colocam o Brasil — e especificamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva — no centro das atenções globais. A criação do Conselho de Paz de Gaza, uma entidade idealizada pelo republicano, não surge apenas como uma ferramenta de mediação de conflitos, mas como uma potencial substituta para a estrutura vigente das Nações Unidas (ONU), segundo palavras do próprio líder norte-americano.
A proposta do <b data-path-to-node=”9″ data-index-in-node=”14″>Conselho de Paz de Gaza
traz consigo inovações controversas e desafios econômicos, incluindo uma cláusula de adesão financeira que impõe uma barreira de entrada de US$ 1 bilhão para países que desejam assentos permanentes. Este movimento sinaliza uma nova era de “diplomacia transacional”, onde o poder de influência é diretamente proporcional ao compromisso financeiro e ao alinhamento estratégico com Washington.A Nova Arquitetura Diplomática: O Fim da ONU?
A declaração de Trump de que o Conselho de Paz de Gaza poderia “eventualmente substituir as Nações Unidas” reverbera com força nos corredores de Nova York e Genebra. Há anos, o ex-presidente e atual mandatário dos EUA critica a ineficiência e o custo da burocracia da ONU. Ao propor o Conselho de Paz de Gaza, Trump não está apenas buscando resolver o conflito histórico na região palestina; ele está tentando estabelecer uma nova ordem multilateral, mais enxuta e, teoricamente, mais pragmática.
Para analistas de política externa, a criação do Conselho de Paz de Gaza representa o auge do unilateralismo americano disfarçado de multilateralismo seletivo. A insatisfação com o Conselho de Segurança da ONU, frequentemente paralisado por vetos cruzados, serve de combustível para essa nova iniciativa. Se o Conselho de Paz de Gaza obtiver sucesso onde a ONU falhou, a legitimidade da organização criada em 1945 poderá sofrer seu golpe mais duro.
Entretanto, a viabilidade do Conselho de Paz de Gaza como substituto da ONU depende crucialmente da adesão de potências emergentes e do Sul Global. É neste contexto que a figura de Lula ganha relevância estratégica insubstituível. Sem a participação de líderes que dialogam com ambos os lados do espectro ideológico global, o novo conselho nasceria morto ou seria visto apenas como um braço do Departamento de Estado americano.
O Fator Lula: Protagonismo no Conselho de Paz de Gaza
Eu gosto dele”, afirmou Donald Trump, referindo-se a Luiz Inácio Lula da Silva. A frase, curta e direta, carrega um peso diplomático imenso. Trump destacou que Lula terá um “grande papel” no Conselho de Paz de Gaza. Este convite não é aleatório. O Brasil possui uma tradição diplomática de neutralidade pragmática e soft power que é rara no cenário atual, polarizado entre potências nucleares.
A inclusão de Lula no Conselho de Paz de Gaza serve a múltiplos propósitos para a administração Trump. Primeiro, confere legitimidade à iniciativa junto aos países em desenvolvimento e ao bloco dos BRICS. Segundo, utiliza a capacidade de interlocução do presidente brasileiro, que mantém canais abertos tanto com o Ocidente quanto com nações árabes e asiáticas.
Para o Brasil, liderar ou ter papel de destaque no Conselho de Paz de Gaza seria uma vitória histórica para o Itamaraty, recolocando o país na mesa de decisões da “big politics. Contudo, o convite é uma faca de dois gumes. Aceitar participar ativamente do Conselho de Paz de Gaza sob as regras de Trump pode alienar parceiros tradicionais e gerar atritos com a estrutura atual da ONU, a qual o Brasil historicamente defende e onde pleiteia um assento permanente no Conselho de Segurança.
Vladimir Putin e o Xadrez Russo no Oriente Médio
Outro ponto nevrálgico da coletiva de imprensa foi a menção a Vladimir Putin. Trump afirmou que o líder russo também pode ter um “papel muito grande” no Conselho de Paz de Gaza. A aproximação entre Washington e Moscou através deste novo órgão sugere uma reconfiguração das alianças globais.
A presença da Rússia no Conselho de Paz de Gaza é fundamental para garantir qualquer cessar-fogo duradouro na região, dada a influência russa sobre a Síria e o Irã, atores-chave na dinâmica de poder do Oriente Médio. Se Trump conseguir trazer Putin e Lula para a mesma mesa no Conselho de Paz de Gaza, ele terá criado um fórum com peso político superior ao do G7 para questões de segurança.
A estratégia americana parece ser a de isolar a China ou forçá-la a entrar no jogo sob as regras americanas, utilizando o Conselho de Paz de Gaza como o novo palco central da diplomacia, onde as decisões são tomadas por quem tem “pele no jogo” (e dinheiro na mesa), e não por burocratas internacionais.
A Taxa de US$ 1 Bilhão: A Privatização da Diplomacia?
O aspecto mais controverso revelado no convite enviado pelo governo Trump é a barreira financeira. Para ter acesso a um assento no grupo de países permanentes do Conselho de Paz de Gaza, será preciso pagar uma taxa de US$ 1 bilhão.
Esta monetização explícita da influência diplomática choca os puristas das relações internacionais, mas reflete a visão de mundo empresarial de Donald Trump. O valor arrecadado pelo Conselho de Paz de Gaza seria, presumivelmente, utilizado para a reconstrução da infraestrutura da Faixa de Gaza e para financiar as operações de segurança, retirando o fardo dos contribuintes americanos.
Para o Brasil, o pagamento de tal quantia para ingressar no Conselho de Paz de Gaza geraria um debate orçamentário e político intenso. O governo brasileiro confirmou o recebimento do convite, mas adotou a cautela habitual do Itamaraty. A posição oficial é de que Lula prefere “avaliar as condições geopolíticas envolvendo o papel da entidade” antes de tomar uma decisão definitiva.
Essa prudência é justificada. Pagar US$ 1 bilhão para entrar no Conselho de Paz de Gaza sem garantias claras de autonomia decisória poderia ser visto como submissão aos interesses de Washington. Por outro lado, ficar de fora do Conselho de Paz de Gaza poderia significar a perda de relevância em um momento onde a arquitetura global está sendo redesenhada.
Repercussões Econômicas e Geopolíticas
A criação do Conselho de Paz de Gaza não afeta apenas a diplomacia; ela tem ramificações econômicas profundas. A estabilidade no Oriente Médio é crucial para a segurança energética global e para a flutuação dos preços do petróleo. Um conselho eficaz, capaz de impor a paz, traria previsibilidade aos mercados.
Investidores internacionais observam com atenção a movimentação. Se o Conselho de Paz de Gaza conseguir reunir EUA, Brasil e Rússia em um esforço coordenado, o risco geopolítico global tende a diminuir, favorecendo mercados emergentes. Além disso, a reconstrução de Gaza, gerida por este conselho, abriria oportunidades para empresas de infraestrutura dos países membros. O Brasil, com suas grandes empreiteiras e expertise em engenharia, poderia se beneficiar economicamente ao participar do Conselho de Paz de Gaza.
No entanto, o ceticismo permanece. A substituição da ONU pelo Conselho de Paz de Gaza é uma tarefa hercúlea. A ONU possui agências humanitárias, logísticas e legais enraizadas há décadas. Desmantelar ou suplantar essa estrutura exigiria mais do que vontade política; exigiria um consenso global que raramente é alcançado.
O Dilema Brasileiro: Pragmatismo ou Ideologia?
A resposta de Lula ao convite para o Conselho de Paz de Gaza definirá o tom da política externa brasileira para a próxima década. O presidente brasileiro tem buscado posicionar o país como um líder do Sul Global, defendendo a reforma das instituições multilaterais existentes, não necessariamente a sua destruição.
Aderir ao Conselho de Paz de Gaza pode ser interpretado como um abandono da defesa da reforma da ONU. Porém, recusar o convite pode isolar o Brasil de um círculo de poder onde as decisões reais serão tomadas. A menção elogiosa de Trump — “Eu gosto dele” — oferece uma abertura rara para um governo de esquerda negociar com uma administração americana de direita nacionalista.
O Itamaraty analisa as entrelinhas. O “grande papel” prometido a Lula no Conselho de Paz de Gaza seria meramente simbólico ou decisório? O Brasil teria poder de veto? A taxa de US$ 1 bilhão é negociável ou poderia ser substituída por contribuições em know-how diplomático e forças de paz?
O Futuro do Conselho de Paz de Gaza
O anúncio feito nesta terça-feira é apenas o começo de uma longa negociação. O Conselho de Paz de Gaza surge como a aposta mais arriscada e potencialmente transformadora da política externa de Donald Trump. Ao envolver atores como Lula e Putin, Trump sinaliza que entende que a paz no Oriente Médio não pode ser imposta unilateralmente, mas precisa ser construída — ou comprada — através de um novo consórcio de potências.
Para o Brasil, o Conselho de Paz de Gaza representa um teste de fogo. O país precisará equilibrar seus compromissos históricos com o multilateralismo tradicional da ONU e a oportunidade pragmática de integrar um novo diretório global de poder. A decisão de Lula será aguardada com ansiedade não apenas em Washington, mas em todas as capitais que observam, atônitas, a possível obsolescência das Nações Unidas diante da ascensão do Conselho de Paz de Gaza.
A única certeza é que a geopolítica do século XXI está sendo reescrita, e o Conselho de Paz de Gaza é, no momento, a caneta mais poderosa sobre a mesa. Resta saber se o Brasil assinará este novo contrato global ou se manterá fiel às velhas instituições.









