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Novo Desenrola obriga bancos a limpar nome de devedores com dívidas de até R$ 100

Medida faz parte da nova fase do programa federal de renegociação de dívidas, que prevê descontos de até 90%, juros limitados a 1,99% ao mês e uso parcial do FGTS para quitação de débitos.

por Maria Helena Costa - Repórter de Economia
10/05/2026 às 22h34 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h25
em Economia, Destaque, Notícias
Novo Desenrola Obriga Bancos A Limpar Nome De Devedores Com Dívidas De Até R$ 100 - Gazeta Mercantil

O governo federal lançou uma nova fase do Desenrola Brasil com uma medida voltada a consumidores negativados por dívidas de baixo valor: bancos e instituições financeiras que aderirem ao programa terão de retirar dos cadastros de inadimplência pessoas com débitos de até R$ 100, mesmo que a dívida continue existindo. A iniciativa busca destravar o acesso ao crédito de brasileiros que permanecem com o CPF restrito por valores pequenos e integra um pacote mais amplo de renegociação para famílias endividadas.

O Novo Desenrola Brasil foi lançado em 4 de maio de 2026 e tem previsão de duração de 90 dias. Segundo o Ministério da Fazenda, o programa oferece descontos de até 90% sobre dívidas antigas, juros reduzidos, prazo de até 48 meses para pagamento e possibilidade de uso de parte do FGTS para amortizar ou quitar débitos. A renegociação deve ser feita diretamente com bancos e instituições financeiras participantes.

A nova etapa do programa mira pessoas com renda de até cinco salários mínimos, o equivalente a R$ 8.105, e dívidas contratadas até 31 de janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos. Podem ser renegociados débitos ligados a cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal, entre outras modalidades definidas pelo governo.

Dívidas de até R$ 100 terão desnegativação

A principal novidade para consumidores de baixa renda é a retirada da negativação para dívidas de até R$ 100. Na prática, a instituição financeira que participar do Novo Desenrola deverá remover o registro do cliente nos birôs de crédito quando o débito estiver dentro desse limite.

A medida não significa perdão automático da dívida. O valor continuará existindo e poderá ser cobrado pelo banco ou instituição financeira. A diferença é que o CPF deixará de aparecer como negativado por causa desse débito específico, o que pode facilitar acesso a conta, cartão, financiamento, compras parceladas e outras formas de crédito.

A regra busca corrigir uma distorção comum no sistema financeiro. Muitos consumidores permanecem negativados por valores baixos, às vezes esquecidos ou acumulados ao longo do tempo, o que reduz sua capacidade de reorganizar a vida financeira.

Segundo informações do Senado sobre a medida provisória do Novo Desenrola, a instituição financeira participante será obrigada a retirar a inadimplência de clientes com dívidas de até R$ 100 dos birôs de crédito, independentemente de pagamento ou acordo com o devedor.

Programa prevê descontos de até 90%

Além da desnegativação de pequenos valores, o Novo Desenrola permite renegociar dívidas maiores com descontos que podem variar de 30% a 90%, dependendo do tipo de crédito, do tempo de atraso e das condições oferecidas pela instituição financeira.

O novo crédito terá taxa máxima de 1,99% ao mês e limite de até R$ 15 mil por pessoa, por banco ou instituição financeira. O prazo de pagamento poderá chegar a 48 meses, com carência de até 35 dias para a primeira parcela.

A medida tenta reduzir o peso de dívidas caras sobre o orçamento familiar. Cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal estão entre as modalidades mais sensíveis para consumidores inadimplentes, justamente por concentrarem juros elevados quando há atraso.

O programa também será apoiado pelo Fundo Garantidor de Operações (FGO), que dará garantia parcial às renegociações e deve permitir juros menores nas novas operações. Segundo o governo, o objetivo é ampliar o alcance do programa e reduzir o risco para as instituições financeiras participantes.

FGTS poderá ser usado para quitar dívidas

Outro ponto relevante do Novo Desenrola é a possibilidade de uso de parte do FGTS para amortizar ou quitar dívidas. O trabalhador poderá utilizar até 20% do saldo da conta ou até R$ 1 mil, prevalecendo o que for maior, conforme as regras divulgadas pelo governo.

A operação deverá ocorrer diretamente entre bancos, com autorização do trabalhador. A medida foi desenhada para permitir que parte do saldo do fundo seja usada para reduzir endividamento de curto prazo, especialmente em débitos com juros mais altos.

O uso do FGTS, no entanto, exige cautela. O fundo funciona como reserva trabalhista e pode ser importante em situações de demissão, compra de imóvel ou outras hipóteses previstas em lei. Ao utilizar parte do saldo para pagar dívidas, o trabalhador reduz essa proteção futura.

O governo também estabeleceu restrições. Quem utilizar benefícios como FGTS ou taxas subsidiadas no programa terá o CPF bloqueado para transferências a plataformas de apostas online por até 12 meses, medida criada para evitar que o alívio financeiro seja direcionado a bets.

Bancos terão contrapartidas no programa

As instituições financeiras que aderirem ao Novo Desenrola terão obrigações adicionais. Além de aplicar as condições do programa e retirar a negativação de dívidas de até R$ 100, os bancos deverão investir em ações de educação financeira.

Segundo o Ministério da Fazenda, as instituições participantes deverão destinar montante correspondente a 1% das garantias do programa a iniciativas de educação financeira. A medida tenta reduzir a reincidência da inadimplência e melhorar a relação dos consumidores com crédito, orçamento e renegociação.

Também haverá restrições ligadas ao uso de crédito em apostas. O governo informou que as instituições deverão manter controle para impedir envio de recursos para bets por meio de modalidades de crédito, como cartão de crédito, Pix crédito ou Pix parcelado.

Esse ponto ganhou peso porque o aumento das apostas online passou a ser tratado pelo governo e por reguladores como um fator de risco para o orçamento das famílias. A lógica do programa é dar alívio financeiro ao consumidor, mas com mecanismos para evitar novo ciclo de endividamento.

Quem pode participar do Novo Desenrola

O programa é voltado a pessoas com renda de até cinco salários mínimos, atualmente R$ 8.105. As dívidas elegíveis precisam ter sido contratadas até 31 de janeiro de 2026 e estar em atraso por período entre 90 dias e dois anos.

As modalidades contempladas incluem dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. A adesão deve ser feita diretamente nos canais oficiais dos bancos e instituições financeiras com as quais o consumidor tem débitos.

O programa tem duração prevista de 90 dias. Por isso, consumidores interessados precisam acompanhar os canais das instituições financeiras participantes e verificar se suas dívidas se enquadram nos critérios estabelecidos.

O Novo Desenrola também inclui outras frentes, como renegociação de dívidas de estudantes e empresas, mas a etapa voltada às famílias é a que concentra o maior impacto imediato sobre consumidores negativados.

Medida tenta reduzir exclusão financeira

A retirada da negativação para dívidas de até R$ 100 tem efeito simbólico e prático. Embora o valor seja pequeno, a restrição no CPF pode impedir o consumidor de acessar serviços financeiros básicos, obter crédito ou reorganizar seu orçamento.

No Brasil, a negativação costuma afetar não apenas a contratação de empréstimos, mas também compras parceladas, acesso a cartões, aluguel, abertura de contas e outras relações comerciais. Por isso, dívidas pequenas podem gerar impacto desproporcional na vida financeira.

A medida também busca estimular a reinclusão de consumidores no mercado de crédito. Ao remover restrições de baixo valor, o governo espera permitir que parte da população volte a movimentar a economia formal.

O desafio será evitar que a reabertura de crédito resulte em novo endividamento. Por isso, a combinação entre renegociação, juros mais baixos, educação financeira e restrições ao uso de crédito em apostas será decisiva para medir a efetividade do programa.

Endividamento das famílias pressiona renda

O Novo Desenrola surge em um contexto de alto endividamento das famílias brasileiras. Segundo o governo, a iniciativa busca aliviar dívidas atrasadas, reduzir o custo do crédito e aumentar a renda disponível de consumidores inadimplentes.

O desenho do programa tenta atacar dois problemas ao mesmo tempo: o estoque de dívidas antigas e o custo elevado de renegociar esses débitos. Ao limitar os juros a 1,99% ao mês e oferecer descontos relevantes, o governo tenta tornar os acordos mais acessíveis.

Ainda assim, especialistas costumam alertar que renegociação só funciona quando a nova parcela cabe no orçamento. Caso contrário, o consumidor troca uma dívida antiga por uma nova inadimplência.

Por isso, o programa deve ser visto como uma oportunidade de reorganização financeira, não apenas como acesso imediato a novo crédito. O consumidor precisa avaliar renda, despesas fixas, risco de perda de emprego e capacidade real de pagamento antes de aderir.

Novo Desenrola pode beneficiar milhões de consumidores

A expectativa do governo é que o Novo Desenrola alcance milhões de brasileiros. A nova fase amplia o público em relação à primeira edição e permite renegociações com maior volume de garantias públicas.

A Reuters informou que o programa relançado mira consumidores com renda de até cinco salários mínimos, com descontos entre 30% e 90%, e será apoiado por até R$ 15 bilhões do Fundo Garantidor de Operações. A primeira versão do Desenrola atendeu cerca de 15 milhões de brasileiros, e a nova etapa pode chegar a até 20 milhões de pessoas, segundo dados citados pela agência.

A desnegativação de dívidas de até R$ 100 tende a ser uma das medidas de maior visibilidade imediata, justamente por produzir efeito rápido sobre o CPF dos consumidores. No entanto, o sucesso do programa dependerá da adesão dos bancos, da comunicação com os clientes e da capacidade de transformar alívio temporário em reorganização duradoura.

Se funcionar, a nova fase do Desenrola pode reduzir parte da exclusão financeira provocada por débitos pequenos e criar condições para renegociação de dívidas maiores. Se a adesão for baixa ou se os consumidores voltarem a se endividar em curto prazo, o impacto tende a ser limitado.

Tags: bancoscréditoDesenrola Brasildívidas de até R$ 100EconomiaEducação financeiraFGTSgoverno federalInadimplêncianegativaçãonome sujoNovo Desenrola

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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