A Aeris (AERI3), fabricante brasileira de pás para aerogeradores, entrou com pedido de recuperação extrajudicial para renegociar R$ 1,52 bilhão em dívidas financeiras. A solicitação foi protocolada na terça-feira, 3 de novembro, na 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, depois de a companhia registrar deterioração de seus indicadores financeiros e buscar alternativas para manter as atividades industriais no Ceará.
O plano apresentado à Justiça abrange R$ 1.524.489.124,76 em créditos sem cobertura de garantias reais ou fiduciárias, considerados na posição de 31 de outubro de 2026. Segundo fato relevante divulgado pela companhia, credores responsáveis por 42,18% dos créditos computados para a aprovação já aderiram à proposta. O percentual permite a apresentação inicial do pedido, mas ainda está abaixo do apoio necessário para a homologação judicial.
A Aeris terá 90 dias, contados de 3 de novembro, para conseguir a adesão de credores que representem mais da metade dos créditos sujeitos ao plano. Isso significa que a empresa precisa ampliar o apoio em mais de 7,82 pontos percentuais, considerando a mesma base de apuração. Caso não alcance o percentual exigido, poderá enfrentar obstáculos para concluir a recuperação extrajudicial, inclusive a possibilidade de conversão do procedimento em recuperação judicial, conforme previsto na legislação.
A companhia informou que a fabricação de pás eólicas continuará normalmente e que pretende preservar os contratos comerciais necessários à produção. O plano prevê a possibilidade de renegociar vencimentos, captar recursos adicionais e modificar garantias, mas os novos termos financeiros ainda dependem de negociação com os credores e deverão constar de uma versão atualizada do documento.
A decisão ocorre menos de dois anos depois de uma ampla renegociação financeira concluída em 2025. Apesar do alongamento dos vencimentos naquela ocasião, o endividamento voltou a crescer, enquanto a receita industrial diminuiu e as despesas financeiras continuaram pressionando o resultado.
Dívida líquida da Aeris cresceu 63% desde o fim de 2024
As demonstrações financeiras do segundo trimestre de 2026 mostram a dimensão do desequilíbrio que antecedeu o pedido de recuperação extrajudicial. Em junho, a Aeris apresentava dívida líquida de R$ 1,938 bilhão, diante de R$ 1,189 bilhão no encerramento de 2024.
A diferença representa um aumento de aproximadamente R$ 749 milhões, equivalente a 63% em um intervalo de 18 meses. No mesmo período, a disponibilidade de recursos financeiros sofreu uma redução expressiva, diminuindo a capacidade da companhia de enfrentar vencimentos e financiar a retomada da produção.
Ao fim de junho de 2026, a posição de caixa livre era de R$ 17,3 milhões. O montante correspondia a menos de 1% da dívida líquida apurada no período. Embora os dois indicadores tenham funções diferentes e não representem, isoladamente, a liquidez imediata da empresa, a comparação evidencia a distância entre as disponibilidades financeiras e o volume de endividamento.
A deterioração ocorreu mesmo depois de a Aeris concluir, em maio de 2025, uma operação de reperfilamento que alcançou aproximadamente 90% de seu endividamento. O acordo permitiu prolongar prazos de pagamento e alterar condições financeiras, reduzindo a concentração dos vencimentos no curto prazo.
O alongamento, entretanto, não foi suficiente para estabilizar a dívida. A continuidade das despesas com juros e outros encargos, combinada com uma operação industrial que ainda não recuperou sua capacidade de geração de caixa, manteve a estrutura financeira pressionada.
No segundo trimestre de 2026, o resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 115,7 milhões, aumento de 51,3% em relação à despesa líquida de R$ 76,4 milhões registrada no mesmo trimestre de 2025.
O custo financeiro teve peso expressivo sobre as contas. A receita operacional líquida da Aeris no segundo trimestre somou R$ 129,3 milhões, valor apenas R$ 13,6 milhões superior ao resultado financeiro negativo registrado no mesmo intervalo. Isso não significa que toda a receita tenha sido utilizada para pagar juros, mas demonstra a dimensão dos encargos em relação ao faturamento.
Prejuízo acumulado chegou a R$ 290 milhões no primeiro semestre
A situação patrimonial também apresentou deterioração. Nos primeiros seis meses de 2026, a Aeris acumulou prejuízo líquido de R$ 290 milhões, aumento de 15,4% em relação às perdas registradas no mesmo período do ano anterior.
A receita operacional líquida caiu 48,1%, passando de R$ 452,5 milhões no primeiro semestre de 2025 para R$ 234,9 milhões em 2026. A retração corresponde a uma redução de aproximadamente R$ 217,6 milhões no faturamento semestral.
O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 39,8 milhões, ante resultado também negativo de R$ 10,4 milhões um ano antes. O indicador mostra que a empresa ainda não havia recuperado a capacidade de gerar resultado operacional positivo suficiente para sustentar sua estrutura financeira.
No segundo trimestre isoladamente, houve melhora em alguns indicadores. A receita cresceu 22,4% em relação aos primeiros três meses de 2026, enquanto o Ebitda ajustado negativo diminuiu de R$ 27,4 milhões para R$ 12,4 milhões.
Apesar da evolução trimestral, o prejuízo líquido aumentou para R$ 152 milhões, diante de R$ 138 milhões no primeiro trimestre. A pressão das despesas financeiras neutralizou parte dos ganhos obtidos com a recuperação gradual das atividades industriais.
O balanço de junho também revelou patrimônio líquido negativo de R$ 989,1 milhões, comparado a R$ 696,3 milhões negativos no encerramento de 2025. A redução patrimonial foi acompanhada por um déficit de capital de giro, uma vez que as obrigações de curto prazo superavam os ativos circulantes em R$ 383 milhões.
A combinação desses indicadores demonstra que a dificuldade da fabricante não se limita à concentração dos vencimentos. A recuperação financeira dependerá também de uma melhora consistente na geração operacional de caixa e da recomposição de sua estrutura de capital.
Auditoria apontou incerteza relevante sobre continuidade operacional
As dificuldades financeiras já haviam sido destacadas no relatório de revisão das demonstrações contábeis referentes a junho de 2026. A BDO, responsável pelo trabalho de revisão independente, incluiu uma seção específica sobre a existência de incerteza relevante relacionada à continuidade operacional da Aeris.
O documento mencionou o capital circulante líquido negativo, o prejuízo acumulado e a dívida próxima de R$ 2 bilhões como fatores que exigiam atenção. Também considerou as negociações de passivos financeiros e os esforços da administração para recompor a liquidez e ampliar a geração de caixa.
A manifestação da auditoria não corresponde a uma conclusão de que a companhia encerrará suas operações. Trata-se de um alerta contábil sobre condições que podem comprometer sua capacidade de continuar funcionando normalmente caso as medidas de recuperação não produzam os resultados necessários.
A administração manteve a elaboração das demonstrações financeiras com base no pressuposto de continuidade operacional, sustentado pelas iniciativas de reorganização financeira e industrial em andamento.
A apresentação de um plano de recuperação extrajudicial representa uma nova etapa dessas iniciativas. Diferentemente da renegociação realizada em 2025, a companhia agora busca utilizar um procedimento previsto na Lei nº 11.101/2005 para vincular os credores abrangidos às condições de uma reestruturação homologada judicialmente.
Recuperação extrajudicial não inclui dívidas trabalhistas e tributárias
O plano apresentado pela Aeris tem alcance delimitado. Segundo o fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a proposta envolve créditos quirografários não correntes, incluindo parcelas de obrigações financeiras que não estejam protegidas por garantias reais ou fiduciárias.
Na prática, a empresa procura renegociar uma parte específica de seu passivo financeiro. Os R$ 1,52 bilhão incluídos no pedido não devem ser confundidos com o endividamento líquido total ou com todas as obrigações existentes no balanço.
Ficam fora da reestruturação os créditos tributários, os decorrentes da legislação trabalhista e os relacionados a acidentes de trabalho. A companhia também informou que não pretende incluir obrigações provenientes do fornecimento habitual de bens e serviços necessários à continuidade das atividades.
Essa delimitação procura evitar que a negociação com credores financeiros interrompa a cadeia de suprimentos da fábrica. A produção de pás eólicas depende de materiais específicos, componentes industriais, serviços logísticos e outros insumos cuja disponibilidade é necessária para cumprir os contratos com fabricantes de aerogeradores.
A recuperação extrajudicial permite que uma empresa negocie previamente com determinados grupos de credores e solicite posteriormente a homologação do acordo. Quando atendidos os requisitos legais, o plano homologado pode produzir efeitos também sobre credores abrangidos que não tenham aderido individualmente.
O procedimento difere da recuperação judicial tradicional, que envolve uma estrutura mais ampla de fiscalização e negociação coletiva. Na recuperação extrajudicial, a empresa procura construir o apoio necessário antes de obter a homologação, mantendo o processo concentrado nas classes ou grupos de créditos selecionados.
Aeris precisa superar 50% de adesão para homologar o plano
A Lei de Recuperação Judicial e Falências estabelece, em seu artigo 163, que a homologação de um plano de recuperação extrajudicial capaz de vincular os credores abrangidos depende da assinatura de titulares de mais da metade dos créditos de cada espécie incluída.
A legislação também permite que o pedido seja apresentado inicialmente com adesão de pelo menos um terço dos créditos sujeitos ao plano, desde que a empresa assuma o compromisso de alcançar o quórum definitivo dentro de 90 dias.
Foi esse mecanismo que permitiu à Aeris protocolar a solicitação com apoio equivalente a 42,18% dos créditos computados para fins de aprovação. O percentual supera o mínimo inicial de 33,33%, mas não alcança o patamar necessário à homologação.
A companhia terá de obter a adesão de novos credores ou ampliar os valores representados por aqueles que já concordaram com a negociação. O cumprimento do quórum deverá ser demonstrado judicialmente, observadas as regras de apuração previstas na legislação.
Desde o ajuizamento, aplica-se a suspensão das medidas executivas previstas no artigo 6º da Lei nº 11.101, exclusivamente em relação aos créditos abrangidos pela recuperação extrajudicial. A manutenção dessa proteção está sujeita à confirmação judicial do preenchimento dos requisitos legais.
A suspensão não representa perdão de dívidas nem impede indistintamente todas as cobranças contra a empresa. Seu objetivo é preservar as condições necessárias à negociação dos créditos incluídos no procedimento, evitando que medidas individuais de execução prejudiquem a reorganização pretendida.
A homologação dependerá ainda da análise judicial e da observância dos procedimentos previstos para eventual manifestação ou impugnação dos credores.
Empresa já havia obtido proteção judicial em agosto
O pedido de novembro foi precedido por medidas destinadas a criar condições para a negociação financeira. Em 20 de agosto, a Aeris comunicou a abertura de um procedimento de mediação perante o Centro de Mediação da Associação dos Advogados de São Paulo (CMAASP).
Na mesma ocasião, a companhia informou ter ajuizado uma medida cautelar antecedente para solicitar a suspensão temporária de execuções e outras medidas de cobrança relacionadas aos créditos em negociação.
O objetivo declarado era impedir que a atuação isolada de credores comprometesse as negociações conduzidas pela administração. A medida também buscava preservar a capacidade operacional enquanto eram examinadas alternativas de reestruturação do passivo.
Em 27 de agosto, a Aeris anunciou o deferimento de tutela antecipada no procedimento cautelar. A proteção judicial contribuiu para manter o ambiente de negociação antes da apresentação formal do plano de recuperação extrajudicial.
A sequência dos atos mostra que a reestruturação não começou com o pedido protocolado em novembro. As negociações financeiras estavam em andamento havia meses, depois de a companhia constatar que o acordo de 2025 não havia sido suficiente para restabelecer o equilíbrio de suas contas.
Com a recuperação extrajudicial, a empresa passou a buscar uma solução judicialmente homologada para parte de suas obrigações, cujo sucesso dependerá da adesão dos credores e da viabilidade econômica das condições negociadas.
Produção de pás eólicas ainda depende da demanda internacional
A crise financeira ocorre durante um período de baixa atividade da indústria brasileira de equipamentos para geração eólica. O setor enfrenta redução das encomendas relacionadas à construção de novos parques, especialmente em razão das restrições de escoamento de energia e do menor ritmo de investimentos em projetos domésticos.
Um dos principais fatores apontados pela Aeris é o curtailment, termo utilizado para descrever a redução compulsória da geração de energia por determinação do operador do sistema elétrico. Esses cortes podem ocorrer por limitações na transmissão ou por necessidades operacionais do sistema.
As restrições diminuem a previsibilidade das receitas de determinados empreendimentos e podem influenciar decisões de investimento em novos parques eólicos. Com menos projetos em construção, fabricantes de equipamentos acabam recebendo menos encomendas.
A Aeris registrou queda de 48,1% na receita líquida do primeiro semestre de 2026, em comparação com igual período de 2025. O desempenho foi afetado principalmente pela redução da atividade industrial no mercado brasileiro.
No segundo trimestre, a companhia faturou o equivalente a 78 megawatts em conjuntos de pás eólicas. Desse volume, 77 megawatts foram destinados ao mercado externo e apenas 1 megawatt ao mercado interno, segundo os indicadores operacionais divulgados pela empresa.
A predominância das exportações evidencia a importância dos contratos internacionais para a utilização da capacidade produtiva instalada no Ceará. A companhia destacou, em seus documentos de resultados, a demanda dos Estados Unidos como um dos fatores de sustentação de suas perspectivas comerciais para 2026 e 2027.
A concentração das vendas no exterior, entretanto, também amplia a exposição a fatores como condições comerciais internacionais, decisões de investimento de clientes estrangeiros e custos logísticos relacionados às exportações.
Reativação de quatro linhas será decisiva para geração de caixa
Apesar das dificuldades financeiras, a Aeris iniciou uma retomada gradual da produção no segundo trimestre de 2026. A companhia encerrou junho com duas linhas maduras em operação e anunciou a reativação de outras quatro, com início da produção previsto para o terceiro trimestre.
O movimento está relacionado à existência de contratos para fornecimento de aproximadamente 2 gigawatts em pás eólicas durante 2026 e 2027. A empresa também informou possuir oportunidades adicionais de negociação correspondentes a cerca de 0,5 gigawatt.
Esses contratos representam uma perspectiva de faturamento para os próximos períodos, mas não equivalem a recursos imediatamente disponíveis no caixa. A execução depende da aquisição de materiais, mobilização de trabalhadores, utilização de equipamentos e cumprimento das condições comerciais estabelecidas com os clientes.
No segundo trimestre, os investimentos somaram R$ 23,9 milhões, direcionados principalmente à preparação das instalações e à reativação das linhas industriais.
A expansão da atividade pode melhorar a distribuição dos custos fixos por unidade produzida, contribuindo para a recuperação das margens. Entretanto, a retomada também exige recursos de capital de giro antes do recebimento integral das receitas provenientes das entregas.
A administração terá de equilibrar essas duas necessidades durante a recuperação extrajudicial. O crescimento da produção poderá contribuir para reduzir os prejuízos operacionais, mas sua execução precisará ocorrer sem ampliar de forma descontrolada as exigências de financiamento.
A companhia informou que pretende manter os contratos de fornecimento necessários às atividades e preservar os empregos associados à produção. A capacidade de cumprir esses objetivos dependerá da continuidade das relações comerciais e da disponibilidade de recursos para financiar a operação.
Acionistas ainda precisam ratificar pedido de recuperação
O Conselho de Administração da Aeris aprovou o ajuizamento da recuperação extrajudicial, mas a decisão ainda deverá ser submetida à ratificação dos acionistas em assembleia geral extraordinária.
A convocação será realizada pela companhia conforme os procedimentos societários aplicáveis. A deliberação dos acionistas constitui uma etapa distinta da aprovação do plano pelos credores e de sua eventual homologação judicial.
O fato relevante não estabeleceu uma data definitiva para a assembleia nem apresentou as condições finais de pagamento que serão negociadas. Também não confirmou a realização de operações de conversão de dívidas em ações ou mudanças no controle acionário.
Embora a legislação e os instrumentos financeiros possam admitir diferentes modalidades de reorganização, não há base documental suficiente, no comunicado de 3 de novembro, para afirmar que ocorrerá diluição dos acionistas ou transferência de controle.
As alternativas anunciadas pela empresa incluem renegociação dos prazos, obtenção de novos recursos e alteração de garantias. A definição de quais medidas serão efetivamente adotadas dependerá das negociações e da versão atualizada do plano.
Balanço do terceiro trimestre poderá mostrar efeitos da retomada industrial
O calendário de relações com investidores da Aeris prevê a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026 em 10 de novembro, seguida de conferência de resultados no dia 11.
Os documentos deverão permitir avaliar se a reativação das linhas de produção se traduziu em aumento das entregas, recuperação de receita e melhora da geração operacional de caixa. Também poderão mostrar como evoluíram o endividamento e as disponibilidades financeiras depois de junho.
A publicação será particularmente relevante porque os indicadores disponíveis até o segundo trimestre ainda refletiam uma operação de escala reduzida, com resultado operacional negativo e despesas financeiras elevadas.
O pedido de recuperação extrajudicial estabelece uma nova etapa na reorganização financeira da fabricante, mas não resolve imediatamente a insuficiência patrimonial ou a necessidade de capital de giro.
A evolução do processo dependerá de dois resultados distintos: a obtenção de apoio suficiente entre os credores para a homologação das novas condições de pagamento e a capacidade da operação industrial de recuperar sua geração de caixa.
Até que essas etapas sejam concluídas, a empresa continuará submetida às condições de seu endividamento e aos riscos identificados nas demonstrações financeiras, enquanto conduz as negociações e mantém a produção de pás eólicas.
Fontes:
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — fato relevante da Aeris de 3 de novembro de 2026 sobre o pedido de recuperação extrajudicial, o montante de créditos abrangidos e o percentual de adesão dos credores.
Aeris Relações com Investidores — relatório de resultados do segundo trimestre de 2026, com informações sobre dívida líquida, caixa, prejuízo, receitas, produção e retomada das atividades industriais.
Aeris — demonstrações financeiras intermediárias referentes a 30 de junho de 2026, acompanhadas do relatório de revisão da auditoria independente BDO.
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — fatos relevantes da Aeris de 20 e 27 de agosto de 2026, relativos à mediação com credores e à tutela cautelar antecedente.
Câmara dos Deputados — Lei nº 11.101/2005, atualizada pela Lei nº 14.112/2020, especialmente os artigos 161 a 164, que disciplinam a recuperação extrajudicial.
Aeris Relações com Investidores — calendário corporativo de divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026 e conferência com investidores.







