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Ancelotti é o técnico mais bem pago da Copa de 2026; veja salários

Treinador da Seleção Brasileira recebe cerca de € 10 milhões anuais e supera Nagelsmann, Pochettino e Tuchel no ranking.

por Lucas Ferreira
19/06/2026 às 16h45
em Copa do Mundo 2026
Ancelotti É O Técnico Mais Bem Pago Da Copa De 2026; Veja Salários

Carlo Ancelotti chegou à Copa do Mundo de 2026 à frente não apenas de uma das seleções mais tradicionais do futebol, mas também do ranking dos técnicos mais bem pagos da competição. O italiano que comanda a Seleção Brasileira recebe cerca de € 10 milhões por ano, aproximadamente R$ 59 milhões pela conversão utilizada no levantamento, segundo estimativas publicadas pelo jornal francês Le Parisien.

A remuneração atribuída ao treinador do Brasil supera os valores recebidos por Julian Nagelsmann, da Alemanha, Mauricio Pochettino, dos Estados Unidos, e Thomas Tuchel, da Inglaterra. Os quatro ocupam as primeiras posições de uma lista marcada pela presença de profissionais com longa experiência em grandes clubes europeus.

Os números representam estimativas de salários anuais e não incluem necessariamente bônus por desempenho, premiações por classificação ou vantagens previstas nos contratos de cada federação. Os acordos completos não são públicos, o que significa que os valores podem variar conforme critérios de remuneração, tributação e metas esportivas.

Ainda assim, a diferença entre Ancelotti e os demais treinadores mostra o investimento feito pela Confederação Brasileira de Futebol para contratar um profissional com cinco títulos da Liga dos Campeões e conquistas nacionais nas principais ligas da Europa.

Ancelotti recebe € 3 milhões a mais que o segundo colocado

O salário anual estimado de Ancelotti é € 3 milhões superior ao de Julian Nagelsmann, técnico da Alemanha e segundo colocado no ranking. O alemão recebe aproximadamente € 7 milhões por temporada, equivalentes a cerca de R$ 41,4 milhões.

Na terceira posição aparece Mauricio Pochettino, responsável por comandar os Estados Unidos na Copa realizada também em território norte-americano. O argentino teria vencimentos anuais de € 6 milhões, ou aproximadamente R$ 35,5 milhões.

Thomas Tuchel, técnico da Inglaterra, ocupa a quarta colocação, com remuneração estimada em € 5,8 milhões por ano. O valor corresponde a cerca de R$ 34,3 milhões.

A diferença entre Ancelotti e Tuchel, portanto, chega a € 4,2 milhões anuais. O salário do treinador brasileiro também é mais que o dobro do recebido por seis dos dez profissionais presentes na lista.

Roberto Martínez, de Portugal, e Fabio Cannavaro, do Uzbequistão, aparecem empatados na quinta posição, com € 4 milhões por ano para cada um.

Ranking reúne campeões mundiais e treinadores de grandes clubes

A lista dos técnicos mais bem pagos da Copa do Mundo de 2026 reúne profissionais com diferentes trajetórias, mas fortemente ligados ao futebol europeu.

Além de Ancelotti, nomes como Nagelsmann, Pochettino, Tuchel, Roberto Martínez e Ronald Koeman construíram parte importante de suas carreiras em clubes das principais ligas do continente.

Didier Deschamps, da França, aparece na sétima posição, com salário anual estimado em € 3,8 milhões, aproximadamente R$ 22,5 milhões. O francês foi campeão da Copa do Mundo de 2018 e vice-campeão em 2022.

Deschamps também conquistou o Mundial de 1998 como jogador e se tornou um dos poucos profissionais a vencer a competição dentro e fora de campo.

Fabio Cannavaro possui trajetória semelhante. O italiano foi capitão da seleção campeã mundial em 2006 e chegou à Copa de 2026 como treinador do Uzbequistão, país que participa do torneio pela primeira vez.

A contratação de Cannavaro chamou atenção pelo valor atribuído ao contrato: € 4 milhões anuais, cifra que o coloca acima de treinadores de seleções tradicionalmente mais fortes.

Sete dos dez técnicos mais bem pagos nasceram na Europa

A presença europeia domina o ranking. Sete dos dez técnicos mais bem remunerados nasceram no continente: Carlo Ancelotti, Julian Nagelsmann, Thomas Tuchel, Roberto Martínez, Fabio Cannavaro, Didier Deschamps e Ronald Koeman.

Os três representantes de fora da Europa são os argentinos Mauricio Pochettino e Marcelo Bielsa e o norte-americano Jesse Marsch.

A concentração mostra como as federações continuam buscando profissionais formados ou consolidados nas principais competições europeias. Mesmo seleções de outros continentes recorreram a treinadores com passagem por clubes da Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França.

Brasil, Estados Unidos, Canadá, Uruguai e Uzbequistão estão entre as equipes comandadas por profissionais estrangeiros presentes na lista.

Ancelotti e Cannavaro são italianos, mas dirigem Brasil e Uzbequistão. Pochettino e Bielsa nasceram na Argentina e comandam Estados Unidos e Uruguai. Marsch, dos Estados Unidos, está à frente da seleção canadense.

O movimento reforça a internacionalização do mercado de treinadores de seleções. As federações passaram a disputar profissionais com clubes, elevando o nível salarial dos contratos e ampliando a concorrência por técnicos reconhecidos.

Nagelsmann é o mais jovem entre os dez primeiros

Aos 38 anos, Julian Nagelsmann é o treinador mais jovem do ranking. O técnico da Alemanha representa uma geração que chegou cedo aos principais cargos do futebol europeu.

Nagelsmann começou a carreira profissional como treinador antes dos 30 anos e passou por Hoffenheim, RB Leipzig e Bayern de Munique antes de assumir a seleção alemã.

Sua presença na segunda posição salarial contrasta com a média etária elevada do grupo. A maior parte dos técnicos mais bem pagos já ultrapassou os 50 anos e acumula décadas de experiência em clubes e seleções.

Ancelotti, aos 67 anos, é um dos mais experientes. Marcelo Bielsa, treinador do Uruguai, também pertence à geração mais antiga e construiu uma carreira marcada por trabalhos em seleções e equipes de diferentes países.

Ronald Koeman, Didier Deschamps e Roberto Martínez possuem longa experiência como jogadores e treinadores. Thomas Tuchel e Mauricio Pochettino se consolidaram principalmente por trabalhos em clubes europeus.

A combinação de experiência, reputação internacional e capacidade de gestão de elencos aparece como um dos fatores que ajudam a explicar os contratos milionários.

Confira os técnicos mais bem pagos da Copa do Mundo

O ranking divulgado pelo Le Parisien apresenta os seguintes valores anuais estimados:

  1. Carlo Ancelotti, Brasil: € 10 milhões — cerca de R$ 59,2 milhões
  2. Julian Nagelsmann, Alemanha: € 7 milhões — cerca de R$ 41,4 milhões
  3. Mauricio Pochettino, Estados Unidos: € 6 milhões — cerca de R$ 35,5 milhões
  4. Thomas Tuchel, Inglaterra: € 5,8 milhões — cerca de R$ 34,3 milhões
  5. Roberto Martínez, Portugal: € 4 milhões — cerca de R$ 23,7 milhões
  6. Fabio Cannavaro, Uzbequistão: € 4 milhões — cerca de R$ 23,7 milhões
  7. Didier Deschamps, França: € 3,8 milhões — cerca de R$ 22,5 milhões
  8. Ronald Koeman, Holanda: € 3 milhões — cerca de R$ 17,8 milhões
  9. Marcelo Bielsa, Uruguai: € 3 milhões — cerca de R$ 17,8 milhões
  10. Jesse Marsch, Canadá: € 2,5 milhões — cerca de R$ 14,8 milhões

Somados, os salários estimados dos dez treinadores alcançam € 49,1 milhões por ano, aproximadamente R$ 290,7 milhões pela conversão adotada no levantamento.

Ancelotti concentra sozinho pouco mais de 20% desse total. A soma dos salários de Roberto Martínez, Fabio Cannavaro e Jesse Marsch, por exemplo, chega a € 10,5 milhões, valor pouco superior ao recebido pelo treinador do Brasil.

Contrato da CBF reflete pressão pelo sexto título mundial

A remuneração de Ancelotti está diretamente relacionada ao tamanho da missão assumida pelo italiano. A Seleção Brasileira chegou à Copa de 2026 tentando encerrar um intervalo de 24 anos sem conquistar o Mundial.

O último título brasileiro ocorreu em 2002, quando a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari venceu a Alemanha na final disputada no Japão.

Desde então, o Brasil acumulou eliminações diante de França, Holanda, Alemanha, Bélgica e Croácia. O melhor resultado no período foi a quarta colocação em 2014, torneio marcado pela derrota por 7 a 1 para os alemães na semifinal.

A contratação de Ancelotti representou uma mudança histórica na política da CBF. O italiano tornou-se o primeiro estrangeiro a assumir de forma efetiva a Seleção Brasileira em um longo ciclo na era moderna.

A escolha buscou combinar experiência, capacidade de administrar jogadores de destaque e conhecimento profundo do futebol europeu, onde atua grande parte dos principais nomes da seleção.

O valor do contrato também reflete a concorrência do mercado. Antes de trabalhar com seleções, Ancelotti comandava o Real Madrid, um dos clubes de maior receita e projeção do mundo.

Currículo de Ancelotti sustenta liderança salarial

Natural de Reggiolo, na região italiana da Emília-Romanha, Ancelotti construiu uma das carreiras mais vitoriosas da história do futebol.

Como jogador, atuou por Parma, Roma e Milan. Conquistou títulos italianos e venceu duas vezes a antiga Copa dos Campeões da Europa com o Milan.

A carreira como treinador começou na década de 1990. Depois de trabalhos no Reggiana e no Parma, Ancelotti comandou Juventus, Milan, Chelsea, Paris Saint-Germain, Real Madrid, Bayern de Munique, Napoli e Everton.

O italiano tornou-se o primeiro técnico a conquistar as cinco principais ligas nacionais da Europa: Campeonato Italiano, Campeonato Inglês, Campeonato Francês, Campeonato Alemão e Campeonato Espanhol.

Na Liga dos Campeões, venceu cinco títulos como treinador. Foram duas conquistas pelo Milan e três pelo Real Madrid, marca que o colocou como recordista da competição.

Ancelotti também ficou conhecido pela capacidade de trabalhar com elencos repletos de jogadores de destaque. Sua gestão costuma ser baseada no diálogo, na adaptação tática e na construção de relações internas menos conflituosas.

Bônus podem ampliar remuneração dos treinadores

Os salários anuais representam apenas uma parte do custo dos contratos. Federações costumam incluir bônus vinculados à classificação, ao avanço de fases e à conquista do título.

No caso de seleções favoritas, os prêmios podem elevar de forma relevante a remuneração total do treinador. Há contratos que também preveem bonificações por desempenho em competições continentais, posição em rankings e cumprimento de metas esportivas.

As federações ainda arcam com estruturas auxiliares. Técnicos estrangeiros normalmente chegam acompanhados de auxiliares, preparadores físicos, analistas de desempenho e outros profissionais de confiança.

O custo de uma comissão técnica, portanto, é superior ao salário divulgado para o treinador principal.

Também existem diferenças tributárias. Um valor bruto contratado em euros não corresponde necessariamente ao montante líquido recebido pelo profissional, já que os impostos variam conforme residência fiscal, país de pagamento e estrutura do vínculo.

Por isso, as comparações salariais devem ser tratadas como estimativas. Sem a divulgação integral dos contratos, não é possível determinar com precisão qual técnico possui a maior remuneração líquida ou o pacote mais valioso.

Ausências do ranking mostram que salário não segue tradição esportiva

Algumas das seleções mais relevantes do torneio não aparecem nas dez primeiras posições. O técnico da Espanha, por exemplo, fica fora do grupo mesmo comandando uma das equipes de maior força competitiva.

O treinador da Argentina também não aparece entre os dez mais bem pagos, apesar de a seleção ter conquistado a Copa do Mundo de 2022.

A ausência mostra que o desempenho esportivo recente não é o único elemento considerado na definição dos salários. Capacidade financeira da federação, duração do contrato, concorrência de clubes e reputação internacional influenciam as negociações.

Fabio Cannavaro aparece entre os seis primeiros mesmo comandando uma seleção estreante. O investimento do Uzbequistão reflete uma estratégia de contratar um nome internacionalmente reconhecido para a primeira participação do país no Mundial.

Pochettino, por sua vez, ocupa o terceiro lugar à frente dos Estados Unidos, uma das nações anfitriãs. A contratação está ligada ao projeto de fortalecimento da seleção norte-americana para a competição disputada em casa.

Copa de 2026 amplia mercado dos treinadores de seleções

A Copa do Mundo de 2026 é a primeira com 48 participantes, aumento significativo em relação às 32 equipes das edições anteriores.

A expansão abriu espaço para novos países e ampliou o mercado de treinadores internacionais. Federações com pouca experiência em Copas passaram a buscar profissionais conhecidos para estruturar equipes e administrar a preparação para o torneio.

Ao mesmo tempo, seleções tradicionais elevaram seus investimentos para competir por um título de grande impacto esportivo, institucional e comercial.

Os salários milionários também refletem a receita movimentada pelo Mundial. Direitos de transmissão, patrocínios, premiações e exposição internacional aumentam o valor econômico de uma campanha bem-sucedida.

Para a CBF, o investimento em Ancelotti será avaliado principalmente pelo desempenho do Brasil. A liderança salarial amplia a expectativa sobre o italiano, contratado para recolocar a seleção no centro da disputa pelo título.

Liderança salarial aumenta pressão sobre Ancelotti no Mundial

O posto de técnico mais bem pago da Copa amplia a responsabilidade de Carlo Ancelotti durante o torneio. O italiano dirige uma seleção cuja avaliação costuma ser determinada pela capacidade de disputar e conquistar o título.

A experiência acumulada em decisões europeias foi um dos principais argumentos utilizados para justificar sua contratação. A Copa do Mundo, porém, impõe condições diferentes das encontradas nos clubes.

O período de preparação é menor, os jogos são concentrados e uma eliminação pode ser definida por um único erro. O treinador também possui menos tempo para desenvolver mecanismos táticos e corrigir deficiências.

Ancelotti chegou ao Mundial com o maior salário estimado entre os 48 treinadores e um dos currículos mais vencedores da competição. O resultado da Seleção Brasileira determinará se o investimento recorde da CBF será associado à retomada do protagonismo esportivo ou a mais um ciclo encerrado sem o sexto título mundial.

Tags: Carlo AncelottiCBFCopa do Mundo 2026Copa do Mundo de 2026Esportesfutebolfutebol internacionalJulian NagelsmannMauricio Pochettinosalários dos treinadoresSeleção Brasileiratécnicos mais bem pagosThomas Tuchel

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