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Banco Digimais, de Edir Macedo: fraude no consignado e rombo de R$ 8,5 bi

por Álvaro Lima - Repórter de Economia
27/03/2026 às 21h00 - Atualizado em 14/05/2026 às 12h14
em Economia, Destaque, Notícias
Banco Digimais, De Edir Macedo, Confirma Fraude No Consignado E Acumula Rombo De R$ 8,5 Bi Com Risco Ao Fgc - Gazeta Mercantil

Banco Digimais: o rombo de R$ 8,5 bilhões, a fraude nos contratos e o risco bilionário ao FGC

O Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador e líder da Igreja Universal do Reino de Deus, acumula um patrimônio líquido negativo de R$ 8,5 bilhões e enfrenta acusações graves de fraude em sua carteira de crédito consignado — um cenário que guarda semelhanças perturbadoras com o caso do Banco Master e que coloca em alerta reguladores, investidores e o mercado financeiro brasileiro.

A situação do Banco Digimais, revelada pela revista Piauí, vai além de um simples desequilíbrio contábil. A instituição opera em um modelo de captação agressivo, oferece CDBs com remuneração de 125% do CDI — taxa acima da média de mercado para bancos de médio porte — e distribui esses títulos para pessoas físicas por meio de plataformas de investimento de grande alcance, como BTG Pactual e XP Investimentos. O perfil de risco do banco, portanto, está disseminado pela base de investidores de varejo do país.


O modelo de captação e o paralelo com o Banco Master

Para compreender a extensão do problema no Banco Digimais, é necessário entender o modelo operacional que sustentou sua expansão. A instituição adotou uma política de captação via Certificado de Depósito Bancário (CDB) com rentabilidade significativamente superior à média, atraindo investidores em busca de retorno mais elevado dentro da segurança aparente de um produto bancário coberto pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

Esse mecanismo é o mesmo que sustentou o crescimento do Banco Master, instituição que se tornou o epicentro de uma das maiores crises do sistema financeiro brasileiro nos últimos anos. No caso do Master, o modelo de captação a taxas elevadas foi combinado com a construção de uma carteira de crédito precária, parte dela fraudulenta — o que resultou, posteriormente, na tentativa de venda dessas carteiras ao Banco Regional de Brasília (BRB), operação que expôs ao mercado a fragilidade real dos ativos da instituição.

No Banco Digimais, o padrão se repete com precisão desconcertante. A instituição financeira de Edir Macedo também distribuiu CDBs em plataformas de grande capilaridade — BTG Pactual e XP Investimentos — e também apresenta irregularidades graves na composição de sua carteira de ativos.


Os 22 mil contratos sem lastro: a fraude que o próprio banco confirmou

O coração da crise do Banco Digimais está nos contratos de crédito consignado. O fundo EXP1 adquiriu 55 mil contratos dessa carteira por R$ 650 milhões. Tratava-se, em tese, de uma operação segura: o crédito consignado tem desconto em folha de pagamento, o que o torna um dos produtos financeiros de menor inadimplência do mercado brasileiro.

O problema emergiu quando o fundo EXP1 realizou a due diligence — processo de auditoria e verificação dos ativos adquiridos. A análise revelou que 22 mil dos 55 mil contratos não tinham lastro. Em linguagem direta: quase 40% dos contratos vendidos ao fundo simplesmente não existiam como operações reais. Eram contratos fictícios, sem operações subjacentes que os justificassem.

Diante da descoberta, o Banco Digimais não negou a fraude. A instituição confirmou a irregularidade e tentou, como solução, oferecer novas carteiras de crédito ao fundo EXP1 em substituição aos contratos fraudulentos. O fundo, porém, recusou a proposta. A decisão do EXP1 foi pela rescisão e pela cobrança do valor investido — R$ 650 milhões — de volta.

A confirmação da fraude pelo próprio banco é um elemento jurídico e regulatório de extrema gravidade. Diferente de uma disputa interpretativa sobre a qualidade dos ativos, o reconhecimento explícito de contratos sem lastro configura, em tese, irregularidade grave perante o Banco Central do Brasil (BCB), órgão responsável pela supervisão das instituições financeiras no país.


O patrimônio negativo e o prejuízo acumulado

Os números financeiros do Banco Digimais corroboram o quadro de deterioração estrutural da instituição. Ao encerrar o terceiro trimestre de 2025, o banco registrou prejuízo líquido de R$ 252,6 milhões — apenas no período de julho a setembro. O patrimônio líquido negativo de R$ 8,5 bilhões, por sua vez, indica que o passivo da instituição supera amplamente seus ativos, uma condição que, em circunstâncias normais, levaria um banco a solicitar intervenção ou liquidação extrajudicial perante o regulador.

Um patrimônio líquido negativo nessa magnitude não é construído de forma repentina. Ele é o resultado de um processo progressivo de acúmulo de perdas, provisionamento insuficiente de ativos problemáticos e, possivelmente, de uma gestão de risco sistematicamente inadequada ao longo de anos. A combinação desses fatores com a fraude nos contratos consignados aponta para uma falência estrutural do modelo de negócios da instituição.


O risco para o FGC e para os investidores de varejo

A gravidade do caso do Banco Digimais transcende os limites da instituição e de seus controladores. O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) é o mecanismo de proteção dos investidores pessoas físicas no Brasil, cobrindo até R$ 250 mil por CPF por instituição em caso de falência ou liquidação bancária.

Caso o Banco Digimais quebre sem que haja uma solução de mercado — como uma aquisição ou reestruturação —, o custo estimado para o FGC seria de aproximadamente R$ 8 bilhões, considerando os depósitos à vista em conta corrente e os depósitos a prazo, especialmente os CDBs distribuídos pelas plataformas digitais.

Esse montante representa um impacto significativo para o FGC, fundo que é financiado pelas próprias instituições financeiras brasileiras e que tem patrimônio finito. Uma sangria de R$ 8 bilhões afetaria não apenas a solidez do fundo garantidor, mas poderia elevar o custo de contribuição de todos os bancos participantes do sistema — um ônus que, em última instância, tende a ser repassado aos clientes do sistema financeiro como um todo.

Os investidores que adquiriram CDBs do Banco Digimais pelas plataformas da XP Investimentos e do BTG Pactual, muitos deles atraídos pela rentabilidade de 125% do CDI, estão diretamente expostos a esse risco. A proteção do FGC até R$ 250 mil oferece algum conforto para pequenos investidores, mas aqueles com posições acima desse limite podem enfrentar perdas efetivas em um eventual cenário de liquidação.


BTG Pactual negocia a compra: o mesmo roteiro do Banco Master

Nos bastidores do mercado financeiro, circula com insistência a informação de que o BTG Pactual está em negociações avançadas para a aquisição do Banco Digimais. A operação, se confirmada, seguiria um roteiro que remete diretamente ao episódio do Banco Master: o BTG Pactual, que também distribuiu CDBs do Master por suas plataformas, passou a negociar a compra de carteiras saudáveis da instituição em dificuldades.

No caso do Banco Master, a estratégia do BTG foi de seleção dos melhores ativos — as chamadas carteiras saudáveis —, deixando para o FGC e para outros credores o ônus dos ativos problemáticos. Se a lógica se repetir com o Banco Digimais, o resultado prático seria a privatização dos ganhos e a socialização das perdas: o BTG ficaria com o que tem valor e o restante do sistema financeiro arcaria com os custos do que não presta.

Até o momento da publicação desta matéria, o BTG Pactual não confirmou oficialmente qualquer negociação com o Banco Digimais. Procurado pela reportagem, o banco não se manifestou sobre o assunto.


Igreja Universal, Edir Macedo e o controle do banco

O Banco Digimais tem como controlador indireto o bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus — uma das maiores organizações religiosas do Brasil, com presença em dezenas de países e patrimônio estimado em bilhões de reais. A relação entre a Igreja Universal e o Banco Digimais não é nova, mas a crise atual coloca sob holofotes a gestão financeira de um conglomerado que opera em setores que vão da comunicação ao entretenimento e às finanças.

A Igreja Universal controla, entre outros ativos, a RecordTV, uma das maiores emissoras de televisão do país. O cruzamento entre um banco em situação financeira crítica e um grupo religioso e midiático de grande porte cria uma equação de risco reputacional e regulatório que vai além do comum.


Banco Central e o papel do regulador

A questão que paira sobre o mercado é: o que o Banco Central do Brasil (BCB) fará diante do quadro do Banco Digimais? A autarquia tem instrumentos regulatórios para atuar em situações de crise bancária — desde a exigência de aporte de capital pelos controladores até a decretação de intervenção ou liquidação extrajudicial.

Fontes do mercado financeiro apontam que o regulador já acompanha de perto a situação do Banco Digimais, mas nenhuma medida formal foi anunciada publicamente. O BCB, em geral, prefere soluções de mercado — como aquisições ou reestruturações capitaneadas pelo setor privado — antes de acionar mecanismos de intervenção direta, que costumam gerar impacto sistêmico e abalar a confiança do público no sistema bancário.


O crédito consignado como epicentro do risco sistêmico

O episódio do Banco Digimais traz à tona uma vulnerabilidade sistêmica no mercado de crédito consignado brasileiro. O consignado, por suas características — desconto em folha, inadimplência baixa, liquidez razoável — tornou-se um ativo de referência para bancos médios e fundos de investimento. Mas justamente essa reputação de segurança pode ter criado um ambiente propício para a construção de carteiras fictícias.

Se um comprador acredita que o ativo é seguro, tende a realizar uma auditoria menos rigorosa. E se a auditoria é menos rigorosa, abre-se espaço para a inserção de contratos sem lastro. O caso do Banco Digimais, portanto, deve servir de alerta para todo o mercado secundário de consignado: a due diligence criteriosa é insubstituível, independentemente da reputação do ativo subjacente.


A crise que o Brasil não pode ignorar

O Banco Digimais não é um banco qualquer. É uma instituição com penetração no varejo, distribuição em plataformas de grande porte, exposição ao FGC na casa dos R$ 8 bilhões e controladores com perfil público elevado. A combinação desses fatores transforma o caso em um teste para a robustez do sistema de supervisão financeira brasileiro.

O mercado financeiro nacional ainda processa as lições do episódio do Banco Master. Agora, antes mesmo que esse capítulo esteja completamente encerrado, o Banco Digimais apresenta ao regulador, aos investidores e ao público brasileiro um novo e igualmente complexo desafio.

A história, ao que tudo indica, ainda está sendo escrita — e seu desfecho pode custar bilhões ao sistema. Seria esse o próximo Banco Master?

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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