BC Protege+: ferramenta do Banco Central bloqueia 1,6 mil tentativas de fraude em apenas dois dias e reforça barreiras contra golpes digitais
A criação de novas camadas de segurança no sistema financeiro brasileiro voltou ao centro das discussões após o Banco Central divulgar os primeiros resultados do BC Protege+, ferramenta lançada para impedir aberturas de contas fraudulentas. Em apenas dois dias de funcionamento, o sistema bloqueou 1.630 tentativas de fraude, evidenciando tanto a eficiência imediata da tecnologia quanto a dimensão do problema de falsidade ideológica e uso indevido de dados pessoais no país.
O levantamento do Banco Central apontou ainda que 145,5 mil pessoas ativaram o serviço desde a segunda-feira, quando o recurso entrou no ar. Nesse mesmo período, as instituições financeiras realizaram 1,9 milhão de consultas ao sistema para verificar pedidos de abertura de contas ou inclusão de titulares. Os números ressaltam a rápida adesão dos usuários e a relevância prática do BC Protege+ no contexto de prevenção a crimes financeiros.
Com o crescimento expressivo de golpes digitais, o Banco Central tem intensificado medidas para reduzir vulnerabilidades no ecossistema bancário. A ferramenta chega como resposta ao aumento da fraude na abertura de contas — um dos principais mecanismos usados por criminosos para contratar empréstimos, realizar compras, movimentar dinheiro ilícito e aplicar golpes com Pix.
O surgimento do BC Protege+ como blindagem contra crimes digitais
O BC Protege+ nasce em um ambiente marcado pela expansão de modalidades de fraude que se aproveitam do acesso a dados vazados ou capturados por meio de engenharia social. Usando informações reais, criminosos tentam abrir contas bancárias para contratar produtos financeiros ou aplicar golpes em nome de terceiros.
Até então, o cidadão não tinha uma ferramenta centralizada para declarar, de forma oficial e válida para todas as instituições, que não desejava abrir novas contas ou ser incluído como titular ou representante de contas de terceiros. O BC Protege+ preenche exatamente essa lacuna.
Com a ferramenta, o ato de ativar a proteção funciona como um bloqueio prévio contra qualquer tentativa de abertura de conta. As instituições financeiras são obrigadas a consultar o sistema antes de aceitar novos titulares. Se o nome estiver protegido, a abertura é automaticamente vetada.
O Banco Central define o recurso como uma camada adicional essencial na prevenção de fraudes de identidade, visto que impede que um criminoso consiga, mesmo com dados corretos, prosseguir com o processo de abertura de conta sem o consentimento real do titular dos documentos.
A adesão crescente ao sistema evidencia demanda reprimida
O volume de ativações já nos primeiros dois dias revela o tamanho da preocupação dos usuários com crimes digitais. São 145,5 mil adesões em menos de 48 horas, um ritmo considerado expressivo pelo setor financeiro. As instituições financeiras, por sua vez, fizeram 1,9 milhão de consultas, evidenciando a intensidade das tentativas de abertura de contas — legítimas e fraudulentas.
Ao bloquear 1.630 tentativas, o BC Protege+ mostrou que sua eficácia prática não é teórica. Os golpes barrados em tão pouco tempo demonstram que o sistema atinge diretamente uma das etapas mais críticas do fluxo de fraudes: o uso criminoso de dados para abrir contas em nome de pessoas que sequer sabem que seus documentos foram utilizados.
Como funciona o BC Protege+: simplicidade e proteção avançada
Para ativar o BC Protege+, o usuário precisa acessar a área logada do Meu BC com uma conta Gov.br nível prata ou ouro, incluindo a verificação em duas etapas. O serviço pode ser ativado tanto por pessoas físicas quanto por representantes de empresas registrados no Gov.br, ampliando o alcance da ferramenta para o segmento corporativo.
A ativação funciona como uma declaração formal de que o titular não deseja abrir contas nem ser incluído como representante em instituições financeiras. Assim, qualquer solicitação feita em seu nome será automaticamente bloqueada no momento da consulta obrigatória realizada pelos bancos.
A iniciativa também atende pessoas jurídicas, permitindo que empresas protejam-se de aberturas fraudulentas que podem resultar em prejuízos fiscais, tributários e reputacionais.
A desativação, quando necessária para abertura legítima de conta, também é simples: basta acessar novamente o serviço, fazer a autorização temporária e programar uma data para reativação automática, garantindo que a proteção seja restabelecida após o procedimento.
Porque o BC Protege+ deve reduzir golpes em escala nacional
A imposição de consulta obrigatória pelas instituições financeiras antes da abertura de qualquer conta é um ponto-chave do sistema. A medida padroniza o processo e impede brechas que poderiam ser exploradas por criminosos que buscam pontos fracos no ecossistema bancário.
Ao impedir a abertura de contas fraudulentas, o BC Protege+ reduz o risco de contratação indevida de empréstimos, fraudes no Pix, movimentação de recursos ilícitos e uso de contas falsas como base para golpes estruturados. Em termos práticos, a ferramenta atua exatamente no momento em que o golpe se tornaria possível — antes da abertura da conta que serviria de instrumento para a fraude.
Especialistas em segurança reforçam que o sistema também tem potencial para desestimular criminosos que, diante da dificuldade crescente, tendem a abandonar o modus operandi baseado na abertura de contas com documentos de terceiros.
Novas normas e impacto no Open Finance
A adesão ao BC Protege+ ocorre em paralelo a mudanças regulatórias importantes definidas pelo Banco Central. Entre elas, estão as normas que endurecem o uso dos termos “banco” e “bank” por fintechs, exigindo maior transparência na comunicação institucional.
A expectativa é de que, caso o BC Protege+ continue apresentando resultados sólidos, o Banco Central discuta novas funcionalidades capazes de ampliar a proteção do cidadão em outros estágios da jornada financeira. O objetivo é consolidar um ecossistema mais seguro e reduzir riscos estruturais em um ambiente cada vez mais digital.
Empresas também podem ativar o BC Protege+: estratégia para conter fraudes corporativas
O ambiente corporativo é igualmente alvo de tentativas de fraude em abertura de contas. Criminosos utilizam dados de empresas para abrir contas destinadas a golpes, lavagem de dinheiro e movimentação de recursos ilícitos.
Com o BC Protege+, representantes legais registrados no Gov.br podem ativar a proteção em nome da empresa, reduzindo significativamente o risco de abertura indevida de contas. Para entidades que lidam com alto volume financeiro, a ferramenta representa uma defesa adicional indispensável.
O mecanismo traz mais segurança para operações corporativas, diminui a possibilidade de comprometimento reputacional e reduz a exposição a prejuízos fiscais e tributários.
A importância do BC Protege+ na guerra contra o crime financeiro digital
O aumento dos golpes de falsa identidade nos últimos anos tornou essencial a criação de sistemas que bloqueiem ações maliciosas antes que elas gerem danos. Com o uso crescente de dados vazados, criminosos têm se mostrado cada vez mais capacitados para simular informações e enganar instituições financeiras.
O BC Protege+ age justamente nesse ponto: interrompe a fraude no início do fluxo, antes de gerar prejuízos irreparáveis. Além disso, o sistema contribui para aliviar a sobrecarga dos bancos na análise de riscos, padronizando o processo e reduzindo a margem de erro.
Com o avanço da digitalização do setor bancário, a ferramenta se torna elemento central na construção de uma rede de proteção nacional que una usuários, bancos e reguladores em torno da segurança.
Desafios futuros e possíveis evoluções do sistema
Apesar do desempenho inicial promissor, o BC Protege+ ainda terá seu impacto medido no médio e longo prazo. O volume de tentativas barradas tende a crescer à medida que o sistema se populariza e se torna mais conhecido, tanto por usuários quanto por criminosos.
A expectativa é de que o Banco Central monitore continuamente a eficácia do sistema e implemente aprimoramentos que possam reforçar ainda mais a proteção. Possíveis evoluções incluem integração com outras bases de dados, alertas proativos ao usuário e ampliação da proteção para produtos financeiros específicos.
O Banco Central também trabalha em um conjunto mais amplo de ferramentas de segurança digital, visando consolidar um ambiente financeiro mais sólido diante de ameaças sofisticadas.
Um poderoso aliado contra fraudes bancárias
Os primeiros dois dias de operação do BC Protege+ mostram que o sistema não apenas funciona, mas já exerce impacto imediato na contenção de golpes. ao bloquear mais de 1,6 mil tentativas de abertura de contas fraudulentas, a ferramenta demonstra sua relevância prática e reforça a estratégia do Banco Central de criar defesas rígidas contra crimes financeiros.
O cenário reforça a importância da adesão em massa e da conscientização da população sobre a necessidade de ativar o recurso. Quanto maior o número de usuários protegidos, menor será a superfície de ataque disponível para fraudadores.
O BC Protege+ inaugura uma nova fase na segurança bancária brasileira, trazendo agilidade, precisão e proteção real em um momento em que a sociedade enfrenta desafios cada vez mais complexos no ambiente digital.






