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Lucro do Bradesco no 4T25 sobe para R$ 6,5 bilhões e ROE alcança 15,2%

por Ana Luiza Farias
06/02/2026 às 00h40
em Negócios
Lucro Do Bradesco No 4T25 Sobe Para R$ 6,5 Bilhões E Roe Alcança 15,2% - Gazeta Mercantil

Bradesco consolida retomada e registra lucro robusto no quarto trimestre de 2025

O lucro do Bradesco no 4T25 marca um ponto de inflexão relevante na trajetória recente do banco. A instituição financeira encerrou o quarto trimestre de 2025 com lucro líquido recorrente de R$ 6,5 bilhões, superando o desempenho do trimestre anterior e confirmando uma aceleração consistente da rentabilidade, mesmo em um ambiente ainda desafiador para o sistema financeiro brasileiro.

O resultado, divulgado nesta quinta-feira (5), reflete uma combinação de crescimento gradual da carteira de crédito, maior eficiência operacional, recuperação das margens financeiras e controle mais rigoroso das despesas. O avanço do retorno sobre o patrimônio líquido (ROE), que atingiu 15,2% no período, reforça a leitura de que o banco avança para um novo ciclo de normalização de resultados após um período de ajustes mais severos.

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Sob a ótica do mercado, o lucro do Bradesco no 4T25 sinaliza que a instituição conseguiu atravessar a fase mais aguda de deterioração da qualidade dos ativos e começa a capturar ganhos oriundos de uma estratégia mais seletiva na concessão de crédito e de investimentos estruturais em tecnologia e digitalização.

Rentabilidade avança mesmo com cenário macroeconômico restritivo

O desempenho do lucro do Bradesco no 4T25 ganha ainda mais relevância quando analisado à luz do contexto macroeconômico. O trimestre foi marcado por juros elevados, inadimplência ainda pressionada e crescimento econômico moderado, fatores que historicamente comprimem margens bancárias e elevam custos de crédito.

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Apesar desse cenário, o ROE do banco avançou de 14,1% no terceiro trimestre para 15,2% no quarto trimestre, indicando melhora progressiva da eficiência do capital. Esse movimento foi impulsionado não apenas pelo aumento do lucro recorrente, mas também por uma gestão mais rigorosa do balanço e pela estabilização de indicadores de risco.

No acumulado do ano, o Bradesco demonstrou capacidade de adaptação às condições adversas, preservando spreads relevantes e mantendo uma política de provisões considerada prudente, sem comprometer a geração de resultados.

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Receitas ganham tração e fortalecem o resultado trimestral

As receitas totais do banco atingiram R$ 36,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, superando o patamar observado no trimestre imediatamente anterior. A evolução das receitas foi um dos pilares centrais para a expansão do lucro do Bradesco no 4T25, evidenciando melhora no desempenho das principais linhas de negócios.

A margem financeira líquida alcançou R$ 10,4 bilhões no período, avanço expressivo em relação ao terceiro trimestre, quando havia ficado próxima de R$ 9,8 bilhões. No acumulado de 2025, a margem financeira líquida somou R$ 19,2 bilhões, sustentada pelo mix mais equilibrado da carteira de crédito, pela resiliência dos spreads e pelo nível ainda elevado da taxa Selic ao longo do ano.

Esse desempenho demonstra que o banco conseguiu capturar oportunidades mesmo em um ambiente de crédito mais restritivo, priorizando operações com melhor relação risco-retorno e reforçando sua atuação em segmentos estratégicos.

Expansão do crédito ocorre de forma gradual e seletiva

A carteira de crédito expandida do Bradesco encerrou dezembro em R$ 1,089 trilhão, avanço em relação ao trimestre anterior, quando o volume estava pouco abaixo de R$ 1,06 trilhão. O crescimento trimestral reflete uma postura mais cautelosa, porém consistente, alinhada à estratégia de preservação da qualidade dos ativos.

O lucro do Bradesco no 4T25 foi favorecido por essa expansão moderada, que priorizou linhas de crédito com melhor perfil de risco e maior previsibilidade de retorno. O banco manteve foco em operações com garantias mais robustas e em segmentos menos expostos à volatilidade da renda das famílias.

Esse movimento indica uma mudança estrutural na política de crédito da instituição, que passou a privilegiar crescimento sustentável em detrimento de expansão acelerada, reduzindo a probabilidade de deterioração futura da inadimplência.

Inadimplência permanece elevada, mas mostra sinais de estabilização

Apesar da melhora nos resultados, a inadimplência ainda figura como um dos principais desafios para o banco. No quarto trimestre, o índice de atrasos acima de 90 dias permaneceu em 4,1%, praticamente estável na comparação trimestral, mas ainda em nível considerado elevado sob padrões históricos.

O custo de crédito somou R$ 8,8 bilhões no 4T25, ligeiramente acima do registrado no trimestre anterior. Esse aumento reflete a postura conservadora adotada pelo banco na constituição de provisões, uma estratégia que visa fortalecer o balanço e reduzir riscos futuros.

Como elemento compensatório, a receita com recuperação de crédito atingiu R$ 1,231 bilhão no período, superando o volume observado no terceiro trimestre. Esse desempenho contribuiu para mitigar parcialmente o impacto das provisões sobre o lucro do Bradesco no 4T25, reforçando a leitura de que o pico de deterioração pode ter ficado para trás.

Controle de despesas sustenta eficiência operacional

Outro fator determinante para o avanço do lucro do Bradesco no 4T25 foi o controle rigoroso das despesas operacionais. No período, os custos totalizaram R$ 16,958 bilhões, evidenciando disciplina financeira mesmo em um contexto de investimentos relevantes em tecnologia, digitalização e modernização de sistemas.

A estratégia de eficiência operacional vem sendo executada de forma gradual, com revisão de processos, racionalização de estruturas físicas e ampliação do uso de canais digitais. Esses movimentos permitem ganhos de escala e redução de custos no médio e longo prazo, sem comprometer a qualidade dos serviços prestados.

A combinação entre crescimento das receitas e contenção das despesas reforça a capacidade do banco de ampliar margens operacionais, elemento central para a sustentação da rentabilidade futura.

Bradesco Seguros mantém papel estratégico no resultado consolidado

A Bradesco Seguros voltou a se destacar como um dos principais motores de rentabilidade do grupo. No quarto trimestre de 2025, a divisão registrou lucro líquido recorrente de R$ 2,8 bilhões, com ROE de 24,3%, um dos mais elevados do setor de seguros no país.

O faturamento da unidade alcançou R$ 29,7 bilhões no período, enquanto o índice de sinistralidade ficou em 74,3%, patamar considerado controlado, especialmente diante da pressão exercida por custos médicos e eventos climáticos adversos.

A performance da Bradesco Seguros contribuiu de forma decisiva para o lucro do Bradesco no 4T25, reforçando a diversificação das fontes de receita do grupo e reduzindo a dependência exclusiva do negócio bancário tradicional.

Mercado acompanha sinais de normalização do banco

Para analistas e investidores, os números do quarto trimestre reforçam a percepção de que o Bradesco avança em um processo gradual de normalização. O lucro do Bradesco no 4T25 não apenas supera o resultado do trimestre anterior, como também sinaliza maior previsibilidade operacional para os próximos períodos.

A melhora do ROE, a estabilização da inadimplência e a eficiência no controle de custos indicam que o banco começa a colher os frutos das medidas adotadas ao longo de 2024 e 2025. Ainda que desafios persistam, especialmente no ambiente macroeconômico, o balanço sugere uma instituição mais preparada para atravessar ciclos adversos.

Perspectivas para 2026 ganham relevância após balanço positivo

O desempenho do quarto trimestre encerra 2025 com sinais mais construtivos para o Bradesco. A expectativa é que, ao longo de 2026, a instituição continue avançando na recuperação da rentabilidade, apoiada por um cenário potencialmente mais favorável para o crédito e por ganhos adicionais de eficiência.

O lucro do Bradesco no 4T25 passa a ser referência para projeções futuras, servindo como base para avaliações sobre a capacidade do banco de sustentar ROE em patamares mais próximos da média histórica do setor.

Balanço do trimestre reposiciona o Bradesco no radar dos investidores

O conjunto de resultados apresentados no quarto trimestre reposiciona o Bradesco no centro das discussões do mercado financeiro. O avanço do lucro, a melhora dos indicadores de rentabilidade e a contribuição robusta da área de seguros reforçam a leitura de que o banco entra em 2026 com fundamentos mais sólidos e maior capacidade de geração de valor.

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