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Tarifa de Trump pode baratear carne bovina brasileira e abrir novos mercados de exportação

Taxação de 50% sobre produtos brasileiros ameaça exportações, mas pode reduzir preços internos e abrir novos mercados

por Redação
23/10/2025 às 11h48 - Atualizado em 28/01/2026 às 11h28
em Economia, Destaque, Notícias
Tarifa De Trump Pode Baratear Carne Bovina Brasileira E Abrir Novos Mercados De Exportação - Gazeta Mercantil

Tarifa de Trump pode baratear carne bovina brasileira e mudar o rumo do mercado global

A nova tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, anunciada por Donald Trump, deve causar um forte impacto na economia do Brasil, especialmente no setor do agronegócio. Apesar da apreensão entre produtores e exportadores, especialistas afirmam que a carne bovina brasileira pode se tornar ainda mais competitiva no mercado internacional e, em alguns cenários, até mais barata para o consumidor interno.

A medida, que deve entrar em vigor em 1º de agosto, coloca em xeque as relações comerciais entre Brasília e Washington e traz consequências diretas para um dos principais motores da balança comercial brasileira: o setor de carnes.


O impacto imediato no comércio Brasil–EUA

Os Estados Unidos são o segundo maior importador da carne bovina brasileira, atrás apenas da China. Em 2024, os americanos compraram 229,8 mil toneladas, um aumento de 65,7% em relação a 2023, movimentando US$ 1,35 bilhão.

Entre janeiro e abril de 2025, as exportações somaram 135,8 mil toneladas, um salto de 161,2% frente ao mesmo período do ano anterior. No entanto, com o anúncio da tarifa, o fluxo começou a cair entre maio e junho, refletindo a incerteza do setor e as dificuldades de negociação com compradores americanos.

De acordo com analistas de mercado, o tarifaço imposto por Trump tem motivação política e econômica. A medida é uma tentativa de proteger a indústria bovina dos Estados Unidos, pressionada pelo aumento da competitividade da carne brasileira, mais magra e vendida a preços inferiores.


Carne bovina brasileira: competitividade global e efeito dominó

Mesmo diante das barreiras impostas por Washington, especialistas apontam que a carne bovina brasileira deve continuar competitiva no mercado internacional.

Isso porque países como Paraguai, Uruguai, Argentina e Austrália, potenciais substitutos do Brasil nas exportações para os EUA, praticam preços mais altos. A substituição da carne brasileira por produtos desses países pode encarecer a produção americana e abrir novas oportunidades para o Brasil em outros mercados.

Segundo analistas da Esalq/USP e da AgriFatto, essa diferença de preços pode gerar um realinhamento global das exportações de carne, com a carne brasileira ganhando espaço em regiões como Ásia, Oriente Médio e América Latina.

Além disso, a possível queda na cotação do boi gordo — usada como referência para o preço da carne — pode tornar o produto ainda mais competitivo no cenário global.


A China segue como principal cliente da carne bovina brasileira

Embora os Estados Unidos representem um mercado importante, o principal destino da carne bovina brasileira continua sendo a China.

Em 2024, o país asiático importou 1,33 milhão de toneladas, o equivalente a 46% das exportações brasileiras de carne, movimentando US$ 6 bilhões, segundo dados da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes).

A China é o “grande player” do mercado mundial de carne, comprando volumes expressivos para abastecer seu consumo interno — especialmente de cortes dianteiros, usados em pratos tradicionais ensopados.

Dessa forma, analistas avaliam que a nova política tarifária dos EUA não representa um colapso para o setor, mas exige adaptação e diversificação de mercados.


Queda na cotação do boi gordo: efeito direto da tarifa

Com a imposição das tarifas americanas, há uma expectativa de queda na cotação do boi gordo, hoje avaliado em torno de R$ 299,70 por arroba (15 kg), segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

O movimento deve beneficiar frigoríficos exportadores, que podem aumentar suas margens de lucro com o custo mais baixo da matéria-prima.

Entretanto, para os pecuaristas, o cenário é menos favorável. A redução da arroba diminui a rentabilidade no campo, desestimulando o investimento na produção.

“Com menos exportações, o setor perde incentivo à produção, e o boi gordo tende a cair de preço, beneficiando os frigoríficos, mas penalizando os produtores”, resume um consultor de mercado agropecuário.

Se o preço do boi gordo cair de forma significativa, a carne bovina brasileira poderá ficar mais barata no mercado interno. Contudo, especialistas alertam que a redução de preços ao consumidor não é imediata, pois o varejo tende a manter as margens até o equilíbrio da oferta.


O consumidor brasileiro pode pagar menos

Com a queda da cotação do boi gordo e a possível saturação do mercado interno — resultado da realocação de estoques destinados à exportação —, o consumidor pode, enfim, sentir algum alívio no bolso.

A expectativa é de preços mais estáveis e até redução pontual em alguns cortes, especialmente entre setembro e outubro.

Ainda assim, analistas reforçam que o impacto dependerá da demanda doméstica, do nível de consumo nas redes varejistas e da estratégia de precificação das grandes redes de supermercados.

Mesmo que os frigoríficos ampliem a oferta, o varejo tende a manter os preços se o consumo não crescer.


Frigoríficos em vantagem, pecuaristas em alerta

A indústria frigorífica deve ser a grande beneficiada no curto prazo. Com a redução dos preços do boi gordo, as margens de exportação aumentam.

Além disso, os frigoríficos podem reajustar contratos internacionais e diversificar os destinos da carne brasileira, explorando mercados que ofereçam melhor custo-benefício.

Já os pecuaristas deverão enfrentar uma fase de margens mais apertadas. A produção pode desacelerar caso o volume de exportações não encontre novos destinos rapidamente.

O governo, por sua vez, monitora o setor e avalia incentivos fiscais e estratégias comerciais para mitigar perdas, sobretudo nas regiões mais dependentes da exportação de proteína bovina.


Alternativas para o Brasil no mercado internacional

Diante do tarifaço dos EUA, o Brasil busca novos mercados estratégicos para absorver o volume que antes era destinado aos americanos.

Entre os destinos analisados estão México, Egito, Canadá, Chile e Emirados Árabes Unidos — países que já compram carne brasileira e possuem potencial para ampliar suas importações.

Cada um desses mercados apresenta particularidades:

  • México: grande consumidor de carne magra usada em hambúrgueres;

  • Egito: comprador tradicional de proteína brasileira e potencial de crescimento;

  • Canadá: parceiro comercial estável e com boa logística de importação;

  • Chile: mercado próximo e de alta demanda por cortes premium;

  • Emirados Árabes: em expansão e com grande consumo de produtos halal.

A diversificação é vista como essencial para reduzir a dependência de mercados politicamente voláteis, como o americano.


Efeitos políticos e econômicos do tarifaço

O tarifaço de Donald Trump reacende o debate sobre o protecionismo econômico dos Estados Unidos. A medida tem repercussões não apenas comerciais, mas também políticas e diplomáticas.

Especialistas avaliam que o governo brasileiro deve agir com cautela, buscando soluções diplomáticas antes de cogitar retaliações comerciais.

O Itamaraty e o Ministério da Agricultura trabalham em conjunto com o setor privado para reduzir as perdas e proteger a imagem do Brasil como fornecedor global confiável de alimentos.


O futuro da carne bovina brasileira

Apesar da turbulência gerada pelo tarifaço, o Brasil mantém posição de destaque no mercado global de proteína animal.

O país é líder mundial em exportação de carne bovina e conta com infraestrutura consolidada, tecnologia de rastreabilidade e padrão sanitário reconhecido internacionalmente.

A expectativa é que, mesmo com o impacto da nova tarifa, a carne bovina brasileira continue sendo uma das mais competitivas do planeta, fortalecendo sua presença em novos mercados e preservando o protagonismo do agronegócio nacional.

O setor, no entanto, exige previsibilidade e segurança jurídica, fatores que só virão com estabilidade diplomática e diversificação de parceiros comerciais.

Tags: agronegócioboi gordocarne bovina brasileiracarne mais barataEconomiaexportações de carneexportações para os EUAfrigoríficos brasileirosmercado de carnespreço da carnetarifa de Trump

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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