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Cartões com stablecoins avançam no Brasil sem IOF e ampliam disputa por câmbio mais barato

por Camila Braga - Repórter de Economia
14/04/2026 às 09h34 - Atualizado em 14/05/2026 às 22h04
em Criptomoedas, Destaque, Economia, Notícias
Stablecoins: Entenda O Que São E Como Funcionam As Moedas Digitais Estáveis Gazeta Mercantil

Cartões com stablecoins avançam no Brasil sem IOF e ampliam disputa por câmbio mais barato

Os cartões com stablecoins começaram a ganhar espaço no Brasil em um momento particularmente sensível para o mercado de câmbio, para o setor de criptoativos e para o bolso do consumidor que faz compras internacionais, viagens, assinaturas em moeda estrangeira ou busca uma forma mais eficiente de dolarizar parte do patrimônio. Em meio à cobrança de 3,5% de IOF sobre a maior parte das operações cambiais tradicionais com cartões e remessas, empresas ligadas ao universo cripto passaram a reforçar uma proposta direta ao usuário: acesso ao dólar digital com menos atrito, menor custo de conversão e uma experiência mais integrada entre conta global, pagamentos e investimento.

O avanço dos cartões com stablecoins ocorre justamente enquanto o governo adia discussões sobre eventual tributação desses ativos. Esse intervalo regulatório abriu espaço para que plataformas ampliassem oferta, lançassem novos planos e passassem a disputar clientes que antes dependiam quase exclusivamente de bancos tradicionais e cartões internacionais com spreads elevados. O movimento já não se limita ao público mais técnico do mercado cripto. Ele começa a alcançar consumidores de renda média e alta que procuram alternativas para fugir do custo cambial mais pesado.

Na prática, os cartões com stablecoins transformam o saldo em dólar digital em meio de pagamento para despesas cotidianas, viagens, compras online e consumo internacional. A proposta parece simples, mas carrega implicações relevantes para o sistema financeiro, para a concorrência entre bancos e fintechs e para a forma como brasileiros se relacionam com a moeda americana. O interesse do mercado se explica porque esses produtos unem três elementos de forte apelo: acesso ao dólar, redução de custos e integração com plataformas digitais mais ágeis.

Como os cartões com stablecoins entram na disputa pelo câmbio

O crescimento dos cartões com stablecoins está diretamente ligado ao encarecimento das operações cambiais convencionais. Com a incidência de IOF e a permanência de spreads relevantes em muitos produtos tradicionais, consumidores passaram a olhar com mais atenção para soluções que prometem liquidação com dólar digital, menor custo de conversão e, em alguns casos, ausência de anuidade ou cashback mais agressivo.

Esse novo arranjo coloca os cartões com stablecoins como concorrentes de um modelo que durante anos dominou as despesas internacionais. Em bancos tradicionais, o custo efetivo de uma compra em moeda estrangeira costuma ser impactado pela combinação entre cotação, spread, encargos e tributos. Quando uma fintech ou exchange oferece uma estrutura em que a fatura ou a recarga é liquidada com stablecoin atrelada ao dólar, a percepção do usuário muda: o gasto deixa de passar pelos mesmos trilhos do cartão internacional clássico e passa a ocorrer dentro de uma lógica híbrida entre conta global e ecossistema cripto.

É justamente nesse ponto que os cartões com stablecoins ganham força. Eles não vendem apenas um plástico ou um meio de pagamento. Vendem eficiência cambial, integração digital e promessa de menor fricção na relação com o dólar. Em um país onde a variação cambial afeta consumo, turismo, assinaturas, educação no exterior, compras online e proteção patrimonial, isso amplia o potencial de adoção.

Ausência de IOF impulsiona interesse por cartões com stablecoins

Um dos fatores centrais para a expansão dos cartões com stablecoins é a inexistência, até aqui, da cobrança de IOF sobre essas operações, ao contrário do que ocorre em boa parte das transações cambiais mais tradicionais. Esse diferencial cria uma vantagem competitiva concreta. Em operações recorrentes, a economia pode se tornar relevante, especialmente para usuários que concentram gastos internacionais ou mantêm parte da reserva financeira vinculada ao dólar digital.

A discussão sobre eventual tributação chegou a entrar no radar do mercado, mas foi postergada. O adiamento foi interpretado pelo setor como sinal de que o tema ainda demanda debate técnico, jurídico e político mais aprofundado. Enquanto isso, os cartões com stablecoins seguem avançando e consolidando uma narrativa de alternativa mais barata para o uso internacional do dinheiro.

Para o consumidor, a tese é intuitiva: se o custo final da operação for menor, o produto se torna mais competitivo. Para as empresas, a janela atual é estratégica porque permite acelerar aquisição de usuários, educar o mercado e construir hábito de uso antes de uma eventual mudança nas regras. Para o sistema financeiro, o fenômeno representa uma pressão adicional sobre produtos cambiais convencionais, sobretudo aqueles com spreads mais altos e estrutura menos transparente.

ARQ mira alta renda com cartão internacional ligado ao dólar digital

Entre os casos mais emblemáticos dessa nova fase está o ARQ, antigo DolarApp, que passou por reposicionamento de marca e reforçou a aposta em clientes de maior renda. A empresa lançou uma nova linha voltada a esse público, com cartão internacional de metal, limite mais elevado e benefícios vinculados ao uso intensivo do produto.

Nesse modelo, os cartões com stablecoins deixam de ser apresentados apenas como ferramenta alternativa de nicho e passam a disputar espaço com produtos premium dos grandes bancos. O diferencial está na cobrança da fatura em dólar digital, com possibilidade de pagamento em real mediante taxa de conversão reduzida. Para clientes que já possuem receita em moeda estrangeira ou saldo dolarizado, a proposta se torna ainda mais atrativa porque elimina etapas adicionais de conversão.

O caso do ARQ mostra como os cartões com stablecoins estão deixando de mirar exclusivamente o usuário entusiasta de cripto. A aposta agora inclui consumidores sofisticados, acostumados a soluções internacionais, mas insatisfeitos com o custo das estruturas tradicionais. Ao oferecer conta global, cartão e acesso a investimentos no exterior em uma mesma plataforma, a companhia tenta ocupar o espaço entre o banco clássico e a fintech enxuta.

Essa estratégia também revela uma mudança mais ampla no setor: a disputa não é mais apenas por taxa menor. É por relacionamento financeiro completo. Os cartões com stablecoins passam a funcionar como porta de entrada para um ecossistema mais amplo, no qual o cliente transita entre pagamentos, dolarização, investimentos e gestão de patrimônio com menos barreiras operacionais.

OKX aposta em escala e vê o cartão como porta de entrada

Outra frente importante no avanço dos cartões com stablecoins no Brasil vem da OKX, que disponibilizou produto associado à conta digital da plataforma e ao uso de dólar digital. A empresa trabalha com a ideia de anuidade zero e spread zerado, reforçando uma proposta agressiva de entrada no mercado brasileiro.

Esse modelo mostra como os cartões com stablecoins podem ser usados não apenas para monetização direta, mas como instrumento de aquisição de cliente. Em vez de depender exclusivamente da receita do próprio cartão, a plataforma utiliza o produto para ampliar base, estimular permanência do usuário e aumentar o trânsito por outros serviços do ecossistema. É uma lógica semelhante à de bancos digitais que subsidiaram algumas frentes para ganhar mercado, mas aplicada agora ao universo das stablecoins.

A OKX também aposta em recompensas para dar tração ao uso. Cashback e rendimento sobre saldos funcionam como incentivo adicional para que o usuário mantenha recursos em dólar digital dentro da plataforma. Nesse desenho, os cartões com stablecoins não são apenas um canal de pagamento, mas uma peça central na retenção de liquidez do cliente.

O avanço desse tipo de produto sugere que a competição não ocorrerá apenas entre exchanges. Ela também tende a atingir bancos, carteiras globais, fintechs de câmbio e empresas que atuam em remessas. Quem conseguir combinar simplicidade de uso, segurança percebida, baixa fricção regulatória e custo competitivo sairá na frente.

Crypto.com amplia oferta e reforça diversidade de modelos

A presença da Crypto.com no Brasil reforça outro aspecto importante do mercado: não existe um único formato para os cartões com stablecoins. Há produtos em modalidade pré-paga, soluções com diferentes categorias de benefício, planos baseados em assinatura e estruturas que exigem staking ou relacionamento mais amplo com a plataforma.

Essa diversidade é relevante porque mostra que os cartões com stablecoins começam a formar um segmento próprio dentro do sistema de pagamentos digitais. Algumas empresas competem por simplicidade e gratuidade; outras, por exclusividade e benefícios; outras ainda, por integração com programas de recompensa em tokens. O resultado é um cardápio mais amplo para o consumidor, que pode escolher entre soluções mais básicas e ofertas mais sofisticadas.

No caso da Crypto.com, o produto funciona na prática como um cartão de crédito do ponto de vista da experiência no comércio, mas sem ciclo tradicional de faturamento, sem parcelamento e sem limite rotativo. Isso muda a dinâmica de uso e exige que o cliente mantenha saldo previamente alocado. Para parte do público, essa lógica pode representar barreira. Para outra parte, pode significar maior controle financeiro e previsibilidade.

O ponto central é que os cartões com stablecoins estão amadurecendo em múltiplas direções. Eles já não são um produto único e padronizado. São uma família de soluções financeiras que começa a se adaptar a perfis distintos de consumidor.

Impasse tributário molda futuro dos cartões com stablecoins

Embora a expansão dos cartões com stablecoins esteja em curso, o ambiente regulatório continua sendo um fator decisivo para o tamanho e a velocidade desse crescimento. O debate sobre eventual incidência de IOF sobre stablecoins mobilizou associações do setor, empresas e executivos que defendem diferenciação entre esses ativos e a moeda estrangeira tradicional.

A controvérsia vai além da tributação imediata. Ela toca em temas estruturais: enquadramento jurídico dos ativos, competitividade do país, atração de empresas internacionais e previsibilidade regulatória. Para o mercado, uma regra mal calibrada poderia reduzir o apelo dos cartões com stablecoins justamente no momento em que o segmento começa a ganhar escala.

As entidades do setor argumentam que stablecoins não se enquadram automaticamente como moeda estrangeira sob a ótica formal, o que tornaria inadequada uma transposição simples da lógica tributária aplicada a operações cambiais tradicionais. Já executivos de empresas do setor sustentam que eventual tributação poderia aumentar insegurança jurídica, afastar investimento e prejudicar tanto empresas quanto consumidores finais.

Esse ponto é crucial porque o avanço dos cartões com stablecoins depende não apenas de custo baixo, mas de confiança institucional. O usuário aceita migrar parte de sua vida financeira para um produto novo quando percebe estabilidade mínima de regras. Quanto maior a incerteza sobre tributação futura, maior pode ser a hesitação de parte do mercado.

O que muda para o consumidor brasileiro

Do ponto de vista do usuário, os cartões com stablecoins oferecem vantagens claras, mas também exigem atenção. O principal atrativo está no potencial de reduzir custo total da operação internacional, especialmente quando comparado a alternativas com IOF e spread elevado. A possibilidade de pagar com saldo dolarizado, receber cashback e manter recursos em ambiente digital integrado amplia o apelo do produto.

Mas o uso desses cartões também pressupõe algum nível de compreensão sobre stablecoins, custódia, recarga, liquidação e riscos específicos da plataforma escolhida. Isso significa que a adoção em massa dependerá da capacidade das empresas de simplificar a experiência sem diluir transparência. Quanto mais intuitivo for o processo, maior a chance de os cartões com stablecoins deixarem de ser nicho e se tornarem produto de massa.

Outro ponto importante é que o brasileiro já percebe cada vez mais o peso do dólar no cotidiano. Viagens, eletrônicos, streaming, cursos, hospedagem, softwares e serviços internacionais pressionam a demanda por meios mais eficientes de pagamento em moeda forte. Nesse contexto, os cartões com stablecoins surgem como resposta a uma dor concreta do mercado, e não como produto meramente experimental.

Sistema financeiro tradicional passa a enfrentar nova pressão competitiva

A ascensão dos cartões com stablecoins também tem efeito sobre o restante do setor financeiro. Grandes bancos, emissores tradicionais, plataformas de câmbio e fintechs globais passam a conviver com um concorrente que não segue exatamente a mesma lógica de precificação. Quando uma operação deixa de depender da estrutura cambial clássica e passa a ser intermediada por dólar digital, o espaço para compressão de margens aumenta.

Isso não significa substituição imediata dos cartões convencionais. Mas significa que o consumidor passa a ter referência nova de preço e eficiência. Se os cartões com stablecoins entregarem experiência fluida e economia consistente, o sistema tradicional terá de responder, seja reduzindo spread, seja melhorando transparência, seja oferecendo produtos híbridos mais competitivos.

Em outras palavras, o impacto dos cartões com stablecoins pode ir além do público que efetivamente os utiliza. Sua simples existência pressiona o mercado a rever modelos antigos de cobrança.

Mercado testa novo ciclo entre cripto, câmbio e consumo internacional

O avanço dos cartões com stablecoins indica que o Brasil entrou em uma fase mais sofisticada da integração entre criptoativos e finanças do dia a dia. O debate já não gira apenas em torno de investimento especulativo, valorização de tokens ou inovação tecnológica abstrata. Ele passa a envolver consumo, pagamentos, planejamento financeiro e competição por clientes reais em um mercado de grande escala.

Ao oferecer uma ponte entre dólar digital e uso cotidiano, os cartões com stablecoins assumem papel estratégico em um momento em que consumidores buscam eficiência e empresas tentam consolidar novos modelos de negócio. O futuro do segmento ainda dependerá da regulação, da confiança do usuário e da capacidade das plataformas de manter custo baixo com experiência segura. Mas o movimento já é suficientemente visível para sinalizar que o mercado financeiro brasileiro começou a incorporar, de forma mais concreta, soluções baseadas em stablecoins.

Mais do que uma tendência passageira, os cartões com stablecoins passaram a representar uma disputa relevante por espaço no bolso do consumidor, na estrutura do câmbio digital e na próxima etapa de transformação dos meios de pagamento no país.

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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