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Certificado de Recebíveis Tributários (CRT): A Nova Fronteira dos Investimentos em Créditos Tributários

por Redação
18/09/2024 às 15h22 - Atualizado em 16/01/2026 às 11h32
em Notícias
Certificado De Recebíveis Tributáveis - Gazeta Mercantil

O mercado financeiro brasileiro continua a expandir suas possibilidades com a introdução de novas modalidades de investimentos. Um dos mais recentes lançamentos é o Certificado de Recebíveis Tributários (CRT), uma inovação que promete transformar créditos tributários em ativos financeiros. Essa modalidade foi apresentada pelo Grupo Studio no final de agosto de 2024, durante o evento Expert XP, e já desperta interesse tanto de investidores quanto de empresas em busca de alternativas de liquidez.

O CRT tem características semelhantes ao Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) e ao Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que são modalidades consolidadas no mercado. No entanto, o CRT é voltado especificamente para créditos tributários, trazendo um novo horizonte para esse tipo de ativo financeiro.

Como Funciona o Certificado de Recebíveis Tributários (CRT)?

O CRT é um título financeiro lastreado em créditos tributários, ou seja, valores que as empresas têm direito a receber do governo devido a impostos pagos a mais ou de forma antecipada. Em vez de esperar pela restituição, que pode levar de seis a doze meses, as empresas podem antecipar esses valores por meio do CRT, transformando-os em capital de giro imediato. Para os investidores, isso representa uma oportunidade de aplicar em um ativo com rentabilidade atrativa e menor volatilidade, comparado a outros tipos de investimentos de renda fixa.

A inovação do CRT está na sua capacidade de oferecer uma solução financeira para empresas que precisam de liquidez, permitindo que elas tenham acesso a capital de forma rápida. “Embora o empresário pague juros pela antecipação, ele não precisa devolver o principal, já que este valor estava registrado na contabilidade da empresa. Essa solução é particularmente interessante para negócios que desconheciam a existência desses créditos”, destaca Carlos Braga Monteiro, CEO do Grupo Studio.

Segurança da Operação e Certificação

A segurança do CRT está garantida por um processo rigoroso de certificação dos créditos tributários, realizado pela Fintax, braço tecnológico do Grupo Studio especializado em auditoria fiscal. Essa certificação é um dos pilares que garantem a confiabilidade e a viabilidade do título, assegurando aos investidores que os créditos utilizados para lastrear o CRT são legítimos e têm o respaldo de uma auditoria competente.

A regulamentação do CRT segue as diretrizes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o que traz maior credibilidade e transparência à operação. Isso coloca o CRT no mesmo patamar de segurança de outros certificados de recebíveis, como o CRI e o CRA, porém com foco exclusivo em créditos tributários.

Rentabilidade e Acesso ao CRT

Um dos principais atrativos do CRT é sua rentabilidade, que pode chegar a 140% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário), dependendo das condições do mercado e da taxa de juros aplicada na operação. As taxas de juros variam entre 1,4% e 2,3% ao mês, de acordo com informações do Grupo Studio. Esses números tornam o CRT uma opção interessante para investidores que buscam retornos mais altos em comparação a outros investimentos de renda fixa, sem abrir mão de uma certa previsibilidade de retorno.

No entanto, o CRT ainda não está disponível para o público em geral. No momento, o fundo é fechado e não está captando novos recursos. A expectativa é que, à medida que o produto ganhe tração no mercado e mais empresas se interessem em emitir CRTs, haja uma ampliação no acesso a essa modalidade de investimento.

Por outro lado, a linha de crédito baseada no CRT já pode ser acessada por empresas com faturamento superior a R$ 10 milhões. Isso limita o acesso ao produto, mas garante que o CRT seja utilizado por empresas com maior robustez financeira, o que minimiza os riscos para os investidores.

Oportunidade para Empresas e o Mercado de Investimentos

Para as empresas, o CRT representa uma nova fonte de capital de giro sem a necessidade de recorrer a empréstimos tradicionais. Como o valor dos créditos tributários já está registrado na contabilidade da empresa, essa modalidade permite que os negócios acessem esses recursos de maneira antecipada e, ao mesmo tempo, ofereçam uma alternativa de investimento segura para o mercado.

A criação do CRT também evidencia a evolução do mercado financeiro brasileiro, que tem buscado se diversificar e atender às demandas de setores específicos da economia. O lançamento do primeiro título brasileiro lastreado em créditos tributários pelo Grupo Studio demonstra que há espaço para produtos inovadores que conectam as necessidades das empresas com o interesse dos investidores.

A expectativa do Grupo Studio é de que a linha de crédito lastreada pelo CRT alcance R$ 1 bilhão até 2025, o que mostra o potencial de crescimento dessa modalidade. Inicialmente, a linha foi lançada com R$ 600 milhões, e a meta ambiciosa reflete o otimismo do mercado com a aceitação desse novo título.

Comparativo com Outros Certificados de Recebíveis

Embora o CRT tenha características semelhantes ao CRI e ao CRA, ele se diferencia por ter foco exclusivo na área tributária. Enquanto o CRI é voltado para recebíveis imobiliários e o CRA para recebíveis do agronegócio, o CRT oferece uma oportunidade específica para empresas que têm créditos tributários a receber. Isso abre um leque de possibilidades, especialmente para companhias que desconheciam a existência desses créditos ou não tinham uma maneira eficiente de antecipá-los.

Além disso, o CRT pode ter um impacto positivo no mercado de capitais ao atrair investidores interessados em diversificar sua carteira de renda fixa. Com rentabilidades mais atrativas do que outras opções de investimento e um risco relativamente controlado, o CRT tem o potencial de se tornar uma opção popular entre investidores institucionais e, futuramente, entre investidores individuais.

Perspectivas para o Futuro do CRT

O mercado financeiro brasileiro continua a evoluir, e a criação de novos produtos, como o CRT, é um reflexo dessa transformação. A expectativa é de que, com o tempo, essa modalidade de investimento se torne mais acessível ao público geral, o que poderá ampliar o impacto do CRT tanto para empresas quanto para investidores.

Enquanto isso, o CRT já oferece uma solução inovadora para grandes empresas que precisam de capital de giro e para investidores que buscam retornos atrativos em um ambiente econômico desafiador. Com o respaldo da CVM e a certificação realizada por especialistas em auditoria tributária, o CRT se consolida como um produto seguro e promissor para o futuro do mercado financeiro no Brasil.

Tags: capital de giroCDIcertificação tributáriaCertificado de Recebíveis TributáriosCRAcréditos tributáriosCRICRTCVMFintaxinvestimentosliquidez empresarialMercado Financeirorentabilidade

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Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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Empresa que teria comprado Naskar tem perfil recente e não informa executivos no site

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