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CEO da ABBC defende independência técnica do Banco Central após liquidação de banco

por Antônio Lima - Repórter de Economia
28/12/2025 às 03h02
em Economia, Destaque, Notícias
Ceo Da Abbc Defende Independência Técnica Do Banco Central Após Liquidação De Banco - Gazeta Mercantil

Foto: Banco Central do Brasil/Reprodução

CEO da ABBC defende independência técnica do Banco Central e alerta para riscos à estabilidade financeira

A defesa da independência técnica do Banco Central voltou ao centro do debate econômico nacional após a liquidação extrajudicial do Banco Master, decisão que reacendeu discussões sobre o papel da autoridade monetária, seus limites institucionais e a importância da autonomia para a preservação da estabilidade do sistema financeiro. Em meio a esse cenário, associações representativas do setor bancário brasileiro divulgaram uma nota conjunta em apoio ao Banco Central (BC), reforçando a necessidade de que decisões sensíveis sejam tomadas com base exclusivamente em critérios técnicos, livres de pressões políticas ou interesses circunstanciais.

A manifestação contou com o apoio de entidades como ABBC, Febraban, Acrefi e Zetta, que representam diferentes segmentos do sistema financeiro nacional. O posicionamento conjunto sinaliza uma rara convergência institucional em defesa da independência técnica do Banco Central, considerada um dos pilares do arcabouço econômico brasileiro desde a consolidação do regime de metas de inflação e do fortalecimento da regulação prudencial.


Declaração do CEO da ABBC reforça papel central do BC

Em entrevista concedida à imprensa, o CEO da ABBC, Leandro Vilain, foi enfático ao destacar que a autonomia do Banco Central não é um privilégio institucional, mas uma necessidade estrutural de qualquer sistema financeiro moderno. Segundo ele, a interconexão entre as instituições financeiras exige uma autoridade monetária capaz de agir com rapidez, rigor técnico e independência plena.

Vilain destacou que o sistema financeiro opera como uma engrenagem integrada, na qual a fragilidade de um único elo pode contaminar toda a cadeia. Nesse contexto, a independência técnica do Banco Central é o mecanismo que impede que riscos localizados se transformem em crises sistêmicas, com efeitos negativos para a economia real, o crédito, o emprego e a confiança dos investidores.


Supervisão, solvência e decisões técnicas

De acordo com o CEO da ABBC, a área de supervisão do Banco Central realiza acompanhamento contínuo da solvência e da liquidez das instituições financeiras. Esse monitoramento permanente permite identificar sinais precoces de deterioração financeira, antes que o problema se torne irreversível.

Quando os indicadores apontam que uma instituição não reúne mais condições de operar de forma segura, cabe ao Banco Central adotar medidas duras, como regimes especiais de administração ou, em último caso, a liquidação extrajudicial. Para Vilain, essas decisões precisam ser compreendidas como atos estritamente técnicos, baseados em normas internacionais de regulação bancária e em práticas consolidadas nos principais sistemas financeiros do mundo.

Nesse sentido, a independência técnica do Banco Central garante que essas decisões não sejam contaminadas por pressões externas, preservando o interesse coletivo e a solidez do sistema como um todo.


Questionamentos públicos e insegurança jurídica

Um dos pontos centrais levantados por Leandro Vilain diz respeito aos riscos de se questionar publicamente decisões técnicas do Banco Central. Segundo ele, esse tipo de contestação, quando feita sem base técnica consistente, pode gerar insegurança jurídica e abalar a credibilidade da autoridade monetária.

A insegurança jurídica, por sua vez, não se limita ao ambiente doméstico. Ela afeta diretamente a percepção de investidores estrangeiros, que passam a questionar a previsibilidade das regras e a estabilidade institucional do país. Para um sistema financeiro que depende de fluxos de capital, financiamento externo e integração global, qualquer dúvida sobre a independência técnica do Banco Central pode ter efeitos amplificados.

Vilain alertou que colocar em xeque a autoridade do BC significa, na prática, fragilizar o próprio arcabouço regulatório que protege depositantes, investidores e o funcionamento do crédito.


Confiança como ativo central do sistema financeiro

Ao analisar o impacto da liquidação de uma instituição financeira, o CEO da ABBC destacou que a confiança é o ativo mais valioso do setor bancário. Uma vez abalada, essa confiança dificilmente é restaurada, mesmo em cenários hipotéticos de reversão de decisões administrativas.

Segundo ele, uma instituição submetida a liquidação perde imediatamente a capacidade de captar recursos, manter relações interbancárias e preservar a credibilidade junto a clientes e investidores. Nesse contexto, a atuação firme do Banco Central, amparada por sua independência técnica, evita prolongar situações de incerteza que poderiam contaminar outras instituições.

A lógica é simples: quanto mais rápido o risco é isolado, menor o impacto sistêmico e maior a preservação da confiança no conjunto do sistema financeiro.


Robustez histórica do sistema financeiro brasileiro

Leandro Vilain também fez questão de ressaltar que o sistema financeiro brasileiro é reconhecido internacionalmente como um dos mais robustos e bem capitalizados do mundo. Essa solidez não é fruto do acaso, mas resultado de décadas de aprimoramento regulatório, aprendizado institucional e fortalecimento da atuação do Banco Central.

O executivo lembrou que o Brasil atravessou crises globais severas, como a crise financeira internacional de 2008, a recessão doméstica de 2015 e os impactos econômicos da pandemia de Covid, sem rupturas sistêmicas relevantes. Em todos esses episódios, a independência técnica do Banco Central foi decisiva para a adoção de medidas rápidas, prudentes e eficazes.


Autonomia do BC como sinal institucional ao mercado

No ambiente econômico contemporâneo, marcado por elevada volatilidade e competição global por investimentos, a autonomia das instituições é um diferencial estratégico. A defesa pública da independência técnica do Banco Central por entidades representativas do setor bancário funciona como um sinal institucional claro ao mercado de que o Brasil preserva regras estáveis e previsíveis.

Esse sinal é particularmente relevante em momentos de tensão, nos quais decisões impopulares, porém necessárias, precisam ser tomadas para proteger o sistema como um todo. A previsibilidade institucional reduz prêmios de risco, contribui para juros mais baixos no médio prazo e fortalece a credibilidade do país.


Liquidação extrajudicial e padrões internacionais

A liquidação extrajudicial é um instrumento previsto na legislação brasileira e amplamente utilizado em outros países quando uma instituição financeira deixa de cumprir requisitos mínimos de capital, liquidez ou governança. Trata-se de um mecanismo extremo, mas essencial para evitar o chamado risco moral e impedir que problemas individuais sejam socializados.

a independência técnica do Banco Central assegura que esse instrumento seja utilizado apenas quando necessário, com base em critérios objetivos e alinhados a padrões internacionais de supervisão bancária. Isso reforça a integração do Brasil ao sistema financeiro global e reduz assimetrias regulatórias.


Defesa institucional e maturidade democrática

A nota conjunta divulgada por ABBC, Febraban, Acrefi e Zetta também revela um grau elevado de maturidade institucional do setor financeiro brasileiro. Ao defenderem publicamente a atuação do Banco Central, as entidades reforçam que a estabilidade econômica é um bem coletivo, que transcende interesses individuais ou conjunturais.

A independência técnica do Banco Central passa a ser vista não apenas como um princípio econômico, mas como um elemento essencial da própria democracia institucional, ao proteger decisões técnicas de interferências políticas indevidas.


Perspectivas para o sistema financeiro

O episódio envolvendo a liquidação do Banco Master e a reação das entidades representativas deve servir como marco para o debate público sobre o papel do Banco Central. A tendência é que a defesa da independência técnica do Banco Central se fortaleça, especialmente em um cenário de maior escrutínio sobre decisões regulatórias.

Para especialistas do setor, preservar essa autonomia será decisivo para garantir a estabilidade do crédito, o controle da inflação, a confiança dos investidores e o crescimento sustentável da economia brasileira nos próximos anos.

Tags: ABBC Banco CentralAutonomia do Banco Centraldecisão técnica do BCestabilidade financeira Brasilindependência técnica do Banco Centralliquidação extrajudicial bancosistema financeiro brasileiro

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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