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Home Política

Pesquisa surpreende e mostra que petistas podem ser de direita e bolsonaristas, de esquerda

por Redação
28/12/2025 às 03h15
em Política, Destaque, Notícias
Pesquisa Surpreende E Mostra Que Petistas Podem Ser De Direita E Bolsonaristas, De Esquerda - Gazeta Mercantil Fundada Em 1920

Arte: Gazeta Mercantil

Datafolha revela petistas de direita e bolsonaristas de esquerda e expõe contradições ideológicas no eleitorado brasileiro

A mais recente pesquisa do Datafolha trouxe à tona um retrato revelador e, ao mesmo tempo, desconcertante do comportamento político do eleitor brasileiro. O levantamento identificou a existência expressiva de petistas de direita e bolsonaristas de esquerda, fenômeno que desafia as classificações tradicionais da política nacional e aprofunda o debate sobre identidade ideológica, voto personalista e a fragmentação do espectro político no país.

De acordo com os dados apurados, uma parcela significativa dos eleitores que se identificam como apoiadores do Partido dos Trabalhadores declara alinhamento ideológico com a direita. Ao mesmo tempo, uma fatia relevante dos bolsonaristas afirma se posicionar à esquerda. O resultado lança luz sobre um cenário no qual as fronteiras ideológicas se mostram cada vez mais difusas, marcadas menos por programas políticos e mais por lideranças, afetos e rejeições.

A pesquisa, realizada entre os dias 2 e 4 de dezembro, ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em 113 municípios brasileiros, respeitando critérios estatísticos amplamente reconhecidos. Os números revelam não apenas uma curiosidade estatística, mas um fenômeno estrutural da política brasileira contemporânea: a desconexão crescente entre identidade partidária e autodeclaração ideológica.

Metodologia revela o descompasso ideológico

Para compreender a dimensão do fenômeno dos petistas de direita e bolsonaristas de esquerda, o Datafolha adotou uma metodologia em duas etapas. Na primeira, os entrevistados foram convidados a se posicionar em uma escala de um a cinco, na qual o número um representava maior proximidade com o ex-presidente Jair Bolsonaro e o cinco maior alinhamento ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Aqueles que se posicionaram entre um e dois foram classificados como bolsonaristas, enquanto os que escolheram quatro e cinco foram considerados petistas. Os entrevistados que optaram pelo número três foram enquadrados como neutros.

Na etapa seguinte, o instituto solicitou que os participantes indicassem sua posição ideológica em uma escala mais tradicional, que ia de um a sete, sendo um o máximo à esquerda e sete o máximo à direita. Essa combinação permitiu cruzar identidade política e autopercepção ideológica, evidenciando um desalinhamento expressivo entre as duas dimensões.

O resultado foi revelador. Entre os eleitores identificados como petistas, 34% afirmaram se posicionar à direita ou centro-direita. Outros 9% se declararam de centro, enquanto apenas 47% se reconheceram como de esquerda ou centro-esquerda. Em outras palavras, um terço dos apoiadores de Lula não se identifica com o campo ideológico historicamente associado ao partido.

O que explica os petistas de direita

O fenômeno dos petistas de direita e bolsonaristas de esquerda encontra explicações em múltiplas camadas. No caso dos petistas que se declaram à direita, especialistas apontam para a força do voto pragmático e do personalismo político. Muitos desses eleitores não se reconhecem nas pautas clássicas da esquerda, mas enxergam no presidente Lula uma liderança capaz de oferecer estabilidade econômica, políticas sociais eficazes ou mesmo previsibilidade institucional.

Há ainda o peso da memória política. Para uma parcela do eleitorado, a associação com o PT não está necessariamente ligada a uma visão ideológica estruturada, mas a experiências concretas vividas em governos anteriores, como aumento de renda, acesso ao consumo e programas de transferência social. Assim, o voto petista pode coexistir com valores conservadores em temas como costumes, segurança pública ou papel do Estado.

Esse desalinhamento também reflete a dificuldade histórica do eleitor brasileiro em se situar em categorias ideológicas clássicas. A distinção entre esquerda e direita, muitas vezes, é percebida de forma abstrata ou até confusa, sendo substituída por avaliações morais, emocionais ou circunstanciais.

Bolsonaristas de esquerda também desafiam o senso comum

Se o dado sobre petistas de direita já chama atenção, a existência de bolsonaristas de esquerda aprofunda ainda mais a complexidade do cenário. Segundo o Datafolha, 14% dos eleitores que se identificam como apoiadores de Jair Bolsonaro afirmaram ter alinhamento ideológico à esquerda ou centro-esquerda. Outros 8% se posicionaram no centro, enquanto 76% se declararam de direita ou centro-direita.

Embora o percentual seja menor do que o observado entre os petistas, ele não deixa de ser significativo. A presença de bolsonaristas de esquerda indica que o apoio ao ex-presidente também ultrapassou barreiras ideológicas tradicionais, mobilizando eleitores que, em tese, estariam distantes do campo conservador.

Nesse grupo, analistas identificam motivações variadas. Parte desses eleitores pode associar Bolsonaro a uma postura antissistema, de enfrentamento às elites políticas e econômicas, discurso que, paradoxalmente, também aparece em setores da esquerda mais radical. Outros podem ter sido atraídos por pautas específicas, como críticas à corrupção, rejeição a partidos tradicionais ou defesa de uma retórica de mudança, independentemente do conteúdo ideológico.

Personalismo e enfraquecimento das ideologias

O levantamento do Datafolha reforça a tese de que a política brasileira vive um processo acelerado de personalização. A identificação com líderes supera, em muitos casos, a adesão a projetos ideológicos consistentes. Nesse contexto, a existência de petistas de direita e bolsonaristas de esquerda não é uma anomalia, mas um sintoma de um sistema político em que partidos perderam centralidade programática.

Esse cenário é alimentado por diversos fatores. A fragmentação do sistema partidário, a baixa educação política, a comunicação baseada em redes sociais e a polarização emocional contribuem para que o debate público se organize em torno de figuras e narrativas simplificadas, em vez de propostas estruturadas.

Além disso, o próprio conceito de esquerda e direita passou por ressignificações no Brasil. Temas como economia, costumes, meio ambiente e políticas sociais nem sempre se alinham de forma coerente dentro dos rótulos tradicionais. Um eleitor pode defender políticas sociais amplas e, ao mesmo tempo, adotar posições conservadoras em pautas morais, criando combinações que escapam às classificações convencionais.

Impactos eleitorais e estratégicos

A constatação de que há petistas de direita e bolsonaristas de esquerda tem implicações diretas para as estratégias eleitorais futuras. Partidos e candidatos passam a lidar com um eleitorado menos previsível, cuja fidelidade ideológica é frágil e altamente suscetível a contextos econômicos, crises institucionais e desempenho de governos.

Para o PT, os dados indicam a necessidade de dialogar com um público heterogêneo, que não necessariamente se identifica com discursos clássicos da esquerda. Já para o campo bolsonarista, o desafio é manter coesa uma base que, embora majoritariamente à direita, abriga segmentos com visões divergentes sobre o papel do Estado e políticas públicas.

O resultado também sugere que disputas eleitorais futuras tendem a ser decididas menos por alinhamento ideológico puro e mais pela capacidade de mobilizar sentimentos, percepções de competência e narrativas de confiança ou rejeição.

Um retrato fiel da complexidade brasileira

Mais do que um dado curioso, a pesquisa do Datafolha oferece um retrato fiel da complexidade do eleitorado brasileiro. A presença de petistas de direita e bolsonaristas de esquerda evidencia que o comportamento político no país não pode ser compreendido apenas por categorias importadas de outros contextos.

O Brasil construiu uma cultura política marcada por contradições, pragmatismo e forte personalismo. Nesse ambiente, o voto é frequentemente uma escolha situacional, moldada por experiências concretas e avaliações subjetivas, e não apenas por adesão a ideologias abstratas.

Ao revelar esse cenário, o levantamento contribui para um debate mais honesto sobre os limites da polarização simplificada e a necessidade de compreender o eleitor brasileiro em sua pluralidade. Entender essas nuances será fundamental para quem pretende disputar poder, formular políticas públicas ou simplesmente interpretar os rumos da democracia no país.

Tags: bolsonaristas de esquerdaeleitorado brasileiroesquerda e direita no Brasilideologia política no Brasilpesquisa Datafolha políticapetistas de direitapolarização política brasileira

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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