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Comprou cripto na alta? Essas 7 têm chance de subir – mas outras 8 são consideradas “casos perdidos”

por Redação
21/06/2023 às 18h30 - Atualizado em 26/08/2025 às 02h41
em Economia

Cardano ia disparar, Solana ia “matar” o Ethereum e a Dogecoin só dependia de mais um tweet de Elon Musk para vingar: todas “promessas” da época de bonança das criptomoedas há quase dois anos, quando era comum ver algumas disparando três dígitos de uma hora para outra. Quem comprou a ideia, no entanto, sabe que nada disso se concretizou até aqui.

As criptos vêm tendo um 2023 misto. No lado positivo, o Bitcoin iniciou forte retomada e valoriza cerca de 75% no ano, seguido por mais de 50% de alta no Ethereum (ETH). Por outro lado, a realidade não é a mesma para a maioria dos outros milhares de ativos desse setor: apesar de saltos pontuais, muitos dos antes considerados promissores ainda acumulam quedas na casa dos 90% desde o ponto alto do mercado, em 2021.

O que aconteceu com quem investiu nesses ativos?

Descentralizadas e desreguladas, as criptomoedas não permitem saber se há brasileiros entre os “sortudos” que se livraram dessas criptos antes da derrocada do mercado. O que se sabe é que muitos investidores apostaram nelas nos períodos de máximas históricas.

A Cardano (ADA), por exemplo, chegou a valer US$ 3 em setembro de 2021, quando brasileiros movimentaram R$ 186 milhões no token em 160 mil operações, segundo dados da Receita Federal. Hoje, no entanto, a ADA vale 91% menos, cotada a apenas US$ 0,28.

Também de 91% é a desvalorização acumulada da Dogecoin (DOGE) desde que alcançou US$ 0,73 em maio de 2021, mês em que a Receita registrou R$ 664,8 milhões em transações relacionadas. Hoje, a DOGE pode ser comprada por somente US$ 0,06.

A situação é ainda pior para quem investiu em Solana (SOL) na alta: ela atingiu US$ 260 em novembro de 2021, mês em que brasileiros declararam a negociação de R$ 73,6 milhões na cripto em 45 mil operações. Menos de dois anos depois, ela ronda os US$ 17, cerca de 93% abaixo da máxima.

Como se isso não bastasse, o cenário das criptomoedas de menor valor piorou recentemente, após a Securities and Exchange Comission (SEC), regulador do mercado de capitais nos EUA, passar a apontar que várias delas seriam valores mobiliários.

Apesar disso, analistas ouvidos pela reportagem apostam que várias criptos seguem tendo futuro promissor, desde que o investidor ainda tenha estômago para segurá-las por mais tempo.

Por outro lado, outras são consideradas “casos perdidos”: mesmo que eventualmente voltem a ensaiar subida, não devem ser levadas em conta para apostas de longo prazo.

Confira a lista de 15 criptomoedas avaliadas por analistas ouvidos pelo InfoMoney (clique para ver as opiniões):

  • Bitcoin (BTC)
  • Ethereum (ETH)
  • Polygon (MATIC)
  • Chainlink (LINK)
  • Lido Finance (LIDO)
  • Uniswap (UNI)
  • Aave (AAVE)
  • Dogecoin (DOGE)
  • Shiba Inu (SHIB)
  • The Sandbox (SAND)
  • Decentraland (MANA)
  • Axie Infinity (AXS)
  • XRP
  • Litecoin (LTC)
  • Ethereum Classic (ETC)

Criptos que merecem uma nova chance

Bitcoin

O Bitcoin é unanimidade entre analistas que cobrem o setor de criptoativos, após saltar quase 100% desde a mínima de 2022.

Apesar de ainda estar a menos da metade do preço que chegou a registrar em 2021, o BTC se fortalece neste ano por não ser apontado como valor mobiliário por reguladores.

Além disso, foi abraçado por gigantes de Wall Street, como a BlackRock, que tenta aprovar o primeiro ETF com exposição direta a BTC dos EUA; além de Charles Schwab, Citadel e Fidelity, que estão por trás da nova exchange de criptomoedas EDX Markets, lançada nesta semana.

“O Bitcoin é um ativo essencial em qualquer carteira de investimentos. Alocar de 1% a 5% desse ativo em portfólios considerados ‘lendários’ — como 60/40, All Seasons, entre outros — proporciona um alfa significativo, além de otimizar todas as métricas tradicionais de risco-retorno e volatilidade”, explica Giovanni Rosa, analista de criptoativos da Convex Research.

O consenso é de que os ganhos do Bitcoin, que sobe 11% nesta quarta-feira (21), devem se estender nos próximos meses com a proximidade do halving, evento que que marca o corte programado na emissão da moeda digital.

Ethereum

O Ethereum é outro voto unânime da lista de criptomoedas com mais chance de alta. Entre os motivos está sua ampla dominância nas aplicações de finanças descentralizadas (DeFi) e tokenização de ativos financeiros — sua tecnologia serve, por exemplo, de inspiração para o real digital.

Embora ainda muito novo, dizem especialistas, o Ethereum tem evoluído rapidamente e com segurança, se consolidando como a principal plataforma para criar inovações financeiras.

“Desde o início deste ano, a rede Ethereum tem consistentemente capturado valor de todo o ecossistema construído em torno de seu protocolo”, destaca Rosa, da Convex, que também aponta que a adoção do staking (renda passiva cripto) contribui para deflação na emissão. “Essa dinâmica no ecossistema da Ethereum tem o potencial de adicionar um valor significativo [à criptomoeda] Ether”.

Polygon

A Polygon (MATIC) não chegou a cair 90% desde que atingiu a máxima, mas ainda cedeu bastante, perto dos 80%. O projeto, no entanto, ainda é considerado promissor por sua capacidade de navegar a onda de melhorias constantes do Ethereum.

“[O token] MATIC ainda vale a pena ter na carteira visando o longo prazo principalmente por conta da atualização do Ethereum [esperada] para o final do ano, que vai favorecer muito as criptos de layer 2 (blockchains de segunda camada)”, avalia Rony Szuster, analista cripto da área de research do Mercado Bitcoin.

Nesse mesmo bolo estão também projetos como Optimism (OP), Arbitrum (ARB), e zkSync, que ainda não tem token próprio.

Chainlink

Projeto que conecta dados do mundo real a blockchains, a Chainlink (LINK) é considerada concreta o suficiente para merecer um espaço na carteira do investidor, de acordo com quem analisa esse mercado de perto.

Um dos motivos passam por praticamente “jogar sozinho” na oferta de pontes de dados para a criação de aplicativos descentralizados (Web3), em que o token LINK é usado como utilitário.

Para João Kamradt, diretor de análise e investimentos da Viden, “a Chainlink é um hub de inovações descentralizadas para o ambiente de criptoativos” e uma das criptos que seguem construindo e melhorando o produtos buscando melhor market fit. Por isso, tem potencial.

Lido Finance

Criptomoeda que alimenta um sistema de staking, a Lido Finance (LIDO) é outra que, na visão de quem acompanha o setor cripto, tende a surfar o crescimento na adoção do Ethereum.

Szuster, do Mercado Bitcoin, aponta que a Lido vinha subindo muito, descorrelacionada do resto das criptos, antes da atualização do Ethereum realizada em abril. Apesar de ter caído nas últimas semanas, diz, ela tende a subir apoiada na maior procura por staking de ETH. Além disso, não foi listada como título não registrado pela SEC nos EUA.

Rocketpool e Frax são outras criptomoedas apontadas por especialistas como tendo propostas similares e que podem traçar movimentos de alta no futuro.

Uniswap e Aave

“Rainha das finanças descentralizadas”, a Uniswap (UNI) perdeu terreno nos últimos meses para soluções mais novas como GMX, mas ainda é uma das mais promissoras do mundo DeFi, segundo analistas. O mesmo vale para a Aave (AAVE), que cresceu com oferta de crédito com garantia em ativos digitais.

“A Uniswap é o principal player das finanças descentralizadas e a Aave oferece uma plataforma descentralizada de empréstimos, entre tantos outros serviços, [mas] nenhuma possui token que reflete o que o protocolo entrega para a comunidade cripto”, destaca Kamradt, da Viden. “Mas se espera que, com mais clareza regulatória, cada um desses ativos ganhe uma importante destrava de valor”.

Felipe Martorano, analista da VG Research, ressalta que a Uniswap, assim como a Chainlink, continuam apresentando melhorias internas significativas, mesmo diante da “caça às bruxas” promovida pela SEC, e das mudanças das perspectivas de taxa de juros nos Estados Unidos.

“Embora os preços aparentem indicar um mercado desaquecido, a realidade é outra. Esses projetos demonstraram ser resilientes, com equipes comprometidas em impulsionar o desenvolvimento de suas tecnologias e comunidades engajadas, mesmo diante das adversidades”, conta.

Criptos que são casos perdidos

Dogecoin e Shiba Inu

Os analistas ouvidos pela reportagem são amplamente otimistas com o mercado de criptomoedas, mas reafirmam: várias que existem hoje devem sumir em pouco tempo. As mais criticadas são as memecoins.

“Ativos sem fundamentos, como as memecoins, são os que mais possuem dificuldades para retornar aos seus preços. Isso porque o crescimento do valor do ativo depende exclusivamente da especulação financeira dos usuários”, explica Kamradt, da Viden.

Jogam contra as memecoins fatores como a falta de propósito claro, além do caráter de novidade que costuma impulsionar moedas como essa: os investidores costumam topar especular na mais nova moda, abandonando o meme de ontem.

Por esses motivos, diz Martorano, da VG, memecoins como Shiba Inu (SHIB) e Dogecoin (DOGE) não devem recuperar sua máxima histórica. O mesmo vale para a ApeCoin (APE).

The Sandbox, Decentraland e Axie Infinity

As criptomoedas que foram sensação de 2021 após navegarem a onda do metaverso — assim que o Facebook mudou de nome para Meta — não são bem avaliadas pelos especialistas consultados pelo InfoMoney.

“Criptoativos que me deixam preocupados com sua capacidade de recuperação são The Sandbox (SAND), Decentraland (MANA) e Axie Infinity (AXS)”, diz Pegnoratto.

Axie Infinity, além de ter se vendido como um projeto ligado ao metaverso, amarga uma crise desde que sofreu um hack de grandes proporções, seguido da queda no número de jogadores de games que pagam criptomoedas, as chamadas gamecoins.

Szuster, do MB, considera este um setor em muitas dificuldades. “Não me arriscaria agora no segmento de gamecoins, é algo que está em baixa há um tempo, desde a crise com o Axie no ano passado. Não acho que vá haver o desenvolvimento de um jogo bom tão rápido, que consiga reaquecer esse mercado”.

XRP, Litecoin e Ethereum Classic

“Litecoin (LTC) é um projeto que vemos com muito maus olhos, porque não tem muitos casos de uso”, avalia o analista do MB sobre a criptomoeda mais antiga depois do Bitcoin, lançada em 2011. “Ela basicamente ‘estoura’ quando o Bitcoin está muito congestionado, mas a narrativa [de substituto do BTC] morreu logo no início”.

Ele também critica outra cripto da “velha guarda”: a XRP, que enfrenta um processo da SEC nos EUA, e vem subindo nos últimos dias em meio à expectativa de vitória nos tribunais americanos. “Não vejo isso se mantendo no longo prazo, não acho que seja uma opção interessante para se manter em carteira”, conta.

Francis Wagner, da Cripto do Brasil, também destaca os riscos envolvidos em investir em XRP pela incerteza em torno do desfecho do processo ingressado pelo regulador do EUA.

O especialista menciona ainda outra criptomoeda das antigas que já não parece merecer a atenção do investidor.

“Uma das moedas que sumiu do radar e prometia muito é a Ethereum Classic (ETC), que apareceu como uma alternativa da migração das mineradoras de Ethereum. Até então não temos mais visto notícias relevantes”, pontua, relembrando que o ETC já foi atacado várias vezes, mostrando fragilidade do projeto e afetando a creditibilidade do token.

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Tags: Economia

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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