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Fazenda projeta crescimento do PIB em 2026 e inflação mais baixa apesar da Selic elevada

por Álvaro Lima - Repórter de Economia
06/02/2026 às 09h43 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h03
em Economia, Destaque, Notícias
Fazenda Projeta Crescimento Do Pib Em 2026 E Inflação Mais Baixa Apesar Da Selic Elevada - Gazeta Mercantil

Fazenda projeta crescimento do PIB em 2026 e reforça cenário de inflação em queda apesar dos juros elevados

O Ministério da Fazenda revisou suas expectativas para a economia brasileira e passou a projetar um crescimento do PIB em 2026 de 2,3%, sinalizando confiança na resiliência da atividade econômica mesmo em um ambiente de juros elevados. A avaliação consta no Boletim Macrofiscal divulgado pela Secretaria de Política Econômica, documento que reúne as principais projeções oficiais do governo para os indicadores macroeconômicos e serve de referência tanto para o mercado quanto para o debate público sobre os rumos da economia.

A nova estimativa indica que a equipe econômica não enxerga mais uma desaceleração relevante do ritmo de crescimento no curto prazo, contrariando parte das expectativas do mercado financeiro. Apesar da taxa Selic em 15% ao ano — o maior patamar em duas décadas —, a Fazenda avalia que a combinação entre mercado de trabalho ainda aquecido, investimentos setoriais e expansão dos serviços deve sustentar o crescimento do PIB em 2026, ainda que em um nível inferior ao observado em anos anteriores.

Revisão das projeções sinaliza mudança de percepção

A projeção para o crescimento da economia brasileira em 2025 foi revisada de 2,2% para 2,3%, segundo o Boletim Macrofiscal. Embora o dado oficial do IBGE ainda não tenha sido divulgado, a revisão reforça a leitura de que a atividade econômica manteve um desempenho mais robusto do que o inicialmente esperado.

Para 2026, a estimativa também foi ajustada de 2,4% para 2,3%, indicando estabilidade no ritmo de expansão entre um ano e outro. Na prática, o Ministério da Fazenda passou a trabalhar com a premissa de que o crescimento do PIB em 2026 não será significativamente inferior ao de 2025, mesmo em um contexto marcado por política monetária restritiva e maior cautela dos agentes econômicos.

O mercado financeiro, por sua vez, adota uma postura mais conservadora. As projeções apontam para um crescimento de cerca de 1,80% em 2026, o que revela uma divergência relevante entre a visão oficial e a leitura predominante entre analistas privados.

Comparação com anos anteriores reforça desaceleração estrutural

Caso as projeções da Fazenda se confirmem, a economia brasileira apresentará uma desaceleração expressiva quando comparada a 2024, ano em que o PIB cresceu 3,4%. Ainda assim, o resultado projetado para 2025 e para o crescimento do PIB em 2026 ficaria acima de períodos críticos recentes.

O desempenho esperado também representaria a menor taxa de crescimento desde 2020, quando o país enfrentou uma retração de 3,3% em meio à pandemia da Covid-19. Essa comparação histórica é importante para contextualizar o momento atual: embora o ritmo seja mais moderado, o cenário projetado está distante de uma recessão e aponta para uma economia em expansão, ainda que em velocidade reduzida.

Juros altos não impedem expansão da atividade, avalia Fazenda

Um dos pontos centrais do Boletim Macrofiscal é a avaliação de que os juros elevados não serão suficientes para provocar uma desaceleração abrupta da economia. A Selic em 15% ao ano impõe custos significativos ao crédito e ao investimento, mas, segundo a Fazenda, seus efeitos são parcialmente compensados por outros vetores de crescimento.

Entre esses fatores estão a recomposição da renda das famílias, a continuidade de investimentos em setores estratégicos e a expansão do setor de serviços. Na leitura oficial, esses elementos ajudam a sustentar o crescimento do PIB em 2026, mesmo com a política monetária atuando de forma contracionista.

Essa avaliação reflete uma mudança relevante de tom em relação a projeções anteriores, que indicavam maior preocupação com os impactos dos juros elevados sobre o consumo e a produção.

Análise setorial aponta indústria e serviços como motores

O Boletim Macrofiscal detalha que o desempenho da economia nos próximos anos deverá variar de acordo com os setores produtivos. A agropecuária, que teve papel central no crescimento recente, tende a apresentar desaceleração, em parte devido à base de comparação elevada e à normalização da produção.

Por outro lado, a indústria e o setor de serviços devem ganhar protagonismo. A expectativa é de maior expansão dessas áreas, compensando o desempenho mais fraco do campo. Essa recomposição setorial é vista como fundamental para sustentar o crescimento do PIB em 2026, reduzindo a dependência de choques positivos pontuais e ampliando a base da atividade econômica.

No caso dos serviços, o avanço é impulsionado pelo mercado de trabalho mais resiliente e pela retomada gradual de segmentos ligados ao consumo interno. Já a indústria se beneficia de investimentos específicos e de uma demanda ainda consistente em determinados nichos.

Ano eleitoral adiciona complexidade ao cenário econômico

O ano de 2026 será marcado por eleições presidenciais, fator que tradicionalmente adiciona incertezas ao ambiente econômico. Ainda assim, o Ministério da Fazenda avalia que o calendário político não será suficiente para comprometer o crescimento do PIB em 2026.

Segundo a leitura da equipe econômica, a previsibilidade das regras fiscais e a continuidade das políticas macroeconômicas tendem a reduzir os impactos negativos do ciclo eleitoral sobre decisões de consumo e investimento. Essa visão contrasta com a cautela do mercado, que costuma precificar maior volatilidade em anos de eleição.

A diferença de percepções reforça a importância do acompanhamento contínuo dos dados econômicos ao longo do ano, especialmente em um contexto de expectativas divergentes.

Governo projeta nova queda da inflação

Além das projeções para o PIB, o Boletim Macrofiscal trouxe atualizações importantes sobre a inflação. O Ministério da Fazenda manteve a estimativa de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) recuará para 3,6%, sinalizando continuidade do processo de desinflação.

Em 2025, a inflação acumulou 4,26%, acima do centro da meta, mas já em trajetória de desaceleração. Para 2026, a expectativa oficial é de que a inflação permaneça em patamar mais comportado, criando condições macroeconômicas mais favoráveis ao crescimento do PIB em 2026.

O mercado financeiro também projeta queda da inflação, embora em ritmo mais lento, com estimativas em torno de 3,99%. Ainda assim, há consenso quanto à tendência de arrefecimento dos preços.

Fatores que explicam o recuo do IPCA

De acordo com a Secretaria de Política Econômica, a inflação de bens industriais e de serviços deve continuar em queda, refletindo uma combinação de fatores estruturais e conjunturais. Entre eles estão o excesso de oferta em alguns segmentos, os efeitos defasados do enfraquecimento do dólar e o impacto acumulado da política monetária restritiva.

Esses elementos ajudam a explicar por que o governo acredita em um cenário de inflação mais baixa, mesmo com a economia ainda em expansão. A desaceleração dos preços é vista como compatível com o crescimento do PIB em 2026, desde que o avanço da atividade ocorra de forma gradual e equilibrada.

Divergência entre governo e mercado chama atenção

A diferença entre as projeções oficiais e as expectativas do mercado financeiro tem sido um dos aspectos mais observados por analistas. Enquanto a Fazenda projeta estabilidade no ritmo de crescimento entre 2025 e 2026, o mercado antecipa uma desaceleração mais acentuada.

Essa divergência reflete leituras distintas sobre os efeitos dos juros elevados, a sustentabilidade do consumo e a capacidade de investimento da economia brasileira. Para o governo, os fundamentos atuais são suficientes para sustentar o crescimento do PIB em 2026 em torno de 2,3%. Já para o mercado, os riscos associados ao cenário fiscal e monetário justificam uma postura mais cautelosa.

Implicações para políticas públicas e investimentos

As projeções divulgadas no Boletim Macrofiscal têm impacto direto sobre o desenho das políticas públicas e sobre as decisões de investimento. Um cenário de crescimento do PIB em 2026 combinado com inflação em queda amplia a margem de manobra do governo e melhora as perspectivas para o equilíbrio macroeconômico.

Para investidores, o quadro sugere oportunidades, mas também exige seletividade. A combinação de juros elevados e crescimento moderado tende a favorecer estratégias mais defensivas, ao mesmo tempo em que setores específicos podem se beneficiar da expansão projetada.

Perspectivas para a economia brasileira no médio prazo

O cenário traçado pelo Ministério da Fazenda aponta para uma economia em transição, deixando para trás taxas de crescimento mais elevadas e caminhando para um ritmo mais sustentável. O crescimento do PIB em 2026, embora inferior ao de anos anteriores, é apresentado como compatível com inflação controlada e maior estabilidade macroeconômica.

Esse equilíbrio é visto como essencial para reduzir volatilidades e criar condições para um ciclo mais consistente de desenvolvimento. O acompanhamento dos próximos dados de atividade, inflação e política monetária será determinante para avaliar se as projeções oficiais se confirmarão ao longo do tempo.

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Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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