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Dívida Pública Bruta do Brasil Sobe para 78,1% do PIB em Setembro e Amplia Pressão Fiscal

por Redação
31/10/2025 às 14h30 - Atualizado em 15/05/2026 às 16h54
em Economia, Destaque, Notícias
Dívida Pública Bruta Do Brasil Sobe Para 78,1% Do Pib Em Setembro E Amplia Pressão Fiscal -Gazeta Mercantil

Dívida Pública Bruta do Brasil Sobe a 78,1% do PIB em Setembro e Acende Alerta Fiscal

A dívida pública bruta do Brasil voltou a crescer em setembro, alcançando 78,1% do PIB, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC). O aumento em relação aos 77,5% registrados em agosto reforça a preocupação com a trajetória fiscal do país, em um momento de maior vigilância dos investidores sobre a sustentabilidade das contas públicas.

O resultado foi acompanhado de um déficit primário de R$ 17,45 bilhões no setor público consolidado, em linha com as projeções de mercado. O dado, embora esperado, mantém o alerta sobre a dificuldade do governo em equilibrar receitas e despesas diante de um cenário de baixo crescimento e forte pressão por gastos.

A deterioração fiscal ocorre em meio à desaceleração da atividade econômica e à lentidão na implementação de medidas para aumento de arrecadação — fatores que dificultam o cumprimento das metas fiscais estabelecidas para o ano.


Alta da dívida pública bruta do Brasil reforça desafio fiscal

O avanço da dívida pública bruta do Brasil reflete a combinação de déficit primário e juros elevados. Com a taxa Selic ainda em 10,75% ao ano, o custo de rolagem da dívida segue alto, impactando diretamente o resultado nominal das contas públicas.

Em setembro, a dívida líquida do setor público também subiu, passando de 64,2% para 64,8% do PIB, indicando uma tendência de piora contínua na dinâmica fiscal. Segundo economistas, essa trajetória é consequência de uma política fiscal expansionista que ainda não apresentou contrapartidas suficientes em termos de arrecadação ou controle de despesas obrigatórias.

O setor público consolidado — que inclui governo federal, Estados, municípios e estatais — fechou o mês com déficit primário de R$ 17,452 bilhões, resultado que evidencia a pressão sobre as contas regionais.


Detalhamento dos números: governo central lidera o déficit

O governo central (Tesouro Nacional, Previdência e Banco Central) foi o principal responsável pelo resultado negativo, com rombo de R$ 14,944 bilhões.

Os Estados e municípios também contribuíram para o saldo negativo, registrando déficit de R$ 3,504 bilhões. Já as empresas estatais, por outro lado, apresentaram superávit de R$ 996 milhões, o que amenizou parcialmente o impacto no resultado consolidado.

Apesar do superávit das estatais, o quadro fiscal continua pressionado pela rigidez orçamentária, especialmente nas despesas com previdência, funcionalismo público e subsídios, que consomem uma parcela cada vez maior do orçamento federal.


Dívida pública bruta do Brasil e a preocupação com o arcabouço fiscal

A elevação da dívida pública bruta do Brasil reacende o debate sobre a eficácia do arcabouço fiscal, aprovado pelo Congresso em 2023 com o objetivo de substituir o antigo teto de gastos.

O novo regime prevê metas para o resultado primário e um limite para o crescimento das despesas públicas, atrelado ao aumento das receitas. No entanto, a dificuldade do governo em elevar a arrecadação tem colocado as metas fiscais em xeque.

Com a arrecadação estagnada e a pressão por gastos sociais e investimentos, o déficit primário acumulado tende a se ampliar, elevando a relação dívida/PIB e comprometendo a credibilidade do ajuste fiscal.

Analistas alertam que, caso não haja um esforço concreto para conter despesas ou ampliar receitas, a dívida pode ultrapassar 80% do PIB em 2026, o que colocaria o Brasil novamente sob risco de rebaixamento de nota de crédito por agências internacionais.


Contexto internacional: juros altos e restrição fiscal global

A deterioração fiscal brasileira ocorre em um contexto global de juros elevados e redução de liquidez internacional. Com o Federal Reserve (Fed) mantendo as taxas de juros nos Estados Unidos em patamar elevado, os países emergentes enfrentam mais dificuldade para atrair capital externo.

Essa situação torna a dívida pública bruta do Brasil ainda mais sensível, já que o custo de financiamento aumenta e o espaço fiscal para estímulos econômicos se reduz.

Além disso, o aumento da percepção de risco fiscal pode afetar o câmbio e a inflação, levando o Banco Central a adotar uma postura mais cautelosa na política monetária — o que limita o ritmo de cortes na Selic e encarece ainda mais o custo da dívida.


Dívida líquida e superávit das estatais: alívio temporário

Embora a dívida líquida do setor público tenha subido para 64,8% do PIB, a trajetória ainda é considerada menos preocupante do que a dívida bruta, pois leva em conta ativos do governo. No entanto, o aumento contínuo indica que a folga fiscal vem se reduzindo gradualmente.

O superávit das estatais, de R$ 996 milhões, ajudou a suavizar o déficit total, mostrando que empresas públicas mantêm gestão mais equilibrada do que o governo central.

Ainda assim, esse resultado positivo das estatais é pontual e não altera a tendência estrutural de elevação da dívida.


Ritmo de crescimento da dívida preocupa economistas

O avanço de 0,6 ponto percentual da dívida pública bruta em apenas um mês é considerado expressivo. Em termos nominais, o aumento representa dezenas de bilhões de reais adicionados ao estoque total da dívida.

Economistas destacam que a combinação de déficit primário, juros altos e baixo crescimento econômico cria um ambiente fiscal delicado.

Se a economia brasileira crescer menos de 2% em 2025, o governo precisará gerar superávits primários mais robustos para estabilizar a dívida pública bruta do Brasil. Caso contrário, o endividamento seguirá em trajetória ascendente, pressionando os mercados e ampliando o custo de captação.


O impacto político e econômico da alta da dívida

A piora fiscal também tem implicações políticas relevantes. O aumento da dívida pública bruta do Brasil ocorre em meio a discussões sobre reformas tributárias e ajustes nas metas fiscais.

Setores do governo defendem maior flexibilidade no cumprimento das metas, argumentando que é necessário investir para sustentar o crescimento. Por outro lado, o mercado financeiro exige disciplina fiscal e clareza sobre os planos de contenção de gastos.

A falta de consenso aumenta a volatilidade dos mercados e pode afetar o comportamento dos investidores estrangeiros, especialmente se houver sinais de afrouxamento da política fiscal.


Perspectivas para o fim de 2025

Com base nas projeções atuais, o governo deve encerrar o ano com dívida pública bruta próxima de 79% do PIB, caso não consiga melhorar a arrecadação no último trimestre.

Para 2026, analistas projetam que a dívida pode ultrapassar o limite simbólico de 80%, dependendo do desempenho do PIB e da taxa de juros.

O Banco Central reforçou que continuará monitorando o quadro fiscal e a trajetória da dívida como elementos essenciais para a condução da política monetária.


Por que a dívida pública bruta do Brasil é tão importante

A dívida pública bruta do Brasil representa o total das obrigações do setor público perante credores internos e externos. É um indicador-chave para avaliar a sustentabilidade fiscal e o nível de confiança dos investidores na economia.

Quando a dívida cresce mais rápido do que o PIB, significa que o país está se endividando em ritmo superior ao crescimento econômico, o que pode gerar perda de credibilidade e aumentar o custo de financiamento do governo.

Por isso, manter a dívida sob controle é fundamental para garantir estabilidade macroeconômica, atrair investimentos e evitar que o país volte a enfrentar crises fiscais como as de 2015 e 2020.

A elevação da dívida pública bruta do Brasil para 78,1% do PIB em setembro sinaliza a continuidade de uma trajetória fiscal desafiadora. O resultado reforça a necessidade de um ajuste fiscal consistente, capaz de equilibrar as contas públicas e restaurar a confiança dos investidores.

Sem um plano concreto de controle de gastos e ampliação de receitas, o país corre o risco de ver sua dívida ultrapassar níveis críticos, comprometendo o crescimento e aumentando a vulnerabilidade econômica.

A sustentabilidade fiscal será, portanto, um dos principais temas do debate econômico em 2026 — e o desempenho da dívida pública bruta do Brasil continuará a ser o termômetro da credibilidade da política econômica.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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