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Ex-diretores do Banco Central e Daniel Vorcaro são alvos da PF em nova fase da Operação Compliance Zero no Banco Master

por Álvaro Lima - Repórter de Economia
04/03/2026 às 08h25 - Atualizado em 15/05/2026 às 17h09
em Economia, Destaque, Notícias, Política
Boletim Focus Reduz Projeções Do Dólar E Da Selic Para 2026

Foto: Banco Central do Brasil/Reprodução

Ex-diretores do Banco Central são alvo da PF em nova fase da operação Compliance Zero

A crise financeira envolvendo o Banco Master entrou em um novo capítulo nesta quarta-feira (4), quando a Polícia Federal realizou buscas e prisões relacionadas a fraudes no sistema financeiro. A ação faz parte da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos eletrônicos e outras irregularidades ligadas à instituição financeira.

Entre os alvos da operação estão o ex-diretor de fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, e Bellini Santana, servidores de carreira afastados das funções administrativas por determinação judicial do ministro do STF, André Mendonça. Ambos haviam sido previamente afastados pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, mas apenas de forma administrativa. A nova medida agora assume caráter judicial, reforçando a gravidade das investigações.

Trajetória de Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana

Paulo Sérgio Neves de Souza iniciou sua carreira no Banco Central em 1998 e ocupou posições de destaque, incluindo supervisão, gerência técnica e chefia em departamentos de fiscalização bancária. Foi ele quem autorizou a compra da Máxima Corretora de Valores por Daniel Vorcaro, operação que mais tarde transformaria a instituição no Banco Master.

Bellini Santana, anteriormente visto como possível sucessor na diretoria de fiscalização, também teve sua trajetória interrompida pelas suspeitas de envolvimento nas operações financeiras irregulares que levaram à liquidação do banco. Ambos os servidores foram afastados dos cargos de chefia de departamentos de supervisão bancária em janeiro deste ano, marcando o fim das funções que ainda exerciam no BC.

Prisão de Daniel Vorcaro e repercussão

Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, foi novamente preso em São Paulo durante a Operação Compliance Zero. Vorcaro já havia sido alvo de investigações que revelaram a emissão de CDBs com juros extremamente acima do mercado e a criação de carteiras de crédito falsas, movimentando bilhões de reais sem lastro adequado. O empresário utilizava tornozeleira eletrônica antes da nova prisão, mas a Polícia Federal ampliou as ações devido à complexidade e à magnitude das irregularidades identificadas.

As investigações apontam que a instituição operava em condições de risco elevado, com uma política de captação de recursos que oferecia taxas acima de 150% do CDI, um padrão insustentável que indicava problemas graves de liquidez e exposição a ativos de risco. Especialistas em finanças alertam que tais práticas configuram sinais claros de instabilidade e fraude financeira, prejudicando milhares de investidores.

Contexto da crise do Banco Master

O Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro do ano anterior, após meses de dificuldade financeira e tentativas frustradas de venda, incluindo negociações com o Banco de Brasília (BRB). Essas negociações foram interrompidas devido a questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência e menções a práticas suspeitas em investigações sobre a instituição.

Além de CDBs com juros elevados, o banco realizava operações com ativos de qualidade duvidosa, utilizando recursos de novos investidores para pagar investidores antigos, em uma dinâmica que se aproximava do esquema Ponzi. Segundo análises de especialistas, a ausência de capital real para cobertura dos investimentos contribuiu decisivamente para a insolvência da instituição.

Impacto sobre investidores e correntistas

Com a liquidação extrajudicial, todas as operações do Banco Master foram encerradas imediatamente. O Banco Central nomeou um liquidante para controlar a instituição, e todas as obrigações do banco passaram a vencer antecipadamente. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi acionado para ressarcir correntistas e investidores dentro do limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

Investidores com valores acima desse teto entram na lista de credores, cujo pagamento dependerá da massa falida do banco, um processo mais demorado e complexo. Fundos de investimento vinculados ao Banco Master continuam separados, podendo apenas trocar de administrador, enquanto saques e transferências ficam suspensos até novas orientações do liquidante.

Especialistas jurídicos alertam que a responsabilidade de tomadores de empréstimos e financiamentos junto ao banco permanece, mesmo após a liquidação. A rentabilidade dos investimentos é considerada apenas até a data da decretação da liquidação, e o limite global do FGC pode afetar clientes que já receberam garantias em outros bancos nos últimos quatro anos.

O papel do Banco Central e das autoridades

O Banco Central mantém investigação própria para apurar as causas da quebra do Banco Master e identificar possíveis irregularidades cometidas pela gestão. A decisão de afastar funcionários, tanto de forma administrativa quanto judicial, indica indícios de condutas graves dentro da instituição.

A Polícia Federal trabalha em conjunto com o Banco Central e o Coaf para investigar crimes relacionados à emissão de títulos falsos e manipulação de carteiras de crédito, com movimentações financeiras estimadas em cerca de R$ 12 bilhões. Em residências de investigados, foram encontrados valores em espécie que reforçam a dimensão do esquema.

Reflexos para o mercado financeiro

A crise do Banco Master serve como alerta para investidores, reguladores e instituições financeiras sobre a importância de transparência, auditoria rigorosa e supervisão constante. Operações que oferecem retornos acima do mercado devem ser examinadas com cautela, principalmente quando há indícios de risco elevado e ativos de baixa qualidade.

O episódio também impacta a percepção do mercado sobre a governança do sistema financeiro brasileiro, elevando a atenção de órgãos de fiscalização e reforçando a necessidade de compliance rigoroso em todas as operações bancárias.

Investigação detalhada da Operação Compliance Zero

A terceira fase da Operação Compliance Zero, que culminou na prisão de Vorcaro e na inclusão de ex-diretores do BC como alvos, reforça a determinação das autoridades em responsabilizar gestores e operadores financeiros que comprometam a estabilidade do sistema. A operação segue monitorando ativos, transações e registros contábeis, com foco em fraudes estruturadas que prejudicam investidores e a confiança no mercado.

A atuação da Polícia Federal, em conjunto com o Banco Central, demonstra a capacidade do sistema de investigação brasileiro em lidar com casos de grande complexidade financeira, garantindo a responsabilização penal e administrativa de envolvidos.

Tags: Banco CentralBanco MasterCDBs irregularesDaniel VorcaroEconomiaex-diretores BCFGC ressarcimentofraudes financeirasinvestigação PFliquidação Banco Masteroperação Compliance ZeroPolítica

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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