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Home Economia

Ex-diretores do Banco Central e Daniel Vorcaro são alvos da PF em nova fase da Operação Compliance Zero no Banco Master

por Álvaro Lima - Repórter de Economia
04/03/2026
em Economia, Destaque, News, Política
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Foto: Banco Central do Brasil/Reprodução

Ex-diretores do Banco Central são alvo da PF em nova fase da operação Compliance Zero

A crise financeira envolvendo o Banco Master entrou em um novo capítulo nesta quarta-feira (4), quando a Polícia Federal realizou buscas e prisões relacionadas a fraudes no sistema financeiro. A ação faz parte da terceira fase da Operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos eletrônicos e outras irregularidades ligadas à instituição financeira.

Entre os alvos da operação estão o ex-diretor de fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio Neves de Souza, e Bellini Santana, servidores de carreira afastados das funções administrativas por determinação judicial do ministro do STF, André Mendonça. Ambos haviam sido previamente afastados pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, mas apenas de forma administrativa. A nova medida agora assume caráter judicial, reforçando a gravidade das investigações.

Trajetória de Paulo Sérgio Neves de Souza e Bellini Santana

Paulo Sérgio Neves de Souza iniciou sua carreira no Banco Central em 1998 e ocupou posições de destaque, incluindo supervisão, gerência técnica e chefia em departamentos de fiscalização bancária. Foi ele quem autorizou a compra da Máxima Corretora de Valores por Daniel Vorcaro, operação que mais tarde transformaria a instituição no Banco Master.

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Bellini Santana, anteriormente visto como possível sucessor na diretoria de fiscalização, também teve sua trajetória interrompida pelas suspeitas de envolvimento nas operações financeiras irregulares que levaram à liquidação do banco. Ambos os servidores foram afastados dos cargos de chefia de departamentos de supervisão bancária em janeiro deste ano, marcando o fim das funções que ainda exerciam no BC.

Prisão de Daniel Vorcaro e repercussão

Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, foi novamente preso em São Paulo durante a Operação Compliance Zero. Vorcaro já havia sido alvo de investigações que revelaram a emissão de CDBs com juros extremamente acima do mercado e a criação de carteiras de crédito falsas, movimentando bilhões de reais sem lastro adequado. O empresário utilizava tornozeleira eletrônica antes da nova prisão, mas a Polícia Federal ampliou as ações devido à complexidade e à magnitude das irregularidades identificadas.

As investigações apontam que a instituição operava em condições de risco elevado, com uma política de captação de recursos que oferecia taxas acima de 150% do CDI, um padrão insustentável que indicava problemas graves de liquidez e exposição a ativos de risco. Especialistas em finanças alertam que tais práticas configuram sinais claros de instabilidade e fraude financeira, prejudicando milhares de investidores.

Contexto da crise do Banco Master

O Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central em novembro do ano anterior, após meses de dificuldade financeira e tentativas frustradas de venda, incluindo negociações com o Banco de Brasília (BRB). Essas negociações foram interrompidas devido a questionamentos de órgãos de controle, falta de transparência e menções a práticas suspeitas em investigações sobre a instituição.

Além de CDBs com juros elevados, o banco realizava operações com ativos de qualidade duvidosa, utilizando recursos de novos investidores para pagar investidores antigos, em uma dinâmica que se aproximava do esquema Ponzi. Segundo análises de especialistas, a ausência de capital real para cobertura dos investimentos contribuiu decisivamente para a insolvência da instituição.

Impacto sobre investidores e correntistas

Com a liquidação extrajudicial, todas as operações do Banco Master foram encerradas imediatamente. O Banco Central nomeou um liquidante para controlar a instituição, e todas as obrigações do banco passaram a vencer antecipadamente. O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi acionado para ressarcir correntistas e investidores dentro do limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

Investidores com valores acima desse teto entram na lista de credores, cujo pagamento dependerá da massa falida do banco, um processo mais demorado e complexo. Fundos de investimento vinculados ao Banco Master continuam separados, podendo apenas trocar de administrador, enquanto saques e transferências ficam suspensos até novas orientações do liquidante.

Especialistas jurídicos alertam que a responsabilidade de tomadores de empréstimos e financiamentos junto ao banco permanece, mesmo após a liquidação. A rentabilidade dos investimentos é considerada apenas até a data da decretação da liquidação, e o limite global do FGC pode afetar clientes que já receberam garantias em outros bancos nos últimos quatro anos.

O papel do Banco Central e das autoridades

O Banco Central mantém investigação própria para apurar as causas da quebra do Banco Master e identificar possíveis irregularidades cometidas pela gestão. A decisão de afastar funcionários, tanto de forma administrativa quanto judicial, indica indícios de condutas graves dentro da instituição.

A Polícia Federal trabalha em conjunto com o Banco Central e o Coaf para investigar crimes relacionados à emissão de títulos falsos e manipulação de carteiras de crédito, com movimentações financeiras estimadas em cerca de R$ 12 bilhões. Em residências de investigados, foram encontrados valores em espécie que reforçam a dimensão do esquema.

Reflexos para o mercado financeiro

A crise do Banco Master serve como alerta para investidores, reguladores e instituições financeiras sobre a importância de transparência, auditoria rigorosa e supervisão constante. Operações que oferecem retornos acima do mercado devem ser examinadas com cautela, principalmente quando há indícios de risco elevado e ativos de baixa qualidade.

O episódio também impacta a percepção do mercado sobre a governança do sistema financeiro brasileiro, elevando a atenção de órgãos de fiscalização e reforçando a necessidade de compliance rigoroso em todas as operações bancárias.

Investigação detalhada da Operação Compliance Zero

A terceira fase da Operação Compliance Zero, que culminou na prisão de Vorcaro e na inclusão de ex-diretores do BC como alvos, reforça a determinação das autoridades em responsabilizar gestores e operadores financeiros que comprometam a estabilidade do sistema. A operação segue monitorando ativos, transações e registros contábeis, com foco em fraudes estruturadas que prejudicam investidores e a confiança no mercado.

A atuação da Polícia Federal, em conjunto com o Banco Central, demonstra a capacidade do sistema de investigação brasileiro em lidar com casos de grande complexidade financeira, garantindo a responsabilização penal e administrativa de envolvidos.

Tags: Banco CentralBanco MasterCDBs irregularesDaniel Vorcaroex-diretores BCFGC ressarcimentofraudes financeirasinvestigação PFliquidação Banco Masteroperação Compliance Zero

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