Flamengo entre os clubes mais ricos do mundo consolida força financeira e isola o Brasil no ranking global da Deloitte
O Flamengo voltou a figurar entre os clubes mais ricos do mundo e reafirmou sua condição de maior força econômica do futebol brasileiro ao aparecer, novamente, no tradicional ranking internacional elaborado pela consultoria Deloitte. De acordo com o relatório “Deloitte Football Money League 2026”, o clube carioca é o único representante do Brasil entre os 30 times de futebol com maior receita global, ocupando a 29ª colocação no levantamento mais recente.
A presença do Flamengo entre os clubes mais ricos do mundo ganha relevância adicional diante do domínio absoluto das equipes europeias no ranking. Em um cenário marcado pela concentração de receitas no Velho Continente, a posição do clube brasileiro se destaca como exceção e evidencia uma estrutura financeira cada vez mais robusta, ancorada em receitas recorrentes, fortalecimento da marca e expansão comercial.
Segundo o relatório, o Flamengo registrou uma receita estimada em € 202,7 milhões na temporada analisada, o equivalente a cerca de R$ 1,26 bilhão, considerando o câmbio atual. O valor representa uma evolução em relação ao ano anterior, quando o clube ocupava a 30ª posição do ranking, e confirma uma trajetória consistente de crescimento financeiro.
Ranking da Deloitte expõe a elite econômica do futebol mundial
O estudo da Deloitte é considerado a principal referência global na análise das finanças do futebol. Publicado desde 1997, o relatório avalia exclusivamente as receitas operacionais dos clubes, sem considerar ganhos com a venda de jogadores. São contabilizados apenas os valores provenientes de bilheteria, atividades comerciais e direitos de transmissão.
Nesse contexto, figurar entre os clubes mais ricos do mundo exige não apenas desempenho esportivo, mas, sobretudo, gestão profissional, capacidade de monetização da marca e presença consistente em mercados estratégicos. O fato de o Flamengo entre os clubes mais ricos do mundo se manter no ranking pelo segundo ano consecutivo reforça a consolidação de um modelo de negócios que vai além do campo.
No topo da lista, o Real Madrid ocupa a liderança pelo terceiro ano seguido, com uma receita estimada em € 1,161 bilhão, superando a marca simbólica de um bilhão de euros. Na sequência aparecem Barcelona, Bayern de Munique e Paris Saint-Germain, todos com receitas superiores a € 800 milhões, refletindo o poder econômico das principais ligas europeias.
Flamengo avança em cenário dominado por gigantes europeus
A ascensão do Flamengo entre os clubes mais ricos do mundo ocorre em um ambiente altamente competitivo e concentrado. Dos 30 clubes listados pela Deloitte, a ampla maioria pertence a ligas como Premier League, La Liga, Bundesliga, Serie A italiana e Ligue 1 francesa. A Inglaterra, sozinha, responde por um número expressivo de representantes, evidenciando a força comercial do futebol inglês.
Mesmo diante dessa concentração, o Flamengo conseguiu ampliar sua receita e melhorar sua posição no ranking. O avanço da 30ª para a 29ª colocação pode parecer discreto à primeira vista, mas, do ponto de vista financeiro, representa a capacidade de competir em um ambiente global altamente desigual.
A receita superior a € 200 milhões posiciona o clube carioca à frente de equipes tradicionais do futebol europeu, como Olympique de Marselha, Roma e diversos clubes da Premier League de médio porte. Esse dado reforça a leitura de que o Flamengo deixou de ser apenas uma potência regional para ocupar espaço relevante no cenário global.
Estrutura de receitas sustenta crescimento do clube
O relatório da Deloitte aponta que a composição das receitas é um fator determinante para o desempenho dos clubes no ranking. No caso do Flamengo, o crescimento financeiro está associado à diversificação das fontes de receita, com destaque para direitos de transmissão, receitas comerciais e bilheteria.
O clube possui uma das maiores torcidas do mundo, fator que impulsiona tanto a venda de produtos licenciados quanto a atratividade para patrocinadores. Além disso, a capacidade de engajar torcedores em plataformas digitais ampliou o alcance da marca Flamengo para além do território nacional, fortalecendo sua presença internacional.
Outro ponto relevante é a recorrência das receitas. Diferentemente de clubes que dependem fortemente da venda de atletas, o Flamengo construiu uma base financeira mais previsível, alinhada às melhores práticas de governança esportiva. Esse modelo é essencial para sustentar a presença do Flamengo entre os clubes mais ricos do mundo no médio e longo prazo.
Comparação com gigantes do futebol mundial
Embora distante das cifras bilionárias dos líderes do ranking, o Flamengo apresenta indicadores que chamam atenção quando comparado a clubes europeus consolidados. A diferença de receita entre o clube brasileiro e equipes situadas no meio da tabela da Deloitte é relativamente estreita, o que abre espaço para projeções otimistas.
No ranking de 2026, clubes como Wolverhampton, Brentford e West Ham aparecem com receitas próximas à do Flamengo. Isso demonstra que, do ponto de vista financeiro, o clube carioca já opera em patamar semelhante ao de equipes estabelecidas nas principais ligas do mundo.
Essa comparação reforça a percepção de que o Flamengo entre os clubes mais ricos do mundo não é um fenômeno pontual, mas resultado de uma estratégia consistente de crescimento e profissionalização.
Exclusividade brasileira no ranking global
Um dos dados mais relevantes do relatório é a ausência de outros clubes brasileiros na lista. O Flamengo é o único representante do país entre os 30 clubes mais ricos do mundo, o que evidencia tanto a força do clube quanto as dificuldades estruturais enfrentadas pelo futebol nacional.
A diferença de escala econômica entre o Flamengo e os demais clubes brasileiros é significativa. Enquanto o clube carioca supera a marca de R$ 1 bilhão em receita, a maioria das equipes do país ainda enfrenta desafios relacionados à dependência de direitos de transmissão e à volatilidade financeira.
Nesse cenário, a presença do Flamengo entre os clubes mais ricos do mundo funciona como um ponto fora da curva e reforça o debate sobre modelos de gestão, governança e sustentabilidade financeira no futebol brasileiro.
Impactos esportivos e institucionais
A solidez financeira do Flamengo tem reflexos diretos dentro de campo. Um clube com receitas elevadas possui maior capacidade de investimento em infraestrutura, categorias de base, tecnologia esportiva e contratação de atletas de alto nível. Isso cria um ciclo virtuoso, no qual desempenho esportivo e crescimento financeiro se retroalimentam.
Além disso, a posição no ranking da Deloitte fortalece a imagem institucional do clube em negociações internacionais, parcerias comerciais e acordos de patrocínio. Para investidores e marcas globais, figurar entre os clubes mais ricos do mundo é um selo de credibilidade e estabilidade.
O reconhecimento internacional também amplia o poder de barganha do Flamengo em competições continentais e em discussões estratégicas sobre o futuro do futebol sul-americano.
Perspectivas para os próximos anos
A manutenção do Flamengo entre os clubes mais ricos do mundo dependerá de fatores como desempenho esportivo, estabilidade econômica e evolução do mercado de mídia esportiva. O crescimento das plataformas digitais e a internacionalização do conteúdo esportivo podem abrir novas oportunidades de monetização.
Por outro lado, desafios como a valorização do euro frente ao real e a disparidade de receitas entre continentes seguem como obstáculos estruturais. Ainda assim, o avanço registrado no ranking da Deloitte indica que o Flamengo conseguiu construir uma base sólida o suficiente para competir em nível global.
A tendência é que o clube continue buscando estratégias para ampliar sua presença internacional, seja por meio de turnês, acordos comerciais ou fortalecimento da marca em mercados estratégicos.
Flamengo e o novo patamar do futebol brasileiro
O desempenho do Flamengo no relatório da Deloitte simboliza uma mudança de patamar para o futebol brasileiro, ainda que restrita a um único clube. A presença recorrente do Flamengo entre os clubes mais ricos do mundo evidencia que é possível competir financeiramente em um ambiente global altamente concentrado, desde que haja gestão profissional e visão de longo prazo.
O desafio agora é transformar esse exemplo em referência para o restante do futebol nacional. Enquanto isso, o Flamengo consolida sua posição como uma potência econômica e esportiva, ampliando sua relevância dentro e fora do Brasil.






