Por que o combate às fake news virou prioridade no BB
O Banco do Brasil (BB) elevou o combate às fake news ao topo de sua agenda institucional. A movimentação ganhou força com a presidente do banco, Tarciana Medeiros, ao defender publicamente a necessidade de enfrentar a desinformação em um momento em que o tema volta ao centro do debate. As declarações ocorreram em 1º de setembro de 2025, durante o lançamento da Agenda 30 BB — o plano de compromissos de longo prazo e sustentabilidade do banco. O contexto imediato é a denúncia apresentada pelo BB à Advocacia-Geral da União (AGU) sobre conteúdos enganosos disseminados nas redes sociais envolvendo a instituição e suposta “aplicação da Lei Magnitsky”, entre eles um vídeo do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Em 25 de agosto, a AGU enviou notícia-crime à Polícia Federal (PF) com base nessa representação.
No evento, a presidência do BB reforçou que o combate às fake news não é apenas uma defesa da marca, mas parte do dever de governança e integridade de uma empresa pública listada e com milhões de clientes. A mensagem central: sem pensamento crítico e informação verificada, o risco reputacional cresce, a confiança no sistema financeiro é abalada e o cidadão perde capacidade de tomar decisões informadas. Por isso, o combate às fake news passa a dialogar com educação midiática, transparência, responsabilidade corporativa e segurança informacional.
Agenda 30 BB: sustentabilidade, governança e combate às fake news
A Agenda 30 BB organiza compromissos ambientais, sociais e de governança num horizonte de longo prazo. Nesse arranjo, o combate às fake news aparece como um vetor transversal de governança, proteção de dados e comunicação responsável. O banco sinaliza que enfrentar a desinformação é essencial para:
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preservar a integridade das informações oferecidas ao público;
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mitigar o risco de fraudes e golpes que se aproveitam de boatos;
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reduzir ruídos que afetam acionistas, clientes e fornecedores;
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reforçar a conformidade com normas e o dever de diligência.
Ao posicionar o <strong data-start="2475" data-end=”2499″>combate às fake news dentro de sua estratégia corporativa, o BB combina prevenção e resposta: monitora menções à marca em ambientes digitais, qualifica seus canais oficiais para orientar o cliente e aciona os instrumentos institucionais quando conteúdos falsos atingem patamar de risco. Essa combinação — prevenção, educação e responsabilização — é hoje considerada a tríade mais eficaz no combate às fake news em organizações de grande porte.
O que motivou a denúncia do BB e como se articula a resposta institucional
A denúncia apresentada à AGU citou publicações com alegações falsas sobre o banco e menções indevidas à chamada “Lei Magnitsky”. Diante do material, a AGU protocolou notícia-crime na PF em 25 de agosto. A partir daí, o combate às fake news assumiu contornos de política institucional ativa: a defesa do banco utiliza o caminho legal cabível quando a desinformação extrapola o debate de ideias e potencialmente causa dano à administração pública, aos clientes e à reputação da instituição.
Essa postura mostra que o combate às fake news é feito com base em evidências, ritos jurídicos e na distinção entre crítica legítima e falsidades com potencial lesivo. É uma fronteira delicada, mas indispensável: a liberdade de expressão não se confunde com o direito de espalhar boatos ou imputar fatos inverídicos. Ao mesmo tempo, o combate às fake news precisa evitar excessos e priorizar transparência, prestação de contas e canais abertos de esclarecimento.
Liberdade de expressão, pensamento crítico e o lugar do setor público
Quando uma instituição pública assume o combate às fake news como valor estratégico, reforça também o compromisso com o debate democrático — porque boa informação sustenta boas escolhas. O recado da alta administração do BB foi claro: é preciso resgatar o pensamento crítico, formar o público para checar fontes, desconfiar de conteúdos sensacionalistas e identificar manipulações.
Ao apoiar o combate às fake news com educação midiática, a estratégia mira não só a remoção de danos, mas a construção de resiliência social: um cidadão que sabe verificar contextos, comparar dados e reconhecer padrões de desinformação tende a ser menos vulnerável a golpes e campanhas maliciosas. Para o BB, isso tem implicações diretas na segurança das operações, na confiança dos correntistas e na estabilidade do relacionamento com o mercado.
Lei Magnitsky no debate público e o risco de distorções
O debate citado no caso envolveu a menção à chamada Lei Magnitsky — conhecida internacionalmente em discussões sobre sanções a violações graves de direitos. Em ambientes digitais, simplificações apressadas e analogias imprecisas podem levar a conclusões erradas. Aqui, o combate às fake news exige cuidado redobrado: é preciso separar conceitos, delimitar jurisdições e lembrar que interpretações errôneas geram ruídos que se espalham rápido. Ao acionar os órgãos competentes, o BB indica que o combate às fake news precisa de apuração técnica e institucional, sem atalho por narrativas virais.
Presenças no evento: Marina Silva, Esther Dweck e a pauta de sustentabilidade
O lançamento da Agenda 30 BB contou com a presença de Marina Silva (Meio Ambiente) e de Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos). A ministra Anielle Franco (Igualdade Racial) foi convidada, mas não compareceu. Ao reconhecer a trajetória e a resiliência de Marina, a presidência do BB aproximou a pauta ambiental do combate às fake news: os mesmos mecanismos de desinformação que afetam finanças também distorcem a discussão sobre clima, biodiversidade e transição energética. Ao integrar os temas, o banco sinaliza que o combate às fake news é um componente de sustentabilidade no seu sentido mais amplo — capaz de proteger políticas públicas e estratégias privadas contra ruídos que desorganizam consensos e atrasam soluções.
Riscos reputacionais e por que o banco não pode ignorar boatos
No setor financeiro, rumor é risco. Em muitos episódios, a desinformação provoca corrida a canais de atendimento, paralisa decisões de investimento e contamina a percepção de valor. O combate às fake news é, portanto, parte da gestão de risco operacional e reputacional. O BB alinha controles internos, comunicação de crise e protocolos legais para reduzir o impacto de conteúdos falsos. Isso significa:
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reforçar selos e verificações nas plataformas oficiais;
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publicar esclarecimentos ágeis quando surgirem boatos;
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acionar a via jurídica quando o dano potencial for relevante;
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treinar equipes para o combate às fake news em todos os pontos de contato.
Ao tratar o tema como risco empresarial, o banco amplia a proteção a clientes e acionistas e fortalece o ecossistema financeiro. Esse é um recado também ao mercado: o combate às fake news não é pauta de ocasião, mas rotina de governança.
Cliente no centro: educação financeira e letramento midiático
Para o público, o combate às fake news passa por dois eixos: educação financeira e letramento midiático. O primeiro ajuda a reconhecer golpes e promessas mirabolantes; o segundo ensina a identificar sinais de manipulação, perfis falsos e conteúdos fora de contexto. O BB tem meios para escalar essas agendas via app, extratos, e-mail marketing e redes sociais, sempre com linguagem clara. Ao incluir o combate às fake news nesses materiais, a instituição reduz a superfície de ataque de criminosos digitais e melhora a qualidade da conversa com seus milhões de clientes.
Sugestões práticas ao usuário final que dialogam com o combate às fake news:
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Verifique se o perfil é oficial antes de compartilhar conteúdo.
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Desconfie de mensagens que exploram urgência e medo.
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Confirme a informação em mais de um canal confiável.
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Reporte boatos e perfis falsos aos canais do BB.
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Priorize fontes institucionais em temas sensíveis.
Com simples rotinas, o combate às fake news sai do discurso e entra no dia a dia.
Linha do tempo recente e a resposta do banco
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25/08/2025 — a AGU encaminha notícia-crime à PF após representação do banco sobre publicações com informações falsas.
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01/09/2025 — no evento de lançamento da Agenda 30 BB, a presidência do banco destaca publicamente o combate às fake news como prioridade transversal.
A sequência evidencia estratégia consistente: diante do fluxo digital de boatos, a instituição combina a resposta legal com comunicação pública pedagógica, reforçando o combate às fake news como compromisso permanente.
O papel da AGU e da PF e a importância da institucionalidade
A atuação de AGU e PF atende a um desenho previsto em lei para a apuração de eventuais ilícitos. Quando empresas públicas apresentam elementos de que conteúdos falsos podem causar dano, a institucionalidade oferece os instrumentos para investigar. O combate às fake news ganha, assim, previsibilidade e controle: há ritos, prazos e responsabilidade. Isso dá segurança não apenas ao ente público envolvido, mas ao cidadão, que vê o Estado agir com critérios.
Comunicação responsável e transparência: pilares para conter a desinformação
Nenhuma estratégia de combate às fake news se sustenta sem transparência. No setor financeiro, isso inclui divulgar dados de forma compreensível, publicar notas de esclarecimento tempestivas, manter uma política clara de uso de redes e enraizar a cultura de prestação de contas. O BB pode avançar divulgando relatórios periódicos sobre esforços de combate às fake news, com indicadores de alcance, tempo de resposta e resultados educativos — sempre preservando privacidade e o devido processo.
Por que este caso importa para além do Banco do Brasil
O episódio cria um precedente de governança para o setor público e para empresas com alta exposição à opinião pública. O combate às fake news deixa de ser um esforço isolado de comunicação e torna-se componente de estratégia corporativa, compliance e gestão de risco. Organizações que ignoram a desinformação tendem a enfrentar mais crises, reparar danos a preços mais altos e perder a confiança de seus públicos. Ao ajustar processos e alinhar equipes, o BB indica um caminho: combate às fake news com método, institucionalidade e diálogo com a sociedade.
Próximos passos: consolidação e métricas
Para que o combate às fake news renda frutos mensuráveis, é recomendável estabelecer metas e métricas. Exemplos que o BB pode adotar:
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Tempo de resposta a boatos de alto impacto.
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Taxa de correção (percentual de conteúdos falsos que tiveram contraponto efetivo).
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Alcance educativo (pessoas impactadas por campanhas de letramento midiático).
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Redução de fraudes vinculadas a boatos monitorados.
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Satisfação do cliente com os canais oficiais de esclarecimento.
Ao publicar resultados, o banco fecha o ciclo e prova que o combate às fake news não é apenas discurso, mas prática com impacto real.
Em síntese
A defesa firme do combate às fake news pela presidência do BB, no mesmo momento em que a AGU aciona a PF para apurar publicações enganosas, traduz um alinhamento institucional raro: comunicação responsável, educação midiática, governança e legalidade andando juntas. em um ambiente de redes velozes e boatos persistentes, é assim que uma grande instituição pública preserva a confiança e reafirma seu papel no debate público.






