Ibovespa hoje acompanha Wall Street, sobe quase 1% e dólar perde força após ofensiva dos EUA na Venezuela
O Ibovespa hoje encerrou o pregão desta segunda-feira em alta consistente, acompanhando o bom humor dos mercados internacionais, especialmente de Wall Street, e recuperando parte das perdas registradas na primeira sessão de 2026. O principal índice da bolsa brasileira foi impulsionado pelo desempenho positivo dos pesos-pesados, enquanto o dólar perdeu força em meio ao aumento da percepção de risco geopolítico após a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela.
O movimento reflete uma combinação de fatores domésticos e externos, incluindo a leitura do primeiro Boletim Focus do ano, a expectativa por novos dados de inflação no Brasil e a reação dos mercados globais à escalada de tensões na América Latina, com impacto direto sobre commodities, moedas e ações de grandes companhias.
Desempenho do Ibovespa hoje sinaliza recuperação no início de 2026
No fechamento do pregão, o Ibovespa hoje registrou alta de 0,83%, aos 161.869,76 pontos. O avanço marca uma recuperação após o desempenho negativo observado na sessão anterior e indica retomada do apetite por risco por parte dos investidores, especialmente em ações ligadas ao mercado doméstico.
O volume financeiro negociado reforçou a percepção de um pregão mais construtivo, com entrada seletiva de capital estrangeiro e atuação relevante de investidores institucionais. O desempenho positivo foi sustentado por bancos, mineradoras e pelo forte avanço do setor de construção civil, que liderou os ganhos do dia.
Dólar recua e reflete ajuste de risco global
Enquanto o Ibovespa hoje avançava, o dólar à vista encerrou as negociações em queda de 0,37%, cotado a R$ 5,4055. O movimento de desvalorização da moeda norte-americana frente ao real ocorreu em um contexto de maior apetite por risco e de reprecificação dos ativos globais diante da ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela.
A leitura do mercado é de que, apesar do aumento da tensão geopolítica, o fluxo de capitais se ajustou de forma pontual, com investidores buscando oportunidades em mercados emergentes considerados descontados, como o brasileiro. Além disso, a expectativa de manutenção de juros elevados no Brasil segue oferecendo suporte ao real.
Boletim Focus entra no radar do mercado
No cenário doméstico, o Ibovespa hoje também reagiu à divulgação do primeiro Boletim Focus de 2026. Os economistas consultados pelo Banco Central elevaram marginalmente a projeção para a inflação deste ano, de 4,05% para 4,06%, mantendo o índice acima do centro da meta, mas ainda dentro do intervalo de tolerância.
Em relação à taxa Selic, a expectativa do mercado permanece em 12,25% ao final de 2026. Atualmente, a taxa básica de juros está em 15% ao ano, o que reforça o discurso de política monetária restritiva por período prolongado. Esse ambiente segue influenciando diretamente o comportamento do Ibovespa hoje, especialmente nos setores mais sensíveis ao custo do crédito.
Expectativa pelo IPCA de dezembro
Outro fator relevante para o comportamento do Ibovespa hoje é a expectativa pela divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de dezembro, marcada para a próxima sexta-feira. O dado será determinante para calibrar as apostas sobre o ritmo de flexibilização da política monetária ao longo do ano.
Investidores acompanham atentamente o indicador, uma vez que surpresas inflacionárias podem impactar diretamente as curvas de juros, o câmbio e o desempenho das ações, sobretudo nos segmentos de varejo, construção civil e consumo.
Construtoras lideram ganhos do Ibovespa hoje
Entre as ações que compõem o Ibovespa hoje, o destaque absoluto ficou com as construtoras, que lideraram os ganhos da sessão. A MRV (MRVE3) avançou mais de 7%, figurando como a maior alta do pregão.
Na sequência, Cyrela (CYRE3) e Direcional (DIRR3) também apresentaram forte valorização, com ganhos superiores a 5%. O desempenho positivo do setor reflete um cenário considerado favorável para empresas com foco em habitação popular.
Analistas avaliam que as condições de financiamento mais atrativas dentro do programa Minha Casa Minha Vida têm impulsionado a demanda por unidades residenciais, permitindo às companhias acelerar seus projetos e ampliar margens de lucro. Esse contexto tem sido decisivo para o bom desempenho do Ibovespa hoje.
Bancos e Vale sustentam o índice
Além das construtoras, os pesos-pesados do índice tiveram papel fundamental para o avanço do Ibovespa hoje. As ações dos grandes bancos encerraram o pregão em tom positivo, beneficiadas pela perspectiva de juros elevados por mais tempo, o que tende a favorecer margens financeiras.
A Vale (VALE3) também se destacou, figurando como a segunda ação mais negociada da B3 no dia. A mineradora foi beneficiada pela valorização do minério de ferro no mercado internacional, especialmente na China, principal destino das exportações brasileiras da commodity.
O contrato mais líquido do minério de ferro registrou alta relevante, o que reforçou o apetite dos investidores por ações ligadas ao setor de mineração e ajudou a sustentar o desempenho do Ibovespa hoje.
Petrobras destoou e pressionou o setor
Em contraste com o desempenho positivo do petróleo no mercado internacional, a Petrobras (PETR4) encerrou o pregão em queda. O movimento refletiu a cautela dos investidores diante dos possíveis impactos da intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela.
O mercado avalia que a reconstrução da infraestrutura petrolífera venezuelana pode alterar o equilíbrio regional do setor de energia no médio e longo prazo, gerando incertezas para empresas da área. Essa percepção levou a uma realização de lucros nas ações da estatal brasileira, limitando ganhos mais expressivos do Ibovespa hoje.
C&A lidera perdas com forte realização de lucros
Na ponta negativa do índice, a C&A (CEAB3) chamou atenção ao registrar queda próxima de 16%. O tombo foi atribuído a uma forte realização de lucros, após uma sequência de altas recentes que haviam impulsionado a ação.
O movimento reforça o comportamento seletivo do mercado, em que investidores aproveitam janelas de valorização para ajustar posições, especialmente em papéis do setor de varejo, que seguem sensíveis ao cenário de juros elevados e ao ritmo da atividade econômica.
Wall Street impulsiona o Ibovespa hoje
No exterior, o Ibovespa hoje acompanhou o forte desempenho dos índices de Wall Street, que encerraram o pregão em alta expressiva. O setor petrolífero norte-americano liderou os ganhos, impulsionado pela intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e pela expectativa de reconfiguração do mercado global de energia.
O Dow Jones avançou 1,23%, atingindo o maior nível nominal de sua história. O S&P 500 subiu 0,64%, enquanto o Nasdaq teve alta de 0,69%. O movimento positivo nos Estados Unidos contribuiu diretamente para o melhor humor dos investidores no Brasil.
Europa fecha em alta generalizada
Os mercados europeus também encerraram o dia em terreno positivo. O índice pan-europeu Stoxx 600 avançou 0,94%, refletindo o apetite por risco e a valorização de ações ligadas a energia, indústria e tecnologia.
O desempenho da Europa reforçou o cenário externo favorável que sustentou o Ibovespa hoje, reduzindo a aversão ao risco e estimulando a entrada de capital em mercados emergentes.
Ásia acompanha otimismo global
Na Ásia, os principais índices também fecharam em alta. O Nikkei, do Japão, avançou quase 3%, alcançando patamar histórico, enquanto o índice Hang Seng, de Hong Kong, registrou leve ganho.
O movimento positivo na região asiática reforçou o clima construtivo nos mercados globais e ajudou a consolidar a recuperação observada no Ibovespa hoje.
Geopolítica adiciona volatilidade aos mercados
Apesar do pregão positivo, a escalada geopolítica envolvendo a Venezuela permanece no radar dos investidores. A intervenção militar dos Estados Unidos adiciona um elemento de incerteza ao cenário global, com potencial de gerar volatilidade nos próximos dias.
Analistas alertam que novos desdobramentos podem impactar commodities, moedas e bolsas, exigindo cautela na tomada de decisões. Ainda assim, no curto prazo, o mercado parece ter interpretado o episódio como um fator de ajuste pontual, sem comprometer a tendência de recuperação do Ibovespa hoje.
Perspectivas para o Ibovespa nos próximos pregões
O desempenho do Ibovespa hoje reforça a percepção de que o mercado brasileiro iniciou 2026 com maior resiliência, sustentado por fundamentos domésticos e pela atratividade relativa frente a outros mercados emergentes.
No entanto, o cenário segue desafiador. A combinação de juros elevados, inflação pressionada e incertezas externas exige seletividade e atenção redobrada por parte dos investidores. Dados econômicos, decisões de política monetária e eventos geopolíticos continuarão a ditar o ritmo dos negócios na bolsa brasileira.
Recuperação com cautela
O avanço do Ibovespa hoje reflete um movimento de recuperação apoiado no bom humor internacional, na força de setores específicos e na expectativa por novos dados econômicos. A queda do dólar reforça o ajuste de risco observado no pregão, enquanto a geopolítica adiciona um elemento de atenção permanente.
O mercado inicia 2026 buscando equilíbrio entre oportunidades e riscos, com o Ibovespa mostrando capacidade de reagir, mas ainda dependente de um ambiente externo favorável e de sinais mais claros sobre a trajetória da economia brasileira.






