Itaú Asset lança quatro ETFs de renda fixa e aposta na queda da Selic
O mercado brasileiro de ETFs de renda fixa recebeu um impulso significativo com o lançamento de quatro novos fundos pela Itaú Asset Management, anunciados em 24 de fevereiro de 2026. A gestora amplia sua presença no segmento de fundos de índice, oferecendo produtos estruturados para investidores que desejam se beneficiar da expectativa de queda da taxa Selic ao longo do ano.
O principal destaque da nova série é o 5PRE11, um ETF prefixado que investe em uma cesta de títulos públicos com duration média de cinco anos, consolidando-se como a opção de prefixado mais longa atualmente disponível no mercado brasileiro. Com cotas a partir de R$ 50 e taxa de administração de apenas 0,25% ao ano, o fundo oferece uma alternativa de baixo custo para exposição a títulos públicos de longo prazo.
Segundo Renato Eid, superintendente de estratégias indexadas e investimento responsável da Itaú Asset, o desenvolvimento desses produtos foi guiado pelo cenário de queda da Selic em 2026. “Nossos estudos identificaram que determinados produtos se beneficiam dos ciclos de redução de juros. Trabalhamos no desenvolvimento de oportunidades que potencializem a performance nesse contexto, com assimetria positiva de retorno”, afirmou.
ETFs lastreados em Tesouro IPCA+ fortalecem estratégia de longo prazo
Além do 5PRE11, a gestora lançou três ETFs vinculados a títulos do Tesouro IPCA+: TD3511, TD5011 e TD6011, com vencimentos em 2035, 2050 e 2060, respectivamente. Os fundos replicam diretamente os ativos das NTN-B correspondentes, com reinvestimento automático dos cupons, garantindo que os investidores capturem ganhos relacionados à inflação e à valorização dos títulos de longo prazo.
Entre os diferenciais destacados estão a alíquota fixa de 15% de Imposto de Renda sobre o ganho de capital — independente do prazo de aplicação — e a ausência de come-cotas, IOF ou taxa de performance. “Essas condições tornam os ETFs uma alternativa eficiente para investidores que buscam exposição à renda fixa pública com maior previsibilidade tributária”, explicou a gestora.
Diversificação e liquidez: pilares dos ETFs de renda fixa
Os ETFs de renda fixa têm conquistado espaço crescente entre investidores de varejo e institucionais graças à diversificação e liquidez. Ao investir em um ETF, o investidor adquire uma cesta de ativos que pode incluir títulos públicos, privados, ações ou commodities, reduzindo o risco de concentração e ampliando o potencial de retorno.
A negociação em bolsa garante liquidez imediata, permitindo que os investidores comprem e vendam cotas em tempo real, com preços alinhados ao valor dos ativos subjacentes. Essa característica confere segurança, mesmo em cenários de volatilidade ou retração do mercado, diferindo de fundos tradicionais que dependem apenas da oferta e demanda por cotas.
Além disso, os ETFs apresentam custos menores em relação aos fundos tradicionais. Enquanto a taxa de administração de fundos convencionais varia entre 0,7% e 2% ao ano, os ETFs da Itaú Asset mantêm taxas entre 0,25% e 0,3% ao ano, proporcionando maior rentabilidade líquida ao investidor.
Cenário econômico favorece ETFs de longo prazo
O foco da Itaú Asset em ETFs de renda fixa de longo prazo reflete a estratégia de aproveitar a previsão de queda da Selic. Em ciclos de redução da taxa básica de juros, títulos prefixados tendem a se valorizar, criando oportunidades de ganho de capital para investidores. Fundos como o 5PRE11 e os ETFs TD3511, TD5011 e TD6011 capturam essa assimetria de retorno, oferecendo vantagem estratégica frente a fundos tradicionais.
A diversificação de vencimentos protege contra oscilações de curto prazo, permitindo composições de portfólio mais equilibradas. Investidores podem combinar diferentes horizontes temporais e indexadores de inflação, ajustando suas carteiras conforme o perfil de risco e objetivo de retorno.
Acesso para investidores de varejo e institucionais
Os novos ETFs de renda fixa são acessíveis a diferentes perfis de investidores. Com cotas iniciais a partir de R$ 50, fundos como o 5PRE11 possibilitam que pequenos investidores construam portfólios robustos com exposição simplificada a títulos públicos de longo prazo.
Para investidores institucionais, os ETFs oferecem liquidez diária, facilidade de negociação em grande volume e transparência na composição dos ativos, garantindo previsibilidade em operações de maior escala. Essa combinação fortalece o mercado e contribui para a maturidade do sistema financeiro brasileiro.
Comparativo internacional e potencial de crescimento
Embora o volume de ETFs ainda seja menor no Brasil do que em mercados como Estados Unidos e Europa — onde o total em fundos de índice ultrapassa trilhões de dólares —, o crescimento é acelerado. Especialistas projetam expansão significativa nos próximos anos, impulsionada por ciclos de redução da Selic, educação financeira crescente e maior profissionalização do mercado.
O desenvolvimento do mercado brasileiro de ETFs contribui para a profundidade e competitividade do sistema financeiro, posicionando o país como referência na América Latina. O lançamento dos novos ETFs da Itaú Asset reforça essa tendência, consolidando os fundos de índice como instrumentos estratégicos para diversificação e performance sustentável.
Eficiência tributária e governança fortalecem confiança
A eficiência tributária é um diferencial dos ETFs de renda fixa. Com alíquota fixa de 15% de IR e ausência de come-cotas, IOF e taxa de performance, os fundos oferecem previsibilidade fiscal. Além disso, a governança dos ETFs garante transparência diária sobre a composição da carteira, facilitando a tomada de decisão informada e consolidando a confiança de investidores institucionais e pessoa física.
ETFs consolidam a renda fixa no Brasil
O lançamento dos ETFs da Itaú Asset evidencia que o mercado brasileiro está caminhando para um cenário em que fundos de índice não serão mais produtos complementares, mas sim instrumentos centrais para renda fixa de longo prazo. Com liquidez, diversificação, eficiência tributária e baixo custo, os ETFs oferecem alternativas robustas frente aos fundos tradicionais, democratizando o acesso a investimentos sofisticados.
Investidores atentos à trajetória da Selic e às oportunidades em títulos públicos de longo prazo encontram nos ETFs portas de entrada estratégicas, equilibrando risco, retorno e previsibilidade, consolidando-se como instrumentos essenciais para crescimento patrimonial.







