terça-feira, 13 de outubro de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Mercados Ibovespa

Petróleo cai e fecha perto de US$ 100 com avanço de negociações entre EUA e Irã

Mercado reage a sinais diplomáticos no Oriente Médio, enquanto investidores seguem monitorando riscos sobre oferta global de petróleo.

por Antônio Lima
07/05/2026 às 18h34
em Ibovespa
Petróleo Cai E Fecha Perto De Us$ 100 Com Avanço De Negociações Entre Eua E Irã-Gazeta Mercantil

Os preços internacionais do petróleo encerraram esta quinta-feira (7) em queda, pressionados pela expectativa de avanço nas negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã para um possível acordo de redução das tensões no Oriente Médio. O movimento reduziu parte do prêmio de risco embutido na commodity nas últimas semanas, levando o Brent a fechar próximo do patamar de US$ 100 por barril.

Os contratos mais líquidos do petróleo Brent, referência global negociada na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, recuaram 1,19%, encerrando o dia a US$ 100,06 o barril.

Leia também: Petróleo hoje dispara com Ormuz e Petrobras (PETR4) no radar.

Já o petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência do mercado norte-americano negociada na New York Mercantile Exchange (Nymex), caiu 0,28%, fechando cotado a US$ 94,81 por barril.

O mercado voltou a reagir diretamente ao noticiário geopolítico envolvendo o Oriente Médio, região responsável por parcela relevante da produção e exportação global de petróleo.

Negociações entre EUA e Irã reduzem tensão sobre oferta global

A queda do petróleo ocorreu em meio à percepção de que as tratativas diplomáticas entre Washington e Teerã podem avançar para um entendimento capaz de reduzir riscos de interrupção no fluxo global de petróleo.

Investidores acompanharam durante toda a sessão sinais relacionados às negociações envolvendo o conflito regional e possíveis medidas de estabilização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, corredor estratégico para exportação da commodity.

O petróleo chegou a operar em alta durante parte do pregão após o Wall Street Journal informar que Arábia Saudita e Kuwait teriam suspendido restrições ao uso de bases e espaço aéreo pelos Estados Unidos.

A notícia alimentou especulações de que o governo do presidente Donald Trump poderia retomar operações de escolta naval de embarcações comerciais na região.

Pouco depois, no entanto, o mercado passou a reverter parte dos ganhos após informações atribuídas à emissora Al Jazeera apontarem que os relatos sobre movimentações militares norte-americanas estariam incorretos, segundo suposta fonte militar dos EUA.

A mudança de direção reforçou a elevada volatilidade do mercado de petróleo diante de qualquer sinal envolvendo a segurança da oferta global.

Estreito de Ormuz segue no centro das atenções

O Estreito de Ormuz permanece como principal foco de preocupação para operadores e investidores internacionais.

A região concentra uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para transporte de petróleo e gás natural, sendo estratégica para exportações de países do Golfo Pérsico.

Qualquer ameaça de interrupção no fluxo marítimo costuma provocar forte reação nos preços internacionais da commodity.

Nesta quinta-feira, a agência Associated Press informou que o Irã criou uma agência específica para controlar o fluxo marítimo na região do estreito, movimento interpretado pelo mercado como mais um elemento de pressão geopolítica.

Ao mesmo tempo, autoridades iranianas afirmaram que ainda analisam as propostas apresentadas pelos Estados Unidos para encerramento do conflito.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, declarou que Teerã “ainda não chegou a uma conclusão” sobre os termos discutidos nas negociações diplomáticas.

A cautela do governo iraniano manteve investidores em alerta diante da possibilidade de novos episódios de instabilidade regional.

Mercado monitora impacto sobre inflação e política monetária

As oscilações recentes do petróleo seguem sendo acompanhadas de perto por investidores globais devido aos impactos diretos sobre inflação, juros e atividade econômica.

Após voltar a operar acima de US$ 100 por barril nos últimos dias, o Brent passou a elevar preocupações sobre novos choques inflacionários em economias importadoras de energia.

A persistência de preços elevados da commodity pode dificultar o processo de desaceleração inflacionária em diversos países, especialmente nos Estados Unidos e na Europa.

Esse cenário tende a influenciar decisões de bancos centrais sobre cortes de juros ao longo de 2026.

No Brasil, o comportamento do petróleo também possui impacto direto sobre empresas ligadas ao setor de energia e petróleo listadas na B3, incluindo Petrobras (PETR4), além de efeitos sobre combustíveis, inflação e percepção de risco fiscal.

A queda da commodity nesta quinta-feira ajudou a aliviar parcialmente pressões sobre ativos ligados ao setor energético, embora o ambiente global continue marcado por elevada volatilidade.

Analistas alertam para risco de nova pressão altista

Apesar da correção registrada nesta sessão, analistas internacionais avaliam que o mercado de petróleo permanece extremamente sensível à evolução do conflito no Oriente Médio.

Segundo avaliação do ING, um eventual acordo que garanta normalização do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz poderia reduzir significativamente o prêmio de risco incorporado aos preços atuais.

Por outro lado, qualquer atraso nas negociações ou agravamento das tensões geopolíticas poderia provocar nova escalada da commodity.

“O restabelecimento do fluxo por Ormuz reduziria o prêmio de risco de oferta, mas atrasos ou retrocessos podem rapidamente voltar a pressionar os preços para cima”, apontaram analistas da instituição.

O mercado também acompanha possíveis impactos sobre produção e exportações de países da Opep+, além da capacidade de reposição de oferta global em caso de interrupções prolongadas.

Petrobras e ações do setor seguem pressionadas no Ibovespa

No mercado brasileiro, a volatilidade do petróleo continuou pressionando empresas ligadas ao setor de commodities e energia.

As ações da Petrobras (PETR4), que possuem forte correlação com os preços internacionais da commodity, operaram em queda ao longo do pregão, contribuindo para o desempenho negativo do Ibovespa.

O principal índice da Bolsa brasileira recuava mais de 2,5% no fim da tarde, refletindo também aversão global ao risco e incertezas relacionadas ao cenário internacional.

Além das tensões no Oriente Médio, investidores monitoram perspectivas para crescimento global, demanda por petróleo e política monetária dos Estados Unidos.

A combinação entre desaceleração econômica e riscos geopolíticos mantém o mercado em posição defensiva, com forte sensibilidade a declarações diplomáticas e movimentações militares.

Volatilidade do petróleo mantém mercados globais sob pressão

O comportamento do petróleo voltou a reforçar o papel central da commodity no equilíbrio financeiro internacional em 2026.

Nas últimas semanas, o avanço das tensões entre Estados Unidos e Irã elevou significativamente o prêmio geopolítico dos contratos futuros, ampliando temores sobre interrupções na oferta global.

A sessão desta quinta-feira mostrou, porém, que qualquer sinal de avanço diplomático pode provocar movimentos rápidos de realização de lucros e reprecificação dos ativos energéticos.

Ainda assim, investidores continuam avaliando que o cenário permanece instável e sujeito a mudanças bruscas conforme evoluírem as negociações entre as potências envolvidas no conflito.

O petróleo deve continuar no centro das atenções dos mercados financeiros globais nos próximos dias, influenciando moedas, bolsas, inflação e expectativas para política monetária ao redor do mundo.

LEIA MAIS

Dolar Hoje - Gazeta Mercantil
Dólar

Dólar hoje (13/10): moeda fecha a R$ 5,02, sobe 0,74% e contraria queda no exterior após pesquisas eleitorais

O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (13) em alta de 0,74%, cotado a R$ 5,0227 no mercado à vista, recuperando parte das perdas acumuladas na semana anterior,...

Leia MaisDetails
Mercado Livre
Mercados

Mercado Livre (MELI): Citi corta preço-alvo para US$ 2.100 antes do balanço do 3T26

O Citi elevou a recomendação do Mercado Livre (MELI34) de Neutra/Alto Risco para Neutra e cortou o preço-alvo das ações. Saiba mais.

Leia MaisDetails
Ibovespa Hoje - B3 - Gazeta Mercantil
Ibovespa

Ibovespa hoje (13/10): Bolsa recua dos 209 mil pontos com eleições e inflação no radar

O Ibovespa opera em queda nesta terça-feira (13), no primeiro pregão após o feriado nacional, interrompendo o movimento de valorização que levou a Bolsa brasileira a renovar seus...

Leia MaisDetails
Vale (Vale3), Raízen (Raiz4) E Csn (Csna3): Veja Os Destaques Da Bolsa Hoje - Gazeta Mercantil - Mercados
Mercados

Vale (VALE3), Raízen (RAIZ4) e CSN (CSNA3): veja os destaques da Bolsa hoje

Notificação da Vale (VALE3) e aprovação de pedido de listagem de subsidiária da Raízen (RAIZ4) na B3 são alguns dos destaques desta terça

Leia MaisDetails
Boletim Focus: Mercado Corta Projeção Da Inflação De 2026 Para 5,30% - Gazeta Mercantil
Economia

Boletim Focus: inflação de 2026 sobe para 5,22% e Selic projetada cai a 13,25%

Índice apresentou alta de 0,21 ponto percentual, indo par 5,22%; Selic e câmbio registraram queda nos resultados desta semana com estimativa de encerrar o ano em 13,25% e...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

17:41:09
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DÓLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado
Sênior Sistemas Sênior Sistemas Sênior Sistemas
PUBLICIDADE

Veja Também

Motos (Foto De Paulo Pinto, Abr)
Economia

Produção de motos tem melhor setembro desde 2011 e cresce 10,4%, diz Abraciclo

Leia MaisDetails
Vivara Aprova Emissão De R$ 300 Milhões Em Debêntures Com Vencimento Em 2031-Gazeta Mercantil
Empresas

Vivara aprova emissão de R$ 300 milhões em debêntures com vencimento em 2031

Leia MaisDetails
Lvmh Perde Mais De €250 Bilhões Em Valor De Mercado Desde 2023-Gazeta Mercantil
Empresas

LVMH registra queda de 5% em moda e ações acumulam perda de 40% em 2026

Leia MaisDetails
Mercado Livre
Mercados

Mercado Livre (MELI): Citi corta preço-alvo para US$ 2.100 antes do balanço do 3T26

Leia MaisDetails
Governo Notifica 37 Fintechs Ligadas A Bets Ilegais
Política

Lula atribui à pressão popular mudança de Flávio Bolsonaro sobre fim da escala 6×1

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Dólar hoje (13/10): moeda fecha a R$ 5,02, sobe 0,74% e contraria queda no exterior após pesquisas eleitorais

Produção de motos tem melhor setembro desde 2011 e cresce 10,4%, diz Abraciclo

Vivara aprova emissão de R$ 300 milhões em debêntures com vencimento em 2031

LVMH registra queda de 5% em moda e ações acumulam perda de 40% em 2026

Mercado Livre (MELI): Citi corta preço-alvo para US$ 2.100 antes do balanço do 3T26

Lula atribui à pressão popular mudança de Flávio Bolsonaro sobre fim da escala 6×1

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP