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Taxas dos DIs sobem após IBC-Br surpreender e mercado reduz apostas de corte da Selic

por Camila Braga - Repórter de Economia
16/04/2026 às 11h11 - Atualizado em 14/05/2026 às 22h05
em Economia, Destaque, Notícias
Copom Deve Cortar 0,25 P.p. Na Selic Em Cenário De Inflação Elevada E Economia Desacelerando-Gazeta Mercantil

Taxas dos DIs sobem com atividade econômica acima do esperado e reforçam cautela com a Selic

As taxas dos DIs registraram leve alta nesta quinta-feira (16), refletindo a reação imediata do mercado financeiro a dados mais fortes da atividade econômica brasileira. O movimento, ainda que moderado, reforça uma mudança relevante na precificação de juros futuros e sinaliza maior cautela dos agentes em relação ao ritmo de cortes da taxa básica.

A leitura do mercado foi direta: o crescimento acima do esperado reduz o espaço para uma flexibilização monetária mais agressiva. Nesse contexto, as taxas dos DIs passaram a embutir um cenário de política monetária mais conservadora, especialmente nos vencimentos de médio e longo prazo.

IBC-Br surpreende e altera expectativas do mercado

O principal vetor por trás da alta nas taxas dos DIs foi a divulgação do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador apontou avanço de 0,6% em fevereiro na comparação com janeiro, em dados com ajuste sazonal.

O resultado superou com folga as expectativas do mercado, que projetavam crescimento de 0,47%. Na análise interanual, houve leve retração de 0,3%, enquanto o acumulado em 12 meses registrou expansão de 1,9%.

Para operadores e analistas, o dado reforça a resiliência da economia brasileira, mesmo em um ambiente de juros elevados. Como consequência, as taxas dos DIs ajustaram suas curvas para refletir menor probabilidade de cortes mais intensos da Selic no curto prazo.

Curva de juros reage e destaca contratos longos

A movimentação das taxas dos DIs foi mais evidente nos contratos com vencimentos mais longos, que são mais sensíveis às expectativas estruturais de inflação e política monetária.

Por volta das 10h22, os principais contratos indicavam:

  • DI para janeiro de 2028: 13,37% (alta de 3 pontos-base)
  • DI para janeiro de 2035: 13,52% (alta de 3 pontos-base)

Esse comportamento evidencia uma inclinação mais firme da curva de juros, com os investidores exigindo prêmios maiores para posições mais longas. Na prática, a alta nas taxas dos DIs reflete uma revisão das expectativas quanto ao ciclo de afrouxamento monetário.

Selic no radar: mercado reduz apostas em cortes agressivos

A trajetória das taxas dos DIs está diretamente ligada às expectativas para a Selic, atualmente em 14,75% ao ano. Com a atividade econômica demonstrando força, cresce a percepção de que o Banco Central deverá adotar uma postura mais gradual na condução dos cortes.

Dados recentes do mercado de opções de Copom negociadas na B3 mostram que:

  • 74,5% dos investidores apostam em corte de 0,25 ponto percentual
  • 17% projetam redução de 0,50 ponto percentual

Essa mudança de percepção ocorreu nos últimos dias e foi intensificada após a divulgação do IBC-Br. O comportamento das taxas dos DIs confirma essa leitura, ao incorporar um cenário de juros elevados por mais tempo.

Ambiente internacional contribui para estabilidade

Enquanto o cenário doméstico pressiona as taxas dos DIs, o ambiente externo oferece certo alívio. Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries) permanecem estáveis, funcionando como uma âncora para os mercados globais.

O Treasury de 10 anos operava em torno de 4,278%, sem grandes oscilações. Esse comportamento reduz a pressão externa sobre os ativos brasileiros, permitindo que a dinâmica das taxas dos DIs seja guiada principalmente por fatores internos.

Além disso, investidores monitoram avanços diplomáticos envolvendo Estados Unidos e Irã. A expectativa de um acordo definitivo contribui para a redução da aversão ao risco global, ainda que os efeitos sobre o mercado brasileiro sejam limitados no curto prazo.

Interpretação técnica: o que está por trás da alta dos DIs

A elevação das taxas dos DIs não deve ser interpretada como um movimento isolado, mas sim como parte de um ajuste técnico mais amplo na curva de juros.

Três fatores principais explicam essa dinâmica:

1. Surpresa positiva na atividade econômica
O IBC-Br acima do esperado indica maior tração da economia, reduzindo a urgência de estímulos monetários.

2. Reprecificação da política monetária
Com menor espaço para cortes rápidos, o mercado ajusta as expectativas para a Selic, impactando diretamente as taxas dos DIs.

3. Prêmios de risco mais elevados nos vencimentos longos
A incerteza sobre inflação e trajetória fiscal leva investidores a exigir retornos maiores em contratos mais longos.

Esse conjunto de fatores sustenta a alta das taxas dos DIs, ainda que em magnitude moderada.

Impactos para investidores e empresas

A movimentação das taxas dos DIs tem implicações diretas para diferentes agentes econômicos. Para investidores, o ajuste na curva de juros altera estratégias de renda fixa, favorecendo papéis atrelados a taxas mais longas.

Já para empresas, o cenário pode significar custo de capital mais elevado, especialmente em operações de financiamento e emissão de dívida. A elevação das taxas dos DIs também impacta a precificação de ativos e projetos, exigindo revisões em planos de investimento.

Expectativas para os próximos meses

A tendência das taxas dos DIs dependerá, em grande medida, da evolução dos indicadores econômicos e da inflação. Caso novos dados confirmem a resiliência da atividade, o mercado pode continuar revisando para cima as expectativas de juros.

Por outro lado, sinais de desaceleração ou controle inflacionário podem reabrir espaço para cortes mais consistentes da Selic, o que levaria a um recuo nas taxas dos DIs.

No cenário atual, prevalece a visão de cautela, com o Banco Central adotando uma abordagem gradual e dependente de dados.

Mercado ajusta rota e recalibra expectativas de juros

O comportamento recente das taxas dos DIs evidencia um momento de transição na percepção do mercado financeiro. Após semanas de otimismo com cortes mais intensos da Selic, os investidores passaram a incorporar um cenário mais equilibrado, com menor margem para flexibilização monetária rápida.

Esse movimento reforça a importância dos dados econômicos na formação de expectativas e destaca o papel central das taxas dos DIs como termômetro das projeções de juros no Brasil.

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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