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Vendas do Comércio Recuam em Junho: IBGE Aponta Terceira Queda Seguida no Varejo

por Redação
19/08/2025 às 13h15 - Atualizado em 16/09/2025 às 19h42
em Economia, Destaque, Notícias
Vendas Do Comércio Recuam Em Junho: Ibge Aponta Terceira Queda Seguida No Varejo - Gazeta Mercantil - Economia

Vendas do Comércio em Queda: O Que Explica a Terceira Recuada Consecutiva em Junho Segundo o IBGE

O comércio varejista brasileiro voltou a registrar retração em junho de 2025, marcando a terceira queda seguida nas vendas do comércio, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O recuo de 0,1% no mês, somado às baixas de abril (-0,3%) e maio (-0,4%), aponta para uma tendência de enfraquecimento do consumo, mesmo com indicadores positivos no mercado de trabalho e na renda.

A análise deste desempenho é fundamental não apenas para entender os rumos da economia brasileira, mas também para avaliar o impacto direto no consumo das famílias, no crédito e no Produto Interno Bruto (PIB).


Panorama Geral das Vendas do Comércio Varejista

Apesar da queda em junho, o comércio varejista ainda apresenta saldo positivo em 2025. No acumulado do primeiro semestre, houve alta de 1,8%, enquanto a comparação anual entre junho de 2024 e junho de 2025 mostra avanço de 0,3%. Já no acumulado de 12 meses, o crescimento chega a 2,7%.

Esses números revelam que, embora haja sinais de desaquecimento, a trajetória do setor segue resiliente em comparação a períodos de maior crise. Ainda assim, a sequência de quedas mensais preocupa economistas, que apontam riscos para os próximos trimestres.


O Que Diz o IBGE Sobre as Vendas do Comércio

De acordo com especialistas do IBGE, o comportamento recente das vendas do comércio reflete uma fase de estabilidade com viés de baixa. Até março de 2025, o varejo havia atingido seu maior patamar histórico desde o início da série em 2000. No entanto, a partir de abril, a combinação de fatores macroeconômicos passou a frear a expansão do setor.

A principal explicação para essa desaceleração é a política monetária restritiva do Banco Central, que elevou a taxa Selic para conter a inflação. O resultado foi a redução do crédito disponível para consumidores e empresas, somada ao impacto da inflação persistente no orçamento das famílias.


Segmentos em Queda e os Motivos do Recuo

Das oito atividades monitoradas pelo IBGE, cinco apresentaram retração em junho:

  • Equipamentos e material de escritório, informática e comunicação: -2,7%

  • Livros, jornais, revistas e papelaria: -1,5%

  • Móveis e eletrodomésticos: -1,2%

  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: -0,9%

  • Hiper e supermercados, alimentos, bebidas e fumo: -0,5%

O impacto dos juros altos é sentido de forma mais intensa nos segmentos que dependem de crédito, como móveis, eletrodomésticos e produtos de maior valor agregado. Ao mesmo tempo, a inflação elevada em itens essenciais, como alimentos e combustíveis, compromete o poder de compra da população.


Setores que Conseguiram Avançar

Nem todo o varejo foi atingido da mesma forma. Três segmentos registraram crescimento em junho:

  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: +1,0%

  • Tecidos, vestuário e calçados: +0,5%

  • Combustíveis e lubrificantes: +0,3%

Esses resultados mostram que, mesmo em um ambiente desafiador, há espaço para nichos específicos se beneficiarem de tendências de consumo. O crescimento em vestuário e calçados, por exemplo, está ligado à retomada de eventos sociais e maior circulação de pessoas em espaços públicos.


Varejo Ampliado: Uma Queda Ainda Mais Forte

Quando se considera o varejo ampliado — que inclui veículos, motos, peças e material de construção — a retração em junho foi de 2,5%. Esse resultado evidencia como bens de maior valor e dependentes de financiamento foram os mais afetados pela política monetária restritiva.

Apesar disso, no acumulado de 12 meses, o varejo ampliado ainda mostra crescimento de 2%, sinalizando que a perda de dinamismo é recente, mas pode se prolongar se o crédito continuar caro.


Causas Estruturais da Queda nas Vendas do Comércio

As três principais causas para a retração das vendas do comércio são:

  1. Juros altos: a Selic elevada encarece o crédito, reduzindo as compras parceladas e financiadas.

  2. Inflação persistente: a alta de preços compromete o orçamento familiar, especialmente em bens essenciais.

  3. Endividamento das famílias: com menor acesso ao crédito e maior comprometimento da renda, o consumo financiado perde força.


Indicadores Positivos: Emprego e Renda em Alta

Apesar da sequência de quedas, nem tudo é negativo. O mercado de trabalho brasileiro segue aquecido. Em junho, a taxa de desemprego atingiu 5,8%, o menor nível desde 2012, enquanto o rendimento médio real do trabalhador alcançou recorde histórico.

Esse cenário sugere que, se os juros começarem a cair e a inflação for controlada, o consumo pode se recuperar com apoio da maior renda disponível.


Perspectivas Para os Próximos Meses

A tendência, segundo analistas, é de estabilidade com viés de baixa no curto prazo. A recuperação depende diretamente de mudanças na política monetária, principalmente da redução da taxa Selic.

Enquanto isso, o setor varejista precisará apostar em:

  • Inovação digital e omnichannel, integrando lojas físicas e online.

  • Promoções e facilitação de pagamentos, para atrair consumidores endividados.

  • Eficiência logística, para reduzir custos e melhorar a competitividade.


Impacto da Queda do Comércio na Economia Brasileira

O comércio é um dos principais motores da economia nacional, representando cerca de 60% do PIB via consumo das famílias. A sequência de quedas nas vendas, portanto, não afeta apenas lojistas, mas também toda a cadeia produtiva — da indústria aos serviços.

Se a tendência negativa persistir, pode haver reflexos no mercado de trabalho, com cortes de vagas em setores mais dependentes do consumo interno.

A terceira queda consecutiva nas vendas do comércio em junho de 2025 acende um sinal de alerta para o varejo e para a economia brasileira como um todo. Embora o setor ainda mantenha crescimento acumulado no ano e em 12 meses, os desafios impostos por juros altos, inflação persistente e crédito restrito devem continuar limitando a expansão no curto prazo.

A expectativa é que, com a melhora no mercado de trabalho e eventual flexibilização da política monetária, o setor volte a crescer de forma mais consistente, reforçando sua importância no PIB e no consumo das famílias brasileiras.

Tags: comércio varejista Brasilconsumo das famílias PIBdesempenho do varejoIBGE comércio varejistainflação e consumojuros altos e comércioqueda nas vendas do comérciovarejo ampliadovendas do comércio

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Segundo A Versão Divulgada Pela Fintech, A Azara Capital Teria Adquirido A Naskar E Outras Empresas Do Grupo, Como 7Trust E Next, Assumindo A Responsabilidade Por Tratativas Voltadas Ao Ressarcimento Dos Clientes. O Caso, Porém, Passou A Levantar Questionamentos Sobre A Própria Azara Capital. A Empresa Não Apresenta Em Seu Site Nomes De Presidente, Diretores, Sócios Ou Responsáveis Pela Gestão. A Página Informa Um Endereço Em Miami, Nos Estados Unidos, Mas A Localização Indicada Aparece Associada Ao Ocean Bank, Banco Comercial Independente Da Flórida. Em Buscas Por “Azara Capital” Em Plataformas De Geolocalização, Não Há Indicação Clara De Sede Própria Da Companhia. Além Disso, A Presença Digital Da Empresa É Recente. O Perfil Da Azara Capital No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E, Até A Manhã Desta Quinta-Feira, Contava Com Apenas Três Publicações. Após A Repercussão Da Suposta Compra Da Naskar, O Perfil Passou Por Alterações, Incluindo Arquivamento De Postagem, Mudanças Na Biografia, Remoção De Contas Seguidas E Bloqueio De Comentários. Naskar Deixou Investidores Sem Acesso Ao Aplicativo A Crise Da Naskar Começou Após A Fintech Não Realizar O Pagamento Mensal De Rendimentos Previsto Para 4 De Maio. Clientes Tentaram Contato Com Os Sócios Da Empresa Para Entender O Motivo Do Atraso, Mas, Segundo Relatos Reunidos No Texto-Base, Não Obtiveram Resposta. A Situação Se Agravou Quando O Aplicativo Da Naskar, Usado Pelos Investidores Para Acompanhar O Patrimônio Aplicado, Deixou De Funcionar Em 6 De Maio. Desde Então, Clientes Passaram A Relatar Dificuldade Para Acessar Informações Sobre Seus Saldos, Rendimentos E Eventual Cronograma De Devolução. A Naskar Atuava Há 13 Anos Captando Recursos De Clientes Com Promessa De Retorno De 2% Ao Mês, Patamar Muito Superior Ao Praticado Em Produtos Financeiros Tradicionais. Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. O Site Da Empresa Não Informa Quem Ocupa Cargos De Comando, Quais São Os Responsáveis Pela Operação, Qual É A Estrutura Societária Ou Quais Executivos Responderiam Pelo Processo De Aquisição Da Naskar. Em Uma Operação Que Envolveria Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão E A Assunção De Passivos Com Milhares De Investidores, A Ausência De Dados Públicos Sobre Governança Amplia A Incerteza. Para Investidores E Credores, A Identificação Dos Responsáveis Pela Empresa É Elemento Básico Para Avaliar Capacidade Financeira, Histórico, Experiência E Responsabilidade Sobre Compromissos Assumidos. Outro Ponto Citado No Texto-Base Envolve O Endereço Físico Informado Pela Azara Capital. A Localização Indicada Em Miami Aparece Associada Ao Ocean Bank, Não A Uma Sede Própria Identificável Da Empresa. Buscas Por “Azara Capital” Em Aplicativos E Sites De Geolocalização Também Não Retornariam Resultados Consistentes. A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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