Voto de Minerva de Alcolumbre aprova aumento de deputados e contorna STF
O voto de Minerva de Alcolumbre foi decisivo para aprovar o projeto que eleva o número de deputados federais de 513 para 531. Em uma votação apertada no Senado — 41 votos favoráveis contra 33 contrários —, o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União‑AP), interrompeu a presidência da sessão para votar, garantindo a maioria simples necessária. Sem sua intervenção, a proposta não teria avançado.
Contexto político e jurídico do voto de Minerva de Alcolumbre
É incomum que o presidente do Senado registre seu voto em plenário. O voto de Minerva de Alcolumbre marcou uma exceção significativa. A medida teve origem em uma decisão do STF, que exigia redistribuição de vagas na Câmara com base no tamanho populacional dos estados. Para acomodar os ajustes sem retirar cadeiras de nenhum estado, foi proposta a ampliação da Câmara, estratégia que encontrou resistência e polarizou debates.
Detalhes da votação no Senado
Composto por 81 senadores, o Senado aprovou o projeto com o placar mínimo de 41 votos. O voto de Minerva de Alcolumbre foi fundamental para alcançar essa maioria simples. Após deixar temporariamente a presidência da sessão, o senador registrou seu voto favorável, permitindo que a proposta seguisse para votação na Câmara dos Deputados e, posteriormente, para sanção presidencial.
Impactos para a Câmara dos Deputados
Com a promulgação do projeto, a Câmara passará a contar com 531 deputados a partir da próxima legislatura, ajustando-se à determinação do STF sem prejudicar nenhum estado. A redistribuição passou a ser viável, pois nenhuma unidade da federação perdeu representantes — nove ganharam, conforme o critério populacional.
Repercussões institucionais e políticas
O voto de Minerva de Alcolumbre não apenas assegurou a aprovação do projeto, mas também reforçou o poder do presidente do Senado como agente decisivo em temas sensíveis. A medida reorganiza o equilíbrio de forças na Casa e pode influenciar futuras composições, com novas bancadas estaduais emergindo com mais força. Também atraiu expectativa sobre a sanção presidencial, que deve confirmar a mudança para evitar desgaste institucional.
Estratégia para preservar a representação federal
A escolha de ampliar o número de deputados foi uma manobra para preservar todos os estados de eventuais perdas. Em vez de cortar cadeiras, o Congresso optou por ampliar sua composição, garantindo que nove estados em crescimento populacional ganhassem representação, sem penalizar nenhum outro. Isso atende à lógica de representatividade proporcional determinada pelo STF — mas impõe maiores custos operacionais ao Legislativo.
Prós e contras da medida
Pontos positivos:
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Atende à decisão do STF sem revés político;
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Garante maior equilíbrio populacional na Câmara;
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Fortalece representação de estados em crescimento.
Pontos críticos:
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Aumento de custos públicos, com novos salários, gabinetes e verbas;
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Percepção de inflacionamento do Legislativo;
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Debate sobre efetividade versus custos.
Caminho a seguir: sanção e implementação
Após a aprovação na Câmara, o projeto segue para sanção presidencial. A expectativa é que o presidente Lula sancione sem vetos, evitando conflito com o Congresso. Com a sanção, a medida passa a valer após as eleições gerais de 2026, implementando a nova composição da Câmara em 2027.






