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Home Política

Hugo Motta e Alexandre de Moraes reforçam união entre os Poderes no combate ao crime organizado

por Redação
11/11/2025 às 09h00 - Atualizado em 15/05/2026 às 16h54
em Política, Destaque, Notícias
Hugo Motta E Alexandre De Moraes Reforçam União Entre Os Poderes No Combate Ao Crime Organizado - Gazeta Mercantil

Hugo Motta e Alexandre de Moraes defendem união institucional no combate ao crime organizado

O enfrentamento ao crime organizado voltou ao centro das discussões entre os Poderes nesta segunda-feira (10), após uma reunião no Supremo Tribunal Federal (STF) que reuniu o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o vice-presidente da Corte, ministro Alexandre de Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e os 27 procuradores-gerais de Justiça dos estados. O encontro reforçou o discurso de cooperação institucional no combate à criminalidade e à escalada de violência em grandes centros urbanos.

Em publicação nas redes sociais, Hugo Motta afirmou que “o momento é de união entre as instituições brasileiras no enfrentamento ao crime organizado”. A declaração veio após o encontro no gabinete de Moraes, em Brasília, que também abordou medidas de segurança pública e os desdobramentos da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas.


União entre os Poderes contra o crime organizado

A reunião desta segunda-feira simboliza um esforço de coordenação nacional para conter o avanço das facções criminosas, que têm ampliado sua atuação em estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Ceará. O ministro Alexandre de Moraes destacou a importância da articulação entre o STF, o Ministério Público, os governos estaduais e o Congresso Nacional para consolidar um marco legislativo que fortaleça o combate ao crime organizado e garanta mais transparência nas operações policiais.

O presidente da Câmara, por sua vez, afirmou que a prioridade do Parlamento é votar ainda em 2025 o projeto de lei do Marco do Crime Organizado, que propõe a integração de políticas de segurança, a ampliação de mecanismos de investigação financeira e o endurecimento das penas para crimes cometidos por facções e milícias.


Contexto: a escalada da violência e o papel das instituições

A reunião foi convocada por Moraes após a megaoperação policial realizada nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que resultou em 121 mortes — uma das ações mais letais da história fluminense. O caso reacendeu o debate sobre proporcionalidade no uso da força e responsabilização de agentes públicos em ações de segurança.

Diante da repercussão, o ministro determinou que o governo do Rio preserve as imagens das câmeras corporais utilizadas pelos policiais e encaminhe ao Supremo Tribunal Federal os laudos de autópsia das vítimas, para análise de eventuais abusos. A decisão também impôs obrigações ao Ministério Público, à Defensoria Pública e ao Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), reforçando a necessidade de controle e transparência nas operações.

O movimento do STF sinaliza uma tentativa de equilibrar o rigor no combate ao crime organizado com o respeito aos direitos humanos — um tema que divide opiniões entre juristas, autoridades de segurança e parlamentares.


O Marco do Crime Organizado: novo eixo da segurança pública

O projeto de lei que cria o Marco do Crime Organizado, em tramitação na Câmara dos Deputados, foi um dos principais temas da reunião. A proposta, discutida entre Hugo Motta e Alexandre de Moraes, busca modernizar a legislação e criar instrumentos mais eficazes para o enfrentamento das facções criminosas.

Entre as medidas previstas estão:

  • Integração nacional das forças de segurança;

  • Criação de um banco de dados unificado sobre crimes de facções e milícias;

  • Rastreamento patrimonial de líderes criminosos e empresas de fachada;

  • Ampliação das investigações financeiras e de lavagem de dinheiro;

  • Proteção de agentes públicos e testemunhas envolvidas em ações contra o crime organizado.

O texto também propõe cooperação entre o STF, o Ministério Público e os estados para garantir a aplicação uniforme das regras, além de prever o fortalecimento da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no combate a crimes interestaduais.


A ADPF 635 e a atuação do Supremo no Rio de Janeiro

A ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas, é uma das ações mais relevantes em andamento no STF sobre a política de segurança pública. O processo, originalmente relatado pelo ministro Luís Roberto Barroso e agora sob a responsabilidade de Alexandre de Moraes, busca garantir que operações policiais em comunidades cariocas sejam realizadas com critérios mais rigorosos de legalidade e proporcionalidade.

Após assumir a relatoria, Moraes convocou a reunião com os procuradores-gerais para discutir padrões de atuação das forças de segurança, sobretudo diante das operações de alta letalidade. A ideia é estabelecer protocolos de conduta nacional que possam servir de referência a outros estados.

Especialistas veem na ADPF um marco jurídico que redefine o equilíbrio entre o combate ao crime organizado e a preservação de garantias constitucionais, como o direito à vida e à integridade física dos cidadãos.


Hugo Motta e o papel do Congresso no reforço à segurança pública

Hugo Motta tem se posicionado como um dos principais articuladores de pautas relacionadas à segurança pública no Congresso. O deputado afirmou que o Legislativo pretende fortalecer o arcabouço legal de combate ao crime organizado, garantindo recursos e autonomia às forças policiais, mas sem abrir mão da transparência e do controle institucional.

O diálogo entre o Poder Legislativo e o Judiciário, segundo Motta, será essencial para aprovar medidas que possam modernizar a política de segurança sem comprometer o Estado de Direito. O deputado defende que a aprovação do Marco do Crime Organizado em 2025 deve ser prioridade para o país enfrentar de forma coordenada os desafios impostos pelas facções criminosas.


Cooperação nacional: procuradores e governadores em sintonia

Durante a reunião, os 27 procuradores-gerais de Justiça reforçaram a necessidade de maior integração entre o Ministério Público dos estados e o Governo Federal. As autoridades apontaram que o combate ao crime organizado deve envolver tanto ações de inteligência quanto investigações financeiras, para desarticular a estrutura econômica das facções.

O end=”6587″>procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou a importância de uma atuação conjunta com o STF e a Câmara dos Deputados para que o país avance na criação de políticas públicas duradouras e tecnicamente eficazes.

O grupo também defendeu a ampliação dos mecanismos de cooperação internacional, especialmente em relação ao tráfico de armas e drogas — um dos eixos de financiamento das facções brasileiras.


O papel de Alexandre de Moraes na segurança pública

Desde que assumiu a relatoria da ADPF 635, Alexandre de Moraes tem se consolidado como uma das principais figuras do Judiciário na agenda de segurança pública. Ex-ministro da Justiça, Moraes defende o fortalecimento das instituições como forma de enfrentar o crime organizado e tem promovido uma série de reuniões com governadores, procuradores e ministros para alinhar estratégias nacionais.

O ministro também tem reforçado a importância do uso de tecnologia e inteligência artificial no combate ao crime, além da criação de bancos de dados integrados e interoperáveis entre estados e órgãos federais.


Desafios para 2026: segurança como prioridade nacional

A partir de 2026, o governo federal e o Congresso deverão concentrar esforços na execução de uma política nacional de segurança integrada, capaz de reduzir os índices de criminalidade e enfraquecer as facções.

Entre os principais desafios estão:

  • A fragmentação das políticas estaduais;

  • A necessidade de integração de informações entre polícias;

  • O financiamento das ações de combate;

  • A reformulação do sistema prisional, ainda dominado por organizações criminosas.

A expectativa é que o Marco do Crime Organizado sirva de base para essa nova fase, oferecendo instrumentos modernos e eficientes para as autoridades brasileiras.


União institucional como caminho para o combate ao crime organizado

A reunião entre Hugo Motta e Alexandre de Moraes representa um marco de cooperação entre os Poderes e reforça a necessidade de uma resposta coordenada ao avanço do crime organizado no Brasil. O diálogo entre o Legislativo, o Judiciário e o Ministério Público mostra que o enfrentamento à violência não se limita ao uso da força, mas também exige planejamento, inteligência e integração.

Com o apoio das instituições, o país se prepara para uma nova etapa na política de segurança pública — uma que busca resultados duradouros, transparência e fortalecimento das leis, mantendo o equilíbrio entre autoridade e direitos fundamentais.

Tags: ADPF 635Alexandre de Moraescombate à criminalidadefacções criminosasHugo MottaMarco do Crime OrganizadoMinistério Públicooperação no Rio de JaneiroPolíticasegurança públicaSTF

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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