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Brasil entra no ranking dos países mais violentos do mundo

por Daniel Wicker - Repórter
15/12/2025 às 12h30
em Destaque, Mundo, Notícias
Brasil Entra No Ranking Dos Países Mais Violentos Do Mundo - Gazeta Mercantil

Brasil entra no ranking dos países mais violentos do mundo e acende alerta para 2026

O Brasil voltou a aparecer entre os países mais violentos do mundo, segundo um índice internacional que mede a intensidade de conflitos e a escalada de episódios de violência com motivações políticas, sociais, territoriais ou ideológicas. O levantamento mais recente coloca o país na sétima posição global, em um grupo de nações e territórios classificados como de conflito “extremo”, ao lado de regiões marcadas por guerras abertas, instabilidade institucional e crises humanitárias prolongadas.

Estar entre os países mais violentos do mundo não significa apenas conviver com estatísticas elevadas. O conceito analisado considera a combinação de letalidade, risco para civis, expansão geográfica de eventos e multiplicidade de grupos armados envolvidos. Na prática, isso traduz um cenário em que a violência não se concentra em um único foco, mas tende a se espalhar, afetando rotinas, serviços públicos, logística econômica, ambiente de investimentos e, sobretudo, a sensação de segurança da população.

O ranking é elaborado por uma organização internacional que monitora conflitos e protestos com base em dados coletados quase em tempo real ao redor do planeta, e a janela de observação vai de 1º de dezembro de 2024 a 28 de novembro de 2025. Nesse recorte de 12 meses, o Brasil registrou 9.903 eventos de violência política, uma categoria ampla que inclui desde violência contra civis até uso excessivo da força em contextos de manifestação, disputas por território e ações de grupos armados com objetivos definidos.

Ao integrar o grupo dos países mais violentos do mundo, o Brasil aparece à frente até mesmo de nações que enfrentam conflitos internacionais prolongados. Esse dado, por si só, não pretende comparar realidades incomparáveis, mas evidencia que a violência de alta intensidade pode assumir formas diferentes, inclusive em países fora de guerra formal, com impacto persistente no cotidiano e na governabilidade.

O que o índice mede e por que isso importa

O posicionamento do Brasil entre os países mais violentos do mundo decorre da metodologia baseada em quatro pilares: letalidade, perigo para civis, difusão geográfica e número de grupos armados. Em conjunto, esses indicadores buscam retratar não apenas quantas ocorrências existem, mas como elas se distribuem e quem está exposto ao risco.

A letalidade avalia a capacidade de um conflito produzir mortes em escala significativa. O perigo para civis mede o quanto a população é afetada diretamente, seja por ataques, disputas territoriais ou ações coercitivas. A difusão geográfica observa se a violência fica concentrada ou se espalha por extensas áreas. Já o número de grupos armados ajuda a entender o grau de fragmentação do conflito: quanto mais atores, maior tende a ser a instabilidade, a imprevisibilidade e a dificuldade de coordenação de respostas.

Por esse desenho, estar entre os países mais violentos do mundo é, antes de tudo, sinal de que a violência tem amplitude e persistência. Não é um retrato de um episódio isolado, mas um panorama de repetição de eventos e presença de múltiplos fatores de risco.

Quem lidera o ranking e onde o Brasil aparece

O ranking dos países mais violentos do mundo inclui Palestina na primeira posição, seguida por Mianmar e Síria. Na sequência aparecem México e Nigéria. O Equador surge logo depois, em um salto expressivo na classificação, e então o Brasil ocupa a sétima colocação. Haiti, Sudão e Paquistão completam o grupo dos dez primeiros.

A presença do Brasil ao lado de países e territórios com guerras, crises estatais e colapsos humanitários revela um traço comum: a capacidade de redes violentas, armadas e organizadas produzirem controle territorial, intimidação e episódios recorrentes, mesmo em contextos distintos. Entre os países mais violentos do mundo, essa convergência costuma aparecer de formas diferentes, mas com um denominador compartilhado: civis expostos e conflitos com múltiplos atores.

O levantamento também lista as 50 nações com níveis de violência mais severos, classificando-as em categorias como extrema, de alta intensidade ou turbulenta. O Brasil está na faixa mais crítica. Apesar do resultado negativo, houve uma queda de uma posição em relação ao levantamento anterior, um detalhe que não elimina o problema, mas sugere uma oscilação na intensidade relativa, ainda dentro de patamar elevado.

Por que o Brasil entrou entre os países mais violentos do mundo

A leitura apresentada pelo índice aponta a violência de gangues como um elemento que alimenta os conflitos no Brasil, um componente que se repete em outros países mais violentos do mundo, como Haiti e México, e aparece com ainda mais força no Equador. O aumento de grupos armados, a disputa por rotas e territórios, a pressão sobre comunidades e a multiplicação de eventos violentos elevam os indicadores que sustentam a classificação.

A categoria de “violência política” usada no levantamento é ampla e, por isso, inclui dinâmicas que nem sempre são percebidas como conflito em sentido tradicional. A lógica, aqui, é identificar o uso da força com propósito, motivação ou impacto político, social, territorial ou ideológico. Nesse guarda-chuva cabem episódios de violência contra civis e ações que extrapolam o uso proporcional da força em contextos de tensão social.

Quando o Brasil é colocado entre os países mais violentos do mundo, o índice sugere que a soma de eventos, a distribuição geográfica e o risco a civis atingiram um nível que se equipara aos cenários mais críticos observados globalmente. A interpretação prática é direta: a violência ganhou capilaridade e frequência, com impactos que se desdobram em múltiplas áreas.

O papel das gangues e a fragmentação dos conflitos

A violência associada a gangues tem se mostrado um fator decisivo para explicar por que alguns países avançam rapidamente no ranking dos países mais violentos do mundo. O Equador, por exemplo, aparece como caso emblemático de salto na classificação, com dezenas de grupos armados envolvidos em atos violentos e milhares de ataques contra civis. O Haiti também vive um ciclo em que gangues ampliam controle territorial e agravam o risco humanitário.

O Brasil, ao ser incluído entre os países mais violentos do mundo, entra nessa mesma categoria de alerta: não se trata apenas de criminalidade difusa, mas de estruturas organizadas e persistentes, capazes de produzir eventos repetidos, afetar civis e desafiar respostas institucionais. A fragmentação de atores tende a piorar o cenário, porque multiplica agendas locais, amplia a disputa por poder e torna a violência mais difícil de conter com ações pontuais.

Esse padrão também ajuda a explicar por que o índice considera o número de grupos armados como um dos pilares. Em ambientes com muitos atores, há mais frentes de conflito e menos previsibilidade. Entre os países mais violentos do mundo, essa é uma característica recorrente.

Um retrato global: eventos e mortes em escala elevada

No recorte de 12 meses analisado, o levantamento registra 204.605 eventos de violência, um patamar próximo do observado no período anterior. Ainda que a variação seja pequena, os números reforçam a permanência de um mundo em estado de tensão. A estimativa conservadora associada a esses eventos aponta mais de 240 mil mortes no intervalo avaliado.

A permanência de níveis elevados de violência ajuda a contextualizar por que a lista dos países mais violentos do mundo não é um fenômeno isolado. Trata-se de uma fotografia de tendências em curso: conflitos que se prolongam, instabilidades que se acumulam e novos focos que surgem em regiões diferentes.

Nesse ambiente, o Brasil aparecer entre os países mais violentos do mundo funciona como um alerta de que a violência interna, em suas formas organizadas e territorializadas, alcançou peso estatístico comparável ao de cenários considerados extremos.

O que diferencia a Palestina e por que isso pesa no ranking

A liderança do ranking dos países mais violentos do mundo é atribuída à Palestina devido à exposição massiva da população à violência e à difusão geográfica de eventos. A lógica do índice destaca quando a violência se espalha por grande parte do território analisado, elevando o risco a civis e ampliando o impacto humanitário.

Essa menção é importante porque mostra como o ranking compara dimensões específicas. Nem sempre o primeiro lugar é apenas o mais letal; pode ser o mais difuso, o mais perigoso para civis, ou o que combina vários fatores. Entre os países mais violentos do mundo, diferentes configurações levam a posições elevadas.

No caso brasileiro, o destaque é a intensidade de eventos e o papel de grupos armados e gangues na dinâmica interna, um desenho diferente de uma guerra formal, mas ainda assim classificado como extremo pela metodologia.

A posição do Brasil e o impacto na economia e no cotidiano

Estar entre os países mais violentos do mundo tem reflexos que vão muito além da segurança pública. A violência afeta decisões de investimento, encarece seguros, pressiona custos logísticos, altera rotas de distribuição e impõe obstáculos à prestação regular de serviços. No nível micro, impacta o funcionamento de comércios, escolas, unidades de saúde, transporte e atividades básicas de rotina.

Em grandes centros e em áreas de conflito territorial, a escalada de episódios violentos interfere no horário de operação, na circulação de trabalhadores e no acesso a equipamentos públicos. Em regiões onde grupos armados impõem controle, há restrições informais que atingem a liberdade de ir e vir e degradam o ambiente institucional.

Essa dimensão ajuda a entender por que o debate sobre países mais violentos do mundo não é apenas estatístico. Ele toca diretamente o cotidiano e a capacidade do Estado de garantir direitos, proteger civis e impedir que redes violentas ampliem sua influência.

2026 no horizonte: risco de instabilidade e militarização

O índice também aponta projeções para 2026, incluindo alertas para a América Latina e o Caribe. A leitura é de que pressões externas e o endurecimento de políticas de segurança podem alimentar maior militarização e, em consequência, ciclos de violência. Esse tipo de previsão é relevante porque sugere que a dinâmica de alguns países mais violentos do mundo pode se intensificar se políticas públicas forem adotadas sem coordenação, sem inteligência e sem mecanismos de controle.

Para o Brasil, o alerta é claro: permanecer entre os países mais violentos do mundo indica necessidade de estratégias que combinem repressão qualificada a redes armadas, proteção a civis e fortalecimento institucional. Onde a resposta se resume a ações fragmentadas, o resultado tende a ser deslocamento do problema, não solução.

O que pode mudar a trajetória do Brasil

Sair do grupo dos países mais violentos do mundo depende de redução sustentada de eventos, enfraquecimento de grupos armados e diminuição do risco a civis. Na prática, isso envolve atacar finanças do crime, interromper cadeias logísticas de armas e drogas, reduzir capacidade de recrutamento e ampliar presença estatal contínua em territórios vulneráveis.

Também implica melhorar a qualidade de dados, aumentar a coordenação entre esferas de governo e reduzir espaços para impunidade. O índice avalia intensidade e alcance da violência; portanto, medidas que reduzam a difusão geográfica e a frequência de eventos tendem a impactar diretamente a posição do país.

O ponto de partida, porém, é reconhecer que o Brasil estar entre os países mais violentos do mundo não é um rótulo retórico, mas um sinal de gravidade medido por critérios que observam civis expostos, violência persistente e multiplicidade de atores armados.

Um alerta que exige resposta consistente

O recorte do último ano mostra que o mundo segue atravessado por instabilidade e conflitos. O Brasil, ao aparecer entre os países mais violentos do mundo, entra em um mapa de risco que exige resposta consistente e de longo prazo. A queda de uma posição em relação ao ranking anterior não altera o diagnóstico central: a intensidade de eventos e a dinâmica de grupos violentos mantêm o país na faixa extrema.

O desafio para 2026 é impedir que o cenário se agrave, especialmente diante de tensões regionais e mudanças geopolíticas que podem influenciar estratégias de segurança e redes criminosas transnacionais. Em um mundo em que a violência se reorganiza rapidamente, permanecer entre os países mais violentos do mundo significa carregar um risco econômico, social e institucional que não pode ser naturalizado.

Tags: conflitos armados 2026gangues na América Latinaíndice de conflito globalpaíses mais violentos do mundoranking de violência mundialrisco para civisviolência no Brasilviolência política

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Pela Estrutura Divulgada Aos Investidores, A Empresa Recebia Valores E Se Comprometia A Administrar O Patrimônio Dos Clientes, Pagando Rendimentos Mensais. O Modelo Atraiu Investidores De Diferentes Regiões Do País. A Crise, No Entanto, Expôs Riscos De Estruturas Privadas De Captação Com Promessa De Retorno Recorrente E Elevado. Quando Pagamentos Deixam De Ser Feitos, A Relação Entre Empresa E Cliente Rapidamente Passa Do Campo Comercial Para O Judicial E Regulatório. Segundo O Texto-Base, Os Valores A Serem Devolvidos Ou Ao Menos Esclarecidos Aos Clientes Superam R$ 900 Milhões. A Naskar, Por Sua Vez, Afirmou Que A Transação Com A Azara Capital Seria Uma “Operação Estratégica Voltada À Reorganização Das Atividades E À Continuidade Do Suporte Aos Investidores”. Azara Capital Não Informa Diretoria Nem Estrutura Operacional Um Dos Principais Pontos De Atenção É A Falta De Informações Institucionais Detalhadas Sobre A Azara Capital. 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A Ausência De Presença Consolidada Em Plataformas Públicas Não Comprova, Por Si Só, Irregularidade. Ainda Assim, Em Uma Transação De Grande Porte Envolvendo Investidores Prejudicados, A Falta De Dados Verificáveis Aumenta A Necessidade De Esclarecimentos. A Reportagem Também Aponta Que A Azara Capital Não Aparece Como Regulada Ou Cadastrada Em Órgãos De Fiscalização Americanos Como A Securities And Exchange Commission E A Financial Industry Regulatory Authority. Essas Informações São Relevantes Porque A Empresa Se Apresenta Como Sediada Nos Estados Unidos E Vinculada Ao Mercado Financeiro. Perfil Em Rede Social Passou Por Mudanças Após Repercussão A Presença Da Azara Capital Em Redes Sociais Também Entrou No Centro Das Dúvidas. O Perfil Da Empresa No Instagram Teria Sido Criado Há Poucos Meses E Exibia Poucas Publicações Até A Divulgação Da Suposta Transação Envolvendo A Naskar. Durante A Quinta-Feira, Após O Nome Da Empresa Ganhar Repercussão, Foram Observadas Mudanças No Perfil. Uma Publicação Que Mencionava “Capital Rápido Para Negócios Imobiliários” Teria Sido Arquivada. A Conta, Que Seguia 18 Perfis, Deixou De Seguir Todos Eles. A Opção De Comentários Nas Publicações Também Foi Bloqueada. O Perfil Da Empresa Não Teria Conta Correspondente No Linkedin, Plataforma Normalmente Usada Por Instituições Financeiras, Gestoras E Empresas De Serviços Corporativos Para Apresentar Equipe, Histórico, Área De Atuação E Estrutura De Negócios. As Alterações Nas Redes Sociais Não Significam, Isoladamente, Irregularidade. No Entanto, Em Um Contexto De Crise Envolvendo Quase R$ 1 Bilhão Em Recursos De Investidores, Mudanças Rápidas Em Canais Públicos De Comunicação Tendem A Reforçar A Pressão Por Transparência. Para Os Clientes Da Naskar, A Principal Preocupação É Saber Quem Assumirá A Responsabilidade Pelos Valores Aplicados, De Onde Virão Os Recursos Para Eventual Devolução E Qual Será O Prazo Real Para O Início Dos Pagamentos. Douglas Silva De Oliveira Aparece Ligado À Azara Segundo A Apuração Mencionada No Texto-Base, O Empresário Douglas Silva De Oliveira Se Apresentava Como Responsável Pela Azara Capital. Em Perfil Pessoal No Instagram, Ele Declarava Ser Fundador E Diretor Da Instituição, Mas A Informação Teria Sido Retirada Horas Após A Divulgação Da Transação Envolvendo A Naskar. Douglas Silva De Oliveira Consta Como Administrador E Sócio-Administrador De 11 Empresas Brasileiras, Sediadas No Distrito Federal E Em Diferentes Estados. Várias Dessas Companhias Têm Capitais Sociais Milionários, Segundo Os Dados Citados No Texto-Base. A Ligação Entre Douglas, Azara Capital E Naskar Passou A Ser Observada Com Mais Atenção Justamente Pelo Tamanho Da Operação Anunciada. A Suposta Compra De Uma Fintech Em Crise, Com Milhares De Investidores Aguardando Reembolso, Exige Comprovação De Capacidade Financeira E Clareza Sobre A Estrutura Jurídica Da Transação. A Naskar Informou Que A Azara Capital Passaria A Ser Responsável Pelo Contato Com Clientes Interessados Em Saber Quando Terão Seu Dinheiro De Volta. A Fintech Também Afirmou Que As Tratativas Para Devolução Começariam A Partir Da Semana Seguinte Ao Anúncio. Até A Última Atualização Do Texto-Base, Representantes Da Azara Capital Não Haviam Respondido A Tentativas De Contato Por Telefone, Whatsapp E E-Mail. Operação Envolveria Naskar, 7Trust E Next A Transação Anunciada Pela Naskar Não Se Limitaria À Gestora. Segundo A Empresa, A Azara Capital Teria Adquirido Também Outras Duas Companhias Do Grupo: 7Trust E Next. O Objetivo Declarado Seria Reorganizar As Atividades, Consolidar Informações Operacionais, Revisar Processos Existentes E Avançar Na Liquidação Com Investidores. O Valor Informado Para A Operação É De Aproximadamente R$ 1,2 Bilhão. A Cifra É Próxima Ao Montante Que Precisa Ser Devolvido Ou Explicado Aos Cerca De 3 Mil Clientes Da Fintech. Esse Alinhamento Entre Valor Da Transação E Passivo Estimado Aumenta A Importância De Documentação Verificável. Em Operações De Aquisição, Especialmente Quando Há Passivos Relevantes E Clientes Prejudicados, É Essencial Diferenciar Anúncio De Intenção, Assinatura De Contrato, Transferência Efetiva De Controle E Execução Financeira. Sem Esses Elementos, Investidores Seguem Expostos À Incerteza. A Naskar Disse Que Os Próximos Passos Envolveriam Continuidade Do Processo De Circularização, Consolidação De Informações Operacionais, Revisão Técnica Dos Processos E Liquidação Com Os Investidores. Circularização É Um Procedimento Usado Para Confirmar Saldos, Obrigações E Dados Junto Às Partes Envolvidas. Na Prática, Esse Processo Pode Ser Decisivo Para Definir Quanto Cada Investidor Tem A Receber, Quais Contratos Serão Reconhecidos, Qual A Ordem De Pagamento E De Que Forma Eventuais Divergências Serão Tratadas. Promessa De Rendimento De 2% Ao Mês Elevou Risco Da Operação A Naskar Construiu Sua Base De Clientes Oferecendo Retorno De 2% Ao Mês. Em Termos Financeiros, Esse Patamar Representa Uma Remuneração Elevada, Especialmente Quando Comparada A Alternativas Tradicionais De Renda Fixa E Produtos Bancários Regulados. Promessas De Retorno Acima Do Mercado Não Significam Automaticamente Fraude Ou Irregularidade, Mas Exigem Explicação Robusta Sobre Estratégia, Risco, Liquidez, Garantias E Fonte Dos Ganhos. Quanto Maior A Rentabilidade Prometida, Maior Tende A Ser A Necessidade De Transparência. No Caso Da Naskar, Os Clientes Aplicavam Recursos Esperando Receber Rendimentos Mensais. O Exemplo Citado No Texto-Base Mostra Que Um Investimento De R$ 1 Milhão Geraria Pagamento Mensal De R$ 20 Mil. Essa Previsibilidade De Fluxo Ajudou A Atrair Investidores, Mas Também Ampliou O Impacto Quando Os Pagamentos Foram Interrompidos. Durante Anos, Segundo Relatos, A Empresa Teria Funcionado Sem Grandes Problemas Para Os Clientes. A Quebra Do Padrão De Pagamentos No Início De Maio, No Entanto, Foi Suficiente Para Desencadear Uma Corrida Por Informações E Colocar A Empresa Sob Forte Pressão. Além Da Falta De Pagamento, A Interrupção Do Aplicativo Agravou O Cenário. Sem Acesso Ao Sistema, Investidores Ficaram Sem Uma Ferramenta Direta Para Verificar Patrimônio, Rendimentos E Movimentações. Caso Coloca Governança Da Suposta Compradora Sob Pressão A Suposta Compra Da Naskar Pela Azara Capital Poderia Representar Uma Alternativa De Reorganização Para A Fintech, Mas A Falta De Informações Públicas Sobre A Compradora Dificulta A Avaliação Da Operação. A Ausência De Executivos Identificados No Site, O Endereço Associado A Outro Banco, O Perfil Recente Em Rede Social E A Falta De Cadastro Aparente Em Órgãos Reguladores Americanos Formam Um Conjunto De Pontos Que Exigem Esclarecimento. Para Os Investidores, O Fator Central Continua Sendo A Devolução Dos Recursos. Qualquer Solução Dependerá De Cronograma, Comprovação De Caixa, Validação Dos Saldos E Formalização Das Responsabilidades Assumidas Pela Empresa Que Teria Comprado A Naskar. Para O Mercado Financeiro, O Caso Reforça O Debate Sobre Estruturas De Captação Privada, Fintechs Que Operam Fora Do Circuito Tradicional De Instituições Reguladas E Promessas De Rentabilidade Recorrente Acima Dos Padrões De Mercado. A Crise Também Pode Aumentar A Pressão Sobre Distribuidores, Intermediários E Empresas Que Apresentaram A Naskar A Investidores. Em Disputas Desse Tipo, Clientes Frequentemente Buscam Responsabilizar Todos Os Agentes Que Participaram Da Oferta, Recomendação Ou Operacionalização Dos Contratos. Enquanto A Azara Capital Não Apresentar Informações Verificáveis Sobre Sua Estrutura, Seus Executivos, Sua Autorização Regulatória E Sua Capacidade Financeira, A Suposta Aquisição Tende A Permanecer Cercada Por Dúvidas. O Desfecho Do Caso Dependerá Menos Do Anúncio Da Compra E Mais Da Comprovação De Que Há Recursos, Governança E Instrumentos Jurídicos Suficientes Para Devolver O Dinheiro Dos Investidores. - Gazeta Mercantil
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