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Home Política

‘Usam criatividade para o mal’, diz Flávio Bolsonaro sobre cassação de irmão

por Júlia Campos - Repórter de Política
19/12/2025
em Política, Destaque, Notícias
Flávio Bolsonaro Critica Cassação De Eduardo Bolsonaro E Fala Em Perseguição Política - Gazeta Mercantil

“Usam criatividade para o mal”, diz Flávio Bolsonaro ao criticar cassação de Eduardo Bolsonaro e Ramagem

A cassação de Eduardo Bolsonaro e do deputado Alexandre Ramagem provocou forte reação no campo político e reacendeu o debate sobre limites institucionais, perseguição política e funcionamento da democracia brasileira. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República em 2026, saiu publicamente em defesa do irmão e do aliado ao classificar a decisão da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados como um erro grave, fruto de um sistema que, segundo ele, “usa criatividade para o mal”.

A manifestação ocorreu após a confirmação da perda de mandato dos dois parlamentares, baseada no excesso de faltas às sessões legislativas. Para Flávio Bolsonaro, a decisão ignora circunstâncias excepcionais e revela falta de bom senso por parte das instituições responsáveis pelo julgamento do caso. Em tom crítico, o senador comparou a situação dos deputados a cenários extremos, como sequestro ou internação prolongada, questionando se, nessas hipóteses, a punição também seria automática.

A reação política à cassação de Eduardo Bolsonaro

A cassação de Eduardo Bolsonaro foi imediatamente interpretada por aliados como um gesto de perseguição política. Flávio Bolsonaro afirmou que tanto o irmão quanto Alexandre Ramagem não estariam fora do Brasil por vontade própria, mas sim em razão de um ambiente institucional que classificou como hostil e persecutório.

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Segundo o senador, o sistema político-judiciário brasileiro teria criado obstáculos que inviabilizam o retorno dos parlamentares ao país, o que, em sua avaliação, descaracteriza a aplicação justa das regras regimentais. Para ele, tratar ausências forçadas como simples faltas administrativas distorce o espírito da lei e compromete o princípio da representatividade popular.

O argumento das “situações excepcionais”

Ao comentar a decisão, Flávio Bolsonaro levantou um ponto que passou a ganhar destaque no debate público: a diferença de tratamento entre agentes públicos em situações excepcionais. Ele questionou por que magistrados podem exercer suas funções remotamente em determinados contextos, enquanto parlamentares não teriam a mesma possibilidade.

O senador exemplificou com hipóteses extremas, como o sequestro de um parlamentar por grupo terrorista ou um grave acidente que o deixasse inconsciente por meses. Na avaliação dele, aplicar a perda de mandato de forma automática nesses cenários seria um absurdo jurídico e moral. Para Flávio, a cassação de Eduardo Bolsonaro se insere justamente nesse tipo de distorção, ao ignorar fatores extraordinários que teriam impedido o cumprimento das atividades presenciais.

“Criatividade para o mal” e crítica institucional

A frase “usam criatividade para o mal”, utilizada por Flávio Bolsonaro, sintetiza o discurso adotado pelo senador ao comentar o episódio. Ele argumenta que setores das instituições estariam reinterpretando regras de maneira seletiva, com o objetivo de atingir adversários políticos específicos.

Nesse contexto, a cassação de Eduardo Bolsonaro é apresentada como símbolo de um processo mais amplo de desgaste democrático. Segundo o senador, faltaria bom senso de um lado e coragem de outro para reconhecer a excepcionalidade do caso e buscar soluções que preservassem o mandato conferido pelo voto popular.

Eduardo Bolsonaro, Ramagem e o cenário político atual

Eduardo Bolsonaro, deputado federal por São Paulo, e Alexandre Ramagem, do Rio de Janeiro, figuram entre os principais aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. Ambos têm atuação destacada em pautas de oposição ao governo federal e protagonizaram embates recentes com instituições do Estado.

A cassação de Eduardo Bolsonaro ocorre em um momento de forte polarização política, no qual decisões institucionais tendem a ser interpretadas à luz de disputas ideológicas. Para aliados, a perda de mandato reforça a narrativa de que parlamentares ligados ao bolsonarismo estariam sendo alvos preferenciais de sanções políticas.

Impacto da decisão no eleitorado conservador

Entre eleitores conservadores, a cassação de Eduardo Bolsonaro teve efeito mobilizador. O discurso de perseguição política encontra eco em uma parcela significativa da base eleitoral do ex-presidente Jair Bolsonaro, que vê nas decisões institucionais recentes um afastamento do ideal de democracia plena.

Flávio Bolsonaro, ao vocalizar essa insatisfação, busca consolidar sua imagem como principal herdeiro político do pai e como porta-voz de um segmento que se sente excluído do sistema decisório. A defesa pública do irmão reforça laços com a base mais fiel do bolsonarismo, ao mesmo tempo em que projeta o senador no cenário nacional.

A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro em 2026

A reação à cassação de Eduardo Bolsonaro ocorre poucos dias após Flávio Bolsonaro anunciar sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026. O movimento foi interpretado como uma tentativa de manter o capital político da família Bolsonaro ativo, diante da impossibilidade de Jair Bolsonaro disputar o pleito.

Apesar das pressões de setores do Centrão por nomes considerados mais moderados e com maior capacidade de diálogo institucional, como governadores de grandes estados, Flávio tem afirmado que só abriria mão da candidatura caso o pai pudesse concorrer. Nesse contexto, o episódio da cassação fortalece o discurso de resistência e de enfrentamento ao sistema.

A relação com o Centrão e disputas internas

Nos bastidores, a cassação de Eduardo Bolsonaro também aprofunda divergências entre o bolsonarismo e partidos do Centrão. Parte dessas legendas defende uma estratégia eleitoral menos confrontacional, apostando em nomes que consigam dialogar com diferentes espectros políticos.

Flávio Bolsonaro, porém, utiliza o episódio para diferenciar sua candidatura, apresentando-se como alguém disposto a enfrentar o que chama de abusos institucionais. Ao adotar esse tom, o senador se distancia de possíveis alianças pragmáticas, mas reforça sua identidade política junto ao eleitorado mais ideológico.

Democracia, representação e mandato popular

Um dos pontos centrais levantados no debate sobre a cassação de Eduardo Bolsonaro é o impacto da decisão sobre a representação popular. Parlamentares eleitos, segundo esse argumento, deveriam ter seus mandatos preservados sempre que possível, especialmente quando circunstâncias extraordinárias interferem no exercício regular das funções.

Para críticos da cassação, a aplicação rígida das regras regimentais, sem análise do contexto, fragiliza a relação entre eleitores e eleitos. Já defensores da decisão sustentam que o cumprimento das normas é essencial para a credibilidade do Legislativo, independentemente de quem seja o parlamentar envolvido.

Polarização e judicialização da política

A cassação de Eduardo Bolsonaro também se insere em um cenário mais amplo de judicialização da política brasileira. Decisões administrativas e judiciais passaram a ter impacto direto sobre o equilíbrio de forças no Congresso, o que alimenta acusações de interferência excessiva de instituições no jogo político.

Esse ambiente contribui para a radicalização do discurso e para o enfraquecimento do diálogo entre campos opostos. Flávio Bolsonaro explora esse contexto ao afirmar que o país vive um sistema que pode ser chamado de qualquer coisa, menos de democracia plena, segundo suas próprias palavras.

Repercussão no debate público

O episódio ganhou ampla repercussão nas redes sociais e no debate público. A cassação de Eduardo Bolsonaro passou a ser usada como exemplo por diferentes grupos políticos para sustentar narrativas opostas sobre o estado da democracia no Brasil.

Enquanto aliados falam em perseguição e autoritarismo, adversários defendem a legalidade da decisão e a necessidade de cumprimento das regras. Esse embate de versões tende a se intensificar à medida que o país se aproxima do ciclo eleitoral de 2026.

Consequências políticas de médio e longo prazo

No médio prazo, a cassação de Eduardo Bolsonaro pode redefinir estratégias eleitorais dentro da direita brasileira. A ausência do deputado do Congresso altera a dinâmica interna do bolsonarismo e pode ampliar o protagonismo de Flávio Bolsonaro como principal articulador político da família.

No longo prazo, o caso pode servir de precedente para novos debates sobre flexibilização de regras em situações excepcionais, especialmente em um mundo cada vez mais marcado por deslocamentos internacionais, atividades remotas e crises institucionais.

Um episódio que extrapola os mandatos cassados

Mais do que a perda de dois mandatos, a cassação de Eduardo Bolsonaro simboliza um momento de tensão entre diferentes visões de democracia, legalidade e representação política. O discurso de Flávio Bolsonaro, ao classificar a decisão como fruto de “criatividade para o mal”, busca transformar o episódio em bandeira política e elemento central de sua trajetória rumo a 2026.

O desfecho do caso, embora juridicamente encerrado no âmbito da Câmara, continuará a produzir efeitos no debate público, alimentando narrativas, estratégias eleitorais e disputas institucionais que devem marcar os próximos anos da política brasileira.

Tags: cassação Alexandre Ramagemcassação de Eduardo Bolsonarocrise política CâmaraFlávio Bolsonaro cassaçãomandato Eduardo Bolsonaroperseguição política Bolsonaro

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