quarta-feira, 19 de agosto de 2026
contato@gazetamercantil.com
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
GAZETA MERCANTIL
Home Brasil

Ranking das Cidades Mais Violentas do Brasil: Veja Lista Completa e Análise

Aumento da violência em meio à redução de assassinatos preocupa especialistas

por Gabriel Monteiro
28/07/2025 às 11h10
em Brasil
Aumento Da Violência Em Meio À Redução De Assassinatos Preocupa Especialistas - Gazeta Mercantil -

As Cidades Mais Violentas do Brasil: Ranking Atualizado com Dados Oficiais

A violência urbana segue sendo um dos maiores desafios do Brasil, mesmo com a recente queda geral nos homicídios registrados em 2024. Segundo os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, o país ainda abriga bolsões críticos de criminalidade, especialmente no Nordeste. Com base no levantamento mais recente, cidades como Maranguape (CE), Jequié (BA) e Juazeiro (BA) lideram o ranking das cidades mais violentas do Brasil com mais de 100 mil habitantes.

Neste artigo, você confere o ranking completo, análises dos fatores que influenciam a violência nesses municípios, dados comparativos com anos anteriores e as tendências regionais que colocam em alerta especialistas e autoridades.


Maranguape lidera o ranking das cidades mais violentas do Brasil

De acordo com o Anuário de Segurança Pública de 2024, Maranguape, no Ceará, ocupa o topo do ranking das cidades mais violentas do Brasil, com 79,9 mortes violentas intencionais por 100 mil habitantes. Este índice alarmante destaca a crescente atuação de facções criminosas e a ausência de controle efetivo do Estado sobre determinados territórios.

Logo em seguida, surgem Jequié (77,6) e Juazeiro (BA), com taxas altíssimas de homicídios dolosos, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes em ações policiais.

As 10 cidades mais violentas do país

  1. Maranguape (CE) – 79,9 mortes por 100 mil habitantes

  2. Jequié (BA) – 77,6

  3. Juazeiro (BA) – 75,3

  4. Camaçari (BA) – 73,8

  5. Cabo de Santo Agostinho (PE) – 71,2

  6. Itabuna (BA) – 69,4

  7. Simões Filho (BA) – 67,1

  8. Paulista (PE) – 64,3

  9. Lauro de Freitas (BA) – 60,8

  10. Barreiras (BA) – 58,5

A Bahia concentra metade das cidades mais violentas, evidenciando um padrão regional preocupante. O estado apresenta alta concentração de disputas territoriais por parte de facções criminosas ligadas ao tráfico de drogas.


Nordeste concentra a maior parte da violência letal

O relatório do Fórum Brasileiro de Segurança Pública enfatiza que os maiores índices de criminalidade se concentram em cidades do Nordeste brasileiro, onde há pouca presença de políticas públicas efetivas e grandes dificuldades no combate ao crime organizado.

Além da Bahia, outros estados como Ceará e Pernambuco também aparecem com cidades em situação crítica.


Cidades que deixaram o topo da lista

Em 2023, Santana (AP) liderava o ranking com uma taxa de 92,9 mortes por 100 mil habitantes. No entanto, em 2024, o município caiu para o 18º lugar, com 54,1 mortes, indicando uma expressiva melhora nos índices de segurança local.


Ranking dos estados mais violentos do Brasil

Além das cidades, o levantamento também aponta os estados com as maiores taxas de violência letal:

  1. Amapá – 45,1 mortes por 100 mil habitantes

  2. Bahia – 40,6

  3. Ceará – 37,5

  4. Pernambuco – 35,9

  5. Rio Grande do Norte – 34,2

Por outro lado, São Paulo se mantém como o estado menos violento do país, com uma taxa de apenas 8,2 mortes por 100 mil habitantes.


Feminicídios e mortes de crianças crescem no Brasil

Apesar da redução nos assassinatos em geral, dados do anuário apontam crescimento em feminicídios e mortes de crianças. Em 2024, o número de mulheres assassinadas por motivação de gênero e crianças vítimas de violência aumentou de forma alarmante, exigindo maior atenção por parte das autoridades.

Outro dado relevante é o descumprimento das medidas protetivas emitidas pela Justiça. Cerca de 20% dessas ordens são desrespeitadas pelos agressores, o que reforça a necessidade de monitoramento mais eficaz.


Roubos de celulares seguem em alta, apesar da queda nos registros

O número de roubos e furtos de celulares caiu 12,6% em 2024. Ainda assim, mais de 917 mil aparelhos foram tomados de cidadãos ao longo do ano. A taxa de recuperação desses dispositivos permanece baixa: apenas 8% foram devolvidos às vítimas.

As quintas e sextas-feiras são os dias com maior número de ocorrências, revelando um padrão temporal que pode embasar estratégias preventivas mais eficazes.


Investimento em segurança pública aumentou em 2025

O investimento em segurança pública por parte do governo federal, estados e municípios cresceu 6% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 153 bilhões. O destaque vai para as prefeituras, que aumentaram em 60% os recursos aplicados na área desde 2021.

Essa elevação nos investimentos, no entanto, ainda não se traduziu em queda proporcional nas taxas de criminalidade nas regiões mais críticas.


Registro e fabricação de armas caem com novo governo

Desde o fim do governo Bolsonaro, o Brasil passou por uma reformulação em sua política de armas. Em 2024, os registros de novas armas caíram 79% em relação a 2022. Já a fabricação de armamentos no país teve redução de 92,3% entre 2021 e 2024.

Esse recuo reflete a mudança de orientação do atual governo em relação ao controle de armas, priorizando políticas mais restritivas e voltadas à segurança coletiva.


Superlotação nos presídios agrava situação carcerária

O Brasil ultrapassou a marca de 909 mil pessoas presas em 2024. O número representa um aumento de 6% em relação ao ano anterior. No entanto, o déficit de vagas ainda é de mais de 237 mil em todo o país.

Além disso, cerca de 13% da população carcerária encontra-se em prisão domiciliar, monitorada por tornozeleira eletrônica.


Escolas sob ameaça: violência afeta rotina educacional

Estados como Rio Grande do Norte, Santa Catarina e Rio de Janeiro registraram o maior número de interrupções de aulas devido a situações de violência nas imediações das escolas. Ataques, toques de recolher e conflitos armados colocaram em risco a integridade de alunos e profissionais da educação.


Crescimento dos casos de bullying e cyberbullying preocupa

Outro alerta importante do Anuário é o aumento expressivo dos casos de bullying e cyberbullying. As vítimas são, principalmente, crianças a partir de 10 anos e adolescentes entre 14 e 17 anos. Essa realidade exige ações conjuntas entre escolas, famílias e órgãos de segurança.

A divulgação do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2024 revela um retrato complexo da violência no país. Apesar de avanços em alguns indicadores, como a queda de assassinatos em estados como Amapá e São Paulo, o crescimento de crimes como feminicídios, mortes de crianças, roubos e o fortalecimento das facções nas cidades mais violentas do Brasil mostram que ainda há um longo caminho a percorrer.

É fundamental que os governos estaduais e municipais invistam em políticas públicas integradas, com foco em prevenção, educação, segurança e inclusão social, para reverter os números que colocam diversas cidades brasileiras no topo da criminalidade mundial.

Tags: anuário de segurança públicacidades mais violentas do Brasildados de criminalidadeestados mais perigosos do Brasilfacções criminosas no nordestefeminicídio no Brasilmortes violentas intencionaisranking de homicídiossegurança pública 2024violência urbana

LEIA MAIS

Luciano Huck Divide Opiniões Ao Criticar Modelo De Segurança Após Operação No Rio - Gazeta Mercantil
Política

Luciano Huck divide opiniões ao criticar modelo de segurança após operação no Rio

Luciano Huck gera debate nacional após discurso humanista sobre operação policial no Rio O apresentador Luciano Huck provocou forte repercussão nas redes sociais e no meio político após...

Leia MaisDetails

GAZETA MERCANTIL ENCERRADO

00:00:56
IBOV

IBOVESPA

B3
Consultando... buscando última cotação
$

DOLAR

USD/BRL
Consultando... buscando última cotação
€

EURO

EUR/BRL
Consultando... buscando última cotação
₿

BITCOIN

BRL
Consultando... buscando última cotação
Gazeta Mercantil · dados de mercado

Veja Também

Crise Na Propaganda Eleitoral: Dança Das Cadeiras Atinge Marqueteiros Políticos Em 2026 - Gazeta Mercantil
Política

Crise na propaganda eleitoral: dança das cadeiras atinge marqueteiros políticos em 2026

Leia MaisDetails
Risco-País Da Argentina Volta Aos 511 Pontos E Mercado Aumenta Cautela Com Milei - Gazeta Mercantil - Economia
Economia

Risco-país da Argentina volta aos 511 pontos e mercado aumenta cautela com Milei

Leia MaisDetails
3 Funções Do Celular Que Você Deve Desligar Quando Não Estiver Usando - Gazeta Mercantil - Economia
Tecnologia

3 funções do celular que você deve desligar quando não estiver usando

Leia MaisDetails
Renan Santos - Gazeta Mercantil
Política

Renan Santos defende fim da Justiça do Trabalho e diz que CLT ‘já era’

Leia MaisDetails
Valuation: O Que É, Como Calcular E Quais Métodos Definem O Valor De Uma Empresa - Gazeta Mercantil
Negócios

Valuation: o que é, como calcular e quais métodos definem o valor de uma empresa

Leia MaisDetails

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco
Gazeta Mercantil Logo White

contato@gazetamercantil.com

Gazeta Mercantil — marca jornalística fundada em 1920, com continuidade editorial contemporânea no ambiente digital por meio do domínio oficial gazetamercantil.com.

EDITORIAS

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

Veja Também:

Crise na propaganda eleitoral: dança das cadeiras atinge marqueteiros políticos em 2026

Risco-país da Argentina volta aos 511 pontos e mercado aumenta cautela com Milei

3 funções do celular que você deve desligar quando não estiver usando

Renan Santos defende fim da Justiça do Trabalho e diz que CLT ‘já era’

Valuation: o que é, como calcular e quais métodos definem o valor de uma empresa

Dólar hoje fecha a R$ 5,22 com tensão no Oriente Médio e ata do Fed no radar

  • Anuncie Conosco
  • Política de Correções
  • Política Editorial
  • Política de Privacidade
  • Termos de Uso
  • Sobre a Gazeta Mercantil
  • Expediente
  • Política de Conflitos de Interesse

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP

  • Economia
  • Mercados
    • Dólar
    • Ibovespa
    • Fundos Imobiliários
    • Criptomoedas
  • Empresas
  • Negócios
  • Política
  • Brasil
  • Mundo
  • Tecnologia
  • Agronegócio
  • Trabalho
  • Saúde
  • Loterias
  • Esportes
    • Futebol
  • Cultura & Lazer
    • Filmes e Séries
  • Lifestyle
  • Anuncie Conosco

© 2026 GAZETA MERCANTIL - Marca jornalística fundada em 1920. Site oficial: gazetamercantil.com - Todos os direitos reservados. - ISSN 1519-0129 - contato@gazetamercantil.com - Grupo SMEdit - Av.Paulista 777 - Bela Vista - São Paulo - SP