Julgamento de Bolsonaro no STF: datas, réus, acusações e onde assistir ao vivo
Um julgamento histórico no Supremo
O julgamento de Bolsonaro no STF marca um dos momentos mais decisivos da história recente do Brasil. A partir de setembro de 2025, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal inicia a análise da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus, acusados de tentativa de golpe de Estado em 2022.
O processo tem grande impacto político e jurídico, pois envolve ex-ministros, militares de alta patente e ex-integrantes do núcleo duro do governo. Além disso, as possíveis penas podem somar até 43 anos de prisão em caso de condenação.
Quando será o julgamento de Bolsonaro no STF?
O julgamento de Bolsonaro no STF foi programado para acontecer em cinco sessões distintas, com transmissão pela TV Justiça e por portais de notícias. Veja o cronograma completo:
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2 de setembro – 9h às 12h e 14h às 19h
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3 de setembro – 9h às 12h
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9 de setembro – 9h às 12h e 14h às 19h
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10 de setembro – 9h às 12h
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12 de setembro – 9h às 12h e 14h às 19h
Com esse calendário, a expectativa é de que o julgamento tenha ritmo intenso, dividido entre exposição da denúncia, defesas, votos dos ministros e deliberações finais.
Onde assistir ao julgamento ao vivo
O julgamento de Bolsonaro no STF será transmitido em tempo real pela TV Justiça e replicado em grandes portais de notícias. O público poderá acompanhar os votos dos ministros, as sustentações orais e os debates sobre as acusações.
Essa transparência tem como objetivo assegurar que a sociedade brasileira acompanhe cada etapa de um processo considerado fundamental para a democracia.
Quem são os réus no julgamento de Bolsonaro
A denúncia apresentada pela PGR contra o núcleo crucial do caso envolve oito réus:
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Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;
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Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;
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Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional;
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Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil;
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Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;
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Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;
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Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;
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Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência.
Segundo a acusação, esses nomes formavam o núcleo de comando responsável por planejar e articular ações para tentar impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito presidente em 2022.
Os crimes atribuídos a Bolsonaro e aliados
A PGR acusa Jair Bolsonaro de ser o “principal articulador, maior beneficiário e autor” da trama. Entre os crimes apontados estão:
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Organização criminosa armada: liderança de grupo estruturado, com divisão de tarefas e uso de armas.
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Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito: emprego de violência ou grave ameaça para impedir os poderes constitucionais.
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Golpe de Estado: tentativa de depor o governo legitimamente constituído.
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Dano qualificado contra patrimônio da União: destruição ou deterioração de bens públicos com prejuízo significativo.
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Deterioração de patrimônio tombado: destruição de bens especialmente protegidos.
Caso condenado em todas as frentes, Bolsonaro pode enfrentar uma pena de até 43 anos de prisão.
A composição da Primeira Turma do STF
O julgamento de Bolsonaro no STF será conduzido pela Primeira Turma, composta pelos ministros:
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Alexandre de Moraes (relator);
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Flávio Dino;
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Luiz Fux;
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Cármen Lúcia;
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Cristiano Zanin (presidente do colegiado).
A decisão final dependerá de maioria simples, ou seja, pelo menos três votos convergentes.
Como será a dinâmica do julgamento
O processo seguirá a seguinte ordem:
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Leitura do relatório pelo ministro relator, Alexandre de Moraes.
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Sustentação da acusação pela Procuradoria-Geral da República.
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Defesas dos réus, com tempo individual para cada advogado.
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Votação dos ministros, seguindo a ordem definida pelo regimento.
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Proclamação do resultado, com definição de condenações, penas e efeitos civis e administrativos.
Possíveis consequências do julgamento
Em caso de condenação, as penalidades podem incluir:
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Prisões com penas longas, dependendo da gravidade de cada crime.
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Perda de cargos públicos e impossibilidade de ocupar novas funções.
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Multas e indenizações por danos morais coletivos.
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Perda de mandatos eletivos, se a pena superar quatro anos.
Se houver absolvição, os réus ficam livres de punições e o processo é arquivado.
Impacto político do julgamento de Bolsonaro
O julgamento de Bolsonaro no STF tem enorme peso no cenário político. Caso o ex-presidente seja condenado, sua influência eleitoral pode ser reduzida drasticamente, além de reforçar a narrativa de defesa das instituições democráticas.
Por outro lado, uma eventual absolvição fortaleceria sua base de apoio, que já utiliza o discurso de perseguição política como bandeira.
Independentemente do resultado, o processo deve repercutir internacionalmente, reforçando a imagem do Brasil como país que enfrenta ameaças à democracia dentro da legalidade.
Ordem dos votos dos ministros
O Supremo já definiu a sequência de votação:
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Alexandre de Moraes (relator);
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Flávio Dino;
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Luiz Fux;
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Cármen Lúcia;
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Cristiano Zanin.
Essa ordem garante que a decisão seja tomada de forma clara, com cada ministro justificando publicamente sua posição.
FAQ sobre o julgamento de Bolsonaro no STF
1. Quando começa o julgamento de Bolsonaro no STF?
A primeira sessão ocorre em 2 de setembro de 2025, a partir das 9h.
2. Onde assistir ao julgamento ao vivo?
As sessões serão transmitidas pela TV Justiça e em grandes portais de notícias.
3. Quem são os outros réus além de Bolsonaro?
Ex-ministros, ex-militares e ex-dirigentes de órgãos estratégicos, como Anderson Torres, Augusto Heleno, Braga Netto, Paulo Sérgio Nogueira, Almir Garnier, Alexandre Ramagem e Mauro Cid.
4. Quais as penas previstas?
As acusações podem resultar em condenações de até 43 anos de prisão para Jair Bolsonaro.
O julgamento de Bolsonaro no STF é um divisor de águas na política brasileira. Além de analisar crimes graves relacionados à tentativa de golpe de 2022, o processo testará a força das instituições diante de ataques ao Estado Democrático de Direito.
Acompanhar cada sessão é essencial para compreender os rumos da democracia no país.






