Último shutdown dos EUA: relembre a paralisação mais longa da história durante o governo Trump
O termo shutdown EUA histórico refere-se à paralisação do governo federal que ocorreu em dezembro de 2018, durante o primeiro mandato de Donald Trump. Esta foi a mais longa da história do país, durando 35 dias, e marcou um período de grande tensão política e econômica nos Estados Unidos. A crise teve como pivô o polêmico projeto do muro na fronteira com o México, uma promessa de campanha do então presidente, e tornou-se um marco do embate entre Executivo e Congresso.
Durante o shutdown EUA histórico, os serviços considerados não essenciais foram interrompidos, enquanto apenas atividades essenciais, como segurança pública, fiscalização de fronteiras e controle aéreo, continuaram funcionando. A paralisação gerou atrasos em aeroportos, impactos diretos na folha de pagamento de centenas de milhares de servidores e prejuízos econômicos estimados em cerca de US$ 3 bilhões.
O contexto do shutdown de 2018
Em dezembro de 2018, o governo federal enfrentava impasse orçamentário devido à exigência de Trump de liberar US$ 5,7 bilhões adicionais para a construção do muro na fronteira com o México. O Congresso precisava aprovar o financiamento, mas a então presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, recusou-se a negociar os fundos extras sem a reabertura imediata do governo.
A maioria democrata na Câmara, conquistada nas eleições midterms de 2018, assumiu o poder em meio à paralisação, criando um cenário de confronto político intenso. O impasse prolongado fez com que a paralisação se estendesse por mais de um mês, afetando setores críticos e ampliando a pressão sobre Trump para buscar uma solução.
Consequências do shutdown EUA histórico
O shutdown EUA histórico impactou diversos setores:
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Servidores públicos: Centenas de milhares de funcionários federais ficaram sem salários, enquanto outros em funções essenciais continuaram trabalhando sem remuneração imediata.
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Serviços governamentais: Aeroportos, agências reguladoras e programas não essenciais foram suspensos, gerando atrasos e interrupções em serviços à população.
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Economia: Estima-se que a paralisação custou cerca de US$ 3 bilhões, considerando atrasos em projetos, salários e perdas indiretas.
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Muro na fronteira: Apesar da crise, Trump conseguiu obter verbas adicionais ao longo de 2019, declarando emergência nacional e redirecionando fundos de agências federais, incluindo o Pentágono, para financiar a construção do muro.
A experiência mostrou como impasses políticos podem gerar consequências significativas, afetando tanto a gestão pública quanto a economia, e serviu como referência para crises orçamentárias subsequentes nos EUA.
O shutdown atual em outubro de 2025
Quase sete anos após o shutdown EUA histórico, o governo americano entrou novamente em paralisação nesta quarta-feira (1º). Desta vez, o impasse está centrado na área de saúde e no financiamento federal, refletindo disputas entre democratas e republicanos.
A paralisação parcial do governo — a 15ª desde 1981 — coloca milhares de servidores públicos em licença e suspende temporariamente o pagamento de salários, afetando serviços não essenciais em todo o país.
Os democratas afirmam que só aprovarão o orçamento se programas de assistência médica prestes a expirar forem prolongados, enquanto os republicanos defendem que saúde e financiamento federal sejam tratados separadamente, acusando os opositores de usar o orçamento como moeda de troca política.
A Casa Branca classificou a paralisação como “shutdown democrata“, e tanto republicanos quanto democratas se acusaram mutuamente de provocar a paralisação.
Comparação entre os shutdowns de 2018 e 2025
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Duração e impacto: O shutdown EUA histórico de 2018 durou 35 dias, sendo o mais longo registrado, enquanto a paralisação atual de 2025 ainda depende de negociações em andamento.
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Motivo central: Em 2018, o impasse girava em torno do financiamento do muro na fronteira com o México; em 2025, o foco é a manutenção de programas de saúde e financiamento federal.
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Reação política: Em ambos os casos, os presidentes enfrentaram resistência do Congresso, resultando em paralisações parciais dos serviços federais e pressões econômicas.
Analistas políticos e econômicos alertam que o impacto da paralisação atual no mercado cambial e na economia americana pode ser intenso, especialmente se prolongado, gerando volatilidade em moedas, investimentos e indicadores financeiros globais.
Lições do shutdown EUA histórico
O shutdown EUA histórico oferece lições valiosas para compreensão das crises orçamentárias:
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Importância da negociação política: Conflitos entre Executivo e Legislativo podem paralisar o governo, afetando serviços essenciais e economia.
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Impacto econômico direto: Suspensão de serviços e salários pode gerar perdas bilionárias e afetar confiança de investidores.
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Gestão de crise: A necessidade de alternativas, como redirecionamento de verbas e declarações de emergência, demonstra como o governo pode reagir frente à paralisação.
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Exposição midiática e pressão social: Cobertura intensa da mídia e insatisfação pública pressionam autoridades a buscar soluções rápidas.
Estas lições são fundamentais para interpretar a paralisação de 2025 e os efeitos sobre a política interna e externa dos Estados Unidos.









