O último pregão de outubro de 2026 registrou fortes oscilações entre ações negociadas na B3, com a MRS Logística (MRSA3B) avançando 16,49% e a Rio Paranapanema Energia (GEPA4) recuando 12,57%. O desempenho de sexta-feira (30) evidenciou movimentos distintos em setores como siderurgia, mineração, energia, tecnologia e infraestrutura, em meio à volatilidade do mercado acionário brasileiro.
Entre os destaques positivos de um levantamento de cotações, também apareceram Irani (RANI3), CSN Mineração (CMIN3) e São Martinho (SMTO3), com valorizações superiores a 7%. Na direção oposta, Usiminas (USIM5), Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) e Positivo Tecnologia (POSI3) registraram perdas expressivas.
As oscilações ocorreram no encerramento de um mês marcado por forte pressão sobre a Bolsa brasileira. Apesar dos ganhos observados em determinados papéis, a maior parte das ações integrantes do Ibovespa terminou outubro no território negativo.
Ações que mais caíram no último pregão de outubro
A Rio Paranapanema Energia (GEPA4) apresentou a maior desvalorização entre os seis papéis selecionados no levantamento, com queda de 12,57%. As ações preferenciais da companhia encerraram a sessão cotadas a R$ 30,60, ante R$ 35,00 no fechamento anterior.
A Usiminas (USIM5) também registrou perdas relevantes. Os papéis preferenciais da siderúrgica recuaram 8,59%, terminando o pregão a R$ 5,00. O movimento ocorreu após uma sequência de sessões negativas para a companhia.
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3) apresentou queda de 8,49%, com suas ações encerrando o dia a R$ 3,88. O resultado reforçou a pressão observada sobre parte do setor siderúrgico.
Entre as empresas de tecnologia, a Positivo Tecnologia (POSI3) registrou desvalorização de 6,43%, com fechamento a R$ 2,91. A Intelbras (INTB3) caiu 5,97%, terminando o pregão a R$ 13,87.
No segmento de infraestrutura, a EcoRodovias (ECOR3) também figurou entre os destaques negativos, com recuo de 5,96% e cotação de encerramento de R$ 4,89.
As quedas ocorreram em empresas de diferentes segmentos, mostrando que a pressão vendedora não ficou restrita a uma única atividade econômica.
Ações que mais subiram no fechamento de outubro
Na ponta positiva do levantamento, a MRS Logística (MRSA3B) apresentou valorização de 16,49%, encerrando o pregão de 30 de outubro cotada a R$ 47,05.
A variação, entretanto, exige uma ressalva sobre a liquidez. O papel apresenta negociação pouco frequente, e o registro anterior disponível na série histórica consultada é de 20 de outubro. Dessa forma, o percentual representa a diferença em relação à última cotação registrada, não necessariamente uma valorização ocorrida após negociação contínua no pregão anterior.
A Irani (RANI3), companhia do setor de papel e embalagens, avançou 9,52%, encerrando a sessão a R$ 7,59. A valorização colocou a empresa entre os principais destaques positivos da seleção.
A CSN Mineração (CMIN3) também teve desempenho favorável, com alta de 8,00% e fechamento a R$ 4,86. O resultado contrastou com a queda registrada pelas ações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSNA3), evidenciando a diferença de comportamento entre os dois papéis do grupo.
No setor sucroenergético, a São Martinho (SMTO3) avançou 7,88%, encerrando o pregão a R$ 21,09.
A Raízen (RAIZ4) registrou valorização de 7,14%, com seus papéis terminando a sessão cotados a R$ 0,30. Apesar da recuperação no último dia de negociação de outubro, a empresa acumulava perdas expressivas nas sessões anteriores.
A Oncoclínicas (ONCO3) completou a relação de destaques positivos, com alta de 7,04% e fechamento a R$ 0,76. A valorização ocorreu em meio às discussões sobre a situação financeira e a reestruturação das obrigações da companhia.
Ibovespa encerrou outubro com perdas disseminadas
Os movimentos do último pregão ocorreram após um período de forte deterioração do mercado acionário brasileiro.
Em outubro, apenas 12 das 76 ações consideradas na carteira do Ibovespa apresentaram valorização mensal. As outras 64 terminaram o período em queda, segundo levantamento divulgado pela Exame com base nas cotações de 30 de outubro.
Desse total, 51 papéis acumularam perdas superiores a 10%, enquanto 26 registraram desvalorizações acima de 20% durante o mês.
O desempenho negativo se intensificou na última semana de outubro, após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no dia 25, quando aumentaram as incertezas dos investidores sobre as perspectivas econômicas e fiscais.
Liquidez pode ampliar oscilações das ações na Bolsa
As diferenças entre as valorizações e desvalorizações registradas no pregão também exigem atenção ao volume financeiro negociado.
Ações com baixa liquidez podem apresentar oscilações percentuais elevadas mesmo quando poucas operações são realizadas. Isso acontece porque a distância entre os preços oferecidos por compradores e vendedores pode ser maior do que a observada em papéis com negociação frequente.
O caso da MRS Logística (MRSA3B) ilustra essa característica. Embora a valorização de 16,49% tenha sido expressiva, a baixa frequência de negociação limita a comparação direta com ações de maior liquidez.
O levantamento reúne uma seleção de papéis que se destacaram no fechamento de outubro e não representa um ranking exaustivo de todas as ações negociadas na B3.
Para os investidores, os resultados reforçam a importância de avaliar não apenas a oscilação percentual de cada ação, mas também a liquidez, o histórico de preços e as condições de mercado antes de tomar decisões de investimento.









